terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sobre o Expresso. Sobre o Carnaval dos gaúchos. Sobre o blog. E sobre minha preguiça

Ah, essa semana me bateu um orgulhozão de trabalhar no jornal Expresso Ilustrado. É que estive dando umas olhadas na minha carteira de trabalho e me dei conta: fazem 10 anos que estou trabalhando no jornal. E como todo mundo costuma dizer, parece que foi ontem. O jornal Expresso era a empresa onde eu queria muito trabalhar e lá estou até hoje. Foi a única empresa que carimbou a minha carteira de trabalho e onde permaneço. Claro, tive um período afastado, pois honrosamente trabalhei também na Câmara de Vereadores como chefe de gabinete, onde fiz muitas amizades. Mas sempre me mantive vinculado ao jornal. Outro dia, lendo uma entrevista do Elton Doeler, sobre a Felice, li que ele dizia que numa pesquisa interna, os seus funcionários não deixariam a Felice por outro emprego por até 20% a mais em seus salários. E fiquei pensando: não deixo o Expresso nem pelo dobro do que eu recebo. Porque o prazer de trabalhar numa firma como a que eu trabalho, não há proposta que cubra. É onde tenho grandes amigos e foi através do jornal que cresci como profissional e ser humano. São coisas que não tem preço. Amo o Expresso, sem dúvida e é bonito de ver o jornal evoluir e se tornar referência para muitos outros Rio Grande do Sul, afora. Nos congressos da Associação dos Jornais do Interior (Adjori) um exemplar do Expresso é disputado a tapas e tiros.
No decorrer desses 10 anos, tive proposta de ir trabalhar aqui ou ali, algumas me balançaram outras eram bucha mesmo, mas sempre me mantive no Expresso e o Expresso sempre me manteve. Acho que é uma simbiose, mesmo.
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E estamos aí no mês de setembro, que mal iniciou há poucos dias e já está na metade. É que é nesse período que acontece o Carnaval dos Gaúchos, que se dá através dessa coisa aí de Semana Farroupilha. Eu, como sou uma metamorfose ambulante, não dou a mínima para esses gauchismos aí. Sou gaúcho porque nasci no Sul, gosto de algumas tradições de pai para filho, acho bonito muita coisa da cultura gaúcha até porque sou admirador da cultura humana em geral. Mas não sou 8 e nem 80, estou aí pelos 45. Por isso, nem abomino muito, nem dou bola para tanto. Sou indiferente mesmo. Tô nem aí. Jamais me fantasiei de gaúcho, não sei cevar mate e muito menos fazer churrasco (até porque não sou muito chegado em carne). Comparado aos gaúchos de ocasião, sou de araque.
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Tenho andado meio afastado do blog, sem muito tempo para atualizar ou até mesmo ânimo para fazer isso. Nas últimas semanas nem tenho tido oportunidade de assistir filmes, o que é algo que sempre foi marcante em minha vida. De qualquer forma, nem por isso tenho deixado de viver. E, sim, estou vivenciando uma nova fase em minha vida, redescobrindo algumas coisas e aprendendo sempre. E sempre. Afinal, penso que a vida seja justamente uma faculdade, um laboratório onde estamos aí a experimentar nossas razões e emoções para tentar equilibrar tudo o que se processa para, ao final, ver o que acontece.
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Outro dia, um amigo que não mora mais em Santiago comentou que acessa o meu blog para ver o que está acontecendo em Santiago. E reclamou que eu quase não publico o que se passa na cidade, mesmo assim, ele gostava de ler o que eu escrevia. Bom, amigão, meu blog passou dessa fase. Não gosto mais de ficar falando o que está acontecendo por aí, relatando acontecimentos alheios ou tampouco transcrevendo postagens daqui e dali. Gosto de escrever o que penso e sinto. E isso quando estou com saco para fazer isso. Aqui no meu blog, sou o senhor do universo. Eu que mando, eu que sei.

Um comentário:

Denise disse...

oi Marcio, e muito gratificante quando leio sobre pessoas que adoram o que fazem e que não estão no emprego para receber o salário no final do mês. Tambem penso assim a adoro o que faço e o meu emprego, tambem não trocaria por nada.