sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Cidade + cultura= Cidade da Cultura

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Em breve, Santiago deverá concluir a sua Rua dos Poetas, consagrando o título de Terra dos Poetas, aprovado pela Câmara de Vereadores (autoria do Nelson Abreu). O projeto Santiago do Boqueirão, seu Poetas quem São? do curso de Letras da URI segue sendo o o maior projeto cultural já criado na cidade. Há pouco aconteceu mais uma edição do Santiago Encena e do Festival da Música Crioula. Semana que vem, inicia a Feira do Livro e a Festa das Etnias. A nossa cidade vive um período de efervescência de eventos, o que não significa examente cultura.

O teatro em si, a dança ou a música ou a literatura, separadamente, não representam a cultura. Mas, sim, fazem parte de um processo cultural. É como dizer que um pé de soja não representa uma lavoura, mas é uma parte dela. A lavoura é muito mais que isso. É a terra, são as pedras, as ervas daninhas, é a colheitadeira e é a mão do agricultor. E para que tudo isso exista ainda depende do sol e da chuva. Portanto, a cultura não é algo isolado e também é muito mais amplo. Ela vai além dos palcos do Encena ou dos microfones do festival de música. A cultura representa um processo generalizado.

O que ocorre na maioria das vezes é que se criam eventos de todos os tipos e gêneros, mas não se trabalha além disso: o público-alvo. Aplausos, fecham as cortinas e acabou o espetáculo.
Fazer cultura não é apenas encenar uma peça, mas fazer com que o espectador compreenda o que aquilo significa. Não apenas cantar uma música, mas tornar o público parte desse processo.
A cultura é extremamente ampla e deve representar também um papel político (a ciência política do bem coletivo). Não apenas criando um evento cultural, mas desenvolvendo uma consciência cultural. É dessa forma que se muda uma sociedade.

A consciência cultural inicia a partir do resgate do ser humano, de compreender que ele faz parte daquilo, torná-lo agente de qualquer processo, valorizando o seu pensamento e a sua participação. É inserir na mente de cada indivíduo de que a sua cidade é cultural, porque o valoriza e também valoriza a sua forma de pensar e de se expressar. Portanto, o inverso também ocorre: aquele indivíduo valoriza a sua cidade e sua forma de ser. (Exemplo: os alunos do Criança Feliz, projeto que criou uma nova consciência educacional. Quem participa do projeto, o ama e defende).

A cultura não é apenas dança ou literatura. É compreender o que significa viver em sociedade e respeitá-la, valorizá-la. Torná-la melhor, efetivando a participação dos seres humanos.

Através de uma compreensão cultural se modifica uma comunidade de forma ordeira e pacífica. A cultura jamais pode fixar-se somente nos clubes de elite. Deve estar também nos salões comunitários e ginásios espalhados por todos os bairros, nas canchas de bocha etc. Desta forma, até mesmo representando um papel político. Veja o caso da secretária Mônica Leal: enquanto Yeda Crusius promove um papel antipático como governadora (o que é natural para quem está com a caneta na mão), Mônica Leal surge nos mais diversos municípios, pequenos ou grandes, criando uma imagem simpática da Secretaria de Cultura e, consequentemente, do próprio governo. A Cultura atrai multiplicadores, formadores de opinião dos mais diversos segmentos, mas acaba limitando-se na classe mais ordeira da sociedade.

Ela precisa estar inserida em todos os âmbitos e manifestações. Em cartazes, slogans, jingles, cadernos escolares, camisetas.

Não apenas naqueles eventos que necessitam de sapatos lustrados e vestidos longos. Mas, sim, na capoeira, numa festa junina, num galpão e, porque não, dentro dos presídios, onde for. Os eventos culturais não podem ser criados apenas para aqueles que são considerados pacíficos, mas também para os "desajustados", pois será uma forma de integrá-los ao convívio social.

É bem verdade que Santiago ainda engatinha na questão cultural. E que bom que já tenta os seus primeiros passos. Mas quem dera nossa cidade ainda possa ostentar o título de Santiago: Cidade da Cultura. Um lugar onde não apenas o povo aplauda os seus artistas. Mas onde os artistas também possam aplaudir o seu próprio povo.

Frases de Caio F.

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"Fiz questão de, na minha vida, correr absolutamente todos os riscos. Tudo o que a minha geração fez, eu fiz radicalmente até o fim. Eu fui garçon, preso hippie. Então, fui sendo um pouco porta-voz dessas pessoas..."

"Esse plano terrestre é passagem. Não importa nada do que está aqui. Importa nascer, importa morrer. E eu gosto de estar vivo"

"Comecei a escrever ficção com uns seis anos. Com 11, comecei a ganhar uns concursos de literatura que tinham em Santiago. Foi aí que comecei a descobrir que escritores existiam".

"Quando me convidaram para ser patrono da feira do livro de Porto Alegre eu perguntei: isso aí não é coisa para quem já morreu?"

"A literatura é boa quando alguma coisa dela se aplica na vida do leitor para torná-la um pouco melhor"

"A urbanidade na minha literatura veio do choque entre Santiago e São Paulo. Eu chamo de o choque do Jeca".

"Quando uma personagem minha não tem nome é porque ela é muita gente. Um nome a tornaria demasiado individual"

Caio Fernando Abreu, escritor santiaguense

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O poder da fofoca

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Tudo começou com uma fofoca no intervalo do café. Aliás, segundo o autor não foi uma fofoca, mas um simples comentário, assim, sem maldade. Afinal, que perigo havia dizer para uma amiga que ele suspeitava que dois colegas de escritório estavam cada mais íntimos, apesar deles serem casados? E detalhe: eram dois homens. Não que fosse preconceito, apenas algo curioso de observar e comentar. Toda noite eles saíam juntos rumo ao apartamento de um outro amigo, se tratando com um misto de cordialidade e carinho. E os olhares, então? Ali tinha coisa, é claro. O simples comentário virou telefone sem fio.

Um e outro foi sabendo da história que cada vez que era repetida ganhava algum novo detalhe. - Eram amantes há anos, estavam adotando uma criança secretamente e planejavam se mudar para a Filadélfia. E iriam ouvir Elton John por todos os dias felizes de suas vidas. Deixariam suas esposas na miséria, pois iriam levar tudo para financiar a operação de mudança de sexo de um deles-. A cidade toda já sabia e falava pelas costas deles dois. Até que suas esposas também ficaram sabendo.

Uma transtornou-se com as cartas anônimas, cheias de maldades e condenações, repetidas vezes colocadas embaixo da sua porta por uma vizinha fanática religiosa. “A cidade inteira está sabendo dessa vergonha, sua chifruda". A outra, viu as fotos que o detetive lhe entregou. Os dois juntos, os sorrisos e o brilho em seus olhares de cumplicidade. O seu marido e aquele mesmo sorriso que esmorecia ao chegar em casa tarde todas as noites. E aquele mesmo olhar que se apagava, insistindo no divórcio...


Cada esposa reagiu de maneira particular. A primeira preparou a banheira de hidromassagem com óleos, espumas e lágrimas. E deitou-se nela acompanhada de um secador de cabelos devidamente conectado na tomada.


A outra, esvaziou a garrafa de Ballantine's e empoeirou o nariz. E tomando de uma arma rumou até o apartamento 66 onde ambos se encontravam. Esvaziou os cartuchos e pôs um fim em suas histórias e, de quebra, em mais três pessoas que tentaram protegê-los. Deviam ser cúmplices a rir nas suas costas. Depois, ela colocou o fone do MP3 em seu ouvido no volume máximo. Foi até a sacada do prédio e experimentou a brisa do 6º andar, fechou os olhos e patinou no ar com "Ballade Pour Adeline", que ela dançou de vestido branco nos seus 15 anos há exatos 15 anos...


O sangue dos amigos se misturava em cima da mesa de trabalho, encharcando o projeto em que ambos estavam trabalhando: pretendiam elaborar um plano de recuperação ambiental em sua cidade. Um plano genial e que tinha chances de ser reproduzido por outros e mais outros municípios. Como se fossem dois adolescentes, eles ainda sonhavam em mudar o mundo. Afinal, se eles não fizessem algo, ninguém iria fazer.


Tudo começou com uma fofoca. Aliás, um comentário sem maldade, que ninguém mais sabe de onde e como surgiu. E o saldo era de sete mortos, sete famílias esfaceladas, uma cidade consternada e uma idéia sepultada. E o que não diria respeito a ninguém interessou a todo mundo. E o que dizia respeito a todo mundo não interessava a mais ninguém...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Jiu Jitsu

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Me arrebentei jogando futsal neste domingo. A quadra estava úmida e, por causa disso, se tornava perigosa e propícia a resvalões. Meus tombos não chegaram a ser feios, mas deu para se machucar um pouco. Pior foi o Chico que quase se quebrou. Não parecia que estávamos jogando futebol, parecia patinação no gelo. Não que chegar em casa com algumas contusões de futebol seja necessáriamente ruim. Até rende assunto. "Esse hematoma? Ganhei ele jogando futebol. Foi assim...". Não chego a ser um bom jogador. Mas acho que entre na classificação dos 20 melhores em quadra, justamente ocupando a posição número 20 (considerando que são 10 em cada time). Mas até que consegui fazer dois gols neste domingo. Um deles, com a perna esquerda, nem eu acreditei. Para mim, o jogo de domingo foi um alívio, pois consegui jogar uma hora sem sair da quadra. Ocorre que nos últimos três jogos eu não estava aguentando ficar o tempo todo em quadra, saia com uns vinte minutos, ofegante e cansado. Estava com 95 kg e o peso me atrapalhava para correr e me cansava. Me invoquei e quero ser um ex-gordo (mesmo sem ser gordo). Perdi um pouco de peso e já consegui correr melhor.
Estava pensando em entrar numa academia, mas acabei desistindo. Fazem anos que eu não vou numa academia. A última vez que frequentei uma, era aquela da Ângela e do Leandro LM que tinha ali no Boulevard Shopping Center. Isso há uns (miam, miam...) cinco anos. Eu gostava do ambiente e gostava dos proprietários. Pena que fechou. Hoje, não consigo me imaginar numa academia, andando em esteiras e bicicletas ergométricas, tipo ratinho de laboratório correndo sem sair do lugar. E não me adianta ficar ganhando músculos à toa. Decidi que quero aprender Jiu Jitsu. Sim, é isso. A arte japonesa me fascina e, portanto, quero iniciar logo, talvez essa semana, as aulas de Jiu Jitsu. Inclusive fiz um curso de como comer usando o hashi. Isso já aprendi. Falta o resto agora. (Ehehe. Não dá bola, o médico disse para não contrariar).
Decidi entrar na fase de aprender. Há muita coisa para aprender no mundo e, portanto, quero aprender o máximo que eu puder sobre o que o mundo e as pessoas podem ensinar. Quero aprender a mexer com programas de animação, quero aprender a fazer massa de pizza e de panqueca. Quero aprender a fazer uma horta, quero aprender a fazer queijo, quero aprender Inglês, quero aprender a entender as emoções humanas.
Ah, sim e quero fazer uma nova tatuagem. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas é que eu queria escrever sobre isso também. Eu já tenho uma tatuagem, que foi feita pelo PC. Mas atualmente ele está em Bento Gonçalves onde está ganhando um monte de dinheiro com tatuagem. E fico feliz por meu amigo. Mas só vou fazer tatuagem com ele, quando ele surgir por aí. Nada de fazer com outro, porque o PC é meu amigão de infância e sou fiel aos amigos.

Caio Fernando Abreu na Veja

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Lançado pela editora Senac, o livro Jornalistas, organizado por A.P Quartin de Moraes traz fotografias de jornalistas de São Paulo. Na página 36, o livro mostra a primeira equipe de jornalistas da revista Veja, em 1968, sob a coordenação do lendário Mino Carta. No destaque, entre os redatores, destaca-se um santiaguense chamado Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

3 vezes X

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Terça-feira. Lancheria Vielmo. Meia-dia. César. Lígia. Márcio. Nós três. Um xis para cada. Legal, parceria. Juventude com Atitude. How. Preguiça de escrever. Mas deu para entender.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Grandes Esperanças

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Era uma noite chuvosa, dessas em que os raios nos causam um arrepio e os trovões chegam a assustar. Lá fora, o vento criava açoites com a forte chuva que caia. A falta da energia elétrica mergulhava a cidade na escuridão. Dentro de casa ele andava com uma vela grudada na tampa de um vidro de Nescafé, igual sua mãe tantas vezes fez quando ele era criança. Porém, ao contrário dela, ele não tinha medo da tempestade. Achava bonito de ver a natureza mostrando a sua força. Para ele, era uma noite bonita. Uma noita em que a natureza mostrava uma de suas faces e ele a respeitava por isso. A respeitava pelos sábados ensolarados, pelos domingos calorosos e também por esta sexta-feira chuvosa. Não havia nada para fazer. Acostumado com a comodidade da energia elétrica, ele não podia ligar seu computador ou mesmo assistir a um DVD. "Como é que nossos antepassados viviam? Como eles faziam com seus e-mails?", pensa ele. Logo, apanha um livro na prateleira e vai para o quarto. Recosta-se em seu travesseiro e abre as páginas de "Grandes Esperanças", de Charles Dickens. Ele já havia lido esse livro em repetidas ocasiões, mas vez por outra o tomava apenas para reler alguns diálogos. Nesta noite ele o fez novamente durante algum tempo, chegando a adormecer com o livro em seu peito. A vela ao lado de sua cabeceira flamejava fracamente, perdendo o brilho e aos poucos sendo vencida pela escuridão, que tomava conta do quarto. Barulho na porta. Uma, duas batidas. Ele abre os olhos na escuridão, pensando ter ouvido algo. "Imaginei", pensa. Pam-pam-pam. Sim, havia alguém à porta. Mas quem a essa hora? Ele levanta tateando pela casa, vai acender outra vela. Pam-pam-pam na porta.
- Já vou.
Ele avisa, enquanto acende outra vela e direciona os passos rumo à porta da frente. O relâmpago revela uma silhueta de mulher. Ao abrir a porta, um pé-de-vento sopra a vela. Na escuridão, ele não decifra o rosto, mas ouve a voz.
- Posso ficar aqui essa noite?
Ela diz, entrando. Ele, totalmente tomado pela surpresa se mantém estático, ainda com a mão ao trinco da porta.
- Eu posso?
Ela repete a pergunta.
- Oh, sim, claro...
Ele responde apalermado, com o coração tomado por uma súbita aceleração.
- Desculpa aparecer assim...
Ela tenta justificar-se.
- Aconteceu alguma coisa?
Ele pergunta, procurando esconder a alegria dela estar ali, não importando o que tivesse acontecido.
- Prefiro não dizer...
Ele controla a curiosidade, afinal, pouco importava. A presença dela mesmo que fosse por breves instantes enchia a casa (e a vida dele) de luz. Mesmo que a casa (e a vida dele) estivessem mergulhados na escuridão.
- Que livro é esse em suas mãos?
Ela percebe. Ele não se deu conta que ainda o segurava.
- É aquele do Dickens.
Ele revela.
- Ah, esse. Tem final infeliz...para ele.
Ela folheia as páginas iluminadas fracamente pela vela.
- Bobagem folhear um livro no escuro, né?
Ela diz, enquanto ele a alcança uma toalha.
- Tu está molhada. Posso ver alguma roupa para ti. Mas são as minhas, ou seja, vão ficar grandes em ti.
Ela sorri, não havia problema.
- Desde que tu me faça um café...
Ele separa a roupa e leva para ela. Depois, vai até a cozinha preparar o café. Tinha mil perguntas para fazer a ela. Algumas, ele teme a resposta. Para outras, ele tinha grandes expectativas. Mas faz de conta agir normalmente, como se todos os dias chegasse alguém à sua porta pedindo-lhe pouso e café. Ela pensou em dizer que não queria atrapalhar, mas sabia que ele iria responder com um sorriso e dizer que ela não o atrapalhava de forma alguma. Talvez até aproveitasse para dizer que ele a amava. Melhor não perguntar o que estava implícito. Mesmo no escuro, ela percebia o brilho no olhar dele. E sabia que seu coração se enchia de luz. Ela sabia o que significava para ele e se via invadida por mil lembranças felizes e outras nem tanto. Ele preparava o café com a máxima concentração, como se aquela xícara de café fosse a coisa mais importante do mundo. Queria agradá-la.
- Cuidado, está quente.
Bobo. Ele se achava um bobo em dizer coisas óbvias. Mas era ela que o desnorteava, o tirava fora de seu eixo, o transformava num menino inseguro e medroso. Vulnerável, ele tenta não encarar os olhos dela e refugia-se folheando novamente as páginas do livro. Ela bebe o café enquanto passeia o olhar pela casa fracamente iluminada pela vela. Às costas dele, em cima de um armário, ela percebe um porta-retrato com uma foto deles dois, juntos. Ele se constrange por isso. Fraco, bobo, patético, nostálgico, tolo.
- Esqueci de tirar daí, desculpe. Digo, pensei em tirar, eu devia ter tirado só que...
Ela o surpreende, calando suas palavras com um beijo. Um beijo com sabor de Nescafé. Ele a abraça. Primeiro com ternura, depois com fervor. E deixa "Grandes Esperanças" cair no chão...

No dia seguinte, após ter acordado tarde, ele recolhe o livro no chão da sala. A luz da manhã invadia a casa toda. Havia respingos de vela aqui e ali, mas nenhum outro vestígio. Toalha e roupas estavam no lugar. "Foi imaginação?", ele questiona, colocando a própria sanidade em dúvida. Tomado por um misto de dor, tristeza e raiva ele joga longe o porta-retrato, tranformando-o em cacos. "Estou ficando senil", ele sentencia. Senta no sofá para chorar. Apesar do sol ultrapassar os vidros da janela e repousar em seu rosto, ele achava-se na mais completa escuridão. "Chega de autopiedade", ele pensa, levantando-se para refazer-se com um gole de café. Foi quando percebeu em cima da mesa aquela xícara pela metade. E uma marca de batom.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Futebol e pena de morte

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No último domingo, fui jogar futebol com os amigos no ginásio municipal da Belizário, que ficou ainda melhor depois das reformas. Com o início do horário de verão, o time que jogava antes, acabou jogando na nossa hora e, assim, tivemos que esperar uma hora para poder disputar a nossa partida. Tudo bem, sem estresse. Ficamos todos por ali, cuspindo e jogando conversa fora. O Éverton, que havia confirmado 100% ir jogar, passa uma mensagem 5 minutos antes do jogo. "Chegou visita. Não vou poder ir". Olho para a mensagem e dou risada. Mostro para o Divaldo. "O que acha, Diva?". Ele teve a mesma opinião que eu: se o nosso amigo tivesse enviado a mensagem uma hora antes daria para acreditar, mas cinco minutos? Ele estava era com preguiça de ir jogar...
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O Chico foi outro que não foi ao futebol. "O que houve com ele?", pergunta o Luciano. "Disse que está meio que ficando gripado e quer se resguardar", respondo. "Cumequié? O Chico, se resguardando?", pergunta o Divaldo. E logo começamos a rir. O Chico é do tipo que não se abalaria de jogar nem se tivesse contraído Ebola. Achamos que foi a esposa que o amarrou na perna da cama. Marido e pai, as coisas mudaram para o Chico...
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Em meio às conversas descompromissadas e risadas gratuitas, o Luciano se achega para o meu lado e faz uma pergunta séria. "O que tu acha sobre a pena de morte, Márcio?". Olho para o meu amigo e fico pensando se respondo seriamente ou digo um simples "sei lá". Resolvo falar. Se me perguntassem isso há uns três anos, eu diria que seria contra. Argumentaria que o Estado não tem o direito de tirar uma vida, que ele não poderia tornar-se uma instituição medieval, em plena era da modernidade. Que os criminosos deveriam, sim, sofrer uma pena sem privilégios de bom comportamento. Prisão perpétua, sim. Pena de morte, não. Afinal, o que há do outro lado? O que é pior: matar o criminoso ou deixá-lo vivo e encarcerado pelo resto de seus dias sabendo que o crime que cometeu trouxe a consequência da perda de sua liberdade, de viver como outros cidadãos de bem. E, afinal, nos países onde existe a pena de morte, houve uma diminuição da criminalidade? Muitos crimes acontecem por consequência de uma ou outra situação, todos os casos seriam julgados com a pena de morte, ou ela seria aplicada para assassinos seriais?
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Precisamos de pena de morte ou de uma lei justa? Sim, porque não há justiça em nossas leis. É o que falta em nossa sociedade: Justiça verdadeira e plena. Cidadãos verdadeiros e conscientes. Uma utopia tão grande quando a que achar que a pena de morte traria paz para a sociedade. Aliás, eis o contrasenso: usar de uma prática bárbara para nos sentirmos mais civilizados.
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"O que acha da pena de morte", a pergunta de meu amigo Luciano me faz pensar. O que vale a minha opinião, perante uma questão de enorme profundidade humana? Não sei dizer se sou a favor ou contra. Me indigno com a raça humana e com tantos atos bestiais cometidos por tantas pessoas.
Quando nos vemos atingidos, de qualquer forma, por algum ato de violência, a vontade que nos surge é de dar um tiro no joelho daquele bandido. A vontade que dá é de linchar em praça público os assassinos e estupradores que convivem em nosso meio. E linchar não seria um ato de barbárie? E dar o poder ao Estado de matar, nos exime da culpa sobre aquela morte, uma vez que o Estado exerce o poder representativo, delegado pela própria sociedade?
A pena de morte seria a solução para criar uma sociedade mais ordeira? Creio que não. Os crimes continuariam acontecendo. Só que iria acontecer é que os assassinos seriam descartados de nosso convívio. As ervas daninhas seriam banidas. De certa forma, seria bom para o resto da sociedade. Mas creio que não impediria a proliferação de outros crimes. Veja o caso de tantos cidadãos "normais" que, num repente, tornam-se assassinos protagonizando tantos espetáculos midiáticos. E aí, vem aquelas procissões, como o caso da moça que foi morta pelo namorado e em cujo funeral participaram mais de 10 mil pessoas. Putz, 10 mil! Quase a população inteira de Jaguari. Para mim, não bastaria apenas instituir a pena de morte como forma de corrigir a sociedade. Seria necessário aplicar inúmeras regras sociais. Uma delas, seria de mudar a própria mídia. Hoje, a divulgação de crimes e atos de violência criam a sensação de insegurança do cidadão. E aumentam a certeza da impunidade do bandido/assassino/infrator. Se hoje somos uma sociedade ainda mais bárbara do que na idade média, não há dúvidas de que a imprensa é muito culpada por isso, justamente por permitir a propagação instantânea de tantos casos horrendos, multiplicando os seus efeitos de formas positivas e negativas.
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Alguém aí assistiu a um filme chamado "Assassinos por Natureza"? Mostra justamente isso: um casal de assassinos torna-se um espetáculo para a mídia. Suas ações apavoram e, ao mesmo tempo, fascinam e geram seguidores. Em tempos de Big Brother, onde a TV, jornais e revistas lançam moda e dita o que calçar e o que vestir, também acabam gerando criminosos através da propagação de notícias violentas. É o velho adágio de que "violência gera violência" e isso vai continuar acontecendo até que a própria sociedade compreenda que ela precisa mudar de todas as formas, não apenas aplicando injeções letais ou colocando na cadeira elétrica os seus assassinos. A natureza humana é complexa e sujeita a ações surpreendentes. Nem todo cidadão de bem de hoje está livre de cometer um crime ou violar alguma regra social amanhã. Eu, que escrevo esse texto pacifista hoje, posso tornar-me um guerrilheiro amanhã. Quem sabe? Quem pode se dizer acima do bem e do mal? Eu, pelo menos, não posso dizer. Posso apenas tentar, o que já é um começo, em todo o caso.
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Portanto, os pensadores de nossa sociedade precisam pensar o amanhã e encontrar soluções pacíficas e transformadoras para toda a sociedade, a começar pelos próprios canais de comunicação em todo o mundo, passando pela política, comércio, propaganda, escola etc. Se declarar contra ou a favor da pena de morte com um simples "sim ou não", é algo sem efeito algum. Todo o resto precisa ser pensado e considerado de forma muito profunda. Ocorre que isso implica mudar o mundo e mudar o mundo implica que cada cidadão faça a sua parte e mude, no mínimo, os seus hábitos. Alguém estaria disposto a isso? As pessoas compreendem que tudo está intrínsico e nada é aleatório em toda essa rede de seis bilhões de pessoas que habitam esta orbe?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Bruno e Marrone em Santiago

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Não fui ao show do Bruno e Marrone, durante a ExpoSantiago. Mas soube que o evento foi um sucesso, quem foi gostou, aplaudiu, se divertiu. Em homenagem a tantos conterrâneos que gostam desse estilo musical, eis um vídeo gravado durante o show deles na enorme estrutura montada no pátio do ginasião, que ficou pequeno para acomodar 8 mil pessoas. O vídeo é uma cortesia dos amigos do jornal YaMisiones, da Argentina.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

E por falar em saudade...

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A saudade move o mundo e faz parte da vida. Tudo se torna saudade. Um momento especial que se vive se torna saudade examente um minuto depois que ele passa. Quando, feliz, você diz "oi", para alguém, sabe que também irá dizer "adeus" ou "tchau". E a gente passa a vida se despedindo de pessoas especiais, que partem de nossas vidas ou que partem nossas vidas assim que elas acenam sua ausência. Seja por acidente, seja por estar atrasada para um compromisso, ou para uma festa, ou para dormir. As pessoas chegam e partem. E dizem oi e dizem adeus. E nós, não chegamos nunca a conhecê-las por completo. Nem elas a nós. Mesmo assim, elas deixam a saudade. Assim como nós também fazemos a saudade bater na porta de alguém. Há também momentos que não parecem ser especiais. São simplesmente corriqueiros, cotidianos. Mas, com o passar do tempo, são esses diminutos momentos é que ecoam por uma vida inteira. Às vezes, coisas tolas e imperceptíveis é que acabam gerando um universo de emoções para quem os viveu. Você vive uma cena e ela reverbera por toda a existência, martelando em sua mente os detalhes, repassando os diálogos, os gestos, as cores, os sabores. A saudade também reiterpreta algumas cenas, reescreve diálogos. "E se eu tivesse dito isso ou feito assim?" Desta forma, as lembranças surgem como são, intactas. Mas, as vezes, se apresentam com diferentes versões de como poderia ter sido. Sugerem uma nova direção, outra atuação e as lembranças são estendidas, reinterpretadas, diálogos novos aparecem, surgem outras situações, tudo muda. E tudo ganha um final feliz. Mas a lembrança em si não pode ser negada. Ela está lá no arquivo do coração e da mente.É um beijo suave, uma viagem especial, uma fotografia perdida, uma canção desconhecida, um filme muito bom que você não lembra o nome e nenhuma locadora tem, é o sabor de uma comida preparada com carinho, é um brinquedo da infância, é um amor que se teve e que se perdeu, um sonho não realizado, um caminho não trilhado. Há tantas coisas. A saudade faz com que um minuto vivido torne-se a lembrança de uma vida inteira. A gente passa a vida inteira tendo saudades e dizendo "oi" e dizendo "tchau". Como será a saudade que sente quando chega o momento de se despedir da própria saudade?

Avião quase colide com disco voador

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Um avião comercial que se preparava para aterrissar no aeroporto londrino de Heathrow esteve perto de bater contra um objeto voador não identificado (ovni), segundo documentos do Ministério da Defesa britânico desclassificados nesta segunda-feira.O capitão de um vôo da Alitalia se mostrou tão preocupado com a situação que chegou a gritar "cuidado" ao co-piloto, após observar em cima do avião um objeto de cor marrom que tinha a forma de um míssil, indicam os documentos.
Este misterioso incidente ocorreu no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, em 21 de abril de 1991 e foi investigado pela Autoridade de Aviação Civil (CAA) e pelos militares.
O Ministério da Defesa decidiu fechar o caso como assunto não resolvido após chegar à conclusão de que não era nem um míssil, nem um globo meteorológico nem um foguete espacial.
Este "encontro" inexplicável permanecia secreto nos Arquivos Nacionais de Kew, ao sudoeste de Londres, e faz parte de outros casos semelhantes que não foram esclarecidos.
O avião da Alitalia, um McDonnell Douglas MD80, fazia a rota entre Milão (Itália) e Londres com 57 pessoas a bordo, quando o piloto Achille Zaghetti observou o objeto não identificado, que estava cerca de 300 metros acima de seu aparelho.
"Imediatamente, disse a meu co-piloto: cuidado, cuidado. E olhou e viu o que eu vi", relatou o piloto.
O documento desclassificado acrescenta que a emissora de televisão Southern TV emitiu o relato de um jovem de 14 anos que afirmou ter visto um objeto que tinha forma de míssil e estava a um nível muito baixo, e depois subiu e desapareceu no céu.
Ao mesmo tempo, uma investigação do Ministério da Defesa concluiu que o objeto não procedia do exército.
Assim, o ministério decidiu arquivar o assunto e indicou: "é nossa intenção tratar este avistamento como outro objeto voador não identificado e, portanto, não faremos mais investigações".

sábado, 18 de outubro de 2008

O mundo fica triste...

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Quando você está triste, o mundo também fica triste. Não há cores nas cores, elas se tornam preto e branco ou sépia, envoltas de uma névoa intensa. Não se vê o horizonte, não se vê fim ou início de nada. Fica tudo sem graça. Não há graça na graça. Os risos são amarelos. Ou sépia. Quando você está triste, até o palhaço chora, não ri. Aliás, há coisa mais deprimente do que um palhaço? Quando você está triste, você mesmo é um palhaço. O resto, é o picadeiro. E eles estão olhando para você, pronto para rir de você. Basta escorregar numa banana ou levar uma torta na cara. O mundo ri de você se você cair. O mundo ri até mesmo se você passar uma lâmina nos pulsos ou enfiar um caneta no ouvido. O mundo ri se você sangra. O mundo não se importa se você sangra. Eles riem. E você chora. Quando você está triste, o mundo fica mais triste, não há graça em nada. O que está ausente dói. O que está presente dói. Não importa o que você tem, importa o que não está aqui. A tristeza é uma coisa egoísta, porque você está triste e fica pensando que o mundo está girando em torno de sua tristeza. O sol gira em torno de sua tristeza. A lua é uma fria companheira de sua tristeza. À noite, a sua tristeza se abranda ainda mais, mas se torna mais suportável do que durante o dia, quando se percebe todos os detalhes de todo o resto, de todo o mundo-picadeiro. É durante o dia que você usa sua maquiagem. À noite, esfrega o rosto com álcool e se banha em sal grosso. E a lua se torna companheira de sua tristeza. Ela também, triste no céu das desilusões, amaldiçoada. A lua recebe os seus uivos, testemunha de suas lágrimas.
Quando você está triste, o mundo se torna menos mundo e fica ainda mais imundo.

Saturday Night

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Bruno e Marrone's show?? Thanks, i'm not. I'm net!

Poderes (Crônica de Luiz Fernando Veríssimo)

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O Batman é um super-herói sem super-poderes. Não voa, não enxerga através do aço, não faz o globo girar ao contrário. O único outro exemplo da espécie que me ocorre é o Fantasma, mas o Fantasma ficou datado. Há algo de irremediavelmente antigo na sua figura, vivendo aquela fantasia de onipotência colonial entre os pigmeus. O Batman, ao contrário, é um herói metropolitano. Só é concebível num cenário urbano onde o gabarito foi liberado. E fica cada vez mais atual.

Cada nova versão do Batman no cinema é mais sofisticada do que a anterior. Começou como gibi filmado, já foi comédia pós-moderna estilizada, agora - pelo que leio, ainda não vi - é uma tragi-comédia com sombrias referências às paranóias do momento. Batman é reincidente e nunca fica datado porque nunca fica bem explicado, tem sempre uma conotação a mais a ser explorada, um lado da sua personalidade e da sua legenda a ser descoberto e dramatizado. E acho que o fato de não ter super-poderes tem muito a ver com a sua permanência através de todos estes anos, que não foram piedosos com os outros super-heróis clássicos, massacrados pela paródia e o esquecimento.

Desde o momento em que foi matar uma mosca e demoliu a mesa o Superhomem conhecia seus poderes. Os poderes definiram o homem. Ele não poderia ser outra coisa além de Superhomem, sua vida estava decidida já nas fraldas. Batman escolheu ser Batman. Nada determinava a sua escolha. Não tinha nem a carga genética para guiá-lo, como o Fantasma, que pertencia a uma dinastia de Fantasmas. Se a legenda do Superhomem é uma parábola sobre a predestinação, a do Batman é uma reflexão sobre o livre-arbítrio. A única coisa que une os dois é a obsessão em fazer o Bem - o que torna a escolha do Batman ainda mais misteriosa.

Ele decidiu ser um homem-morcego. Logo o morcego, bicho hemofágico e ruim, cuja única antropomorfização (com perdão do palavrão) conhecida antes do Batman foi o Drácula. Escolhendo um símbolo do Mal para fazer o Bem, Batman enfatizou seu livre-arbítrio. Nada determina as suas ações, nem a Natureza que fez o Superhomem super e o morcego asqueroso. Sua obsessão pelo Bem é uma escolha moral, desassociada de qualquer imperativo externo. Ele não é um herói para melhorar a reputação dos morcegos nem porque veio de outro planeta predestinado a ser bom, ou porque gosta de usar malha justa. O que a sua legenda nos diz, e talvez por isso dure tanto, é que o ser humano é cheio de imperfeições e maus impulsos, limitado pela biologia e condicionado por mitos e tradições, mas é livre para escolher o que quer ser. E decidir ser justo. Está aí, um super-herói do iluminismo. Longa vida para o Batman.


(Nota do blog: foi a Tainã quem me disse que o Veríssimo, um de meus escritores preferidos, havia escrito um texto falando sobre o Batman, que assim como eu, também é fã do personagem.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Contundente!

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Simplesmente contundente a postagem feita pela Tainã em seu blog, Cenas de Minha Memória. Traz uma foto de uma criança africana tentando se alimentar do seio magro de sua mãe. A postagem vincula ainda a frase "Ame. Não fique apenas olhando", colhida de uma música da banda Dream Theater. Uma frase que já é de profundo significado e que, acompanhada da foto, torna-se um verdadeiro tapa na cara de todos nós que exigimos uma sociedade melhor, mas que nos restringimos a ficar parados, apenas olhando...
Veja a postagem em Cenas da Minha Memória!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Santiago Encena

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Trecho da peça "O Clube dos Monstros", apresentado pelo grupo de Teatro Liberdade nesta quarta-feira, à tarde, no Santiago Encena. Direção de Jones Diniz.

Muita saudade!

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Que inveja do meu colega Paulo Maia (de jaqueta preta). No último final de semana, ele esteve visitando uma família muito especial na cidade de Cruz Alta: meus amigos do coração e alma, César Dors, Luciane e a pequena Laurinha. Quer dizer, pequena nada, que a Laurinha está cada vez maior. O PC chegou me contando que tinha conversado isso e aquilo com o César e a Lu e a cada frase que ele me dizia, parecia que os enxergava em minha frente dizendo aquelas palavras que ele me repetia. A amizade é uma coisa interessante, não? Por mais que o tempo ou a distância nos afastem fisicamente das pessoas que amamos, espiritualmente estamos sempre ligados. O César é um amigo que eu amo de todo o meu coração e sinto tanta falta de estar perto dele, de poder trocar idéias, falar sobre música, teatro, jornalismo, aventuras, amores, dores, enfim. E, algumas vezes, até brindar com alguma cerveja (não podes mais beber, eu sei). E a Lu? Ah, que amiga maravilhosa e sábia e verdadeira e sincera e querida! A Laurinha, filha deles, um doce de criança, inteligente, agradável, divertida! Puxa, PC. Tu não imagina a “inveja” que tive de ti ao ver essa foto em tua câmera digital. Claro que não era uma inveja de verdade, mas sim, um misto de satisfação de saber que tu passou horas agradáveis ao lado desses seres humanos tão inacreditáveis que Deus colocou em nosso planeta. Espero logo, logo também poder fazer essa viagem rumo a Cruz Alta e poder abraçar esses amigos que tanto amo e que tantas saudades trazem ao meu coração.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Inicia o Santiago Encena!!

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Aconteceu na noite desta segunda-feira a abertura da 12ª edição do Santiago Encena, festival de teatro amador e dança coreografada. O evento conta com a organização a cargo de meu padrinho e grande amigo Noé de Oliveira Machado, que é coordenador do Departamento de Cultura da SMEC (Secretaria Municipal de Educação e Cultura). Durante o evento, pude conversar com algumas pessoas especiais, como os amigos João Batista Borges, Davi Vernier, Froilan Oliveira, Erilaine Perez, Airton Flores, Jones Diniz, Rebeca e Maurício. Foi entregue o troféu Caio Fernando Abreu para o escritor Oracy Dornelles (representado por sua filha, Ísis), o médico Arlindo Disconzi que, muito emocionado, lembrou que conheceu Caio ainda na infância e também ao professor Ivo José Paulo. Além de ter fotografado a abertura, aproveitei para captar esse vídeo, que você confere acima, mostrando um pedacinho de uma bela apresentação das bailarinas da Cia Corpus, que é dirigida pela talentosíssima Viviane Spagnolo. Assista clicando na setinha da imagem.

Vereador Bianchini pede replantio de árvores na praça Moisés Vianna

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O assunto abordado por este blog a respeito do replantio de árvores na praça de Santiago obteve uma boa repercussão, considerando a importância deste assunto. A leitora e blogueira Heloísa Flores, que é santiaguense mas mora em Portugal, comentou o seguinte: "Acho super apropriada a tua preocupação e associo-me a ti. Nessas coisas há que se pensar com muita antecedência". O jovem Alberto Ritter, santiaguense e estudante de Música em Curitiba, sugeriu que fossem plantados mais ipês na nossa praça, até levando em consideração que somos uma cidade que possui um número considerável destas árvores. Também o blogueiro Nei Colombo, empresário e professor de Filosofia, manifestou o seu apoio a campanha pela recuperação da praça inserindo o banner em seu blog "Portal Santiago", onde divulga notícias de nossa cidade. Outros amigos comentaram a respeito deste assunto, como o Froilan Oliveira. Na sessão da Câmara desta segunda-feira, 13, o vereador Miguel Bianchini fez uma referência sobre esse assunto abordado pelo blog e disse que encaminhou uma proposição ao prefeito Chicão pedindo a recuperação gradativa de nossa praça Moisés Viana.


Bianchini foi o primeiro vereador e político a comentar o assunto em público, inclusive citando este blog, e pedindo pela recuperação da praça de Santiago o que, afinal, é uma preocupação de todos nós, santiaguenses.


PS: Não é a toa que o vereador Bianchini tenha sido o segundo mais votado da última eleição, justamente por estar antenado nos problemas de nossa sociedade e demonstrar a preocupação em querer resolvê-los. Tive a oportunidade de conversar com ela na abertura do Santiago Encena e o agradeci por abordar o assunto e ele comentou que essa já é uma preocupação antiga dele, que havia falado sobre assunto com o prefeito Chicão na época em que foi cogitado para assumir a Secretaria de Meio Ambiente. Agradeço a atenção do vereador ao assunto abordado neste espaço.

Aceita casar comigo?

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Uma apresentadora de um telejornal americano foi surpreendida pelo seu namorado, que a pediu em casamento ao vivo.
Emily Leonard, que trabalha para o canal de TV KAMC, do Texas, aceitou o pedido de Matt Laubhan, que apresenta a previsão do tempo no canal americano KLBK.

O teatro em cena

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Inicia hoje a noite, a partir das 20h, a 12ª edição do Santiago Encena, festival de teatro amor e dança coreografada. Espero que a chuva não atrapalhe na hora do público sair de casa em direção ao GSSGS, que será palco deste grande evento. E é claro que eu vou estar lá. O Santiago Encena tem grande significado para mim, pois tive a sorte de ter sido premiado com meu texto "A Visita da Sogra", na primeira edição do festival, o qual venceu como Melhor Espetáculo. Na época, o Teatro Liberdade papou outros prêmios, como Melhor Direção e também melhor ator coadjuvante, premiando meu amigo e irmão Jones Diniz. Neste ano, o Teatro Liberdade estará encenando o texto "O Clube dos Monstros", que é uma peça infantil que eu escrevi quando tinha uns 16 anos. Jones será, novamente, o diretor. E sei que são vários os talentos que estarão participando desta montagem que promete agradar a criançada. O Santiago Encena vai até sexta-feira. E a premiação deverá acontecer no sábado.

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Com relação ao teatro em Santiago, é uma pena que os grupos estão produzindo apenas para o Santiago Encena, afinal, é praticamente zero o apoio que os grupos recebem do comércio. E, por parte da prefeitura, o apoio ocorre mais agora mesmo, com a estruturação do Santiago Encena. Não que seja ruim, pelo contrário. Ainda bem que existe o Santiago Encena, senão, os grupos praticamente não teriam um palco para mostrar seus trabalhos. Uma sugestão que eu deixo para a Secretaria de Educação e Cultura: que seja criado um grupo de teatro oficial do município, aproveitando os vários talentos que compõe os diversos grupos da cidade e estes tivessem a oportunidade de ampliar a arte do teatro, através de mais apresentações em escolas, creches, locais públicos etc. Os grupos já dão uma contribuição bi-anual participando do Auto de Natal e da Paixão de Cristo, mas sem ocorrer nenhum tipo de remuneração para os participantes. A profissionalização é tudo que os grupos de teatro esperam. Portanto, nesse momento em que o teatro volta a estar sob as luzes da ribalta, nada melhor do que repensar o futuro dos que se dedicam a essa arte em Santiago, com uma possibilidade de valorização plena. É um assunto para ser debatido intensamente e ser aplicado. Desta forma, Santiago poderá se tornar uma cidade cada vez mais cultural. Tenho certeza de que isso realizaria um sonho há muito acalentado por pessoas como Jones Diniz, Renato Polga, Ângela Genro, Cristiano Silva, Divaldo Souza, Dilnei Chagas e outros tantos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Nossa praça pede socorro!

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Um desafio para o novo prefeito de Santiago: recuperar a praça Moisés Viana. Neste período de Primavera, em plena época das árvores e plantas florescerem, a nossa praça central padece. A grande maioria dos legustros que existe lá foram plantados ainda na década de 50. Portanto, meio século depois, tais árvores já estão chegando ao fim de sua existência. Infelizmente, não foi traçado ainda um plano de recuperação da praça central, o que deveria já ter sido implantado, no mínimo, há uns 10 anos. Ou seja, estamos 10 anos atrasados nesse aspecto ambiental. É algo urgente a ser feito, o de replantar árvores em toda a praça e propiciar uma nova ambientação para este espaço nobre de nossa querida cidade de Santiago. Outro aspecto, é de reforçar a segurança no local e favorecer a iluminação. A praça Moisés Viana está pedindo socorro. Basta observar os bioindicadores: já não se vê pássaros e borboletas circulando por lá e é raro encontrar uma sombra frondosa. As árvores estão ficando velhas, estão morrendo e precisam ser substituídas. Eis o alerta para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e, especialmente, para o prefeito Júlio Ruivo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Pelo fim da profissionalização política

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Sou um ouvinte assíduo da Rádio Santiago e gosto de ouvir as considerações inteligentes do Paulo Pinheiro. Nesta quinta-feira, ele abordou um assunto que considero importante para ser discutido por toda a sociedade: o nível de preparo dos candidatos ao cargo de vereador. Pinheiro comentou que teria ouvido um determinado candidato, que não havia logrado êxito nas urnas, dizendo que estaria pensando em se candidatar em outro município, pois com a votação que ele recebeu, teria sido eleito em outro lugar. Em seguida, Pinheiro questionou a respeito das intenções e do preparo de muitos postulantes aos cargos eletivos deste último pleito. O radialista instigou sobre um assunto que deveria ser debatido por toda a sociedade. E, nada melhor do que fazer isso agora, quando o assunto eleição ainda está "quente".


Infelizmente, a profissionalização política é hoje um problema social, cujas consequências invisíveis criam inúmeros transtornos. Em contrapartida, os políticos se tornam cada vez menos qualificados. E tanto menos efetivos em sua razão primeira de existir, de zelar pelo bem coletivo.


Penso que a Justiça Eleitoral, distante do senso comum, deveria agir da seguinte maneira:

- Uma vez que as legendas definiram todos os seus postulantes a cargos eletivos, após as convenções, a Justiça Eleitoral deveria subtê-los todos a uma prova de conhecimentos gerais e de leis. Não seria necessário exigir, digamos, escolaridade. Mas seria obrigatório que tais candidatos obtivessem uma nota média nessa avaliação. Seria uma forma de botar esse povo todo para estudar. Quer ser político, meu amigo? Então, encoste a cabeça nos livros e prove que o senhor pode ser capaz de estudar e se esforçar depois, caso venha a ser eleito. Não passou na peneira? Melhor para a sociedade, que terá um político despreparado a menos...


Afinal, não adianta que existam candidatos a tantos cargos por aí dizendo que "vão lutar pela educação", se eles próprios não demonstram aptidão para tal. É um contrasenso que ocorre, mas há muitos candidatos levantando a bandeira da educação ou cultura, sem ter a mínima noção de nada disso. E vai continuar acontecendo até algo seja feito para resolver esse problema. Do contrário, o povo brasileiro continuará desvalorizando a educação, pois existem aí caminhos mais fáceis para ganhar a vida do que estudar: aí estão os jogadores de futebol, as modelos, ou os políticos a comprovarem isso. Não é preconceito, é um conceito que já está cristalizado no povo...


Vejamos agora, outro aspecto que eu julgo importantíssimo para o fim da profissionalização política: o STF deveria acabar com o dispositivo da reeleição consecutiva e ininterrupta dos deputados federais, estaduais e vereadores (afinal, é impossível que eles próprios façam isso). Assim como ocorre com prefeitos, governadores e presidente, os legisladores também só poderiam se reeleger uma vez apenas.


Desta forma, se acabaria a profissionalização e carreirismo legislativo e as pessoas não teriam tanto a política como escora social, pois haveria um tempo limite de oito anos (em caso de uma só reeleição) para seguir no cargo.

Concluído esse período de oito anos, o candidato teria de esperar um hiato de quatro anos para poder concorrer novamente. Muitos candidatos gostam tanto de falar em "renovação". Pois bem, essa seria uma fórmula lógica, coerente e natural de propiciar a renovação constante dos legislativos no país inteiro, acompanhando o mesmo processo que já ocorre com os executivos e impedindo que centenas ou milhares de legisladores pelo Brasil afora fiquem décadas seguidas no poder, acumulando fortunas.


Existiria aí algum político nesse país disposto a comprar essa idéia e apresentar como projeto de lei? Ou o povo? Os acadêmicos de Direito, juristas, ou o Supremo Tribunal Federal?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A preferida dos grevistas

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E os bancários estão em greve. Querem aumento em seus salários. O Judiciário também faz greve. Querem reajuste em seus salários. Os funcionários do Ministério Público também paralisam. Querem aumento de salário. Daqui uns dias, os servidores da Polícia Civil ou os agentes penitenciários também farão suas greves e pedirão aumento em seus salários. E outros funcionários públicos mais. Todos querendo aumento em seus salários. Pobres dos desempregados e miseráveis do país que não podem fazer greve e protestar por não terem um salário. Mas não dá nada, o Rio Grande é grande. E vamos protestar. E, é claro, em qualquer greve ou paralisação que se preze, não falta chimarrão. Greve para ser greve, conta com o patrocínio da erva-mate Bois na Sombra, a preferida dos funcionários públicos em estado de protesto.


PS: Dedicado ao meu amigo Piolho, que agora é burguês de vez.
Ehehehehe. (Brincadeira, velhinho. Não resisti...)

O amor é uma possibilidade

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Sobre essa coisa de boatos, acho interessante a criatividade deles. Outro dia, soube que o meu nome também esteve envolvido em alguns boatos. Um deles, eu achei bem interessante: o de que eu andava ficando com uma garota que, supostamente, morava para os lados do colégio Monsenhor Assis. E mais, tinha dias e horários em que eu havia ido na casa dela. Fiquei pensando em vários nomes de amigas, pessoas que realmente moram para aqueles lados. Mas não dei bola. Aliás, nunca dou bola. Uns acham que sou namorador, outros que tenho uma filha com não sei quem, outros já dizem que sou homossexual. Outros já dizem não sei o quê. E eu fico ouvindo, às vezes rindo, acho graça na criatividade das histórias. De fato, eu não ligo, não dou bola, não estou nem aí. Me importo, é bem verdade, com poucas coisas. Me importo, sim, com os amigos, com as pessoas que eu amo. Mas quando é comigo, não me importo. Minha passagem por este planeta é breve e teria tanta coisa para fazer e tão pouco tempo, que acabo me ocupando em não alimentar raiva, ciúme, nada disso. Às vezes, esses sentimentos surgem, porque acabam sendo inerentes à prisão de carne em que nosso espírito vive. Mas tudo é experiência, tudo deve ser analisado e transformado em compreensão. Quem sou realmente? Nem eu sei. Sei que eu não sou eu. Não sou uma identidade, um RG, um CPF. Não sou o nome que carrego ou as roupas que uso. Sou alguém que procura ser feliz tentando ver os amigos felizes. No entanto, carrego a minha dor de amar alguém que não está aqui, ao meu lado. Uma dor que, aliás, muitos carregam de uma ou outra forma. É a quadrilha de Carlos Drummnd de Andrade, né?

- João amava Teresa que amava Raimundoque amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história"

Enfim, ninguém possui a obrigação de amar ninguém. O amor é uma possibilidade humana, nunca uma obrigação. Jamais uma condição. Nem Deus, o perfeito demiurgo criador e arquiteto do universo, impôs que nós o amássemos. Como podemos nós, tolos seres humanos, exigir amor deste ou daquela? É a necessidade que temos de sermos aceitos, compreendidos, completados ou de viver histórinhas iguais as que passam na novela, com trilha sonora e tudo. Aquele amor perfeitinho de ai, ai, ai e suspiros apaixonados e que não é, nem de longe, o que realmente é o amor. Ou cobranças ou presença. E tolo sou eu em tentar dizer o que penso sobre isso, porque acredito que explicar o amor é como tentar colocar um oceano dentro de um copo. "Eu te amo porque te amo ou porque amo a mim mesmo e me vejo refletido em teus olhos, portanto, me sinto mais belo e bem comigo mesmo por acreditar que tu me ama"? Se é assim, então, esse é um amor narcisista que surge da necessidade em ser aceito. Devaneios de minha parte, talvez.

No entanto, creio que não é o amor de dois seres que nos une por completo e, sim, o amor universal. O amor longe de convenções de alianças de ouro ou roupas no tanque. É o amor no todo. O amor desprovido de propriedade (ela é minha esposa, ele é meu marido). Temos essa mania tola, não? De achar que as pessoas nos pertencem (meu filho, minha filha). No entanto, cada ser é livre para buscar a sua verdade. No entanto, ficamos orbitando uma tradição arcaica. Nos prendemos a convenções que são verdadeiras prisões e que nos impedem de enxergar a verdadeira verdade: a de que somos livres e de que o amor não é uma obrigação, mas sim, uma possibilidade.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Polícia Civil

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Não é por nada, mas o pessoal da Secretaria da Segurança Pública de Porto Alegre esteve em contato com este blog para analisar postagens anteriores. O IP que esteve acessando esta página foi o de hermes.policiacivil.rs.gov.br.
Não sei por que, mas meu palpite é que tenha a ver com certa ação proposta por um delegado que levou uma menor de 16 anos para ser interrogada a respeito de fofocas políticas. Acho que vem sindicância por aí...

sábado, 4 de outubro de 2008

Previsões eleitorais

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As próximas horas serão de muitas indagações e expectativas acerca das eleições municipais. Hoje, eu cruzava por uma rua e um cidadão me indagou, perguntando o que eu achava. Falei as minhas perspectivas e ele me interrompeu. "Mas se der isso, eu te dou uma cerveja, porque eu apostei uma caixa que o Sandro fica em segundo", disse ele. Bom, acredito que a essa altura todo mundo tenha feito as suas apostas, seja a dinheiro, cerveja ou carteiras de cigarro. Assim, eu também vou arriscar as minhas previsões eleitorais e dizer o que eu penso a respeito do que pode vir ser o resultado das urnas. Confira:

Acredito que devem comparecer às urnas em torno de 31.500 pessoas. Neste caso, Júlio Ruivo poderá fazer em torno de 18.900 votos. Sandro Palma pode oscilar entre 7.245 votos. Vulmar Leite, por sua vez, pode fazer em torno de 3.780 e Júlio Prates, por fim, ficaria entre 945 votos.

Vereadores
Com relação aos vereadores, depende de várias variantes e não vou arriscar números. Mas creio que na próxima formação do Legislativo, o PP conquistará seis cadeiras, sendo Bianchini, Marcos Peixoto, Cláudio Cardoso, Davi Vernier, Binho e Mara Rebelo. Um desses três últimos pode acabar cedendo lugar ao Pelé, salvo alguma surpresa.

O PMDB talvez faça duas cadeiras, talvez uma. Em caso de duas, pode ser Accácio e Diniz. Em caso de uma, pode ser um ou outro. Penso que o Accácio teria a preferência. (Lembre-se: fui o único a dizer há meses de que o PMDB pode fazer uma cadeira só, apesar de outros dizerem o contrário). Mas é possível que o PMDB coloque dois, em função de que o PSDB pode ter dificuldades para eleger um vereador, assim como o PT e o PTB.

O PDT elege o Nelson Abreu. Isso é certo. Gavioli pode acabar se elegendo também, assim, o PDT conquistaria duas cadeiras. O PT, creio, não entra de novo para a câmara.

Assim, teríamos seis cadeiras para o PP, duas para o PDT e duas para o PMB.

Ressalto: essa é a minha previsão, pura indagação, questionamento e não reflete nada mais que isso: mera especulação. Não penso que minhas conjecturas possam ser capazes de influenciar algum eleitor indeciso, pois se algum candidato não tenha sido capaz de convencê-los, não serei eu a fazer isso e influenciar votos. A essa altura, meia noite e meia de domingo, todo mundo já sabe em quem votar. Portanto, essa postagem é pura especulação.

Ressalto: essa é a minha previsão, pura indagação, questionamento e não reflete nada mais que isso: mera especulação.
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Tropa de Elite- Só para informar: o vídeo dos ladrões de jornal na rodoviária de Santo Ângelo ultrapassou as 650 visualizações em apenas 24 horas. Tenho monitorado e houve acessos de cidades como Porto Alegre, Cruz Alta, Canoas, Santa Maria, Jaguari, Alegrete, Uruguaiana, Tupanciretã, Frederico Westphalen, São Paulo e até Portugal. A tropa de elite ficou, realmente, famosa com sua ação tão bem executada frente as câmeras da rodoviária de Santo Ângelo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Isso não é boato, é fato!!!

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(Ligue as caixas de som)

Essa filmagem foi feita pelas câmeras de segurança da rodoviária de Santo Ângelo. Uma tropa de elite não se aguentava para ver os resultados de uma enquete eleitoral que seria publicada no jornal Correio Regional com os resultados de Jaguari. De tão ansiosos que estavam para ver o jornal, eles resolveram ir eles próprios buscar os jornais. Aí, resolveram ficar com toda a edição.

Boatos e fatos!!!

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Me irritei profundamente hoje. Estava na fila de uma loja e uma moça virou para mim e fez um comentário. "Tu sabe que o R. foi pego no motel com uma menor?" Olhei para ela e perguntei quem teria lhe passado aquela informação. "Foi uma moça que me entregou um panfleto de outro candidato. Logo, tratei de emitir a minha opinião sobre o caso. "E tu acha que isso é verdade? Tu acha que a fonte que te passou essa informação é isenta? Não é interessante que esse tipo de boato sujo e falso circule justamente há poucos dias das eleições?"

É incrível como existe uma fábrica de boatos, geralmente criados por setores oposicionistas. Eu sempre deixei claro a minha opinião: sou contra quem pretende ascender ao poder demonstrando sede de poder. Esse tipo de prática, proposta e posta em prática pela Cúpula da Maldade já nem é mais sede de poder, é fome, é gana. É a política feita com raiva, com maldades, com ranços, com todo o tipo de sujeira que as mentes mais sórdidas são capazes de articular.

Não obstante em me relatar que o R. teria se envolvido com uma menor, a moça ainda me disse o nome da menor. "Te coloca no lugar dessa menina, que está sendo falada, discriminada. Será que esse pessoal sujo e baixo não se envergonha de inventar uma mentira tão grande envolvendo uma menor?"

É esse tipo de política e de prática, fruto das mentes mais obscuras que deve ser combatido. É por isso que me afasto completamente dessas segmentações politico-partidárias da oposição. Estou fora do PMDB e tudo o mais. Estou fora. Fora de juventudes partidárias. Fora de executiva, fora de diretório, da porra que seja. Isso me indignou. Isso é uma violentação! Não bastasse serem covardes em largar panfletos, em furtar jornais em rodoviárias ainda são capazes de criar boatos envolvendo uma menina???

Que tipo de sede de poder é essa??? Que jogo de vale-tudo é esse??? O pior é que tem indivíduos que fazem parte da coordenação dessa campanha porca que ainda tem a coragem de posar de bons-moços, de intelectualóides, de jornalistas, de bacharéis!!!! Isso é doentio!!! Como podem...como podem envolver o nome de uma menina nessa história??? Como podem ter a coragem de propagar e maquinar uma história como essa, mentirosa, absurda, caluniosa, criminosa????

Cada vez me indigno mais: a eleição é um processo democrático e que deveria ser respeitado. Os seres humanos deveriam ser respeitados. No entanto, quando não se respeita uma menina, como é que podem ser capazes de respeitar uma comunidade inteira???
O lado bom disso, é que os defensores desse tipo de prática suja vai perder a eleição mesmo. E que vença os melhores, os que se mantenham íntegros...

Agora, essa turma que adora espalhar boatos de forma covarde sem apresentar provas, que aguarde. Dentro de algumas horas, estarei postando o vídeo de um Big Brother filmado numa rodoviária da região, onde alguns meliantes foram flagrados furtando jornais. Aguarde, o sucesso do momento para conhecer o tipo de gente ética que faz parte da coordenação de uma campanha que tenta transformar pedra em leite. O roubo não é boato, é fato!!!! Espere alguns instantes!!
Vão chorar sobre o leite derramado!!!