quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A lei de Lavoisier

No colégio, nunca me dei bem com Matemática, Química ou qualquer outra matéria que envolvesse cálculos. No entanto, foi justamente numa aula de Química que aprendi uma lição inesquecível. Foi quando a querida professora Elizete Fontana ensinou sobre a Lei de Lavoisier. Segundo ela, nas reações químicas, a soma das massas dos elementos é igual à soma total das massas das substâncias produzidas por uma reação. Ou seja, a massa total permanece constante. Diante disso, Lavoisier ensinou que "na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma." Dita na época, essa frase ficou gravada na minha memória e percebi que ela se aplica não somendo à Química, mas também a tudo o mais na vida. (Para ver como eu não prestava mesmo atenção na aula)

No universo dos sentimentos, por exemplo, nada se perde e tudo se transforma. Toda vez que a gente sofre por alguma coisa, mais tarde essa dor se transforma em compreensão. Por mais que a gente não se dê conta disso ou até nem queira admitir isso. A dor, assim como a alegria, tem um propósito de ensinar. São sentimentos necessários para que se cumpra algum estágio, para que cheguemos a um determinado ponto. Nada se perdeu, o que sentimos se converteu. Pode ser que a gente perca uma oportunidade na vida, sofra um acidente, perca um amor ou uma pessoa querida. Mas para tudo há um propósito. A partir disso, a vida se estrutura e segue em frente. Se tivermos a compreensão, haverá a transformação. Mais ou menos como aquela frase popular de que "a vida fecha uma janela, mas abre uma porta". No final das contas, há um sentido para tudo: para o amor e para dor. Pois nada se perde e tudo se transforma.

3 comentários:

MLuiza Martins disse...

EXCELENTE ! Viu? Aquele garoto que era vc e não prestava atenção é o que mais tem hoje em dia. E sabe porquê? Vc. como os muitos de hoje não tinha um bom professor. Mas vc teve a sorte de ter uma boa professora que te explicou Lavoisier com a qualidade de empatia c/ o aluno e de ter a arte de contar. Como era o nome dela?

Andrei disse...

Cara, muito bom esse texto. Existiam dentro de mim certos sentimentos que eu compreendia, simplesmente compreendia. Depois de ler esse teu texto, eu consegui compreender mais ainda. Eu sempre soube que tudo, no fundo, ou até mesmo no final, tem um certo porque, só que eu não tinha conseguido, ainda, responder isso para si mesmo, e agora com a idéia de que "nada se perde, tudo se transforma" (que eu tbm jah tinha ouvido da prof Alissandra no primeiro ano) eu nunca tinha associado à essa resposta.

Meu, tu eh um fenômeno. Sou teu fã!

Abraços e continue assim, me dando as resposta, QUER DIZER, escrevendo lindas coisas! (hehehehe)

http://mrlonelyforever.blogspot.com/

Andrei disse...

=D