quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Decidindo o que fazer...

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São 20h31. Acabo de sair do banho. Procuro por meu celular, que não encontro. Que aparelhozinho do demônio. Está sempre se escondendo de mim. Há pouco, estive na locadora do Miguel, pegando alguns filmes. Desejos de Ano-Novo são inevitáveis durante o percurso e a cada diálogo que se mantém com outras pessoas. Existe algo no ar, aquela magia de perspectiva, de que tudo pode ser melhor a partir da virada. Hoje à tarde, passei no jornal para dar um beijo na Patrícia e declarar meus votos para ela também. No MSN, ela confessa estar sentida de que não havia me desejado Feliz Ano Novo, porque achou que eu estaria trabalhando à tarde, quando ela estaria também. Mas não fiquei. Aí, como tinha de subir para o centro e dar uma passada no mercado, acabei cruzando na redação. Conversamos um pouco, rimos e desejamos os inevitáveis votos.
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Em seguida, peguei da minha gaveta algumas páginas impressas com meu "Conto Proibido" que já não pode ser chamado mais de conto, pois ultrapassou dezenas de páginas. Sem querer e sem perceber, acabei escrevendo um livro. E, creio, ficou interessante a história.
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Depois disso, resolvo ir ao mercado. Escolho a Cooperativa Tritícola. Uma porque gosto do ambiente, que eu frequento desde criança. Outra, porque eu sabia que a Rede Vivo estaria com filas insuportáveis. Já a Tritícola, não. Fica o recado para o leitor. Quando quiser evitar filas, vá comprar na Tritícola. Até porque, dessa forma, estará colaborando com a instituição que muito ajudou no desenvolvimento de Santiago. No trajeto até o mercado, evito de cruzar em frente a Videoclube. Nunca passo por lá. Nunca mais passarei por lá.
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Comprando algumas frutas (manga, banana, morango, melão), encontro a Rose Bordinhão, minha amiga e ex-colega da Câmara de Vereadores, onde trabalhei durante dois anos e meio (bati recordes como chefe de gabinete. Ehehe). Conversamos brevemente e, claro, trocamos os desejos de Feliz Ano Novo e tal. Gosto muito da Rose. É uma pessoa agradável e verdadeira. Em seguida, volto a conversar com as prateleiras do supermercado. Encontro uma senhora, que não lembro o nome, faz parte do PMDB de Santiago, partido que deixei para trás. Ela brinca comigo dizendo que minha cestinha era pequena e precisava comprar mais coisas, afinal, é Ano-Novo. Em seguida o inevitável abraço de Ano-Novo. De fato, não tem como não se contagiar com essa idéia, tantas vezes reafirmada.
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Hoje à tarde, tentei escrever, mas estava muito cansado e não conseguia encarar o monitor. Resolvi dormir um pouco. Mas não por muito tempo, pois o vizinho da frente está ouvindo Bruno e Marrone, Victor e Léo e outras porqueiras. Viva e deixe viver, penso eu. Deixe que se divirta. Coloco o fone de ouvidos e ouço um pouco de Aerosmith, Epica, Evanescense, Avril Lavigne, Shakira e outras coisas mais.
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Converso com o Chico no telefone. Ele queria que eu fosse para a casa dele passar a virada de ano. Agradeço o convite. Hoje pela manhã, a Sandra tinha me convidado para ir ao Menna Barreto. Fiquei tentado, pensando que meus amigos Rodrigo e Rosane Vontobel estariam por lá também. Mas talvez meu espírito não esteja tão em festa, assim. Agradeço o convite. Minha amiga Rosângela me contata no MSN e me convida para ir à casa dela, no bairro Belizário. Agradeço o convite. Fico só, em meu quarto. Já sei para onde vou, na verdade. Sei que meu amigo Sidnei Garcia está só, de certo, olhando qualquer coisa na televisão. Penso que, só falta ele querer assistir o Reveillon da RBS TV. Resolvo que é para lá que eu vou. Afinal, o reveillon é para estar com amigos e pessoas com as quais a gente pretende passar todo o próximo ano. E o Sidi é um grande e fraterno amigo. É certo que vou para lá. Sem ceia de Natal, sem peru, sem lentilha, sem mesa. Se bem o conheço, é possível que ele faça algum sanduíche. Está perfeito. Vou levar, pelo menos, uma garrafa de champanhe para brindar nossa amizade.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Patience

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E estou eu aqui, sozinho e mal acompanhado. Os fones em meus ouvidos reproduzem Patience, do Guns. Estou num misto de cansaço mental com estresse espiritual. Mas meu corpo, estranhamente não obedece e está 100% ativo. Hoje pela manhã dei uma corrida e achei que fosse ficar cansado agora à tarde, mas não. Estou legal.
Estou até o pescoço de trabalho. Até dormindo eu trabalho, porque estou lá nos meus sonhos ou escrevendo ou diagramando. Acho que nesses dias agora de feriado prolongado sou até capaz de pegar minha mochila, pegar uma barraca e ir lá para a gruta de Nova Esperança acampar. Que fique claro: não sou fã de acampamentos.
A não ser que se tenha água quente, banheiros e nada de mato em volta. Ano passado, fui com a turma acampar na gruta, ritual que já cumpríamos há dois anos e desisti de me aventurar pelos matos, porque ouvi o pessoal dizer que tinha topado com uma cobra. A partir dali, fiquei só em volta da barraca, não me arriscando a mais nada. Eu tenho pânico de cobra, consequência de alguns sustos que tomei quando criança. Fora uma vez em que estive na condelaria uma cruzeira filhote de cruz-credo me deu dois botes nas pernas, enquanto eu corria. A sorte é que eu estava com uma calça jeans e de coturnos. Ah, estou quase chegando ao final de minha história de terror que eu pretendia que fosse um conto, mas foi crescendo foi crescendo que já tenho um pequeno livro em mãos. E não era a intenção. Estou com meu senso crítico ligado e, portanto, creio que a história está ficando legal. Quando terminar, posto por aqui.

Ah, tenho ouvido Patience repetidas vezes. Evanescense, também e um pouco de Enya. Tudo para me ajudar a escrever.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Nada a ver...

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São 1h32 da madrugada. No momento em que inicio esse texto. Final de ano está sendo bastante cheio de trabalho e eu não reclamo disso. Reclamaria, sim, da falta de trabalho. O ano de 2008 está se despedindo. Falta aí umas poucas horas e bau-baus 2008. Entraremos no ano 2009. Como disse há algumas postagens atrás, gosto da expectativa com o Ano Novo e das comemorações de Ano-Novo. O que 2009 reserva? O que trará o futuro? Estou sempre com a cabeça lá na frente, adiante, pensando no amanhã. Aliás, sempre quando estou caminhando na rua, mantenho o olhar adiante e, por vezes, isso até me faz desaperceber de alguém por quem eu cruze na rua. Às vezes me distraio mesmo. Me chama a atenção de perceber que muitas pessoas caminham com a cabeça baixa, às vezes olhando para o chão. Especialmente quando vão cruzar por alguém, evitando olhar nos olhos. Onde foi que perdemos esse contato visual? De caminharmos olhando uns nos olhos dos outros? E de cabeça erguida? Sei lá, apenas questionamentos da madrugada, ao som de Don'tell me da Avril Lavigne.
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Amo Santiago. Amo mesmo. Gosto da minha cidade de todas as formas. E toda vez que se aproxima o final do ano e chega perto do aniversário da cidade, eu começo a pensar o quanto é bom morar aqui, o quanto gosto da gente daqui. Jamais iria embora de Santiago, apesar de terem me surgido uma e outra oportunidades. Acredito que eu e a santa da praça estamos disputando para ver quem fica mais tempo por aqui (é possível que ela me ganhe, talvez). Mas não abandono minha terra. Às vezes, me irrito com a condição humana e critico a falta de consciência das pessoas (e minha, é claro. Estou no pacote, não sou melhor que um porquinho da índia), mas tenho a convicção de que jamais deixaria a cidade. É como diz o Caio: minha raz está plantada fundo nas aquarelas japonesas de Érico Veríssimo, Cyro Martins e Sérgio Faraco...
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Digo isso porque realmente fico triste ao ouvir algumas pessoas que dizem que vão embora de Santiago porque não gostam da cidade e enumeram tantos motivos, muitas vezes, desmerecendo a cidade. Compreendo que as pessoas busquem oportunidades de emprego em outros lugares. Isso é natural. Tenho amigos que foram embora daqui e sinto falta deles. Mas sei que estão bem onde estão. Foi sua decisão de ir e construir suas vidas fora. A minha vida pretendo escrever por aqui mesmo e da forma que for. E se puder ajudar a cidade da forma que for, melhor.
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Antes que alguém pense ou pergunte, já não penso mais em política. Pode ser que aconteça, pode ser que não e não me importo com isso. Se pensasse, é certo que em 2008 teria tomado alguma decisão quanto a isso. Como falei para a Lígia Rosso, acho que o mundo não precisa tanto mais de políticos e, sim, de bons profissionais em tantas outras áreas. Pessoas que façam a diferença, que ajudem a mudar o mundo no aspecto que seja. E, confesso, tenho a ousadia de ajudar a construir o que seja, como aquele colibri tentando apagar o incêndio da floresta com uns pingos d'água por vez.
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É interessante perceber as mudanças no comportamento. Isso é maturidade? Não sei. Às vezes tenho umas pegadas malucas. Mas há um ano atrás, eu tinha outras convicções. Hoje, somadas aquelas, surgem outras. E assim vai indo e se constituindo a "coisa". E dizer que outro dia estava ouvindo um jovem locutor dizendo que quer entrar para a política e revolucionar a Câmara de Vereadores, colocar juventude e ousadia por lá. Parecia que eu estava me enxergando nele. Aí, disse algo que talvez outra pessoa não dissesse. Ao invés de encorajá-lo, como tantas vezes alguns amigos fizeram para mim, eu disse o contrário. Que ele era excelente no que fazia e devia continuar assim. Que deveria, sim, se firmar como profissional primeiramente. Porque o mundo precisava muito mais de um bom comunicador, sincero e dedicado, do que de mais um político achando que pode mudar vícios cristalizados ou que vai fazer a diferença. E, na verdade, a conversa de alguns partidos é justamente que você entre nessa onda, como massa de manobra.
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Lembrei de uma conversa que tive com a Rebecca uma vez. Ela comentou que todo aquele que acha que pode mudar alguma coisa é que é mudado por essa "coisa". E que na verdade, esses que acreditam piamente em suas capacidades se tornam fracos. Que heróis, na verdade, são aqueles que não estão preparados para mudar alguma coisa. Mas quando algum desafio surge à sua frente, eles tomam as atitudes certas. Aprendi isso com ela, que é bem mais nova que eu. E acho fantástico isso. Quero aprender mesmo com quem seja mais novo ou mais velho. Afinal, a vida é para isso mesmo, né? Aprender.
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Não se peca por buscar aprender e por errar. Se peca, sim, por ficar parado. Já nem sei o que estou escrevendo e é madrugada. E não costumo revisar as postagens depois que lanço na net. Ainda mais nessa hora. A não ser, claro, nos contos que largo por aí.
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A vida é linda. Definitivamente. A vida é linda e é curta. E não dá para criar inimizades. É bobagem se indispor com as pessoas. Não dá, definitivamente. Todos temos a mesma origem, a mesma concepção. Somos todos iguais, essa é a verdade universal. Tentamos ser diferentes em nossas opiniões, na escolha de times de futebol, na forma de se vestir ou de usar o cabelo, ou opção religiosa ou de qualquer outra natureza. Mas somos iguais. E estamos aqui totamente de passagem. Não ficaremos neste planeta, ao findar o nosso estágio. Talvez fiquem nossas idéias por algum tempo. Talvez, não. Mas o certo é para tudo há o princípio e o fim. E a vida é curta. É mesmo muito curta para aprender a única lei absoluta do universo e que permeia toda a criação e todas as criaturas. A energia chamada...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Domingo: filme ruim, piada de Deus, entrevista de Chicão e outras considerações

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Nunca, nunca, nunca mais deixo o Miguel, da Stop me indicar filmes. Ele é muito camarada, meu amigo e sou cliente dele há muitos anos. Mas os gostos dele para filmes, são bem diferentes dos meus. Mas eu o perdoo porque ele me vende filme baratinho e guarda para mim os pôsteres que eu quero. Grande amigo.
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Vi no blog do Júlio Prates que um amigo dele questionava a respeito dos carros que perambulam com som alto pelas madrugadas, impedindo os moradores do centro e adjências de dormir. Por diversas vezes, ouvi pessoas falando a respeito disso e até criticando fortemente a atuação da Brigada Militar que, pelo menos às nossas vistas, não estaria tomando atitudes.
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Desta feita, sirvo-me de defensor da Brigada. Os policiais tem coisa mais importante para fazer do que velar o sono dos justos e se preocupar com o som dos playboys do centro. Sei que também procuram coibir o abuso quando recebem denúncias ou flagram algum caso. Agora, é inimaginável crer em uma perseguição policial a quem abusa do som automotivo. Até porque basta baixar o som que acabou a conversa. Se não for no flagra, a coisa não funciona.
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Agora, a minha opinião sobre essa polêmica aí. Eu prefiro passar toda a minha vida não conseguindo dormir por causa do som de carros passando na minha rua, do que não conseguir dormir por causa do barulho de tiroteios. E que Santiago continue assim.
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Mas como diz o Mulita: "na capitalllll é difereeeeeenti"...
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Saiu no Expresso que o gerente da Corsan, Joel Bonfim garantia que não iria faltar água em Santiago neste verão. Mas e porque cargas d'água (trocadilho infame) faltou água umas três vezes em menos de 15 dias?
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Falando em água, é certo que a Corsan precisa abraçar a campanha iniciada através dos blogs do Froilan e deste, para que o desperdício de água potável seja coibido e tratado como crime ambiental. Em toda a cidade, há centenas de casas que não possuem hidrante e o abuso é maior ainda. Não dá para admitir pessoas jogando água prontinha para beber em cima da lataria de um carro ou nas calçadas. Quer lavar o carro? Leve o posto de lavagem. Quer lavar a calçada? Espere chover.
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Acredito que a gente precisa estar sempre olhando para a frente e pensando no futuro. Não apenas na nossa comodidade presente, mas nas dificuldades que podem estar logo ali. É com esse pensamento, portanto, que sou favorável a uma política responsável e que coiba abusos de toda a ordem. Seja nos gastos de eletricidade, seja em água potável. Para se criar uma consciência cidadã, estou convicto, de que não adianta apenas conscientizar. É preciso estabelecer regras. Os brasileiros festejaram o fim da ditadura militar e não sou nem um pouco a favor de ditaduras ou censuras. Mas aquele espírito de "liberou geral" vem tomando conta da nação.
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A música brasileira, antes tão bela, agora já não presta. Antes, se cantava o amor, a amizade, a beleza. Hoje, se fala de popozudas, siliconadas e garrafinhas. Os programas de televisão, hoje, estão inundados de muito lixo. Quer porcaria mais porcaria que o Big Brother?? No entanto, é justamente esse tipo de programa e de músicas que criam uma consciência consumista e imoral nos brasileiros. Que povinho filho da puta mesmo. (ops). Eis o porque eu não torcer, de forma alguma, para a Seleção Brasileira. Ela representa justamente esse novo Brasil, permissivo, consumista e fútil, através de jogadores milionários, esbanjadores e usam o patriotismo como marketing, apenas.
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Me lembra aquela história. Deus fez o Brasil colocando por aqui tudo que há de bom: clima tropical, belezas naturais, litoral paradisíaco, água em abundância e livre de todos os perigos da natureza, um verdadeiro paraíso
Então, um de seus ajudantes observou
- Mas Senhor. O senhor colocou terremoto nos EUA, furacões no Caribe, vulcões no Japão e neste lugar o senhor não colocou nada , só coisa boa! Para quê esse privilégio ao Brasil?
E Deus Respondeu:
- Espere até ver o povinho que eu vou colocar ali.
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Levantei cedo neste domingo e ouvi a entrevista do prefeito Chicão que, nesta semana, encerra o seu mandato. E fazendo uso do chavão: ele vai encerrar com chave de ouro. Sem dúvida, entra para a história como o melhor prefeito que Santiago já teve até aqui. Os investimentos no social, a humanização da administração pública, o respeito aos humildes, tudo isso marcará a era Chicão. Além de ter feito centenas de obras por toda a cidade. Nunca escondi a minha admiração por este grande político e, na verdade, rogo para que ele possa ascender ao Legislativo Gaúcho. Acredito que sua trajetória política é ascendente e não pode ser interrompida, pois ele terá muito a contribuir com nossa cidade e região. Se Marco Peixoto for para o Tribunal de Contas, é certo que Chicão será candidato a deputado estadual. E o páreo será muito duro para os demais postulantes.
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Outro dia, na Câmara, um vereador questionava a Rua dos Poetas, que é um investimento alto para o centro e que os bairros precisam muito mais. É preciso ser coerente: não há bairro em Santiago que não tenha melhorado. Não há lugar no interior que não tenha recebido melhorias ou que tenha sido contemplado com algum projeto. Essa é a verdade e a gente tem que reconhecer e louvar o trabalho bem feito.
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Silenciosamente, testemunhei um diálogo outro dia. Duas pessoas conversavam e discutiam sobre Ruivo e Chicão. Para um, o novo prefeito não seria tão bom quanto o que está terminando sua gestão. Para outro, seria a mesma coisa porque os dois trabalharam em consonância. E ficaram naquela discussão durante um bom tempo. E eu só ouvindo, na minha.
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É interessante. As pessoas acreditam no potencial de Júlio Ruivo, porém, admiram Chicão de uma maneira espetacular. Geralmente se espera que os governos que entram, sejam melhores do que os que findam. Nesse caso, há pessoas que tem certeza de que será difícil superar o atual prefeito. É uma forma de pensar que é bastante admirável. Reconhecer os méritos de quem mostrou trabalho. É uma característica de nossa Santiago e que não pode se perder jamais.
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Pela entrevista, fiquei contente de saber que o Ruivo passa bem depois do acidente que sofreu em Ernesto Alves, após cair do telhado de sua casa e ter quebrado algumas costelas.
Mas não pude deixar de rir quando o prefeito Chicão recomendou que as pessoas evitassem de abraçar o Ruivo na posse. Que seria melhor um aperto de mão ou até mesmo uma acenadinha. Ele ainda complementou que só estava fazendo aquela brincadeira porque tudo já estava bem.
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Amanhã inaugura em Santiago a segunda quadra da Rua dos Poetas, a partir das 20h30. Ficou uma bela obra, revitalizou o centro da cidade e criou a identificação física que faltava à Terra dos Poetas. Agora, aliado ao projeto da professora Rosane Vontobel Rodrigues, estamos mesmo rumo a um caminho de consolidação de uma identidade cultural.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Bolinho frito com sexo e chimarrão

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Os dois amigos chimarreavam ao final de uma tarde. Um costume de muitos anos. Conversavam sobre todos os assuntos. Falavam desde a crise econômica mundial até a performance de cada clube participante dos campeonatos esportivos. Quando dava aquele vazio na conversa, de uns poucos segundos, o compadre olhava para o céu e reclamava da falta de chuva, dando início a um longo debate sobre a falta de incidência e os prejuízos na lavoura e etc. A esposa do dono da casa estava por ali, prendada, sempre perguntando se precisavam de qualquer coisa.
- Um bolinho frito com canela?
- Brigado, comadre.

O compadre adorava os bolinhos fritos que ela preparava. Já tinha provado com canela, com açúcar mascavo, com temperos exóticos. Enfim, cada vez era um sabor diferente. Após deliciar-se com mais um pedaço de bolo, era inevitável o compadre elogiar a dedicação da comadre. Dizia que o amigo era de sorte por ter casado com ela, muito prendada, uma grande companheira. E além de tudo muito bonita.

- Tu acha ela bonita, então, compadre?

E o compadre ficou vermelho com a pergunta do amigo. Tinha dito no sentido de elogiar, não era de seu feitio cobiçar a mulher alheia. Apenas quis dizer da sorte que o amigo tinha de ter uma companheira como ela.
- Não fique corado, compadre. Te faço essa pergunta porque...bem, eu tenho uma coisa para lhe pedir. E confio em ti.
- Pois pode confiar.
- Como tu sabe, instalei aí no rancho uma internet. A gente fica proseando com os camaradas, pesquisa as coisas. Fica sabendo da cotação do milho, da soja, do quilo do boi vivo. E também conhece outras pessoas através dos messenger, chates, orkute, uébecam e essas coisas.
- Sei, sei. Meu filho passa pendurado nessas coisas.
- Pois bem. A gente acabou conhecendo uns casais aí que ensinam umas receita para o casamento não ficar na rotina, tu sabe como é...
- Sei, sei...
- E aí, funciona mais ou menos assim. Eu empresto a minha prenda pro outro vivente e ele me empresta a dele. É uma modernidade. O sujeito cobre a tua patroa, mas tu não vira corno, porque tu também tá cobrindo a dele. Fica elas por elas.
- Me dá um mate ligeiro que eu engasguei com essa prosa...
- Não fique corado, compadre. Tu parece que é do tempo de socar milho no pilão. Tem que aprender com os jovens. Se é bom para eles, é bom para nós.
- Tá bem, tá bem. Mas onde é que o compadre precisa de mim?
- Bom, eu ainda não experimentei essas troca e não sei como vou me comportar. Então, eu precisava que tu cobrisse a minha mulher, enquanto eu fico avaliando...
- C-como é que é?
- Tu não acha ela bonita?
- A-Acho, mas não pensei em...
- Deixa de bobagem, então. Taí a oportunidade.
- Mas tu é meu amigo. Não posso trair a nossa amizade.
- Mas se sou eu que estou deixando, tchê. Pode botar as mão.
- Preciso pensar sobre isso...
- Mas será o pé da coruja? Não tem de pensar nada. É só fazer. Mulher, pode vir.

E o marido chama a esposa, que surge de banho tomado, fazendo o compadre perceber que a coisa já estava mais ou menos arranjada. "Pode te pelar", ordena o marido, puxando a toalha que envolvia o belo corpo da patroa, que se achega próxima do compadre, já nervoso e excitado. O marido avisa que vai botar uma música, como costuma ver nos filmes. Sem muita opção, ele acaba colocando um CD do Evonir Machado. "Eu sou fodido quando eu chego na zona, eu sou fodido quando eu chego na zona, faço amor com as empregadas, mas primeiro vou na dona", diz uma das músicas.

E a patroa se roçando no compadre. E o compadre se roçando na patroa. E o marido retorcendo a toalha nas mãos, olhando aquela função toda. As roupas do compadre no chão. A comadre e o compadre por cima do sofá. E o marido avaliando e gostando daquilo tudo. Lá pelas tantas, ele resolve tomar as rédeas da situação e ora ordena para o compadre, ora para a esposa para fazerem assim ou assado. E foi assim durante algumas horas. Depois de concluídos os "trabalhos", a esposa se levanta para tomar banho. O compadre, já mais solto e assanhado, faz menção de querer acompanhá-la, mas o marido sentencia.

- Deixa que ela vá sozinha.
Foi a dica para ele se vestir e tomar o rumo de casa, mais ou menos como um cusco magro. Passou-se alguns dias e o compadre não tinha cara de ir na casa do amigo. Não sabia como seria recebido. Mas acabou cruzando com ele no mercado.
- Mas tchê. Tu não me apareceu mais. Se ofendeu com alguma coisa?
- Não, capaz. Só não tive tempo....
- Ora, deixa de bobeira. Vai lá tomar um chimarrão. A mulher tem umas receitas novas de bolinho frito.

E ele foi. Só que, diferente de outras vezes, ele se arrumou para ir. Tomou banho, fez a barba, passou perfume. E se foi para a casa do amigo. Que, logo, estranhou aquela produção.
- Mas e esse perfume fedorento? Mas vai te esfregar com um bombril. Deixou até a bomba do mate perfumada, tchê...

Antes que o compadre se envergonhasse da observação, a comadre o salva.
- Eu gostei.
- Agradecido. E esse seu bolinho tá cada vez mais gostoso.
- Obrigada. Mas o compadre notou que não estou usando nada por baixo?

O compadre deu uma olhadinha para o amigo, que após sorver um mate fez um arram, limpando a garganta e consentindo o que viesse por acontecer. E assim, mais uma vez o compadre se atracou com a comadre e foi aquela safadeza. Agora, ele já conhecia os caminhos do prazer e sabia mais ou menos agradá-la melhor. Já era como uma dança, onde um acompanha o ritmo do outro. O compadre só perdeu o compasso quando viu o amigo com uma câmera nas mãos.
- Para que isso?
- Te aquieta que eu tô filmando para analisar melhor depois e discutir os detalhes com a mulher.

Apesar de aborrecido com a câmera, o amigo continuou a função toda. A comadre teve até o desaforo de espalhar alguns bolinhos fritos pelo corpo e convidá-lo a comer, o que ele fez com dupla satisfação. E o marido filmava tudo com muita atenção e, de vez em quando, também pegava um bolinho frito.
Depois de algum tempo, terminada a lida, eles se foram todos tomar mate. Com o detalhe que o marido era o único que estava de roupa.
- Essa água está pelando de quente- ele reclamou, com o olhar fixo no vídeo da câmara, conferindo a gravação.
- Não ficou muito bom. Vamos quer que refazer outro dia...

Pronto. Assim, o amigo já deixava engatilhado uma terceira vez que arrendaria a sua esposa para o compadre. E depois da terceira, ainda teve a quarta, a quinta e a sexta vez. Depois disso, um belo dia, o compadre recebeu um telefonema. Era a esposa. Estava apaixonada por ele. Direta, ela disse que queria sair para trepar, sem ser às vistas do marido. Do outro lado do telefone, ela ouvia o silêncio do compadre, até que este resolveu.

- Olha, vamos parar por aqui. Safadeza até vá lá. Mas traição, não. Ora, se eu vou botar chifre no meu amigo?

E dali em diante, ele não atendeu mais telefone e nem respondeu os e-mails do amigo. Era melhor assim, antes que a coisa ficasse mais séria. De vez em quando, aos finais de tarde, ele chegava a sentir falta do amigo e daquelas prosas que iam desde a crise econômica mundial até a performance de cada clube participante dos campeonatos esportivos. E, claro, aquele chimarrão amigo com a água muitas vezes pelando de quente. Ele só não gostava muito de lembrar dos bolinhos fritos com canela. Foram eles que terminaram com uma amizade tão bonita...

O otimismo do Ano Novo: eu gosto disso

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Como deixei claro em postagens anteriores, não sou muito fã do Natal. Gosto, sim, dessa coisa de reunir os amigos, comer bem e festejar. Por outro lado, me dói saber que tantas pessoas não conseguem ter uma festa igual, seja por situações financeira ou mesmo familiar. Ou tantas crianças que desejam ganhar um simples presente e não conseguem.
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Quando criança, inúmeras vezes eu sonhava com determinado brinquedo e a coisa ficava só no sonho. Nunca pude ter, por exemplo, uma bicicleta. Em compensação, meus amigos tinham e era delicioso poder ter amigos que me emprestassem as suas para dar umas voltas. Quem sabe se eu tivesse uma, o sabor de estar com as clinas ao vento não fosse tão bom. Mais ou menos como aquela história de tu ter uma determinada árvore frutífera em casa. Acaba enjoando. Lá em casa tem uma enorme nogueira e todos os anos ela deve render em torno de uns 50 quilos de nozes. Assim, dá para adivinhar que eu até gosto de nozes, porém, não sou tão fanático por esse fruto. Adoraria ter um pé de manga (faca, se pensou bobagem...). Quando criança, meus presentes eram mais livros e revistas, que eram baratos. E era um vício que eu conseguia manter com pouco dinheiro.
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Mas, enfim. Infelizmente o Natal tem essa coisa realmente consumista de ter que dar presente, de ter que fazer festa. Porque quem não tem condições de nada disso, acaba sofrendo com a chamada depressão natalina. O Natal, no formato que ele é concebido, causa isso. Como filho, eu ficava muito triste de não ganhar algo (afinal, todos os meus amigos ganhavam e no dia seguinte, era só uns e outros se perguntando sobre os presentes). Como pai, (não tenho e duvido que venha a ter filhos) eu ficaria sentido de não poder dar nada. Ou seja, o consumismo do Natal destrói o espírito natalino e causa essas depressões todas. É como se fosse uma obrigação ter que dar algo só porque aquela data diz que isso deve acontecer.
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É algo interessante. Em geral, as comemorações de Ano-Novo são mais otimistas do que o Natal. Afinal, temos aí a "depressão natalina". Ainda não ouvi falar de uma "depressão reveillon"...
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Ok. O Natal já passou. Foi ontem e já é passado. Portanto, agora os olhos se voltam para 2009. A comemoração de Ano-Novo tem outro significado para mim. Eu gosto do reveillon.
A expectativa com o ano que inicia, as perspectivas que todos fazem, o otimismo, isso é legal. As pessoas imaginam que, bom, o ano que encerra não deu certo, mas o próximo vai dar!! A saúde vai melhorar. Um emprego vai aparecer. Um amor, quem sabe? Filhos, carro, faculdade, o que seja. Não gosto de retrospectivas, prefiro as perspectivas.
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Portanto, o Ano-Novo tem um grande significado. São mais 365 dias à nossa frente. Misteriosos, desafiadores, cheios de promessa. O Ano-Novo sempre parece ter um novo sabor. Tanto é que as pessoas comem lentilha ou carne de porco, colocam dinheiro no sapato direito, se vestem de branco e estouram champanhes. E viva o Ano-Novo, vida nova, chances novas. É o momento de sonhar, de idealizar, de imaginar, de demonstrar a fé a esperança de que tudo pode melhorar. E também aquela fraternidade de abraçar ao próximo e desejar que ele tenha também tudo de bom.
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Natal, para mim, é piração midiática e consumismo. Mas Ano Novo tem sabor de futuro. E o futuro é algo que sempre me fascina.

Carta Ao Papai Noel

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Hoje é sexta-feira, mas está com cara de segunda. Ainda não consegui recarregar as baterias, nem tampouco consegui cumprir um roteiro que pretendia. Restou ficar por casa, assistir filmes e baixar filmes (o clássico A Felicidade Não se Compra) e jogar videogame. E discutir filosofia e física quântica. Se ganhei presentes de Natal? Só um. Mas era o presente que eu mais esperei o ano inteiro.
E quem me deu foi o meu amigão Sidnei Garcia. Só não vou dizer o que é. Vou dar uma de blogueiro colador de textos hoje (assim é fácil, né?) e vou postar o texto abaixo, que tem tudo a ver com o dia de hoje. Chama-se "Carta ao Papai Noel" e é uma música de autoria de Hermes e Renato. Nas próximas horas pode ser que eu volto a atualizar o blog. Ou não.
PS: será que chove?

"Prezado Papai Noel,

Você na certa, vai achar estranho eu te escrever hoje,
Dia 26 de Dezembro.
Mas quero falar logo da minha reação
Ao receber os presentes que você deixou na minha árvore ontem,
dia de natal.
Como você bem deve se recordar
Eu tinha pedido:
Uma bicicleta,
Um trem elétrico,
Um nintendo,
E um par de patins.

Pois bem, quero lhe informar que durante o ano passado inteiro
Eu me matei de estudar,
Fui um dos primeiros da turma,
Tirei 10 em todas as matérias,
Ouso afirmar inclusive, que ninguém...
Ninguém se comportou melhor do que eu
Nem com os pais, e nem com os irmãos, nem com o vizinho
Tem mais:
Cumpri minhas tarefas e obrigações sem cobrar nada
Ajudei velhinhos a atravessar as ruas
Não houve nada que eu não fizesse de bom e de gentil
Com os meus semelhantes
Mesmo assim com uma tremenda cara de pau
Você... papai noel de bosta!
Me deixou de baixo da árvore:
A porcaria de um pião,
Uma porra de uma corneta,
E uma merda de um par de meias.
Seu barrigudo miserável de uma figa!

Ou seja, comporto-me como um imbecíl de merda o ano inteiro
E você me faz uma putaria dessas!
E o que é pior,
Ao filho da vizinha
Esse viado, filha da puta sem educação
Mal criado e desobediente
Que grita com a mãe e chama o pai de corno
Pra esse anor...(pa...pa...para essa musica agora!
Para, para com essa, essa música agora é...)
Pra esse anormal
Você trouxe tudo o que ele pediu
Por isso eu estou desejando do fundo de minha alma
Que aconteça um terremoto para irmos juntos todos a puta
que nos pariu!
Já que com um papai noel incompetente e retardado
Como você, é melhor que a terra nos engula!

Olha... mas não deixe de vir no natal que vem
Se o terremoto não acontecer papai noel...tá!?
No ano que vem, pois eu pretendo te arrebentar a cara seu filha da puta,
E encher de pedradas as putas das tuas renas,
Começando por esse homossexual do rudolf!
Que tem nome de bicha enrrustida, tá
Vou espantar essas renas todas
Para que você se foda e tenha que andar a pé como eu velho
broxa! é...

A bicicleta que eu pedi pra ir pra escola filha da puta!
Que fica longe pra cacete da merda da minha casa
Tu não me deu seu puto!
E eu não quero, e nem devo me despedir
Sem mandar você tomar no olho do seu...(hahaha)
Sem mandar você tomar no olho seu cu seu filha da puta!
Espero que quando você estiver no seu trenó
Aquela bosta vire com você dentro, seu porra!
Para que vc se arrebente no chão feito um pacote de cocô gordo e vermelho! é...
E agora, pode bota a porra da musiquinha de natal agora
Pra esse filho da puta desse papai noel... pode botar...
Isso, isso... bonito, bonito...

Isso é um aviso, e no ano que vem filha da puta
Você vai ficar sabendo o que é um garoto mal educado...
Doido para se vingar, tá?

Tenho 12 anos, meu nome?
...Osama Bin Laden!

Tchau, tchau!
Uahahaahahhah"

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Trailer: Marley & Eu

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Trailer do filme Marley & Eu, baseado no famoso best seller. Estrelando a maravilhosa Jeniffer Aniston, por quem me apaixonei ainda quando ela fazia Friends. E, finalmente, descobri que a amava em Separados pelo Casamento. O filme já estreou no Brasil. Se em Santiago tivesse cinema poderia passar aí.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Consumismo: o verdadeiro sentido do Natal

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Feliz Natal, em primeiro lugar, caro leitor. Antes de prosseguir na leitura deste texto, saiba que não pretendo criticar o consumismo característico do Natal e dar lições de moral de que essa data é especial, porque significa o nascimento do menino Jesus e blá, blá, blá. Não, esse texto não é para falar mal do consumismo natalino. Pelo contrário. Eu acredito que o verdadeiro sentido do Natal é mesmo o consumismo. O ato de comprar, lotar as lojas, encher o carrinho do supermercado e dar presente para quem a gente gosta. Essa é a verdadeira razão de ser do Natal e o resto é conto da carochinha. Pela internet você vai encontrar inúmeros textos dizendo o contrário. "O Natal significa a paz no coração de todos. O amor. A alegria. O cantar dos pássaros. O coachar dos sapos. Os abraços. O menininho Jesus na manjedora, porque seus pais não conseguiram hospedar-se em nenhum outro lugar. E os reis magos magicamente foram guiados por uma estrela e foram até lá presenteá-lo com incenso, mirra e ouro".


Somos bobos em pensar dessa maneira. Bobinhos, para ser menos drástico. Da mesma forma que mantemos a ilusão das crianças na existência de um Papai Noel, também nos equivocamos a respeito do verdadeiro sentido do Natal.
- Olha, estou enchendo o meu carrinho aqui no supermercado, mas o que importa é o nascimento de Jesus.

Tal pensamento é de uma ingenuidade que chega a ser graciosa. Durante o ano todo a humanidade se comporta mal (vamos colocar dessa forma) e, no final do ano, acredita que o menininho Jesus, lá da manjedoura vai nascer e tudo vai ser lindo. E dê-lhe churrascadas e cervejadas em nome do menininho da estrebaria.

Hoje em dia, o Papai Noel criado pela Coca-Cola é o maior símbolo do Natal e, portanto, sintetiza muito bem esse raciocínio. O Natal é puramente comercial. Nada mais que isso. Meramente isso. O resto, é conto da carochinha. Querer acreditar no menininho que nasce no coração de todo mundo é um direito que todo mundo tem e que bom que as pessoas ainda preservam essa ingenuidade.

Mas o Natal é comprar peru, litros de cerveja, cozinhar para um monte de gente e trocar presentes. O Natal aquece o comércio e incentiva o turismo. Esse é o verdadeiro espírito e é uma sacada inteligente do comércio em dizer o contrário.
- Olha, aceitamos o seu 13º como entrada, mas o que importa é o verdadeiro sentido do Natal.
- Dá para fazer em 24 vezes. Leva um jurinho de 5%, mas o que importa é que Jesus nascerá para salvar todo mundo.

Essa história de reflexão, amor, paz e não sei mais o que, é a cerejinha do bolo, é um enfeitezinho, um lacinho vermelho que deixa todo o resto mais bonitinho. E meigo.

Quando eu digo "Feliz Natal", o que realmente isso significa? Ter um Feliz Natal é ter uma boa ceia? Ou receber bons presentes? Fico em dúvida. Porque aquela história do menino nascendo na manjedoura é apenas uma fábula, como é a dos Três Porquinhos. Ou a da Cinderela.

Dito isso, justifico: acredito em Jesus Cristo. Acredito que houve um grande líder que trouxe um ensinamento verdadeiro e profundo aos homens. Mas desacredito nessa origem aí de manjedourazinha, de reis magos guiados pela estrela, essa coisa toda. Se Natal significasse o nascimento de Cristo, como reza a lenda, é certo que teríamos então de comer muito pouco (afinal, se José e Maria estavam alojados junto dos cavalos, não teriam peru e champanhe à disposição). O verdadeiro sentido do Natal é na verdade o consumismo, é gastar, é fazer o dinheiro circular, é comer bem, é estar com os amigos, é divertir-se. Coisas que são legais de fazer. E nesse sentido, o Natal é bacana.

Durante muitos anos, eu ficava encucado com essa data e até era vítima da "depressão natalina", pois entrava naquelas de "poxa, o Natal não é nada disso, é o nascimento de Cristo". Pensei, repensei e percebi: não é. O menininho é um adereço. É um enfeito. É uma guirlanda.

O Natal é mesmo comprar presente e gastar no mercado. O resto, meus amigos, é uma história pueril que merece continuar sendo propagada por sua inventividade. A fantasia e a ilusão são instrumentos poderosos para o despertar da criatividade. Papai Noel, coelhinho da Páscoa e menininho que nasce na manjedoura e ganha presentes dos três "magrãos" que seguiram a estrela são folclores que tem o seu valor e que mostram, afinal, que nem tudo está perdido e que o ser humano é capaz de acreditar em algo que não pode ser tocado ou comprovado. É um resquício de fé e de ingenuidade que, por sua vez, mostra um lampejo de inocência. E isso faz renascer em mim a esperança na humanidade. E Natal não significa, então, renascimento?

Então, espero que a sua mesa esteja farta e que tenha aproveitado os melhores preços das lojas. E que ganhe muitos presentes.

Resumindo: um Feliz Natal.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O menino que ficou sem presente de Natal

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Faltava uns 20 minutos para meia-noite e Noel terminara de entregar o último presente. Naquela noite de 24 de dezembro, como em todos os anos, ele atendia pedidos de crianças de todo o mundo. Suas renas voadoras tomavam o rumo de casa. Ele estava cansado, mas feliz por ter cumprido a missão. O celular toca. Era um dos duendes.
- Uma criança ficou sem ganhar nada.
E agora? O velho não gostava de deixar ninguém sem presentes e sempre avisava isso aos duendes, que recebiam as cartas e cuidavam da fábrica. Há algum tempo, eram carrinhos, bonecas e super-heróis. Hoje, eram os Playstations e notebooks. E Noel atendia a todos os pedidos e recebia os sorrisos. Que cara ele teria de chegar até essa criança e dizer que não teria nada para lhe dar? “Algum duende deve ter errado a contagem”, zangou-se.
Na maioria dos lares, a ceia farta e os brindes de champanhe esperavam a meia-noite. Noel voou até casa do menino, que morava num fundão de vila. Encontrou-o, brincando com a tramela de madeira de sua janela. Devia estar triste, o pobrezinho, sem presentes.
-Estava lhe esperando, Papai Noel.
O velho não resistiu e chorou.
- Não tenho nada para lhe dar. Sinto muito..
Disse, mostrando as mãos vazias.
- Muitas vezes, os meus pais chegaram em casa assim- sorriu o menino- mas sabia que me amavam e isso importava. Agradeço ao senhor por ter nos presenteado com um emprego pro pai e uma cesta básica que a mãe ganhou. Foi o meu Natal mais feliz...
Disse o menino que indicou dois pratos.
- Vamos cear. O senhor deve estar com fome.
Com um nó na garganta, Noel ceou junto com o guri. Os dois ali, iluminados por uma vela. No céu, os fogos artificiais iluminavam outros Felizes Natais...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Desperdício de água potável precisa se tornar crime ambiental

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Acessando o blog do amigo Froilam Oliveira, fico satisfeito em ver a sua opinião a respeito dos abusos que ocorrem durante o verão, por parte dos usuários da Corsan. O desperdício de água potável precisa tomar proporções de crime ambiental, pois essa história de tentar conscientizar é tempo perdido. As pessoas só aprendem mesmo quando dói no bolso ou quando se vêem atingidas de alguma forma. Sabem reclamar do gosto da água da Corsan, quando isso acontece, mas não sabem compreender o seu papel na preservação de um bem valioso que é a água potável. Afinal, a linguagem que o ser humano melhor entende é aquela ditada pelo vil metal. Confira um trecho do comentário de Froilan.




"Andando na Bento Gonçalves há pouco, vi um senhor lavando a calçada (quando desci) e molhando um imenso jardim (quando subi). A casa pertence a um conhecido empresário santiaguense do ramo imobiliário, e o senhor é seu serviçal. Mangueira na mão, completamente alheio ao que pensam e escrevem alguns homens conscientes, preocupados com o desperdício da água potável. Caso se trate de um poço artesiano, pior ainda, o crime ambiental persiste, com agravante".


domingo, 21 de dezembro de 2008

Se doer no bolso, a conscientização é mais eficaz

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Tem gente que adora meter o nariz onde não é chamado. E eu sou uma dessas pessoas. E é por isso que jogo a primeira pedra a respeito de um assunto que precisa tomar proporções e virar bate boca de lavadeiras.
Outro dia, ouvia o gerente da Corsan pedindo para que as pessoas evitem de usar a água potável para lavar carros e calçadas. Acho que o gerente da Corsan é muito educado. Se eu estivesse no lugar dele, não pediria. Eu exigiria que as pessoas não desperdiçassem água dessa maneira. A Corsan precisava ter algum mecanismo que obrigasse as pessoas a repensarem esse tipo de atitude. O pior é que há centenas, milhares de residências sem o hidrante e aí, meu amigo, o abuso é ainda maior.
E, aliás, é chegado o momento de se fazer algo a respeito. Acredito que é preciso criar um projeto de lei que proíba mesmo o uso de água potável para lavar carros e calçados em Santiago, estabelecendo multas para quem descumprir a lei. (Pode ser em cestas básicas, o que for). Afinal, é inadimissível que nestes dias calorosos se veja pessoas jogando centenas de litros de água fora com mangueiras lavando calçada. Meu Deus!! Não adianta conscientizar quem é ignorante!!


O negócio é fazer doer no bolso mesmo. Desperdício de água tem que ser tratado como crime ambiental.

E outra: exigir a instalação de cisternas nos postos de lavagem, para usarem também da água da chuva para lavarem os carros.

Como eu sei que nenhum dos nossos vereadores teria peito para encarar uma briga dessas (Bianchini, talvez...), é preciso unir forças através de ambientalistas, acadêmicos e das crianças (que são muito sensíveis nessas questões), pessoas que pensam no futuro e sabem que a água doce é um bem escasso no mundo.


Já conversei com vários amigos e eles topam a parada, até de fazer manifestações a favor, se houver bate-bocas. Sempre vai ter aquela senhora que vai dizer “mas a cidade vai virar uma sujeira se não lavar as calçadas” ou aquele sujeito que irá dizer “tenho o direito de lavar o meu carro. Afinal, eu pago pela água”.


Bem, o calçadão nunca foi lavado com mangueira pelo prefeito e nem por isso tem aspecto sujo. E se alguém for visitar um zoológico não tem o direito de dar tiro nos animais só porque está pagando. Assim, é por isso que eu acho que o desperdício de água é crime ambiental.


A idéia seria de tomar a iniciativa em Santiago e fazer com que repercuta. Afinal, se somos uma terra cultural, devemos dar exemplo nessas outras questões de interesse público também, mostrando que podemos ser racionais no uso da água. Quem entra nesse bate-boca de lavadeiras?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Votação atropelada (ou por quem as leis se dobram?)

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A senilidade, insensatez e politicagem dos senadores brasileiros acaba de aprovar a PEC que aumenta o número de vereadores já para 2009. Não discordo que o referido projeto de emenda constitucional corrige uma distorção na questão da representatividade legislativa. No entanto, aprovar às pressas essa PEC, logo depois de terem sido votadas as Leis Orçamentárias e antes da diplomação dos eleitos, é de uma irresponsabilidade tremenda. Assumem, sim, em todo o país mais de 7 mil vereadores. A Câmara de Santiago, por exemplo, ganha três novos legisladores. No entanto, isso forçará uma readequação orçamentária e que vai prejudicar as metas já previstas e definidas e aprovadas na Lei de Diretrizes das Câmaras. A inserção de Binho, Algeu e Marion na Câmara de Santiago, por exemplo, vai significar um aumento anual de mais de R$ 120 mil na Folha de Pagamento, o que não estava previsto. Desta forma, é uma bucha que vai cair na mão da próxima Mesa Diretora, que será presidida pelo vereador Miguel Bianchini e pelo seu vice, Davi Vernier.
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Como disse antes, concordo com a correção, mas ela não poderia vigorar já agora. A atropelada votação deste projeto foi calcada na ânsia eleitoreira, com o propósito de beneficiar futuros cabos eleitorais de deputados em todo o país. Mais uma vez se comprova que as leis existem para se adequarem à vontade de quem está no poder. Ou seja, nossas leis são desprovidas de Justiça, transpirando de conveniências.
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Achei realmente que isso não iria acontecer, justamente porque essa inserção às pressas causaria um problema não previsto. No entanto, é tudo muito simples quando há interesses políticos em jogo. Aprovam leis que vigoram do dia para a noite, se fazem inquéritos policiais fajutos do dia para a noite, em detrimento de outros que ficam meses empoeirando embaixo de fichas de festivais ou cartões de vacina para cavalo etc. Quando é para votar algo que beneficie os trabalhadores ou que melhore a saúde pública, ah, é sempre uma dificuldade, temos que pensar muito bem e trá-lá-lá, tró-ló-ló. Nosso país possui um amontoado de leis, um amontoado de fazedores de leis e um amontoado de repetidores de leis. Poucos são os revolucionadores de leis. Em termos politiqueiros, o Brasil é mesmo um país que dá nojo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

E acaba o sonho do Clube dos 13

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Enquanto ouvia a última sessão da Câmara, eu conversa via MSN com uma amiga sobre as afirmativas que os vereadores Renato Cadó e Diniz Cogo faziam sobre, a partir de janeiro, Santiago contar com 13 vereadores. "Eles estão equivocados", eu disse. Minha amiga, educadamente disse que eles estavam de posse de informações precisas de que era isso que iria acontecer. Cadó chegou a dizer para o Binho Gomes, que estava no plenário, de que ele iria assumir a partir de janeiro. Eu insisti com minha amiga. "Olha, quem concorreu, disputou uma de dez vagas. Para vigorar os 13, a PEC teria que estar valendo antes da eleição, não agora".
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Resumindo: não vai acontecer. Binho, Marion e Algeu não vão assumir, como estava sendo propagado pelos próprios vereadores. Agora, é mexer com a emoção dos próximos. O Binho e o Algeu passaram por isso no dia da apuração. Foram os quase eleitos.
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Rafael Nemitz não está mais trabalhando na Rádio da URI-FM. Ele assume a partir de hoje suas funções na Rádio Verdes Pampas-FM. Um profissional jovem e promissor que a Verdes Pampas, inteligente, leva para qualificar os seus quadros.
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Falando em rádio, vou montar uma rádio online para mim também. É super-fácil. Digita aí no Google os termos "rádio online como montar" e aparece tudo explicadinho, os links, o programa para baixar e configurar. Não gasta nada e nem precisa de "concessão" ou licença alguma. Aliás, para ter uma rádio online só é necessário um único investimento: ter internet.
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É sério. Vou dar uma de louco e vou montar mesmo. Só não vai ter música, pois sei que ninguém vai perder tempo ouvindo eu tocar música, ao invés de sintonizar na Transamérica, Atlântida, Rádio Terra ou qualquer outra. Vou criar um programa para falar da importância de se preservar os gatos pingados. Afinal, são só meia dúzia...
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Fiquei intrigado com o valor estipulado na LDO deste ano dos vereadores de São Francisco na rubrica de diárias: R$ 110 mil. Em Santiago, esse valor é de R$ 35 mil, bem menor, o que comprova que a nossa câmera sempre foi muito austera nesse sentido e é um ponto e tanto para os nossos legisladores que respeitam o dinheiro, ao contrário do Legislativo Assisense. Afinal, R$ 110 mil para diárias numa câmara de nove vereadores é um disparate e devia ser motivo de protestos na terra do bugio.
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Em São Chico, o gasto com diárias nesse ano foi de R$ 89 mil. Mas o que chama a atenção é que a rúbrica de Passagens ficou orçada em R$ 15 mil, mas os vereadores gastaram só R$ 5 mil. Opa, mas como é que isso? Como podem ter gastado R$ 89 mil em diárias, que pressupõe viagens para longe da sede do município, e só R$ 5 mil com passagens? Perceber essa diferença não requer muita Matemática. É só saber que quando se retira dinheiro para passagens, é preciso comprovar a despesa pois se trata de uma indenização. Já para as diárias, não se exige nada, não se comprova nada. Só fazem um relatóriozinho. Sacou?
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Aliás, em qualquer curso do Igamm, Uvergs ou outro instituto há sempre uma certeza: lá vai estar algum vereador de São Francisco ou então de Unistalda.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bloqueio, críticas, protetor solar e olhando para o dia depois de amanhã

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Eu sei, tenho estado distante deste blog. Nos últimos dias não tenho conseguido achar tempo para escrever, trocar idéias ou simplesmente lançar alguma abobrinha no cyberespaço. Os últimos dias tem sido de muito trabalho mesmo, dia e noite e tenho andado exausto e esgotado criativamente. Não acho nem tempo para dizer que estou sem assunto para escrever e que está calor ou que eu volto com novidades mesmo sem ter novidade nenhuma. Se bem que, sob pressão até produzo bastante no trabalho, mas quando toca de escrever no blog ou mesmo de responder e-mails aí que me vem um certo bloqueio. É que passo muito tempo na frente do computador e quando me sobra o tempo de descansar, fico longe. Espero chegar esse período de feriados agora para regularizar o sono e voltar com todo o pique. Estou com déficit de sono, estou em déficit com os amigos...
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Enfim, mas quem acessa esse blog não está muito a fim de saber de meu dia-a-dia ou minhas dificuldades. Talvez interesse mais saber a minha opinião sobre A ou B. Afinal, todos gostamos uns de saber a opinião dos outros. E isso realmente é algo salutar e fascinante, por permitir a troca de idéias, o aprofundamento, enseja o debate.
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Então, vou lançar uma: sou bairrista e, portanto, meu olhar de santiaguense não ficou muito empolgado com essa história do Ivori Guasso ser escolhido como o presidente do Centro Empresarial da minha cidade. Com tantos empresários bons e dedicados aí, foram botar um cara lá de Nova Esperança. Sei que o Ivori é um sujeito que tem todos os méritos do mundo, foi prefeito de Nova Esperança, é formado em Administração, enfim. Tem todos os requisitos: para ser presidente da Associação lá da cidade dele. Desculpe, mas sou meio bairrista nesse aspecto. Sei que ele tem uma empresa aqui na cidade e tudo o mais. Mas, poxa, será que faltou interesse do pessoal daqui ou o que foi? O Ivori estava de vice-presidente do Ces e agora assume a bronca. E, na verdade, torço para que faça um bom trabalho e tenho certeza de que vai fazer. Mas, sei lá, ele lmorando em Nova Esperança, com suas lojas por lá, procurando desenvolver uma entidade daqui, não me soa 100%. Talvez eu esteja sendo ignorante em pensar dessa forma, mas enfim, não estou escondendo a minha idéia. Acho que ele é por demais identificado políticamente como líder do PDT, talvez até assuma alguma função na gestão do prefeito Segatto. O filho dele é vereador lá em Nova Esperança. Teremos, em Santiago, um presidente do CES plenamente afinado com a nossa cidade?
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Falando em PDT, ouvi o Nelson Abreu dizer na Câmara que vai devolver R$ 180 mil para a prefeitura do dinheiro que economizou do orçamento do Legislativo. Ou seja, depois de algum tempo, ele retomou aquela prática arcaica dos vereadores que adoram dizer que "economizaram" o dinheiro público aproveitando para propaganderem-se como administradores austeros.
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Quando você vai no mercado, faz uma lista do que vai comprar e calcula que deve levar um valor X em dinheiro. Quando chega em casa com as compras, percebe que não gastou nem da metade daquele valor. O que você pensa? A- Sua previsão foi mal calculada. B- Deixou de comprar um monte de coisas. De qualquer forma, sua ida ao mercado foi desastrosa, porque alguém vai ter que fazer o que você deixou de fazer...
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Também ouvi ele comentando que modernizou a Câmara. Olha, sinceramente, na boa, não percebi grandes modernizações que ele tenha feito. Nem a garagem para o carro que está lá no pátio foi feita. Ele preferiu botar uma lona por cima do veículo, o que aliás, é mais econômico do que construir uma garagem. Eis a economia. Para quê comprar lâmpadas, se uma vela "alumia"? Enfim, estou falando como o peru de fora, mesmo. O que eu tenho que meter o nariz? E mais: se o Abreu destinar a verba economizada para a construção do Auditório Cultural Caio Fernando Abreu eu fico quieto e só vou aplaudir a iniciativa.
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Foi criada em Santiago a Casa do Poeta, sob a presidência do escritor Giovani Pasini. A vice é a minha amiga Lígia Rosso. Segundo ela, a Casa terá como patrono o escritor Caio Fernando Abreu. Gostei dessa parte. Afinal, somos a cidade do Caio e ainda estamos engatinhando no processo de usar de seu nome e propagar a sua obra e a própria cidade. Em Cruz Alta, tudo faz alusão a Érico Veríssimo e qualquer lugar do Estado ou do Brasil sabe que ele é gaúcho e é de lá, de Cruz Alta. O mesmo pode ser feito com o Caio, antes que Porto Alegre se adone de sua herança cultural. E olhe que eles estão de olho...
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Um locutor de uma rádio FM me convidou para ouvir o programa dele. Confesso que, de rádio, só ouço a Rádio Santiago mesmo. Gosto dos programas do Jones e do Paulo Pinheiro. Aliás, em termos de rádio ou de qualquer outra coisa é preciso sempre lançar o olhar para o futuro. As rádios AM sempre vão existir por seu caráter informativo, noticioso. Já as FM's seguem um rumo de declínio em audiência. Sabe porquê? Por causa de um aparelhinho pequenininho chamado MP3 (também em versões 4, 5, Ipod, celular etc). Por que? Ora, simples: no MP3 tu tem as músicas que gosta de ouvir sem aquele longo espaço de propagandas ou de "abraço para o meu amigo, a minha amiga, o meu vizinho, o meu compadre". Se as emissoras FM não buscarem a evolução em sua concepção de comunicar, estarão fadadas ao declínio de audiência. E tudo por causa do MP3. Para que um jovem vai ouvir uma rádio, se ele pode baixar CDs pela net e colocar no MP3?
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Esse sol está de castigar. Já não saio mais de casa sem passar protetor solar, afinal, não quero sofrer envelhecimento precoce e nem propagar um câncer de pele. Muito bem fazem aquelas senhoras que caminham pelas ruas usando sombrinhas ou guarda-chuvas, protegendo-se. Parece uma coisa meio antiga, mas que nos tempos atuais se justifica e muito. Aliás, podia até ser moda isso de sair com sombrinha. Os tempos atuais, com o aumento do buraco na camada de ozônio e maior incidência dos raios ultravioleta castigam a pele.
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Ainda falando sobre evolução: um outro ramo de atividades que já está em decadência são as videolocadoras. Até pouco tempo eu ainda tinha aquele sonho de ter uma locadora, idéia que eu compartilhava com o meu amigo Francisco (aliás, muita gente que gosta de cinema tem essa idéia). No entanto, há poucos dias quando ele tentava me convencer de investir nessa área, eu o alertei do seguinte: em cinco anos vão fechar muitas locadoras e em 10 anos só vão existir as grandes. Por que? Sinal dos tempos: o aumento da pirataria, a facilidade de baixar filmes via internet e a implantação da TV digital. Em pouco tempo, será muito mais cômodo comprar um filme via Pay-per-View do que ir numa locadora. Queira ou não queira, é o que o futuro vai ocasionar. Olhar para o futuro é um exercício que faço sempre. Eu olho para a URI, por exemplo, e penso que dentro de 10 anos ela pode se tornar uma instituição federal. Os motivos? Olhe para o futuro...
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Ainda com os olhos no futuro: dentro de 20 anos deverá cair a produção e a compra de automóveis individuais. Os governos obrigatoriamente terão de investir na implantação de um sistema eficiente de transporte coletivo, diminuindo o fluxo de automóveis nas ruas e a poluição decorrente deles, sem contar a própria questão do combustível etc. Esse sistema consumista tende a apresentar consequências terríveis e a atual crise econômica mundial é só o prenúncio de tudo. Vai ser preciso uma grande retrocesso da revolução industrial (ou uma adaptação) para que o meio ambiente seja recuperado a tempo de evitar desastres climáticos e ecológicos. Mas, claro, o homem é aquela coisa inteligente que só resolve aprender a nadar quando a água já está pelo pescoço.
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O engraçado desse macaco ereto chamado homem (não que eu seja darwinista, estou só debochando) é que ele constrói foguetes, propulsores, estações orbitais ou aceleradores de párticulas gastando trilhões. Enquanto muito menos desse valor poderia ser empregado na recuperação planetária com resultados eficientes. Por que o homem quer explorar o espaço ou chegar em Marte? Ora, é sábido que o ouro é um metal oriundo das Supernovas (explosões de estrelas) e, portanto, está espalhado pelo universo. Existe interesse científico? Sim, existe. Mas também há o interesse econômico e exploratório. Enquanto degrada o próprio ambiente em que vive, o ser humano sai em busca de outros espaços para futuras ocupações.
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Mas como bem disse Carl Sagan, o ser humano não é inteligente. É apenas racional. Se inteligente fosse, não destruiria o meio em que vive.
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É. Hoje eu tô brabo...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Trecho de uma história que estou escrevendo...

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Abaixo, o trecho de um longo conto que estou escrevendo. Só não me pergunte como inicia e nem como será o final. Em breve, publico ele por completo.

"No dia seguinte, na delegacia, ele aguardava impaciente a sua vez de falar com o policial encarregado da investigação.
- Olhe, eu aceitei vir, mas não tenho planos de perder a manhã por aqui...
Diz ele para o atendente.
- O senhor já será ouvido. Só mais alguns instantes.

Pedro resigna-se e volta a sentar. Saca o celular do bolso e fica mexendo nele, impaciente. Detestava ficar parado, ainda mais à espera de alguém. Já haviam se passado longos 30 minutos. Uma eternidade para ele e para qualquer um que se sente numa delegacia. Cruza os braços e suspira alto, com intenção de demonstrar seu descontentamento. Os pêlos de seu braço ficam eriçados num instante.

- Disseram para eu falar contigo...
Pedro surpreende-se com a voz que surge no sofá ao lado. Ele não tinha percebido a moça que estava ali, sentada.
- Tu trabalha aqui?
Ele pergunta para ela, enquanto o atendente lança um olhar curioso para o escritor.
- Eu o procurei...para revelar a minha história.

Ela diz, evasiva. A moça parecia confusa, é claro que ela não trabalhava aqui. Parecia ter mais jeito de drogada. Talvez tenha sido presa com entorpecentes. Ótimo. Pelo menos, alguém interessante para conversar, ele pensa.
- Eu usava drogas, sim...
Ela responde, como se tivesse lido o pensamento dele.
- De vez em quando, eu também uso. Só não conte para eles.
Ele diz, apontando com o queixo para os policiais.
- A culpa é minha- diz a moça, ignorando as palavras de Pedro- eu não sabia que minha mãe sentiria tanto, mas ela sentiu. E isso está me destruindo muito. Mas eu não sabia o que fazer. Eu o amava, mas ele me abandonou e isso doeu demais, foi ficando insuportável. Não dava para viver com toda aquela dor, sabe? É como se o peito da gente pesasse tanto, tanto. Eu não comia, eu não dormia, eu só chorava. Minha mãe acha que a culpa é dela, mas eu queria dizer para ela que não é e que eu me arrependo de ter feito o que eu fiz, porque a dor que eu sentia era realmente pequena, insignificante mesmo. Mas eu só sei disso porque a dor que carrego agora é muito pior. E ela é para sempre. E agora não há úisque ou cocaína que faça passar...

Pedro não estava entendendo nada. O policial o chama. "É a sua vez. Pode passar", ele diz. Pedro desiste de conversar com a garota.
- Preciso ir. Depois a gente conversa.
- Tu não está entendendo. Eu vim de longe para encontrá-lo. Preciso te contar a minha história. Preciso que entenda. Preciso que fale para os outros. Eu não tenho muito tempo.
- Tudo bem, eu entendo. Mas tenho compromissos. O que quer que tenha feito, não se preocupe. Lembre-se: enquanto há vida há esperança.
A garota levanta-se, num grito desesperado, lançando-se em direção a Pedro e mostrando os pulsos dilacerados e esvaindo-se em sangue:
- Não há esperança!!!!!!!!!!

A garota desfalece nos braços de Pedro, manchando sua roupa de sangue e tingindo o chão branco da delegacia de um vermelho intenso. Como ele não percebeu antes
os seus cortes?
- Um médico!!! Ambulância!! Socorro!!! Alguém... por favor, chame uma ambulância!!! Meu Deus, meu Deus!!!!

Os gritos de Pedro chamam a atenção de outros policiais, funcionários e pessoas que estavam na delegacia. Em segundos, vários estavam ao seu redor, mas ninguém ajudava.
- Não estão vendo??! Ela vai morrer!! Por que ninguém faz nada???

O delegado observa a cena. Pedro, cada vez mais nervoso, pega a garota no colo e a deita no sofá. Em seguida, vai para cima do atendente da delegacia, irritado.
- Por que ainda não chamou socorro??? Por que todos só ficam parados??

O atendente olha para o delegado que o autoriza. "Chame a ambulância", ele ordena.
- Ah! Finalmente! É preciso que alguém te dê uma ordem para salvar uma vida??

O delegado chega próximo de Pedro.
- Fique calmo. Vai ficar tudo bem....

O escritor ignora e vai até a garota e percebe que o sangue não pára de jorrar. "Preciso estancá-lo", ele pensa. Levanta rapidamente e apanha um estilete de cima de uma mesa, ante o olhar preocupado de todos. Corta as mangas de sua camisa, transformando-a em faixas. Ele ata os pulsos da garota. O sangue dela está espalhado no piso, em suas roupas e no sofá.
- Isso deve adiantar até o socorro chegar- diz ele, nervoso e suando muito.
- Procure ficar calmo- aconselha o delegado.

A garota murmura alguma coisa. Pedro ajoelha-se perto dela.
- Minha história...escreva sobre ela. Conte o que eu te revelei. Minha mãe não tem culpa...me ajude. Disseram que tu iria me ajudar...
- Quem disse?
- Outros...como eu, que fizeram mal a si...e outros que foram interrompidos. Que foram tirados da luz.

Os enfermeiros entram na delegacia. Pedro os percebe. Vai até eles.
- Graças a Deus. Rápido, ela perdeu muito sangue.

Um enfermeiro o surpreende, imobilizando-o. Outro aplica um injeção no pescoço dele que vê sua visão enuvear-se.
- O que estão fazendo? Ela é que precisa de ajuda...
Num instante o colocam numa maca. Pedro olha para o sofá. A garota não estava mais lá. Ele força a visão para tentar encontrá-la entre os vários rostos à sua volta. Alguns com uma nuvem negra no olhar. Todos na delegacia o observam, assustados. A garota aparece de pé, ao seu lado. Não está mais sangrando.

- Enquanto há vida, há esperança. - Ela diz mostrando os pulsos com profundos cortes, mas sem sangue.

E Pedro não vê mais nada."

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Para o blog não ficar tão desatualizado...

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Eu fora desse blog desatualizado. Simplesmente não tenho encontrado ou tempo ou ânimo para atualizar está página, já que ando meio broxa (no sentido figurado). Não tenho dormido direito e quando tento dormir, toca o telefone. Aí, o que eu faço? Desligo a invençãozinha do demônio. Na segunda-feira, fiquei escrevendo o protocolo da festa Melhores do Ano que o Expresso Ilustrado vai promover sábado em São Francisco de Assis. Parece algo simples elaborar um protocolo, mas experimente escrever dezenas de textos sobre empresas e profissionais sem ser repetido e tendo que escrever uma coisa diferente sobre cada um delas. Nossa senhora da querupita, é uma coisa que engole meus neurônios. Há anos sou eu que elaboro esses textos de protocolo e tal. Já tenho uma certa prática aí, mas não gosto de me repetir e aí, fica um conflito. Uns textos eu acho bons, outros nem tanto. Aí, vou apagando uns, reescrevendo outros. É uma briga interna. Pois bem, enquanto muitos aproveitavam o feriado, lá estava eu tomando um baile com esses textos. Já na terça-feira, tive de acordar por volta de 5h15 da manhã (isso mesmo, 5h15min da manhã, numa noite em que demoreeeei para pegar no sono), para pegar o ônibus pinga-pinga-pinga-pinga-piiinga que iria para Santa Maria. Mas meu destino era Jaguari, onde iria encontrar a Elisana para ir com ela até Mata, uma cidade acolhedora e tal. Lá, exaustivamente percorremos diversos setores da prefeitura a fim de coletar material para um trabalho. Não fosse o dinamismo da secretária Andréia Caffaro, de Turismo, eu sairia de Mata achando que aquela prefeitura era ocupada só por baiaaaanos. Sabe, né? Aquela coisa "devagar quase paraaaaaando". Teve uma secretária municipal que chegou a dizer que não sabia nada, simplesmente nada, a respeito de um complexo esportivo que está para ser inaugurado. "Eu só assino os papéis", justificou ela. Entendeu? Ela não sabia dizer n-a-d-a sobre um complexo esportivo. Só em ouvir essa conjunção de palavrinhas qualquer idiota é capaz de ter uma vaga idéia do que seja. Até eu coooonsigo...
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O dinheiro é uma coisa interessante, né? Cria um fascínio em tanta gente. Tem gente que morre por dinheiro. Outros matam. E há outros que tem ciúme de um maço de papel. Não que eu seja uma pessoa desprovida de ciúmes. Eu tenho lá os meus. Tenho ciúme, por exemplo, do Brad Pitt, que é casado com a Angelina Jolie...
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Na sexta-feira passada tive a grata satisfação de ter sido o homenageado de capa do jornal literário Letras Santiaguenses. Vou confessar: era meio que um sonho meu ser capa do Letras. Apesar de ser amigo do Zé Lir Madalosso e do Auri Sudati há muitos e muitos e muitos anos, eu nunca "me convidei" para ser capa do Letras. Eu aguardava paciente o dia em que tal desejo pudesse materializar-se, demonstrando que a minha escrita tivesse encontrado mais ou menos um rumo. A publicação me enche de satisfação, mas redobra o meu compromisso de escrever mais e superar as minhas muitas limitações.
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Costumo chamar o meu ego de cachorro. E costumo também dizer que eu procuro mantê-lo sempre na corrente. Afinal, um escritor com ego torna-se uma nulidade. Mas recebi um elogio que fez com que meu cusco ególatra se soltasse da corrente e ficasse correndo atrás do próprio rabo: o dr. Maximiliano Stacowski, que não é e nem precisa puxar o saco de ninguém, disse que leu a minha coluna da última edição do Expresso pelo menos umas duas vezes, de tanto que tinha gostado. E ainda passou a recomendar a leitura para outras pessoas. A sua esposa, que estava ao lado, confirmou a informação. "É verdade. Eu mesma também li e gostei". Não tem como o meu ego não ficar latindo depois dessa. Uau-au
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Não consegui. Simplesmente ainda não consegui parar e responder os scrapps que recebi no Orkut em função do meu aniversário. Quero responder a todos e agradecer pela lembrança de tantas pessoas queridas.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Xuxa canta parabéns para mim...

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Note que as crianças no vídeo até gritam "Marcinho, Marcinho". Coisa querida...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O dia em que fizemos o jogo do copo na sala de aula...

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O que eu acho fantástico do Orkut é a possibilidade que ele nos oferece de interligar todo mundo, fazendo uso da teoria dos "Seis Graus de Separação". O legal mesmo é de reatar o contato com pessoas que fizeram parte de nossas vidas e que nos vemos distante. Confesso que o mais recente depoimento que recebi foi um dos que mais gostei, que me foi enviado por meu amigo e ex-colega de aula Leandro Dalenogare, o Lelê. Atualmente morando em Bento Gonçalves, onde vive com sua família, ele disse o seguinte sobre mim (mantendo o internetês da mensagem):

"Ele é um amigo q tenho do tempo de colégio, onde aprontávamos muito eu, ele, Jeferson, Luciano meu irmão e o José do galo tuíguiti foi um ano p/ nao esquecer nunca mais. Vou contar uma das armaçoes do Márcio onde eu estava junto. Estávamos na sala de aula e no último período, pedimos para a professora para fazer o jogo do copo no qual era necessário ter 5 pessoas que pudessem entrar em meditaçao todas juntas e assim fazer com que o espirito baixasse dentro do copo de cabeça para baixo,até aí tudo dentro da normalidade para todas as meninas e meninos que estavam alí na sala .mas tinhamos um plano, mandamos o Luciano trancar a porta e começamos a sessão, depois de um tempo ,já com o espírito no copo começa a farra, o Márcio começou a gritar, virar os olhos e jogar as cadeiras e classes foi tão real que o pessoal começou a gritar e saíram correndo, mas a porta estava fechada foi um terror. um abraço Márcio vc é um amigo q nunca vou esquecer é bom ter contato intéeeeeeeeee".


Uau!! Quando terminei de ler isso comecei a rir, enquanto minha mente acessava a pasta perdida nos arquivos de minha mente onde estavam armazenadas essas informações. A senha contida nas palavras do Lelê permitiu lembrar de tudo: foi numa aula da professora Ana Brasil Belmonte, que nos dava Ciências e Biologia. E era tri parceira nas horas de brincar e super-exigente na hora de cobrar (até hoje minha amiga). De fato, eu era tinhoso no colégio e inventava das minhas. Nós todos, né, Lelê? O interessante é que, naquele tempo, as nossas anarquias em sala de aula nem se comparam às que acontecem nas escolas hoje em dia. Mas, enfim, foi bom lembrar disso tudo. E cada coisa que se lembra, traz à tona outras imagens. Life's beautiful.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Assumo, pai: sou 33% colorado, mas 100% gaúcho. E viva o Internacional!

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Em homenagem a todos os santiaguenses colorados sangue bom que acessam esse blog, hoje ele estará colorido de vermelho. É minha homenagem pessoal ao Internacional que acaba de conquistar a Copa Sul Americana.


Fico feliz com a conquista dessa grande equipe gaúcha e confesso que sou 33% torcedor do Internacional, 33% torcedor do Juventude, 34% do Grêmio e totalizando 100% gaúcho!!!! Quem me conhece sabe que não dou muita bola para futebol (sou 0% Seleção Brasileira) e que, de fato, torço mesmo é pelo Rio Grande Tão Grande do Sul, por nossas equipes, pela beleza do futebol, por uma torcida saudável.


Mas meu pai, o seu Pedro Brasil, é colorado doente e deve ter ido dormir ligado nos comentários da Rádio Gaúcha, feliz da vida em festejar mais um título. Apesar de saber que ele vai secar o Grêmio no domingo, eu o felicito por essa vitória do inter. Meu pai, hoje, tu é o maior, hoje tu é o tal!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Secretária Mônica Leal é favorável a idéia do Auditório Multicultural Caio Fernando Abreu

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Há poucos dias, fiz uma postagem falando a respeito da necessidade de Santiago despertar o seu potencial cultural e turístico viabilizando a construção de um auditório multicultural (leia a postagem clicando aqui), e considerando que este espaço fosse estruturado no prédio municipal que está ocioso ao lado da Câmara de Vereadores. Considerei ainda que este pudesse ser batizado com o nome do escritor Caio Fernando Abreu. Afinal, somos a cidade desse grande escritor reconhecido internacionalmente. E, assim como Cruz Alta se orgulha de ser a cidade de Érico Veríssimo, também nós devemos levantar essa bandeira, fazendo valer a herança cultural que temos e que estamos formando. Tive a satisfação de receber duas inteligentes manifestações a respeito dessa idéia, apoiando e incentivando: a secretária de Cultura Mônica Leal e o colega, amigo e escritor Froilan Oliveira. Confira:



"Todas as iniciativas que tenham como objetivo fomentar a cultura de nosso Estado são importantes. Construir um auditório, um local cultural principalmente de fácil acesso ao povo, como é o caso deste, é sempre bem-vindo.Como secretária de Estado da Cultura, penso que temos que democratizar urgente o acesso à cultura e, pelo que vejo e ouvi falar, está aí uma idéia que vem ao encontro desse objetivo."
Mônica Leal, secretário de Estado da Cultura





"Santiago necessita (entre muitas coisas) de um centro gastronômico e de um grande auditório. Iniciativa privada e pública, respectivamente. Lendo a postagem do Márcio Brasil, sobre a idéia de transformar a casa ao lado da Câmara de Vereadores num auditório multicultural, resolvi expressar minha opinião. A localização não poderia ser mais adequada. Não conheço o espaço que estaria disponível, interna e externamente, para estruturar outras dependências, como a própria sede do Departamento de Cultura (ou secretaria, desvinculada da Educação). A priori, a idéia me parece muito boa, que vem ao encontro de uma política do governo municipal, de incentivo à cultura. Se a crise que abala o mercado financeiro chegar (e está chegando), esses projetos ficam relegados ao campo dos sonhos".
Froilan Oliveira, escritor

O Curioso Caso de Benjamin Button

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Brad Pitt vai ganhar o Oscar de Melhor Ator. Depois de assistir ao trailer de O Curioso Caso de Benjamin Button, fico com essa certeza. O ator, revelado em Thelma & Louise, astro de Entrevista com Vampiro, Seven e outros grandes sucessos enfim terá o seu talento reconhecido pela academia. Outro dia, eu discutia com o Chico a esse respeito. Ele acredita que não. Ele acha que Mickey Rourke, que interpreta um campeão de luta livre no novo filme de Darren Aronofsky é que vai papar o prêmio. Não que o Chico tenha um bom retrospecto em palpites. Afinal, em nossa disputa anual para ver quem acerta mais categorias no Oscar sou em que está o dobro na frente dele. E isso que ele já assistiu o quádruplo a mais de filmes que eu. Enfim, mas acho que sou bom de palpites. Também reside aí um desejo nerd de minha parte, pois gosto dos filmes de Brad Pitt, que é um ator que sabe escolher muito bem os seus papéis. Adorei ele em Entrevista com o Vampiro, me emocionei com ele em Encontro Marcado e ri muito com sua divertida participãção em Snatch-Porcos e Diamantes e também em Onze Homens e um Segredo
Não tenho medo de errar: Brad Pitt leva o prêmio. Em "O Curioso Caso de Benjamin Button" ele interpreta um papel realmente curioso: é um homem que nasce velho e a medida que vai, er, envelhecendo vai na verdade, rejuvenescendo. Assista o trailer e diga se estou errado. O filme é dirigido por David Fincher (de Seven) e tem ares de obra de uma obra de arte com o seu tema original.
Estou supercurioso para ver o O Curioso Caso de Benjamin Button. Outras barbadas do Oscar? Heath Leadger como Melhor Ator Coadjuvante. Quem assistiu ao filme Batman- O Cavaleiro das Trevas sabe que ele está imbatível no insano papel do vilão Coringa. A premiação também irá consagrar a sua carreira, já que o ator faleceu em janeiro deste ano. Além disso, o filme de Cristopher Nolan poderá concorrer em várias categorias, inclusive Melhor Filme e Melhor Diretor, o que é algo inédito para uma produção baseada em Histórias em Quadrinhos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Amores para serem guardados...

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Março de 2005. O pior ano de minha vida. Até então, eu desconhecia a dor, eu desconhecia o sofrimento. Podia até falar disso, mas nunca havia experimentado. Pois bem, foi num dia 08 de março, dia internacional da mulher que minha vida mudou e eu passei a descobrir o que significa uma dor tão grande capaz de tirar o sono, capaz de tirar a vontade de comer, capaz de tornar sem sentido tudo aquilo que eu achava graça, o peito pesado e cheio de vazio. Foi nesse mês e ano que a Lidiane terminou o namoro comigo. A gente já não vinha dando mais certo há algum tempo. E muitas vezes, eu próprio quis terminar, mas ou não tinha coragem ou não tinha certeza se aquilo era o que eu queria realmente. Mas ela teve. E (que clichê, seu Márcio), foi aí que descobri o quanto ela fazia falta em minha vida. Foi com a ausência da luz dela que eu comecei a descobrir tantos recantos de sombra e escuridão em minha vida.
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A partir daquele momento e por um tempo, eu parei de assistir filmes, parei de comprar revistas, deixando para lá muita coisa que gostava. Comecei a emagrecer, a criar olheiras, a varar noites acordado. A sofrer, a chorar. A pensar nela, a lembrar dela. É interessante: toda pessoa que sofre por paixão, ela demonstra o seu egocentrismo, que faz com que os problemas do resto do mundo sejam pequenos, diante daquilo que ela sente. E eu me sentia assim. Achava que era o maior sofredor do mundo e que minha dor estava na vitrine, estampada.
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Quantas noites, eu lembro, que ficava como um imbecil choramingando enquanto rezava. E, confesso, não era de rezar. Não era de "falar com Deus", nem nada disso. Mas diante de toda a dor que sentia, rezar parecia algo tão lógico. E, assim, durante horas eu pedia que a gente voltasse, que a gente se acertasse, que as coisas voltassem a ser como eram.
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Ledo engano. Nada voltaria a ser como era. Havia se fechado um ciclo, ao mesmo tempo que uma ferida enorme se abrira em meu coração. Eu amava a Lidiane. E cada vez que eu a via ou ouvia a simples menção de seu nome, tinha vontade de chorar e de fugir, mas ao mesmo tempo era como se eu ansiasse por aquilo. Por mais que eu aparentasse ser forte, aquilo me destruia. No entanto, hoje eu sei, toda aquela dor me trouxe compreensão. Toda aquela dor me trouxe ensinamento. Nunca deixei de admirar o ser humano que a Lidi é, como nunca deixei de atender qualquer que fosse um pedido seu (raros foram), depois que nossa história chegou ao fim.
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Mas histórias chegam ao fim todo o dia. E outras se iniciam. E existem algumas que nem chegam a iniciar (o que também igualmente é triste).
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Patético. Eu, que sempre procurava analisar as coisas de um ponto de vista lógico e matemático, percebia o quão tênues eram as minhas convicções. Aliás, depois disso passei a ter a convicção de que nenhuma convicção consegue ser perene. Nem esta última. Eu era um bobo romântico, que não se reconhecia como tal. Era um idealizador, que imaginava a pessoa certa, a mulher ideal, o amor para toda a vida, a metade da laranja, a alma gêmea, o amor da minha vida...
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Tudo bem que ela tenha sido o primeiro amor, a primeira namorada, a garota que foi minha colega de aula e que me ajudava nas provas. A garota com quem voltava da aula junto imaginando um futuro a dois. Mas, como diz sabiamente a minha amiga Elisandra Minozzo: "Existem amores para serem vividos e outros para serem guardados"....
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Pois bem, a Lidiane certamente está guardada numa caixinha azul com um laço dourado. Assim como também guardarei com muito amor outras histórias que vivi e outras que não cheguei a viver. Guardo com ternura a minha paixão pela professora da segunda série (não deu certo. Eu só tinha 07 e ela era velha: tinha 20); uma paixão de 05 anos por uma colega chamada Simone (ela nunca soube, acho. Eu era tímido demais para dizer); a paixonite por uma colega chamada Aline. Assim como também guardo com carinho e respeito o namoro que tive com a Elisiandra (minha amiga querida), com a Marcela (hoje, amiga e confidente); guardo com profundo respeito e carinho os sentimentos por Melia Kindler. Mas encerramos por aqui.

Eu sou cheio de defeitos. Aliás, se um dia eu vier a casar, vou precisar contratar um caminhão para a mudança e outra para carregar os meus defeitos. Eu não sou fácil. Sei ser chato e xarope. Sei ser bobo e tapado. Tenho mil e um defeitos. E entre esses defeitos tenho um pouco de intolerância: não suporto bebida (lembranças de família), não suporto cigarro (acho um vício relaxado e nocivo), não tolero vulgaridade. E sou intolerante com várias outras situações.
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A despeito do que possa aparecer em meu orkut (com esse tal de Te Fucei, eu já nem administro mais sozinho o perfil do meu orkut), sou um sujeito solteiro. Não estou mais namorando com ninguém, nem tenho compromissos. Sempre é triste chegar ao fim de uma relação, não importa de que forma isso acontece. Acho que é difícil sair dando pulinhos e gritando "Uuuhuuu!!"
É chato de escrever sobre isso no blog. No entanto, eu já me expus sentimentalmente e socialmente das mais variadas formas. Por que, então, não o fazê-lo por aqui? É certo de que fica um vazio, pois com cada pessoa se estabelece um vínculo, uma história, uma cumplicidade.
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É certo que, no fim de cada relacionamento, a gente morre um pouquinho. Morre uma parte da gente. Morre aquilo que se sentia e também o que o outro sentia. Morre a pessoa que você era e a pessoa que o outro enxergava. Mas, vamos olhar pela ótica de Lavoisier. Se no universo nada se perde, tudo se transforma, quem sabe aí a energia desprendida com o fim de um relacionamento também não se converta?
Eu diria, então, que tal matéria poderia transformar-se em borboletas ou estrelas cadentes. Ou ainda impregnar-se nas flores ou tornar-se o néctar sorvido pelos colibris. Ou, mesmo que esses sentimentos não se transformem em algo assim, ainda eles continuam a fazer parte de nossa vida. Porque existem amores para serem vividos e outros para serem guardados...