quarta-feira, 18 de março de 2009

Rua dos Poetas (na opinião de uma pulga pretensiosa)


Estava ouvindo o programa Santiago Atualidades, da Rádio Santiago. Ouvi o Paulo Pinheiro comentar a respeito das pessoas que criticam a criação da Rua dos Poetas, como se fosse algo que nunca deveria existir. O interessante é que tais críticos a que ele se refere, são justamente pessoas que se consideram o supra-sumo da literariedade. Poetas supremos. Homo Superior. E que, apesar de terem visto a cidade crescer ao longo de décadas e mais décadas, parecem sempre estar contra isso e contra aquilo. Nada do que é feito presta. Nada do que os outros fazem presta. Agora, o que é feito por tal indivíduo, aí sim, presta e é essencial para toda a humanidade. E ai de quem não gostar. Aí, caem raios do céu na cabeça de quem tal criatura apontar o dedo. Ele é o deus da poesia e da literatura. Os outros, pulgas a serem destruídas pelo fogo de seu talento supremo.
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De minha parte, quero dizer que não sou nada. E quanto mais penso que sei, eu só vejo que nada, absolutamente nada mesmo, eu sei. Sou pó. O que escrevo são apenas exercícios. Tentativas de fazer algo, de expressar algo. Não tenho pretensão que mude a vida de ninguém. E nem quero que glorifiquem qualquer verso de quatro estrofes que eu venha a fazer como se ali estivesse contido o segredo do universo.
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Por fim, em minha insignificante opinião, acho a Rua dos Poetas muito bonita. É um ponto turístico maravilhoso de nossa cidade. E vou continuar sendo um diletante e escrevendo minhas mal traçadas linhas e dando a oportunidade de meus amigos terem o seu espaço para fazer isso também. Sou uma pulga pretensiosa.

2 comentários:

Júlio César de Lima Prates disse...

Tu criticou o Froilam pela maneira como ele criticava sem dar nomes, e estás agindo da mesma forma. Devias dar os nomes do Oracy e ou meu (embora eu não seja contra a Rua). Mas o deboche e o achincalhe com que desprezas o vulto da obra de Oracy, chega a doer. Nem se falando que ele tem o supremo direito de ser contra e que ele é autor de uma monumental e potentosa obra, que a História vai se encarregar de mostar que é bem maior que uma rua feita com recursos públicos. E é um erro crasso acusá-lo de não fazer. Ele fez e continua fazendo: ARTE. Lastimável e deprimente essa tua postagem, diria, ridícula.

Márcio Brasil disse...

Júlio. Tu está certo em levantar essa questão de citar nomes. Mas asseguro que não estou fazendo essa crítica para ti. Se fosse, é certo que teria te encaminhado um e-mail manifestando a minha opinião. Como a crítica foi endereçada a mim como “diletante”, ao invés de meu nome ser citado, me reservei o direito de fazer o mesmoe não citar o nome dele. Se a mim o citado poeta supremo tivesse se referido, eu teria então, citado também o nome dele. Fica elas por elas. Penso que ele tem, sim, uma obra admirável e eu muito a defendi, muito a propaguei, muito a valorizei e continuarei fazendo. No entanto, paradoxalmente, ele assume posturas críticas realmente destrutivas. Ao invés de incentivar o surgimento de novos escritores (bons ou ruins, pois tudo é questão de iniciar e evoluir), ele faz o contrário: pisa em cima, achincalha, fala mal e destrói. Encara aos outros como a pulgas. É nesse aspecto que fiz a minha crítica.

Tu, ao contrário e desde que te conheço, sempre procura valorizar a escrita e incentivar o surgimento de blogueiros, escritores, pensadores o que for. É uma característica tua. Tanto é que, comigo, tu sempre foi muito generoso. E a isso agradeço e louvo. Nosso “poeta supremo”, ao contrário, é desprovido dessa humildade. E ao invés de incentivar, prefere jogar raios. É isso que não compactuo.

Repito: sua obra é admirável e por ela ele será merecidamente eternizado. Mas não a sua personalidade.