quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sugestão de trote para ser aplicado aos calouros nas universidades de todo o Brasil

Os trotes universitários foram abordados pela blogueira Nívia Andres outro dia em seu blog, onde ela informou a respeito da aplicação de uma multa para quem praticar esse tipo de ato que, em alguns casos, fomenta violência e a humilhação. Hoje meu amigo Éverton Gerhard me perguntou se eu não iria na URI fazer fotos dos trotes com que os veteranos estariam aplicando nos calouros. Como estou em férias, eu disse para ele que não iria fazer isso não, mas que outro colega talvez fosse. Em seguida, comecei a refletir a respeito dessa coisa de trotes:

Por mais que em Santiago não aconteçam trotes violentos, a coisa fica mais naquela de jogar água, ovo, farinha etc ou alguma outra humilhação qualquer. É um divertimento que os veteranos não abrem mão de aplicar nos calouros e se tornou uma tradição. Mas, afinal, tradições existem para serem questionadas também: por que? Num pais onde o Ensino é algo tão difícil, numa universidade particular (ou federal que seja) é preciso tanto empenho tanta dedicação para chegar lá. Aí, no primeiro dia, como o calouro é recebido? Com uma chuva de ovos, farinha, erva-mate ou bexiguinhas. Que coisa mais...idiota!!!?!

Minha sugestão de trote: que acadêmicos dos mais diversos cursos formassem um corredor humano e cada novo acadêmico fosse recebido por colegas e professores com efusivos aplausos!!!

Sim, meus amigos: porque é dessa forma que eles deveriam ser recebidos: com aplausos. Com abraços. Com beijos. Com incentivo! Porque estudar hoje em dia não é fácil. Porque é uma luta tamanha e constante. Porque todos sabem que estudar na URI não é barato. Que estudar na UFSM depende de sacrifícios. Que o estudo, seja ele financiado pelo próprio aluno, por seus pais ou pelo Governo é algo muito digno e deveria ser tratato dessa forma com o devido respeito.

Portanto, fica a minha sugestão: que as universidades e os acadêmicos de todo o pais recebam os novos estudantes com aplausos e com dignidade. Será tão difícil? Porque é bem verdade que não se valoriza a educação só nos discursos bonitinhos. E me jogue ovo podre quem quiser...