terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O futuro do homem a Deus pertence?


Um futuro sem tantos carros nas ruas e menos poluição no planeta. É o futuro que eu vislumbro para a Terra, em pelo menos 30 anos. Em meio a propagada crise financeira, basta abrir a Zero Hora do último domingo e verificar que as revendas de veículos festejam o aumento nas vendas. E mais: acreditam que o resultado das vendas do primeiro mês do ano da crise será ainda melhor do que o início de 2008, quando ela ainda não "existia". Hoje, em Santiago, temos circulando em torno de 18 mil veículos. Em cinco anos, é bem provável que esse número chegue a 25 mil, o que equivaleria a metade da população. Ah, mas não estou prevendo também o aumento populacional? Bem, acredito que não será tanto. No ano passado foram emplacados quase 900 carros em Santiago. Já no Hospital de Caridade se verificou cerca de 719 nascimentos (contabilizados aqui também os nascidos de Itacurubi, Capão do Cipó e Unistalda). Em 2000, tínhamos 52 mil habitantes. Em 2040, podemos chegar aí a 60, 70 mil (me cobrem, quando chegarmos lá. Descontando qualquer acidente de percurso, pretendo ficar por aí até 2058).

O fato é que o modelo consumista que ora está espalhado em toda a orbe está destruindo com o meio ambiente, que já nem é mais meio. Já é "um terço de ambiente". A poluição aumenta em todo o planeta com a emissão dos gases oriundos dos veículos individuais, agravando os efeitos do aquecimento global que já podem ser sentidos em vários pontos da Terra. Não é a toa que surgem tsunamis, enchentes ou terremotos. O Planeta Terra é um organismo vivo e o que acontece é que o nosso compartamento tem sido equivalente a de bactérias que precisam ser expurgadas antes pelos anticorpos planetários. E é aí que a natureza entra em ação, usando dos mecanismos que possui. A ânsia consumista e destrutiva do homem, desprovido da consciência de preservação do ambiente e das espécies (e de sua auto-preservação em consequência) é que vem colocando a humanidade no rumo de sua própria destruição. É certo que o futuro da humanidade dependerá de uma mudança social geral, que inclui a restrição da compra, venda e uso de veículos individuais e, sim, a implantação de sistemas de transporte coletivo eficientes e baratos; o retorno do transporte ferroviário; o fim da emissão de gases poluentes na atmosfera; investimentos pesados em saneamento básico e recuperação de nascentes; a repovoação de rios e da flora e o fim do uso de agrotóxicos nas lavouras; além da interferência do Estado na questão da natalidade. A tecnologia precisará ser empregada para recriar modelos de vida mais simples com o propósito de recuperar o ambiente que sempre tivemos e que foi sendo, aos poucos, alterado.
O crescimento urbano desordenado, fruto do modelo consumista implantado, é que vem tornando a Terra cada vez pior e trazendo consequências a todos os meios. A violência urbana é também fruto do consumismo, assim como são as drogas, o álcool e tudo o mais que é propagado pelas televisões e pela música. É certo que o nosso futuro será incerto caso o rumo do Planeta siga esse norte, eis que é bem provável que a humanidade esteja vivendo os seus minutos finais antes de uma nova hecatombe, como a que ceifou os que aqui viveram antes desta raça a que damos continuidade. Houve um fim para os egípcios. Houve um fim para os atlantes. E haverá um fim para todos nós também. O universo funciona tal qual as engrenagens de um relógio, onde cada segundo conta. E cada vez mais nos aproximamos do minuto fatal.

Um comentário:

Anônimo disse...

ロボトミー、より適切と呼ばれる白質切断術(以降ロボトミー)は、彼らが道を視床およびその他の前頭葉経路に関連する前頭葉に接続切断さ脳内手術任意の脳葉の接続を切断を指します。過去に統合失調症の深刻なケースで使用された。ロボトミー技術のパイオニア、ほとんどの精神外科の成功した