terça-feira, 28 de abril de 2009

Crítica- X-Men Origens: Wolverine


Participando de uma uma sessão especial para a imprensa (faz de conta que é verdade), pude assistir em primeira mão o filme X-Men Origens: Wolverine, que estreia (ooooh, palavra do novo Português. Um dia eu dividirei a conta-gotas esse conhecimento neste blog com vocês, homo sapiens) nesta quinta-feira no país. Sou fã da série original dos X-Men, assim como também era com os quadrinhos. E devo dizer: que filminho à toa!!!

Como a Fox não está me pagando nada, vou aproveitar para dizer: não é tão ruim quanto eu pensava, mas também não é tão bom quanto podia ser. O diretor Gavin Hoood mostrou que é sem personalidade para comandar um filme como esse, que revela o passado do personagem mutante mais famoso. Os melhores atores do filme são, por minha ordem de preferência, Danny Houston (que faz o general Willian Stryker), Liev Schreiber (Dentes-de-Sabre) e Hugh Jackman (Wolverine).

O resto é pura bomba. Ryan Reynolds fazendo o Dedpool é desprezível e Dominic Monaghan está ridículo. O personagem Gambit não faria falta aqui e há vários outros só enchendo linguiça. Cheio de briguinhas infantis, em momentos onde bastaria que os personagens dialogassem para se entender, mas não: saem na porrada só para mexer com a plateia (ohhhhh, outra palavra do novo Português: sem acento. Brilhante! Brilhante!). Há cenas estilosas e diálogos forçados, para criar frases de efeitos. Me deu náuseas, em determinadas cenas, de ver os personagens todos posadinhos, como se estivessem esperando por uma foto.

É um filme totalmente irregular, que só brilha mesmo quando faz as devidas conexões com a série X-Men, como nas cenas em que mostram o Wolverine recebendo o adamantium, remetendo aos flashbacks de X-Men 2, dirigido por Bryan Singer (este sim, um diretor de verdade). Mas nem tudo é ruim. Achei legal que o filme mostra o Ciclope quando jovem. Gostei das cenas do Wolvie na fazenda, também tem algumas piadas e cenas de ação legais, o que não quer dizer nada porque qualquer filme besta do Steven Seagal também tem cenas de ação descerebrada e cortes rápidos. É uma pena, porque o Wolverine é um personagem legal e que já caiu no conceito popular e entre os cinéfilos. De qualquer forma, se você desligar o senso crítico, dá para curtir o filme. Mas o Wolverine merecia algo melhor.

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