quarta-feira, 25 de março de 2009

Ensino virtual cada vez mais forte em Santiago


Agora há noite, caminhava pela Benjamin Constant quando cruzei em frente da sede da Ulbra. O que me chamou a atenção foi umas dezenas de jovens com as caras pintadas entrando na instituição, muito felizes. Logo adiante, encontrei uma amiga, a Joanne. Como sei que ela estuda na Ulbra, perguntei quem eram os bixos.
- São do curso de Administração da Ulbra. Trinta e cinco alunos...

Ela me disse, exultante em ver o crescimento da universidade em que estuda. Logo, me comentou que em agosto vai acontecer a formatura do primeiro curso de Pedagogia, do qual faz parte. Muito orgulhosa, ela me relatou o quanto passou rápido os três anos e meio de curso. Perguntei o porquê dela ter optado pelo ensino virtual ao invés do presencial e ela me revelou.

- Em primeiro lugar, por causa do preço. Quando comecei, a Ulbra cobrava R$ 180,00 e a URI cobrava R$ 500,00. Em segundo lugar, por causa falta de tempo para estar todos os dias na universidade presencial. Afinal, preciso trabalhar...
Ela me disse.
------
E a Ulbra parece que chegou para ficar, afinal, já existe aí um projeto em andamento para que a universidade tenha uma sede própria lá no meu bairro, o Itu. O Ensino Virtual está aí e ele representa o futuro, através da Ulbra, Unopar e Uninter. E vejo cada vez mais amigos optarem por essa modalidade de ensino pelos mesmos motivos que a Joanne me explicou.
----
Queira ou não, o ensino virtual acompanha as necessidades dos novos tempos, fazendo uso da tecnologia atual e adequando-se ao tempo de cada um. Até porque a verdade é uma só: o mercado de trabalho não consegue absorver tanta mão-de-obra qualificada. É a mais pura ilusão achar que ter um diploma na mão não é garantia de emprego. Aí, já depende também da sorte, oportunidade, luta e qualificação de cada um. O ensino superior é importante, sim. E que bom que as virtuais estão aí, oferecendo a alternativa para as pessoas pobres poderem estudarem sem precisar perder o sangue.
------
Afinal, em universidades federais ou presenciais privadas, salvo excessões, só consegue manter os estudos quem tem uma boa condição financeira. Dói? Mas é a verdade.

Nenhum comentário: