segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dicionário de Cama


Outro dia estava conversando com uma amiga, quando começamos a debater sobre frases ou palavras que muitas pessoas costumam dizer durante o ato sexual. Ela me dizia que gostava de falar algumas "palavrinhas mais pesadas", como forma de aproveitar melhor o momento, criar um clima mais sensual etc e tal. E perguntou-me, se eu também gostava disso.

- Claro, né? Nunca transei com freira nenhuma.

E, passamos, então a comentar sobre o tipo de comunicação mais comum na hora do sexo e a eficiência desta forma de comunicação. Por exemplo, imagine que o casal esteja ali, no ato. O rapaz então, convida:
- Querida, vamos fazer o seguinte: eu me deitarei em decúbito dorsal, enquanto você assume uma posição paralela.
Ele diz isso? Não. Simplesmente o "vem por cima". Simples e eficiente.
Da mesma forma, ela não diria:

- Querido, eu vou ficar com os joelhos e cotovelos paralamente encostados na cama e você faz o mesmo, atrás de mim.

Ela diz? Não. É simplesmente "Vamos de quatro". Objetivamente a mensagem é entendida e praticada, assim por diante.

Além dessas descrições, há diversas outras. E há, claro, também inúmeros adjetivos. Tem gente que gosta de ser chamado meu amor, minha linda, minha gostosa, de puta, cachorra, safada, meu garanhão, meu gostoso, meu isso, minha aquilo, enfim. Fazer sexo ou falar sobre sexo é a coisa mais natural do mundo.

Eu realmente não entendo porque as pessoas ficam cheias de pudores e ai, ai, ais. Os anos passam e o sexo segue sendo tratado como tabu, disso não se fala, ai que coisa vulgar, ai, isso, ai aquilo. Principalmente o Papa é um pé no saco para tratar desses assuntos. Proibiu-se a camisinha, mas ela segue sendo campeã em vendas. Discursa-se que os casais devem ser fiéis e religiosos, mas o adultério nunca vai deixar de existir. E segue o mesmo discurso modorrento e o cinismo.

A gente devia ouvir menos o Papa e mais a Madonna. Não é questão de promiscuidade ou "bagaceirice". É questão de naturalidade.

Porque estou falando dessas coisas no blog? Ah, sei lá. É como fazer sexo. Deu vontade.

Foto acima: Do filme Dicionário de Cama, com Jessica Alba.

3 comentários:

Cristiano Freitas disse...

"E vamo metê, que a mãe não tá."
Do filósofo Mulita.

Márcio Brasil disse...

Eehehhehe. Essa é boa, Cris.
Tem aquela outra dele, que é "tem que metê. Mas não metê, metê, metê..."

Abraços por trás.

Micheli Pissollatto disse...

hahaha! Morro e não leio tudo!