domingo, 26 de abril de 2009

Unbreak my heart

Os últimos dias foram de descanso e meditação para mim. No sábado à noite, estive na casa da professora Rosane Vontobel, compartilhando horas de conversa com ela, seu esposo Ery e o jovem Rodrigo Neres, funcionário da SMEC, que é dotado de grande inteligência, sensibilidade e humildade. Não essa inteligência forjada aí, dos que se propagandeiam filósofos e, ainda por cima, humildes. O Rodrigo tem inteligência, sensibilidade e humildade legítimas.
Enfim, foram horas agradáveis de conversa de alto nível. Logo depois, o Ery me deu uma carona de volta para casa. E, assim, o sábado findou para mim, ao lado de bons amigos.
Já em meu quarto, liguei o computador, acessei a net e, selecionei algumas músicas para ouvir. Instantes depois, alguém surge em minha janela, metendo o carão com o propósito de me aplicar um susto. Como estava com os fones de ouvido, não ouvi o "buuuuh". Era o Chico e a Luana, voltando de um passeio no posto ao lado de outros amigos deles.
A Luana disse que eu deveria ter ido e que deveria sair mais, não ficar tão recluso. O Chico diz o mesmo e planeja que eu vá numa próxima vez. Ocorre que naqueles instantes eu estava curtindo uma fossa ouvindo Michael Bolton, Rod Stewart, Evanescence, The Corrs, Cranberries e Toni Braxton (Unbreak my heart/Say you'll love me again/ Un-do this hurt you caused/When you walked out the door/And walked outta my life/Un-cry these tears/I cried so many nights/ Un-break my heart, my heart...).

- E teu coração?
A Luana me pergunta. E na minha mente ouço a música Unbreak my heart, da Toni Braxton, que há pouco estava ouvindo. Penso em responder que meu coração é simplesmente um músculo que bombeia sangue. Mas fico apenas olhando os olhos claros da Luana. Não respondo o que ela quer saber. Falo outra coisa.

- Pessoas são monótonas para mim. Prefiro conhecer quem eu já conheço e admiro, do que conhecer outras pessoas e descobrir que elas são tão iguais, tão comuns, tão cheias de nada. É algo raro encontrar alguém especial. Talvez porque eu próprio seja um clichê.

O Chico, que para tudo encontra uma explicação baseada em filmes, observa que talvez seja por isso que eu goste de repetir filmes que eu já vi, do que ver outros que nunca assisti, na maioria das vezes. Em um instante, ele já desvia o assunto para os filmes, dizendo que tinha muitas coisas boas que eu deveria pegar na locadora onde ele trabalha. (Stop Vídeo)
- Como aquele filme que eu te falei: A Espiã. É muito bom. Tu tem que assistir.
Aproveito a saída oferecida pelo Chico e fujo de responder a pergunta da Luly. E seguimos falando de filmes. Conto para ele que assisti O Leitor e Uma Noite de Amor e Música. A Luana se irrita com a gente.
- Vocês só sabem falar de filmes. Deus que me perdoe.

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