quarta-feira, 1 de abril de 2009

Coelho de sorte


Se pé de coelho dá sorte, eu não sei dizer. Mas que Paulo Coelho é de sorte, não há como negar. O escritor deu mais uma paulada no estômago dos que costumam desprezar a sua obra. É que várias passagens de seu livro O Alquimista estão sendo traduzidas para o árabe e distribuídas para as crianças e adolescentes iraquianos, como forma de fazê-los sonhar com um mundo melhor e ajudar na recuperação da paz no país.
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Não bastasse, nos próximos meses sairá o filme “Verônika Decide Morrer”, baseado num livro seu. E em produção já estão “11 Minutos” e “O Alquimista”, todos por estúdios americanos.
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Enquanto no Brasil há milhares de leitores e críticos que se dedicam a falar mal de Paulo Coelho e de sua obra, sugerindo que sua literatura não tem valor nenhum, no exterior ele é aplaudido como um gênio e é o escritor brasileiro de maior sucesso de todos os tempos.
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Tem muito intelectualóides no Brasil que, para posar de intelectualóides, adoram dizer que odeiam Paulo Coelho para, assim, parecerem superiores e inteligentes (poderiam dizer que não lêem ou desconhecem, mas preferem dizer que odeiam). Agora, essa onda de falar mal do Paulo Coelho tomou força com o Diogo Mainardi. Justamente porque Coelho vende mais livros que ele ou qualquer outro escritor de importância literária maior.
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Só li os cinco primeiros livros do escritor e os achei muito criativos. Mas implicar com o cara só porque ele é o escritor que mais vende no Brasil, em detrimento a nomes mais importantes, é uma grande bobagem. Cada um, cada um. Se o brasileiro quer ler Paulo Coelho ou Turma da Mônica, deixe que leia. Tem mais é que incentivar a leitura que mais agradar o leitor, ele que escolha.
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O erro de muitos professores é querer empurrar José de Alencar guela abaixo dos alunos. Tais escritores tem a sua importância, mas não despertam a curiosidade dos leitores. Especialmente se eles forem obrigados a isso. A leitura liberta a imaginação, portanto, como querer prender o leitor a algo que não lhe agrade? Por isso acredito que não são os alunos que devem ser obrigados a sintonizarem com a leitura que seus professores tiveram e, sim, os professores que devem saber identificar o que melhor agrade os alunos e consiga atraí-los. Assim, menos Machado de Assis e mais Harry Potter. Primeiro incentiva-se a ler e depois cada um busca o conhecimento através da leitura que quiser.

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