terça-feira, 21 de julho de 2009

Terra, doce Terra


"Um pequeno passo para o homem. Um grande passo para a humanidade." Essa foi a célebre frase proferida por Neil Armstrong quando pisou na superfície da Lua, há 40 anos atrás. A frase possui um impacto tão poético que parece ter sido roteirizada para ele dizer assim que colocasse a bota no satélite. Talvez, com o propósito de vencer uma outra frase de igual impacto dita pelo astronauta russo Yuri Gagarin, primeiro homem a ir ao espaço e que, encantado com a orbe, proferiu que a "Terra é azul". Cá entre nós, a frase de Gagarin me parece mais sincera. Até o imagino com os olhos lagrimejados vislumbrando o planetinha lá de cima e percebendo a coloração.

Existe há muitos anos uma teoria de que o homem não foi à Lua coisa nenhuma, que todas aquelas imagens foram feitas em estúdio. E mais: quem teria dirigido tais cenas seria, nada mais nada menos, que Stanley Kubrick, o realizador da obra-prima 2001: Uma Odisséia no Espaço, lançada um ano antes da Apolo 11 ter viajado até o satélite. Pura intriga da oposição e dos incrédulos, claro (e também de fanáticos jesuscristianos). Se os americanos tivessem burlado a aventura, é certo que os russos tratariam de desmascarar a farsa, em plena guerra fria.

Há muito tempo a Lua habita nossos sonhos. É onde passamos nossa Lua-de-Mel. É ela que inspira aos casais enamorados.
- Veja como a Lua está linda hoje.
- É verdade.
- Me dá um beijo...

Há os lunáticos também, aqueles que mudam o humor conforme a Lua. Há os lobisomens que, em noites de Lua cheia, transformam-se e saem uivando pela madrugada. Há quem corte o cabelo baseado no calendário lunar. A agricultura também se baseia nas fases do satélite. A Lua influencia os mares, ajuda a absorver parte da radiação solar etc. E há muito mais sobre a Lua e a Terra do que possa conceber a minha vã filosofia.

Chamou-me a atenção uma frase do astronauta Buzz Aldrin, durante uma entrevista comemorativa ao 40º aniversário da viagem da Apolo 11. Disse ele que a Lua agora pode e deve ser explorada por outros países (que tal, Lula lá?), enquanto que os EUA devem se concentrar em ir até Marte. E serem pioneiros em levar um homem até lá. (A velha superioridade do american way life)

De fato, incontáveis bilhões são investidos nessa tarefa de se conduzir mais uma vez o homem pelos recantos da Via Lactea, com propósitos colonizadores. Ou existe alguma vantagem em ir até lá para catar pedrinhas?

Ao mesmo tempo que é fascinante a tecnologia hoje disponível em nosso Planeta, é de uma burrice absurda que ela seja usada para conquistar outros mundos. O homem evolui tecnologicamente e não sentimentalmente. Não se evolui o nível de amor. Tantos incontáveis bilhões, se fossem empregados para a recuperação do Planeta Terra e a construção da paz seria tanto melhor. E tão possível de se fazer.

O homem jamais vai pisar em Marte. Talvez quando isso chegue a acontecer, é porque seja dos ultimos passos a ser dado por esta civilização. Porque aí, desesperadamente, já não tenhamos mais uma Terra Azul. A essa altura, a Terra deixará de ser um lar e terá virado um amontoado de lixo, oceanos degradados, florestas destruídas e a humanidade reduzida por sua própria ignorância, disfarçada de inteligência. Porque o tempo todo, em sua história moderna, esteve com os olhos voltados para o Planeta errado.

Um comentário:

Tainã Steinmetz disse...

Dá uma olhada nesse site, acho q tu pode gostar.

http://www.afraudedoseculo.com.br/


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