quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como vinho


Para mim, o sexo era como uma garrafa de champanhe na geladeira, à espera do momento certo para ser aberta. Até que vem o espoucar, as taças cheias e o tim-tim. Depois disso, sexo passou a ser como água. Algo que era preciso beber para matar a sede. Noutros momentos, comparou-se a uma deliciosa caneca de chocolate-quente. A gente pega com as duas mãos (aproveitando para esquentá-las) e bebe devagarinho para não se queimar (ora, lambendo os beiços) mas sempre saboreando com satisfação. Sexo também foi como café para mim: viciante. Noutras vezes foi como chimarrão (interprete como quiser), mas na maioria das vezes foi como Coca-Cola (com gelo mas sem limão, por favor) que eu bebia para matar a sede, mas também para sentir um sabor adocicado e gostoso ou até como diversão.

Hoje, o sexo está mais para uma garrafa de vinho, daqueles especiais. Pega-se a garrafa com respeito e admiração. Após aberta com toda a paciência, sente-se o cheiro adocicado da uva e amadeirado das pipas. Coloca-se numa taça cristalina, a qual segura-se com veneração até ser sorvido com todo o desejo, numa sensação indescritível de se estar saboreando a bebida que era reservada aos deuses. Uma garrafa de vinho não se espouca, não mata a sede, não se bebe como diversão. Uma garrafa de vinho merece ser saboreada é com muita veneração. Mas...do que eu estava falando mesmo?

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