quarta-feira, 18 de março de 2009

Cristóvão Pereira: 60 anos

Na próxima sexta-feira, 20, a escola Cristóvão Pereira (popularmente chamada de Estadual) vai festejar os seus 60 anos de existência. A partir das 18h haverá apresentações, pronunciamentos de ex-alunos e várias atrações. A escola foi criada em 21 de março de 1949. Atualmente, é dirigida por minha amiga Maria Aparecida Azzolin (a Cida), com quem tive a grata satisfação de ter atuado nos palcos de Santiago, nos tempos em que participávamos das peças de teatro do Jones, no valoroso Teatro Liberdade. Junto com ela, também participei de um filme que o Jones dirigiu (muitas emoções...).

Sobre o Cristóvão Pereira, tenho a dizer do orgulho em ter pertencido a essa escola, onde estudei durante alguns anos. É certo que a escola marcou uma época importante de minha vida. E o melhor: dividi a sala de aula com bons amigos como o Cristiano Freitas, o Éverton Gerhard e o Chico, além de minha ex-namorada Lidiane Brandolff. No Cristóvão também conquistei muitos outros amigos. Eu era um assíduo frequentador da biblioteca e da sala de vídeo. Ah, claro: também não foram poucas as vezes em que matei aula para ficar no pátio namorando, escrevendo, jogando minigame ou olhando para as estrelas. Valeu por tudo, Cristóvão Pereira.
---
PS: o escritor Caio Fernando Abreu também estudou no Cristóvão e, para mim, esse era um orgulho ainda maior em estudar lá.

Um comentário:

msilvaduarte disse...

Olá Márcio,

Também tenho essa relação um tanto quanto nostálgica com o Medianeira, onde sempre estudei. Até criei sua comunidade no orkut, hoje com quase 1000 membros, antes de passar sua administração para uma amiga.

Tenho muitos amigos que estudavam no Estadual entre 1988 e 1990, quando concluí o terceiro ano do ensino médio no Medianeira. Tínhamos uma boa rivalidade no voleibol. Bons tempos. Logo depois que terminei o ensino médio e fiquei por uns tempos em Santiago, o recreio do Estadual pela manhã era parada obrigatória.

Como morava muito perto do Estadual, jogava futebol no campo, que não sei mais se existe, e basquete nas quadras de cima, em frente à BM.

Não sei se sabes, mas Caio Fernando Abreu é parente de Cristóvão Pereira. Pelo menos é o que ele afirma na crônica "Paisagens em Movimento", publicada na Zero Hora de 29/07/1995:

" (...) Quando vocês estiverem lendo isto aqui, estarei viajando. E estarei bem porque estarei viajando. Vem de longe essa sensação. Não apenas desde a infância, viagens de carro para a fronteira com a Argentina, muitas vezes atolando noite adentro, puxados por carro de boi, ou em trem Maria Fumaça, longuíssima viagem até Porto Alegre, com baldeação em Santa Maria da Boca do Monte. Outro dia, seguindo informações vagas de parentes, remexendo em livros de História, descobri que um de meus antepassados foi Cristóvão Pereira de Abreu, tropeiro solitário que abriu caminho pela primeira vez entre o Rio Grande do Sul e Sorocaba, imagino que talvez lá pelo século 17 ou i8. Deve estar no sangue, portanto, no DNA. Como afirmam que “quem herda aos seus não rouba”, está tudo certo e é assim que é e assim que sou (...)".


Caso queiras a crônica, entres em contato.

Um abraço.