quarta-feira, 18 de março de 2009

E-mail do blogueiro Luís Felipe Tusi


"Márcio

Acabei de ler o texto "Valores Inversos". É o pensamento mais correto sobre este assunto. Por exemplo, esta história de cotas para Escola Pública é inaceitável, sabe por que?

Os alunos de classe média e alta que estudaram no ensino público, completam o terceiro ano e se matriculam nos melhores cursinhos pré vestibulares, o que lhes possibilita maior chance de aprovação. A isso, soma-se o fato de usufruirem das cotas para escola publica.

O menino pobre (com raras exceções), sem acesso a tais cursinhos, acaba ficando de fora da universidade publica, tendo que partir para o ensino particular (quando não tem que abandonar os estudos e trabalhar) e já iniciar a vida acadêmica criando dívidas para o futuro.

Eu vejo isso diariamente na UFSM. 99% das pessoas que estão lá fizeram cursinho. (Sou um dos poucos que não fiz e fui aprovado).Cotas ? Só se for por renda familiar (e no Brasil, meu amigo, vai ter muita fraude!). O resto é furada. Pode ter certeza!"



Um comentário:

Júlio César de Lima Prates disse...

Foi o governo do presidente Lula quem melhor percebeu essa anomalia. As cotas são partes da resposta, pari passu com a criação de universidades federais. Só em nosso Estado, temos a UNIPAMPA, com campi em várias cidades gaúchas aqui ao nosso lado, agora a UFFS, em Erechim e ainda teremos a Universidade da Integração Latina. Bem ao contrário do governo FHC que incentivava o ensino superior privado e nada fez pelo ensino superior público e gratuito. DE qualquer forma o diagnóstico da moça aí é perfeito. Eu mesmo precisei deixar o faculdade de sociologia numa escola pública, em 1983, porque precisava trabalhar durante o dia e a UFRGS só oferecia cursos diurnos. Quer absurdo maior que esse? Aluno pobre, como eu, não tem chance de viver sem trabalhar e nem de estudar em sem trabalhar.