domingo, 22 de março de 2009

Do tempo que perdemos e da vida que não compreendemos...


Nós, seres humanos, somos ridículos. Somos uma piada perante o universo. Aqui estamos todos, seis bilhões de seres. Nascemos, crescemos e nos desenvolvemos nessa orbe perdida em algum recanto da galáxia. Aqui, nesta esfera de terra e água, desenvolvemos nossos dramas capitais, nossas vidinhas, nossas feridinhas.

Somos incapazes de responder qualquer pergunta que realmente importe e tenha sentido. Mas somos, sim, capazes de nos ocupar com efemeridades. Acima de nossas cabeças, observamos o sol, a lua, as estrelas, os corpos celestes e a mente humana se torna insignificante e incapaz de conceber o tamanho de tudo o que está "lá fora".

O planeta Terra faz parte de um sistema solar que é composto de oito planetas e, claro, o astro-rei, como também é chamado o sol. Os outros sete planetas que acompanham a terra no constante movimento de translação e rotação foram batizados por nós com nomes romanos:

Júpiter, deus dos deuses; Marte, deus da guerra; Mercúrio, mensageiro dos deuses; Vênus, deusa do amor e da beleza; Saturno, pai de Júpiter, deus da agricultura; Urano, deus do céu e das estrelas, Netuno, deus do Mar e Plutão, deus do inferno. Todos eles fazem o movimento de translação em torno do sol, num sicronismo perfeito que, na Terra, ocasiona as estações do ano. E fazendo parte dessa sincronia, também a nossa galáxia se movimenta em consonância com outras e assim sucessivamente em todo o universo.

Através de sua tecnologia, o ser humano comprovou que não existe vida nos planetas vizinhos (pelo menos, não na mesma vibração e tridimensionalidade que a nossa). O sol é uma estrela e em torno dessa estrela orbitam oito planetas sendo que num deles (a Terra), existe vida. Portanto, basta observar no céu aquela infinidade de pontos luminosos.

Cada um, uma estrela. E sendo cada estrela um sol, imagine quando vida há espalhada pelo universo. Seríamos, nós, os filhos prediletos de Deus? E acaso tenhamos uma certa predileção, seríamos nós merecedores dessa afeição de nosso criador?

Agora, esqueça isso e pense: existe algum criador? E se existe, de que forma ele está disperso pelo universo? Materialmente ou através de uma energia ou de uma consciência? O que é Deus? O que acontece com os seres humanos quando morrem?

Existe um céu que nos receberá ou tudo não passa de uma fantasia lúdica que criamos para crer num outro estágio, assim, evitando o medo que temos de morrer? E sabendo que depois da vida, não existe nada, haveria razão para crer e temer um Deus? "Ou há muito mais entre o céu e a Terra do que possa supor nossa vã filosofia?"

É fácil esvaziar o argumento cego de tantos crentes religiosos, que rezam ou oram para algo que são incapazes de conceber ou compreender. Assim, o ser humano está em diferentes segmentos: cego. Incapaz de buscar a verdade sobre si próprio, quanto mais sobre o universo. A lua e as estrelas? Para os cegos, foram criados para tornar mais bonita a noite dos filhos preferidos de Deus. Os únicos, aliás, neste universo tão, tão, tão imenso.

Aliás, um tremendo desperdício de espaço. Para quê fazer um universo tão vasto e uma Terra tão pequena? Seria melhor que Deus tivesse feito, então, uma Terra muito maior. Assim, teríamos muito mais espaço para poluir, devastar, depedrar e fomentar nossas guerras.

É triste constatar: mas somos ridículos. Claro, não todos. Mas como estamos todos habitando o mesmo planetóide, a maioria fala por todos. Assim, somos ridículos. Apesar de nossas vidas serem brevíssimas, desperdiçamos a maior parte do tempo com coisas que não importam. Assim, tantos nascem, crescem e morrem sem dizer nada. Quanta vida passa por esse planeta, trazendo em sua essência a possibilidade de mudar algo, mas prefere se somar ao rebanho que perde tempo com tanta coisa ridícula que alimentamos.

Nossos dramas capitais, nossas vidinhas, nossas feridinhas. Descontando o tempo em que vamos para a escola, universidade, trabalho, assistindo TV, escrevendo histórinhas inúteis, compondo músicas que não prestam, correndo, roubando, fornicando, traficando, fofocando, vendendo, comprando, comendo etc, o que sobra de útil no ser humano?

Qual a contribuição que a nossa humanidade, em sua maioria, deixa para o planeta em que nasce e morre incapaz de compreender a razão de tudo isso ter acontecido? Em sua devida proporção, somos como o gado que pasta no campo e depois ruma para o abatedouro, sem conhecer ou compreender aquilo que esteja além de seus olhos.

A existência humana é mais do que breve e é tolice esperar chegar perto do fim para começar a compreender o quanto tempo foi perdido em coisas vãs.

Fico lembrando daquele texto "Se eu pudesse voltar a viver...", onde o autor às portas da morte, lamenta-se com as possibilidades perdidas de usufruir da dádida de viver. Tarde demais, claro. Acho que o arrependimento precisaria ser uma qualidade do ser humano.

Arrepender-se num minuto do que foi feito no anterior, para que no próximo o mesmo erro não torne a se repetir. Não gosto de prender-me ao passado, remoer o passado, lembrar do passado.

Assim, disperso, ele não serve de nada a não ser que seja para tomar algo como lição para aproveitar o presente e construir o futuro. Senão, do contrário: ruminar o passado para mastigar no presente é vomitar o próprio futuro.

É por isso que digo: nós, seres humanos, somos ridículos e perdemos o tempo precioso que nos é dado. E cada vez mais se aproxima o minuto fatal.

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