quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A primeira mulher que vi nua...


Não é tão simples assim descrever coisas da intimidade. Até seria fácil, se eu tivesse certeza de que ninguém estaria lendo. Mas é, sem dúvida, um desafio fazer isso ao saber que outros podem ler. E, comparando, é quase como tirar a roupa em público. Mas e porque logo eu, decidi fazer isso? Mas penso: e por que não fazê-lo? É até divertido lembrar de algumas coisas e me esforçar o máximo para não cair na vulgaridade ao descrever essas coisas.

Atropelando a cronologia, vou escrevendo na medida que vou lembrando de algum fato. Outro dia estava conversando com uma pessoa (não vou revelar o nome dela porque ela não iria gostar...) e, naturalmente, fomos conversando sobre questões íntimas. E foi divertido e até libertador, eu diria. Contei um determinado acontecimento e, depois, fiz questão de confirmar na frente dela o que havia contado, logo que estivemos frente-a-frente de outra pessoa que vivenciou a mesma experiência (o Chico, claro). Deixa eu tomar um ar que eu conto essa história, que envolve a primeira mulher que eu vi nua na minha vida:


Hã?? Vou explicar. Aqui na vila onde moro (Vila Itu, capital de Santiago), tínhamos uma turma que era muito unida (o Chico, o Valber, eu, o Rodrigo Pelincho e vários outros...). A gente costumava jogar bola no campinho, roubar milho nas lavouras (ou frutas dos pátios dos vizinhos), jogar taco e pegar carona nos vagões em movimento. A nossa faixa de idade era de 12 a 14 anos e, nessa época, a gente já começava a questionar a respeito de sexo, afinal, que graça isso teria? Nenhum de nós sabia como era uma mulher nua. Até que, certo dia, um de nossos bravos companheiros conseguiu surrupiar uma antiga revista Playboy da coleção de seu irmão mais velho. Na capa, a Luíza Brunet. Éramos uns seis em volta daquela revista, fechando um cerco.

Claro que para nós, que éramos umas crianças, ficar vendo uma revista de mulher pelada era algo muito perigoso. Podíamos dar na vista. Portanto, fomos até um vagão nos trilhos da RFFSA e lá começamos a olhar as fotos com mais tranquilidade. Não sei dos guris, mas para mim, testemunhar as curvas, os seios e os pelos pubianos da Luiza Brunet foram como um acontecimento apoteótico, épico e histórico. Era como se eu estivesse vendo um Disco Voador, algo totalmente de outro planeta. Foi me dando um calorão, um formigamento, um não sei o quê. E só sei que a Luíza Brunet me causou uma sensação até então desconhecida.

Naquele dia, convencemos nosso amigo de que a Luíza Brunet não poderia retornar à coleção de seu irmão. Ela precisava conviver conosco. Apesar de que ninguém tinha coragem de levá-la para casa, pois poderia ser descoberta por nossas mães e aí...não era bom nem pensar.

Decidimos, então, escondê-la no próprio vagão onde estávamos. Era um vagão de passageiros que já estava há meses parado no mesmo lugar e no qual entrávamos e saíamos a hora que quiséssemos e que tinha se tornado o nosso clubinho secreto.

Escondemos a Luíza Brunet num pequeno buraco no teto do vagão. E toda vez que íamos para lá, a retirávamos do esconderijo para vê-la e admirá-la. Aos poucos, ela foi ficando cada vez mais íntima de nossa turma. E, se não estivesse nua, tenho certeza de que ficaria ruborizada com a forma pecaminosa com que a olhávamos. Teve algumas vezes que ela participou de "quases orgias", ficando estendida no chão, no meio da turma, enquanto nós, uh, hã, bem....disputamos torneios de masturbação. (Vou me arrepender de contar isso, mas agora foi...)

Certamente não com a mesma curiosidade com que víamos a Luíza Brunet, mas com uma dose de disputa, era comum que nos comparássemos. Eu, creio, era o mais envergonhado. Eu era o que não tinha pelos, não ejaculava e considerava que meus atributos físicos eram menores que de meus amigos.

E num dia qualquer, numa tarde qualquer da adolescência, tínhamos combinado de ir jogar taco. E foi quando olhamos em direção à estação férrea que descobrimos algo terrível. O vagão onde a Luíza Brunet nos aguardava tinha sido levado embora. E foi assim que ela nos deixou, sem sequer um último adeus. A partir daquele dia não mais a veríamos e nossas vidas tomariam outros rumos, gradativamente.

Mas devo confessar que a Luiza Brunet realmente marcou a minha vida. E sua imagem nua acabou se tornando, para mim, uma espécie de "modelo feminino". Um ideal de mulher, já que ao despertar da sexualidade acabei procurando justamente encontrar um ser naqueles moldes. Com aquelas curvas perfeitas, aqueles seios, aqueles pelos. Algo extremamente belo e misterioso. Como se fosse de outro planeta. Como se fosse um Disco Voador.

Um comentário:

Tainã Steinmetz disse...

Coitado do chico... tu vai acabar matando ele. huahauaah