segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009


Está uma grande polêmica em todo o Estado a agressiva campanha que a governadora Yeda Crusius sofreu (e vem sofrendo) de vários sindicatos ligados ao CPERS. Na capital de todos os gaúchos e em várias outras cidades, mais de 300 outdoors foram espalhados com o rosto de Yeda ao lado de palavras como "Corrupção", "Mentira", "Autoritarismo", "Arrocho salarial", "violência" etc. A referida campanha está sendo considerada criminosa e politiqueira.

E acredito que é isso mesmo: criminosa e politiqueira. Todos devem ter garantida a sua liberdade de expressão e de crítica. Porém, está visível que essa campanha contra a governadora surge exatamente num ano em que os grandes partidos políticos do Estado estão definindo os seus candidatos para a eleição do próximo ano. E, sendo assim, é no mínimo curioso que entidades como o Cpers encampem um processo difamatório como esse e sem um propósito maior ou honrado. É simplesmente uma campanha para difamar a governadora e pronto. Onde existem partidos políticos manipulando ou agindo em comum acordo com tais líderes sindicais.

É apenas uma tentativa de desrespeitar a governadora e ridicularizá-la perante a opinião pública, numa falta de respeito mais do que evidente. Detesto essas práticas de Fora Lula ou Fora Yeda! Penso que se determinado governante está no poder é porque ele teve méritos para isso, tendo sido conduzido através do desejo de uma maioria que assim o quis. Portanto, é necessário reconhecer a legitimidade do posto que ela exerce. Dizer que o Yeda "desgoverna" o Estado ou que está tudo errado é sempre um argumento vazio, onde não está contribuindo para chegar a um bem maior e coletivo. É simplesmente dizer que ela não serve, porque o seu partido não serve, porque suas propostas não servem. E nada de apresentar soluções, já que para tais manifestantes a única solução é que Yeda venha a perder prestígio e ser execrada publicamente. Esse tipo de campanha merece repúdio popular pois é extremamente covarde e, por que não dizer, ridícula.

Querem criticar a governadora, muito bem. Que o façam através de outros meios em que não se apele para a baixaria, para a falta de respeito. Afinal, queiram ou não esses pseudo-líderes, é Yeda Crusius quem representa o nosso Estado.

Portanto, atacar a governadora de forma tão agressiva e estúpida resulta numa agressão contra a própria honra do povo gaúcho, que tanto se orgulha de ser hospitaleiro e respeitador.Até porque essa campanha dos outdoors criminosos não está atacando um Governo e, sim, a própria governadora. É um processo que não ataca ideias ou projetos e, sim, a honra de uma pessoa, um ser humano com sentimentos e sonhos.

É um ataque pessoal, que visa inserir uma mensagem subliminar na mente dos gaúchos a ser explorada mais tarde ou seja, no ano eleitoral. Trata-se de um ataque com consequências não só para o hoje, mas para o amanhã.

Não é dessa forma que devem agir professores ligados ao CPERS. Não é esse exemplo que devem manifestar em seu direito legítimo de manifestar suas posições. Não é esse tipo de mensagem que merece ser propagada, ensejando o ódio e incitando o desrespeito. Não é por isso que temos o orgulho de cantar o Hino Rio-Grandense em frente das nossas escolas. Espero que tais façanhas sirvam de reflexão a toda a nossa terra.

4 comentários:

Alessandro Reiffer disse...

Amigo,Márcio, tu sabes o quanto procuro me manter afastado da política, pelo motivo de que ela fede muito.

Concordo que a campanha foi exagerada,agressiva em demasia com a imagem pessoal da governadora. Mas DISCORDO em dizer que ela foi politiqueira. Como professor, eu sei exatamente o que está sendo o revoltante desrespeito do governo Yeda com o magistério. As atitudes do governo dela também são exageradas, agressivas e criminosas, ainda mais criminosas que a campanha contra a governadora, porque é um crime contra o povo gaúcho.

O governo quer sanear as contas do Estado? Ótimo. Mas sanear destruindo a educãção com absurdos como a enturmação,como o não cumprimento da lei federal que estabelece um piso de míseros 950,00 para um professor? O Estado acha demais pagar 950,00 para um professor que literalmente dá o sangue para educar um pouco este país de ignorantes? Isso que é criminoso.

É crime acabar com a democracia nas escolas, é crime colocar 50 alunos numa sala de aula, só um professor sabe que uma aula numa sala nessas condições nos dias de hoje é inviável. É crime desmontar as escolas tirando professores de bibliotecas, laboratórios etc, para enfiar todos em salas de aula para não ter que chamar aqueles professores que passaram em concursos e que por direito deveriam ser chamados, como é o meu caso. É um crime contratar professores temporariamente e anular concursos para "poupar dinheiro". Poupar dinheiro para quê? Para a governadora comprar um jatinho de milhões de dólares para suas viagens?

É assim que se quer construir um Estado forte? Todos os políticos, todo mundo enfim, enche a boca pra falar que a educação é tudo, que sem ela um país não se desenvolve. Mas na prática, o que vemos? Isso que a Yeda faz. Eu já estou com nojo desse papo que só a educação vai desenvolver o país. O Brasil não é um país sério e nunca vai sair do vergonhoso e trágico atraso cultural em que se encontra. Porque todo mundo fala em educação, mas ninguém apóia os professores. Na hora da crise, os professores são os culpados. São eles que com seus altos salários quebram um Estado. Os políticos são inocentes.

Sem dúvida, os professores são culpados de tudo. São culpados pelo Brasil ser tão atrasado. Assim como são os professores os culpados por países como Japão, Alemanha, Itália estarem hoje no 1º mundo, depois de terem sido devastados pela 2ª Guerra. É que lá, os governos não pensavam que pagar 950,00 para um educador iria quebrar o Estado.

Foi agressiva a campanha contra a Yeda? Foi. Mas que ela mereceu, mereceu.

Júlio César de Lima Prates disse...

Tá certo o Reiffer.

Márcio Brasil disse...

Meus amigos. Agradeço muito pela opinião de vocês sobre esse assunto. Porém, devo dizer que tenho um bichinho carpinteiro que me impulsiona a manifestar minha opinião quando percebo uma injustiça. E acredito que a campanha ora empreendida contra a Yeda Crusius foi deveras exagerada e desrespeitosa. E é, portanto por isso, que me vejo defendendo a governadora.

Da mesma forma como me manifestei contrário às acusações sofridas por nosso prefeito Júlio Ruivo, na época de campanha política; ou contra a censura sofrida por Oracy Dornelles na URI, ou contra a demissão da professora Cíntia Toledo pela mesma URI ou contra o ato abominável que o Oracy teve ao publicar uma carta do Reiffer; ou contra perseguições de toda ordem contra quem quer que seja. Julgo que a imprensa não deve condenar ninguém, sou contra isso. Assim como sou contra que instituições como o Cpers o façam, motivadas por interesses de quem está às escondidas, com vistas ao pleito do próximo ano.

Acho que a governadora merece críticas, sim. Mas também merece respeito.

Cristiano Freitas Cezar disse...

Meu caro amigo.

Comentando a campanha dos dez sindicatos de servidores públicos (não só o CPERS, embora deva ressaltar o espírito combativo de tal instituição), brinquei com o "Bochincho", do Jayme Caetano Braun: "Tenho visto coisa feia, e tenho visto judiaria...", mas nunca tinha visto um governo tão servil aos intere$$e$ de grupos econômicos bem visíveis, e ao mesmo tempo, tão truculento e cruel com seus empregados, e obviamente, com os movimentos sociais, e com todos os que lhe disseram "não".
Fui testemunha de agressões absurdas, como a que a Via Campesina sofreu em Porto Alegre, nas voltas do parque Harmonia em 2008 (estava na capital em treinamento), Das consequências físicas, no corpo de uma trabalhadora (fotos no meu blog, e também no orkut), após o ataque da brigada do Coronel Mendes, aos trabalhadores em greve (a bancária, de preto, teve fraturas em três partes do mesmo braço).
Tenho acompanhado a sucessivos escândalos de corrupção, dos quais a governadora se defende dizendo que o problema, "foi terem investigado".
E senti também, os efeitos da política do "déficit zero", ao tentar vacinar meu filho contra o rotavírus, e ser informado de que o Estado não estava repassando as vacinas.
Sou testemunha também, de tudo o que o Alessandro Reiffer, com autoridade, fala a respeito do caos educacional vivido no RS, em um excelente comentário, do qual só tomo a liberdade de acrescentar, o absurdo fechamento de escolas, remanejamento de professores e o fechamento de setores indispensáveis à práticas pedagógicas nas escolas.
trago exemplos próximos, mas óbviamente, muito mais Gaúchos, padecem vítimas d eum governo que não mostrou o seu propósito, a que veio.
Nenhum ataque é pessoal, quando o "atacado", é o responsável por tais barbáries, e pela saúde, educação, e pelo indispensável zelo, por seus "comandados".
Um grande abraço.

Cristiano Freitas Cezar
De silvânia - GO