segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Tigre, tigre...


Nada de novidade no front. Passei os últimos dias trabalhando muito, intensamente. Aliás, trabalhar em Natal e Ano Novo foi só o que fiz e só agora estou começando a me dar conta que um ano terminou e que outro iniciou. Eu trabalho e pago para trabalhar. Neste domingo, ainda me peguei falando que estava em 2008. A gente tem esses lapsos. Ainda nem parei para pensar o que 2009 significará para mim, o que pretendo fazer, o que pode vir a acontecer. Nada disso. Essa semana, possívelmente, é que vou poder colocar a cabeça mais ou menos no lugar e analisar as situações. O ano que findou foi, para mim, bastante promissor e espero fazer de 2009 um ano melhor, aproveitando das oportunidades que surgirem, buscando a evolução e "queimando pontes", como diz minha amiga Elisandra Minozzo. Só sei que não vou repetir em 2009 algumas loucuras que eu fiz em 2008, tipo ficar 36 trabalhando direto e sem dormir, só na frente do comput; não vou acampar (gosto de natureza, mas morro de medo de cobra) e nem vou mais gastar dinheiro comprando DVD's com intenção de montar locadora, que é um negócio sem futuro nos dias atuais, por causa da TV Digital, Downloads e pirataria.
Mas é certo que em 2009 quero estar junto dos amigos e, especialmente, de pessoas que eu amo.
Esse post não tem nada a ver, é só para atualizar o blog um pouco. Depois vejo o que eu faço. Saco. Sem sono, sem inspiração, sem vontade de nada. Tô entrando naqueles dias...
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Fora que peguei chuva e acabei gripando.
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Pelo menos é muito bom dormir com chuva. Volto mais tarde, quem sabe, talvez. Enquanto isso, vou ponderar sobre a poesia abaixo, de William Blake. (A imagem acima é uma pintura de autoria da querida artista santiaguense Adriana Madrid)
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O Tigre
(Título Original: "The Tiger")

Tigre, tigre que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria ?

Em que longínquo abismo, em que remotos céus
Ardeu o fogo de teus olhos ?
Sobre que asas se atreveu a ascender ?
Que mão teve a ousadia de capturá-lo ?
Que espada, que astúcia foi capaz de urdir
As fibras do teu coração ?

E quando teu coração começou a bater,
Que mão, que espantosos pés
Puderam arrancar-te da profunda caverna,
Para trazer-te aqui ?
Que martelo te forjou ? Que cadeia ?
Que bigorna te bateu ? Que poderosa mordaça
Pôde conter teus pavorosos terrores ?

Quando os astros lançaram os seus dardos,
E regaram de lágrimas os céus,
Sorriu Ele ao ver sua criação ?
Quem deu vida ao cordeiro também te criou ?

Tigre, tigre, que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão, que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria ?

William Blake

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