segunda-feira, 23 de março de 2009

O Diabo veste Prada


"O Diabo Veste Prada" foi o único filme que assisti neste final de semana. É baseado num livro famoso de Lauren Weisberger, e gira em torno de uma moça (Anne Hathaway), jornalista recém-formada que consegue um emprego como secretária da poderosa Miranda Priestly (vivida por Mery Streep, a razão de eu ter assistido o filme), editora de uma revista de moda. Sem dar bola para aquela indústria, Andrea (Hathaway) só quer permanecer na função até conseguir trabalhar entrar numa redação de jornal. Aos poucos, ela vai compreendendo aquele universo da moda e até mesmo aderindo a ele e mudando o jeito de ser. Do desprezo inicial às grifes, ela passa a compreender o que tudo aquilo significa. O filme é muito sutil ao criticar e até mesmo enaltecer os bastidores da moda. Muito bem escrito e desenvolvido, "O Diabo Veste Prada" é imperdível por conta de Meryl Streep, que exibe uma atuação singular, com sua voz contida, fala mansa, mas extremamente demolidora. Ela não hesita em humilhar as funcionárias com simples olhares ou frases arrogantes, finalizando uma discussão. "Isso é tudo", diz, dispensando-as e mostrando que cumpriram sua função e sua presença não mais importa naquele momento. Ela é, sim, a "vilã" do filme, mas jamais conseguimos senti-la dessa forma.

A brilhante atuação de Streep ilumina o filme a cada segundo em que ela entra em cena, tornando-a mais interessante do que as belíssimas modelos que cruzam a tela ou os interesses românticos da mocinha da história. Também gosto muito da participação da inglesinha Emily Blunt, como uma secretária pedante (mas de bom coração) e de Stanley Tucci, que faz um gay sem afetações. No elenco também a top model Gisele Bündchen que, como atriz, é uma excelente modelo. O filme foi lançado em 2006 e está disponível nas locadoras. É uma boa pedida.

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