quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A educação que se traz de casa...

Outro dia, conversei com o senhor Lauri Bernardes, de Novo Hamburgo. Ele estava visitando nossa cidade e contou-me, com muito gosto, que havia tirado algumas fotos da Rua dos Poetas, encantado pela beleza deste espaço público que homenageia os escritores. Em seguida, ele destacou que Santiago é a cidade-natal do escritor Caio Fernando Abreu. “Sou contemporâneo dele. E admiro muito o que o Caio escrevia”, disse-me. Depois, Bernardes comentou sobre a importância da leitura, lamentando que muitos jovens e adultos são preguiçosos ao não cultivarem tal hábito. Essa deficiência acaba sendo um empecilho para inúmeras conquistas pessoais e profissionais. O pensamento deste amigo certamente reflete o que muitos professores reproduzem em sala de aula, na tentativa de fazer com que os alunos se interessem e desenvolvam a leitura que mais lhe agrade. Seja “Guerra e Paz”, do Tolstói, seja “Harry Potter”, de JK Rowling. Ou jornais. Ou revistas em quadrinhos.

Para incentivar o próprio filho a ler, Bernardes contou-me sua estratégia. Pagava-lhe uma mesada, mas para merecê-la, o rapaz tinha o compromisso de ler alguma obra indicada pelo pai. Depois, ele tinha que escrever um resumo de oito páginas relatando suas considerações sobre a leitura. Com o passar do tempo, aquilo que o garoto fazia por obrigação foi se tornando um hábito. E o conhecimento adquirido tornou-se útil em sua vida, conquistando boas notas na escola e, hoje em dia, na universidade. O exemplo de Bernardes é um caso raro de um pai consciente de sua obrigação em passar valores ao filho. Afinal, se hoje os professores não conseguem despertar o interesse de muitos alunos, é porque alguns pais não compreenderam a profundidade de seu papel na formação de um cidadão. Pois, como se diz, educação também se traz de casa.

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