sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Chuvinha lá fora. E pão quente com manteiga derretida...



Não é difícil voltar a ser criança. É bem fácil, na verdade. Nesta sexta-feira em que passei a tarde em casa descansando, eu meio que entrei em em alguma curvatura espaço-temporal. E de repente, parecia que eu estava lá, em alguma daquelas tardes da infância, dormindo com o barulhinho da chuva no telhado. Em muitas daquelas tardes preenchidas com a leitura de pilhas de revistas em quadrinhos ou livros, ou mesmo, rabiscando alguma historinha boba.

Naquelas tardes em que não se temia à chuva e a nossa turma costuma jogar taco debaixo d'água, sob protestos de nossas mães que alertavam que iríamos ficar doentes. Que ficar doentes, que nada. Às vezes, era quando chovia mesmo que a gente fazia nossas aventuras, pegando carona nos trens da RFFSA ou pulando entre os vagões, brincando de se esconder. Nos dias de chuva também era possível que nos reuníssemos uns na casa dos outros para assistir algum filme que passasse na Sessão da Tarde, qualquer um que fosse. Naquelas tardes de infância não tinha filme ruim e qualquer um que passasse seria bom para nós, desligados de qualquer senso crítico de futuros cinéfilos. (O Chico e eu, pelo menos).


E tão logo terminava o filme, tratávamos de reproduzir algumas cenas em nossas brincadeiras. De repente, podia ser o Karatê Kid, o Rambo, os Caça-Fantasmas, King Kong ou o Superman. Depois de tantas horas de brincadeiras, lá pelas 4 ou 5 da tarde batia a fome e corríamos para nossas casas a fim de nos alimentarmos para nos encontrarmos dali há pouco e continuar as nossas brincadeiras, nem que fosse só por mais uma hora (antes do chamado definitivo de nossas mães e que ecoava pela vizinhança). Ao chegar em casa, aquele cheirinho de pão quente, recém saído do forno, se espalhava pela casa. Sabe, né? É gostoso de passar a manteiga por cima e vê-la derretendo-se e conferindo um sabor especial.


A tarde de hoje, 02 de janeiro de 2008, estava perfeita de dormir com a chuva lá fora, fazendo barulho no telhado, aqui em Santiago do Boqueirão. Mas a minha mãe conseguiu torná-la melhor ainda com a fornada de pães quentes que ela preparou para mim. Me derreti como se fosse manteiga....

5 comentários:

Anônimo disse...

Oi amigão. Tivemos uma infância bem parecida ambos criados pelos avós eu adorava comer pão bem quentinho com margarina e sem falar das cucas e sonhos que minha avó fazia. Um grande abraço.

Anderson Taborda

Ceres Damasceno disse...

Boa noite, caríssimo! Adorei o seu texto, viu? Embora minha mãe não soubesse fazer pães, pertinho da minha casa havia uma padaria das boas; o pão era um espetáculo! Massa perfeita! Um apertãozinho e estalava de tão crocante! Bom demais da conta! E não dava outra: quentinho igual ao seu aí, era só passar 'aquela' manteiguinha, e a gente "mandava brasa"! No meu tempo de garota, a manteiga era manteiga messsssssmo! Faz é tempo! kkkkk!*** Moço, agora você me fez reviver bons momentos

TACIANA VALENÇA disse...

Nossa, que inveja desses pãezinhos...assim num vale, é proibido babar no Recanto(RSRS). Feliz 2009 (cheinho de deliciosos momentos). Taci.

Maria Olimpia Alves de Melo disse...

Taí. Gostei dessa sua tarde. Mas foi este ano ou no ano passado?

Lígia Rosso disse...

Meu amado amigo Márcio...adorei teu texto! Senti o cheirinho do pão com manteiga enquanto lia tua postagem...Eu também adorava tardes chuvosas quando era pequena, a minha mãe costumava fazer 'bolinho de chuva' (bolo frito) pra gente degustar com um delicioso café pingado (mais café preto do que leite). Naquela época eu nem usava sandálias...ficava de pés descalços direto. Mas é assim, a gente cresce, fica bobo e começa a usar sapatos (hehehe). E a tua sexta continuou legal? Assim espero, ainda mais depois do Café Poético tendo a chuva como companheira...muito bom. Depois da reunião do Juventude com Atitude, fui pra casa, tomei um banho e camaaaa...dormi ao som dos pingos de chuva, ehhhh vida boa (férias!).Meu maninho do coração, te amuuu, tenha um lindo final de semana. Bjusss.