domingo, 31 de agosto de 2008

Filme do Batman ultrapassa U$ 500 milhões nos EUA

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Agora a tarde, o filme Batman, o Cavaleiro das Trevas acaba de ultrapassar a barreira dos U$ 500 milhões de dólares nas bilheterias americanas (U$ 502,421,00, para ser mais exato, segundo o Box Office Mojo). No resto do mundo, o filme dirigido por Christopher Nolan soma U$ 381,200,00. No total, a continuação de Batman Begins já soma mais de U$ 883 milhões. No mercado doméstico americano, Batman o Cavaleiro das Trevas está atrás apenas de Titanic, que fez U$ 600 milhões (no resto do mundo foi mais de U$ 1 bilhão e oitocentos milhões) e é a maior bilheteria do ano até então (e dificilmente será ultrapassado por qualquer outro filme até o final do ano). Por que estou escrevendo essas informações aqui? Simples, só para ser o primeiro no Brasil a comentar esse assunto, passei a perna no Pablo Vilaça, no pessoal do Omelete, da Veja, do Terra Cinema...(até essa hora, 14h38 min, ninguém publicou nada ainda...)

(Grande coisa, né?)

sábado, 30 de agosto de 2008

Minha pátria sem meias...

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"... Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias
pátria minha
Tão pobrinha!"



Hoje, lembrei desse trecho do belíssimo poema Pátria Minha, de Vinícius de Moraes. Eu e o amigo Jones Diniz, da Rádio Santiago, fomos na exposição do Exército em frente a praça Moisés Viana. Lá estavam vários veículos, jipes, tanques de guerra e obuseiros como atrativo para a população. Além disso, havia militares por todos os lados. Não vivi o período da Ditadura, mas acredito que naquela época a disciplina entre os soldados fosse extremamente rigorosa, que eles fossem mais, digamos, alinhados.

Olhava para os lados e me senti numa história do Recruta Zero. Via à minha frente um exército bem mais simpático, mais humano, mais - digamos- ingênuo do que aquele que é retratado nos livros de história. Na praça, tinha dois soldados (fardados) e fumando (algo inconcebível a se fazer fardado, até um tempo atrás). Tinha outro escorado numa árvore tomando um chimarrãozinho, com a calça arriada quase no joelho, mostrando que estava sem meias. O Jones e eu seguimos caminhando em meio aos valentes soldados e nos aproximamos de um tanque de guerra. Eis que de dentro do veículo salta um milico com o celular nos ouvidos dizendo: "Tchê, mas onde é que tá essa lokinha? Não tô vendo aqui na praça. Tá vestindo que roupa? É aquela que eu fiquei naquele baile? A loirinha boazuda aquela...".


Sei que não é educado ficar ouvindo a conversa dos outros, mas ele falou bem na nossa frente e em alto e bom som, como era uma exposição pública e ele vestia a farda que nosso Exército apresenta como "patrimônio nacional", acabei por prestar atenção ao seu diálogo. E dei muita risada.


Em seguida, eu cutuquei o Jones:
- Não se faz mais militares como antigamente, não é? Onde está a temível disciplina e o rigor do exército? Se o Brasil entrasse numa guerra nós estaríamos ralados, não é mesmo?
O Jones deu uma risadinha e talvez não tenha entendido a minha crítica. Segui em frente
- Analisa, Johnny (como o chamo), tira a roupa verde desse pessoal aí: são um bando de guris brincando de ser soldado. Há algum tempo, todos queriam ser o Rambo. Hoje, estão mais para Recruta Zero. E, apesar disso, veja o armamento que eles tem nas mãos deles, toda essa tecnologia, todo esse investimento.


O Jones, meio entretido nas reminiscência dele do tempo em que era cabo do Exército e relatando as dificuldades, me disse que na sua época o quartel era uma grande escola. Eu o retruquei e disse que hoje o quartel era uma verdadeira "escora".

Se antes muitos tentavam fugir do serviço militar, hoje isso se inverteu e a falta de empregos faz com que a carreira se torne desejada. E o serviço militar acaba mostrando o quadro despreparado que temos de cidadãos. Não estou me refutando a instituição Exército e, sim, aos indivíduos que fazem parte dela. O recruta que ganha os seus primeiros salários trata de comprar um Chevete Preto e instala o melhor equipamento de som nele para andar pelas ruas ouvindo Modern Talking (Milico Dance) ou Calcinha Preta, Calixo e outras contra-cullturas, a todo o volume. Se preocupam muito mais em olhar as calças apertadas da loirinha boazuda da boate do que em serem cidadãos exemplares e inspiradores aos olhos dos outros. O que os jovens soldados hoje representam, em sua individualidade? O que representa ser soldado? Existe algum ideal, algum projeto de vida, algum significado, existe o bem coletivo? Individualmente, que tipo de povo nós somos? Em que essa parcela da população representa de nosso povo brasileiro, sendo eles representantes de uma classe, assim como quaisquer outras classes? Que tipo de sonhos nós temos? De que modo a nossa vida é empregada? Que tipo de atitudes, condutas, vícios, valores nós temos para defender e resguardar? Qual é a nossa soberania?


Soberania nacional? Não. Consumismo nacional, individualismo nacional, exibicionismo nacional, narcisismo nacional, idiotismo nacional. Nossa pátria anda sem sapatos e sem meias. Mas, pelo menos, de Chevette.

Homer Simpson vence enquete do meu blog!!!

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Exatamente da mesma forma como eu tinha feito uma enquete há poucos dias para os internautas avaliarem quem teria se saído melhor no debate na Rádio Santiago, tornei a publicar uma enquete neste espaço.
Desta vez, possibilitando que os centenas ou milhares de internautas me ajudassem a escolher um personagem de desenho animado para figurar no cabeçalho acima.
Homer Simpson foi o escolhido, com 41 % dos votos. e já está brilhando em cima deste blog. Diferente da enquete anterior, que teve quase 300 votos, essa teve apenas 24 votos (O pessoal se interessa mais por política do que por desenhos animados. Nem parece que foram crianças um dia...).
Confesso que eu votei uma vez apenas e meu voto foi para o Rabugento (da Corrida Maluca, lembram?), que só ficou com 4%, empatando com o Zé Colméia (em algum lugar, o Catatau está dando muita risada) e com o Patolino (talvez o Gaguinho tivesse se saído melhor que ele. Foi um péssimo candidato na enquete). Por outro lado e apesar de ser amado por todos, Pernalonga, figurou apenas com 16% e o Manda-Chuva fez bonito alcançando 29% pontos percentuais (para o orgulho do Batatinha e o desprezo do Guarda Belo).


Gostaria de lembrar somente, atendendo a Legislação Eleitoral, de que essa enquete NÃO SE TRATA DE PESQUISA ELEITORAL, mas sim, de mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra e sem a utilização de método científico, sendo portanto um mero passatempo. Ao Homer Simpson os meus parabéns por ter despontado na preferência dos nossos inteligentes internautas.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

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Sábado aconteceu a grande festa Melhores do Ano, edição 2008. A festa, como sempre, matou a pau. Não sou muito de notar essa coisa de decoração. Mas não tinha como não ficar de queixo caído. O Clube União deixou de ser o Clube União para se tornar alguma coisa fantástica. O cenário realmente estava deslumbrante. Logo na entrada, um túnel, que se estendia pela escada e invadia todo o salão. Lotadíssimo, o União se tornou o palco da festa que premia as empresas e os profissionais do ano. O mérito é da Sandra, competentíssima na organização desse evento. Cada detalhe foi muito bem pensado. O show do Michael Sullivan agradou a todos, que sabiam cantar as músicas do cantor. Afinal, quem não conhece Um Dia de Domingo? (Eu preciso te falar, te encontrar de qualquer jeito, para sentar e conversar, depois andar de encontro ao vento...) ou Deslizes (e é assim, que eu perdoo os teus deslizes, e é assim, o nosso jeito de viver...) ou ainda Amor Perfeito (Eu não vou saber me acostumar sem tuas mãos pra me acalmar, sem teu o olhar pra me prender, sem teu carinho, amor, sem você...). Dividi a mesa com meu bróter Jones Diniz, com sua esposa Marisa e como Batista. O Jones estava muito emocionado com o Sullivan, a quem entrevistou antes do show e chegou avisando que o pessoal iria gostar do show, porque o cara era “gente finíssima”. Não deu outra. O que era para ser um show de 1 hora, durou mais de 2 horas, ao som de suas composições. As fotos da festa serão publicadas todas na próxima edição do Expresso, mas não deixo de postar essas duas aí. De parte da equipe do Expresso, reunida e festejando unida e do meu amigão Rodrigo Vontobel Rodrigues, procurador jurídico de Capão do Cipó, segurando o troféu “Melhores do Ano”. Ele, ao lado de sua mãe Rosane, entregou os troféus para todos os premiados de Capão do Cipó.
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Hoje à noite, segunda-feira, a Câmara de Vereadores de Santiago promove uma sessão solene de entrega dos títulos de Cidadania e Benemerência. Na oportunidade, será inaugurada a foto de Diniz Cogo na galeria de ex-presidentes. Entre os novos cidadãos santiaguenses, estão a Sandra Siqueira e a Suzana Lemes, diretoras do jornal Expresso Ilustrado. É o reconhecimento que elas recebem pelo trabalho de 15 anos frente ao jornal. Não tenho dúvidas de que a Sandra vai ser responsável pela choradeira na Câmara hoje à noite. Ela não se aguenta e sempre se emociona. Ehehehe.
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Português é uma coisa interessante, né? Eu tava ouvindo aquelas inserções da campanha do Vulmar, onde ele critica o atual Criança Feliz. Só que tem um erro de Português na locução. Diz assim: "Um número reduzido de crianças participam...", quando o certo seria "um número reduzido de crianças participa"...
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“Psiu. Vamos ver onde o preposto vai chegar. Vamos até a esquina”. Sorrateiramente, eles vão até a esquina. De repente, o preposto vira e os vê (ele sabia que eles estavam lá). E eles dão meia volta assoviando, reproduzindo uma ação típica dos “Trapalhões”. Eles dão meia volta assoviando. “Fiu, fiu, fiu. Tu acha que ele nos viu?”, ele pergunta para ela. “Capaz, não deve ter visto...”. E, assim, eles vão almoçar. Ainda bem que ele não os viu....
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Só para constar: não tenho nada que ver com a campanha do PT. Não sou e nem nunca fui coordenador de coisa nenhuma de campanha. Só escrevi o jingle para eles e nada mais. Soube que queriam me convidar para coordenar não sei o quê. Mas o convite oficial nunca veio e eu nunca disse que iria aceitar. Simpatizo com algumas idéias e só.
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Assisti um filme bastante interessante: Na Natureza Selvagem. Conta a história de um rapaz que decide abandonar a vida material e viver em meio a natureza. Resumindo, é isso aí. Durante a projeção (dirigida por Sean Penn), ele encontra motivos para voltar atrás e desistir de sua idéia de ir para o Alaska. No entanto, Alex Supertramp (como ele passa a se autodenominar) vai em frente, conhece amigos, conhece amores e segue para o Alasca, para viver em meio a natureza. Não sei exatamente qual a mensagem que as pessoas estão assimilando do filme, mas eu assimilei uma outra. De fato, é um bom filme. E curti aquela frase que diz que “a felicidade só é verdadeira quando compartilhada”. Da forma como surge, é fantástica e subverte toda a trajetória do personagem. Não se preocupe, isso não vai estragar nada para quem não assistiu. Foi só o que eu assimilei. Desisti de viver no meio do mato.
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Conversando com o Miguel, da Stop, descobri que o filme mais locado atualmente é o PS: Eu te amo. Assisti ao filme e gostei. Mas não estou entendendo o porquê das pessoas estarão tão deslumbradas com essa produção. Tem gente que diz que é o melhor filme que assistiu na vida. Tá bem. Como diz o Sidi, “caum, caum”. Mas acho um exagero: o filme é legal, mas o roteiro é forçado, orquestrado, milimétricamente criado para emocionar. E, afinal, não é essa a função do cinema? Emocionar? Bom, então, o filme é legal mesmo. Mas curti muito mais o 30 Dias de Noite. Nada a ver uma coisa com a outra....
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Eu amo a Anelise Severo. Que cantora fantástica, adoro as suas músicas, a sua voz encantadora e doce. Pois no próximo final de semana, ela estará na cidade de Indaiatuba, em São Paulo, onde vai participar de uma festa para mais de 2 mil pessoas, encantando a todos com sua voz.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Contra ou a favor?

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Há uma lenda no jornalismo brasileiro de que Assis Chateaubriand estaria procurando emprego em um jornal, quando jovem. E que o editor, para testar a sua capacidade crítica o incumbiu de escrever um artigo sobre Jesus Cristo. "Contra ou favor?", teria perguntado Chateuabriand que, diante da indagação, conquistou o emprego. É fácil considerar prós e contras. Tanto é que num julgamento, existe o lado da defesa e o da acusação. E assim é em tempos de política. E o eleitor ali, como um jurado, avaliando o comportamento de cada lado. Há o lado que defende o que foi feito e considera o saldo como positivo. Há o outro lado (ou lados) que consideram que tá tudo feio, errado, mal feito e que o seu oponente é, com todo o respeito, um jaguara.
Assim, as discussões ganham aquele aspecto de "já vi esse filme". Deja vù. E, assim, perde-se tempo precioso para falar de coisas positivas. Iniciaram os programas políticos de rádio e TV. Até semana passada, o eleitor ouvia carros de som pela rua e recebia santinhos debaixo da porta ou entregues em suas mãos. Agora, a política entra sem pedir licença. Portanto, que os candidatos ajam com educação, pois estão dentro das casas alheias. Nada de falar mal da vida de ninguém, nada de falar mal da própria cidade em que vivem, dizendo que está tudo horrível e que só eles são a solução da lavoura. Que se discutam idéias, que se apresente conteúdo. As pessoas não querem mentiras e nem deseducação. Ninguém é totalmente bom e nem totalmente mau ou é infalível, nem o lado de lá ou o de cá do tabuleiro de xadrez. É fácil falar contra ou a favor de qualquer um. Até de Jesus Cristo.
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Que saco. Não estreou o novo filme do Batman no cinema em Santa Maria. Se eu tivesse 15 anos, diria que iria colocar uma bomba e explodir o cinema. Ninguém iria me dar bola porque era conversa de moleque. Hoje, se eu disser que vou colocar uma bomba para explodir o cinema, podem até achar que é verdade. Mas que dá vontade dá...
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Eu tava conversando com amiga, pela qual eu era apaixonado em fins dos anos 90, eu era tri-apaixonado por ela. Eu ouvia sua voz ficava encantado com a delicadeza e energia que ela transmitia. Lembro que, quando ela trabalhava em determinada loja, eu sempre inventava de ir comprar uma caneta que fosse, só para papear com ela. Ela me contou que até hoje guarda uma carta que eu entreguei para ela, naquela época, onde meio que me declarava, sem me declarar (típico...) e oferecia minha amizade eterna a ela. Em 1997 eu era um bobo romântico, tímido e ingênuo e que, nem tinha namorado de verdade com alguém. Até que veio esse alguém a quem eu amei de verdade. E que verdadeiramente me destruiu...
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Dez anos depois, sou uma criatura meio estranha. Acredito no amor, mas não mais no amor romântico. Em 1997 eu era tão "mãos-dadas-maçã-do-amor-abraço-apertado-vou-te-amar-para-sempre". Hoje, acredito tanto no amor romântico, quanto acredito que o Internacional vai ser campeão do Campeonato Brasileiro desse ano. Até, veja só que interessante, eu comparar uma relação amorosa com um time de futebol. Que coisa mais clichê. Até parece que eu dou bola para futebol. Outro dia, eu dormia tranquilamente em meu quarto e meu pai assistia ao jogo da Seleção Brasileira jogando (e perdendo) para a Argentina. Ele ficou decepcionado com os "nossos" jogadores. "Que vexame a gente deu", disse ele. Eu, sinceramente, nem sei por que tenho Brasil no sobrenome. Porque em mim, não doeu nada. Até acho bem feito.
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É irônico mesmo. Carrego o nome de um país no meu nome, sem me considerar brasileiro, ufanista. Tenho muito orgulho de ser santiaguense, de ter nascido e me criado na Vila Itu e tal. Amo Santiago, porque aqui é a minha cidade, minha terra, minha história. Mas não tenho o mesmo apego com relação a Rio Grande, Brasil, por exemplo. Amo tanto o Rio Grande do Sul quanto amo, por exemplo, a Paraíba. Ou a Bahia. Esse Brasil que é vendido pela mídia. Não há, nesse caso, para mim, um sentimento de apego, como eu tenho com Santiago. Tanto é que nunca morei longe daqui. Nunca iria embora daqui. Nunca trabalharia longe daqui. Santiago é a minha pátria, o resto para mim é o mundo.
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Gosto do Brasil e o considero um bom país. Mas não tenho esses sentimentos patrióticos de cantar o hino junto com a Seleção Brasileira, que é um produto da mídia e nada mais. Essa história de que "os jogadores nos representam" é o caralho. Ronaldinho e outros caras não me representam coisa nenhuma. São milionários, que viajam de avião, comem do melhor, saem na capa de jornais e revistas e sempre tem as mulheres mais desejadas ao lado deles. Que tipo de brasileiro eles representam? Um tipo fútil, esbanjador, playboy, vulgar, luxurioso. Portanto, não considero que eles representem o povo. A não ser o desejo de parte do povo, de ser igual a eles. Se for isso, até nesse ponto eu me aparto desses caras. Não é a minha vontade ser assim e nunca será...
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O Brasil valoriza umas imbecilidades de querer provar que é o melhor no futebol, no vôlei, no jogo do osso. Que bobagem. No que realmente importa em sermos melhores, somos péssimos. Segurança, saúde, valores humanos, educação. Nisso o Brasil é péssimo. Os brasileiros torcem por essas imbecilidades de futebol, em vez de torcer que todos tenham uma vida melhor, mais digna e mais justa.
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O que eu penso e valorizo, então? Ah, eu sou pão e manteiga. Simplicidade ao extremo. Arroz, feijão e ovo frito. Não dou bola para muita coisa. Não esquento a cabeça com muito. Não penso em ser rico, até mesmo porque eu abomino dinheiro. Eu desprezo dinheiro. Infelizmente, a nossa vida é movida pelo dinheiro. O próprio computador em que escrevo essas palavras custou dinheiro. Tudo na vida custa dinheiro. Minha postura é blasè. Eu sou um idiota, à minha maneira. Talvez, pior que os da seleção brasileira. Nem nisso eles me representam...
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Engraçado, sempre achei que quando a gente crescesse passava a raciocinar de outra forma, se tornasse outra pessoa. Mas em muitas coisas penso do mesmo jeito que pensava quando eu tinha 12 anos. Ainda curto revistas em quadrinhos, videogame e desenho animado. O que acontece é que, por causa do resto da sociedade, a gente é obrigado a adotar um comportamento tal. Às vezes, até usar uma gravata. Que coisa mais ridícula que é uma gravata, né? Para quê serve? Nunca consegui entender. Será que é para esconder os botões da camisa? Dá um ar tão...bobo. Parece um babeiro estilizado. Mas como todos os bobos formais usam gravatas, fica parecendo elegante. Sei lá. Acho que as coisas só tem importância quando você dá importância para essas coisas. Dinheiro, por exemplo. Não tem nenhuma importância. É papel sujo. Porém, a gente acha que tem valor, porque o resto da sociedade diz que ele tem valor. Aí, você pega uma nota de vinte anos atrás, que valia muito e que hoje não vale nada. Simplesmente porque a sociedade diz que não. Nossos valores são tão esquisitos...
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Eu não sou daqui, na verdade, não sou de lugar nenhum. Gosto de pensar que eu vim de outra estrela, de outro canto do universo, de outra galáxia, de outra fronteira. Gosto de pensar que sou o espírito de um ser de outro planeta que encarnou aqui na Terra e está procurando compreender essa cultura terrestre. Ou então, um animal que chegou ao estágio de ter uma experiência humana e não consegue compreender certas convenções tão particulares dos semelhantes. Talvez eu tenho sido uma borboleta, um cão, um gato, uma caturrita, um tigre, um macaco. Sei lá. Talvez, eu venha a ser um bicho desses. Ou talvez, eu volte para o lugr de onde e vim, em outra estrela, outro canto do universo, outra galáxia, outra fronteira. "Ôôô, seu moço, do disco voador. Me leve com você, para onde você for. Ôôô, seu moço. Mas não me deixe aqui, enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí.."
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Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são. Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração...
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Sobre eu acreditar no amor romântico tanto quanto acredito que o Internacional vai ser campeão brasileiro esse ano não é tão verdade assim. Eu acredito no amor, mas de uma maneira louca, que nem sei como explicar. "Amo em silênciooooooooo. Guardo essa paixããããããooo. Amo em silêncio, amoooo, com meu coraçãooooooo..." (coisa brega). Faz tempo que eu não choro. A última vez que eu chorei por amor, foi quando eu me destruí por amor. O amor romântico nos torna tolos, ingênuos e fracos. O amor individual destrói e decepciona. O amor coletivo é mais verdadeiro e fraterno. Pode até decepcionar, mas pelo menos não dói...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Eu sou Màrccyu Brasçzyll

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Segundo o meu amigo, o poeta Oracy Dornelles, eu agora me chamo Màrccyu Brasçzyll e sou um amiygho douttra gallákqcia. Foi dessa forma que ele se referiu a mim em seu novo livro, Páginas Impossíveis, que foi lançado há poucos dias. O livro traz 65 crônicas históricas de Santiago, 05 poemas morfológicos e várias fotografias antigas. Uma preciosidade, que está à venda nas livrarias da cidade (são tantas...) ao valor de R$ 10 ou diretamente com o autor. O livro é um colosso e merece ser apreciado entre goles de chimarrão com biscoito mignon. A obra está dedicada a mim e a outros amigos do genial e multifacetado Oracy como Hyrahnm Kqammargoo, Klòwiz Bhrüm, Çalletti Rhiellonm; Pharnçisko Ghoriçký, Roszzanny Wönttobell, Rammattíz Ammounm, Nepherttítty, Ckqarllah, Hìszyçsz, Hamna Pawlla Çamgòy, Joao Lemmiçsz, Djuliho Prastç, Phroyllanm dh Holyvweirah e Fphàtthyinma Phfryeeièdcezvvskquýi. Conseguiu decifrar quem são essas pessoas?
(A foto acima foi feita por mim. É o Houwarassçcí Dhornnéllliyçsz pesquisando na biblioteca da URI, onde ele trabalha)

Aizá eu!!!

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Neste sábado, 23 de agosto, acontece a festa dos Melhores do Ano, evento que é promovido anualmente pelo jornal Expresso Ilustrado e que premia as empresas e os profissionais mais lembrados, através de pesquisa de opinião pública. Estava conferindo a lista dos votados e vi que obtive votos em três importantes categorias. Fui votado como Melhor Fotógrafo, em cuja categoria venceu a Neide Bertazzo, da Perfil (até me surpreendi em ser votado nesta categoria já que pouco tenho feito fotos); obtive votos como Destaque Cultural, cuja vencedora foi Enadir Vielmo (amiga que tanto amo e admiro e que outro dia me xingou porque a gente se via tanto e hoje tão pouco nas atividades do Centro Cultural) e também fui votado como Expressão do Ano, cujo vencedor foi, mais uma vez, o prefeito José Francisco Gorski. Além disso, o Movimento Juventude com Atitude também foi lembrado, sendo votado como Destaque Cultural. Creio que é importante saber que as pessoas depositaram o seu voto e notaram algum esforço, algum mérito em meu trabalho. Portanto, isso me enche de orgulho e aumenta a minha responsabilidade de buscar um caminho de amadurecimento pessoal e profissional. Nem sempre é fácil, pois eu sou teimoso que nem uma mula, cabeça-dura e eu erro, erro, acerto, errro, erro, acerto, errro, erro e acerto...


O ser humano é uma criatura frágil e terrível. Um dia eu aprendo a acertar mais e errar menos. (Quando começar a chamar meus erros de experiência). Até lá, terei cansado de errar tanto, mesmo. Mas valeu pelas pessoas terem lembrado de mim. Não vou ser demagogo de dizer que, bah, nem mereço tanto, pois eu acho que se fui lembrado é porque fiz por merecer. Afinal, eu conheço tanto as minhas virtudes, quanto as minhas limitações...

Gioda: ontem, um sobrenome. Hoje, uma marca

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Estevi na última sexta-feira participando do coquetel de inauguração do show-room da Gioda Comunicação e Design e da Gioda Arquitetura e Interiores, localizada em frente ao Boulevard Center (aquele espaço que algumas pessoas chamam de shopping). O novo espaço da turma da Gioda é de encher os olhos, com uma decoração tri-bonita, amplo espaço, um visual muito bacana mesmo. Segundo o Claudinho, o show-room foi viabilizado através de parceria com algumas firmas.
Particularmente, me sinto muito orgulhoso em ver o crescimento da empresa do Claudinho e do Sadi, nestes cinco anos de existência, pois acompanho os guris desde o início. Inclusive, fizemos alguns trabalhos de publicidade juntos, fotografias, etc.
Lembro que eles trabalhavam, sem hora para parar ou começar, na sala de sua própria casa. Quantas e tantas vezes, eu os visitava para conversar e trocar idéias. Portanto, ver estes amigos consolidados no mercado de trabalho é, para mim, motivo de grande satisfação. Como eu disse para o Claudinho, eu os vi iniciando quando Gioda era apenas o sobrenome deles. Hoje, é uma marca respeitada em toda a região.
(Na foto acima, a família Gioda posando para a posteridade)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ruivo disparado na primeira pesquisa eleitoral do ano

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Está nas bancas e na mão dos leitores a edição do jornal Expresso Ilustrado desta semana, que traz a primeira pesquisa eleitoral do ano, promovida pelo Instituto Index, de Porto Alegre. O instituto entrevistou 600 pessoas o resultado foi o seguinte: Júlio Ruivo, candidato do PP, disparou na frente dos oponentes, com 52,3%. Em seguida, Sandro Palma, do PTB, surge em segundo com 24,7%. O candidato do PSDB, Vulmar Leite, aparece em terceiro com 12,3%, ou seja, metade das intenções de voto de Palma. Júlio Prates, do PT, por fim surge com 2,2%.



Júlio Ruivo- O que a pesquisa reflete? Uma, que o PP, segue na preferência do eleitorado em função do bom trabalho feito por seus administradores (Toninho, Chicão). Ruivo está na vida pública há vinte anos ininterruptos, numa trajetória ascendente. Foi vereador por três mandatos, foi presidente da Câmara, elegeu-se vice-prefeito por duas vezes e ocupou a Secretaria de Planejamento e a de Saúde, mostrando desenvoltura e competência. Os índices da pesquisa são, na verdade, o reconhecimento a sua postura de homem público. A lógica se refletiu nessa primeira pesquisa.


Sandro Palma- Com relação a Sandro estar em segundo lugar, é isso que surpreende. Ele é um fato novo na política. Surgiu há oito anos como candidato a vereador. Elegeu-se na primeira e na segunda, quando obteve uma votação recorde para vereador. Sua ascendência na preferência popular lhe transforma no novo líder da oposição. Estar à frente de Vulmar Leite dá a Sandro um nível de respeitabilidade e mostrou que ele não entrou na disputa para brincar. Não há dúvida que a postura diplomática e carismática de Sandro lhe renderá muito durante a eleição, auxiliado também pelo excelente jingle de campanha que, ao contrário de outros, não chega a incomodar. (Como a do PSDB que dói no ouvido com aquela parte que fala em "emprego para o povão", "para não diminuir a população")...


Vulmar Leite- Vulmar apareceu como a terceira opção do eleitorado. Isso é reflexo das duas últimas vezes em que ele concorreu a deputado estadual, sem obter êxito, enfraquecendo sua imagem. A cada vez que um eleitor deposita voto em um candidato que não se elege, ele acaba sentindo que "botou o voto fora". Pode parecer simplista, mas é real. Outra, acabou ocupando cargos no Governo do Estado, porém, sem aparecer na política local, perdendo muito da popularidade que ele tinha. Querer recuperar isso em três meses é difícil, ainda mais contra dois candidatos populares como o Ruivo e o Sandro. Apesar do volume da campanha de Vulmar estar forte no centro (com o jingle tocando até enjoar), nos bairros a campanha do PSDB praticamente inexiste. As coisas podem melhorar para ele a partir dos programas de rádio, já que ele detém o maior tempo.


Júlio Prates- O fato de o candidato do PT figurar com 2,2%, não é nenhuma surpresa, pois está dentro do percentual que a sigla mantém a cada pleito. Afinal, o PT de Santiago é um partido com pouca militância e escassos recursos financeiros. Sem a possibilidade de marquetear o dia todo, pagando cabos eleitorais e rodando o centro com jingle e etc. Para agravar, além de estar sem militância, o próprio presidente do partido parece não dar muita bola para a campanha majoritária e nem demonstra estar engajado. Sei lá. Prates, ao que parece, peleja com a ponta da adaga, ao lado de sua vice, praticamente sozinhos. O percentual é de votos que o PT mantém e pode crescer durante a campanha.


Mas se Prates e Vulmar não figuraram com grandes índices na pesquisa do Instituto Index, ao menos, ele são os reis do universo virtual. Na pesquisa deste blog, a respeito do desempenho dos candidatos a prefeito no debate, eles lideram.


Até a presente postagem, o percentual é de 66% para o candidato do PT e 18% para o do PSDB. Ruivo, aparece em terceiro com 11% e Sandro com 9%. A enquete já somou mais de 260 votos, desde segunda-feira. Cabe lembrar que a enquete só registra um voto por número de IP por dia e não tem como burlar. Depois de votar, pode até trocar de candidato e votar de novo, mas só um único voto é computado.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Pesquisa eleitoral

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Na edição do jornal Expresso Ilustrado desta sexta-feira, estará circulando a primeira pesquisa eleitoral das eleições em Santiago, trazendo a avaliação da intenção de voto dos santiaguenses. Desde que a mesma foi anunciada a publicação, na edição anterior, a curiosidade para conhecer os números têm sido grande e é natural. Portanto, amanhã, sexta-feira, conheceremos os números.

Letras da URI cadastra autores

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Legitimar Santiago como uma referência em produção literária cultural, gerando espaço para os que escrevem. Essa é a idéia do projeto Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem São? A professora Rosane Vontobel Rodrigues, orientadora do projeto e a acadêmica-bolsista Rosana Dalenogare estão fazendo o cadastramento de autores locais, no prédio 9 do Campus Universitário. O horário é das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira. A professora lembra aos interessados que devem levar seus trabalhos com cópias para deixar no acervo dos escritores da Terra dos Poetas. Esse espaço oferece oportunidades a novos escritores que queiram compartilhar os seus pensamentos com a sua comunidade, pois o projeto defende que o melhor de nossa tera são as idéias de nossa gente. A intervenção é democratizar o acesso a essa escritura, mostrando para a comunidade a efervescente produção da Terra dos Poetas.

HCS entre os melhores

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Mais cedo ou mais tarde, cada um de nós poderá precisar do Hospital de Caridade de Santiago. A frase foi dita pelo secretário de Saúde do Estado, Osmar Terra, e é direta e verdadeira. Sempre chega um momento em que a gente precisará de uma instituição como o HCS, seja na alegria, com o nascimento de um filho, seja em momentos de aflição, devido a alguma doença, seja em casos de emergência, seja como seja. E é confortante saber que o nosso hospital figura como um dos mais bem equipados do interior do Estado. A direção do HCS, como diz o dr. Maximiliano Stacowski, consegue fazer o dinheiro dar cria. Enquanto a maioria dos hospitais filantrópicos do Estado está quebrada, o de Santiago vende saúde.

Santiago é mesmo uma cidade diferente, onde as coisas dão certo. Em tempos de política, você vai ouvir muita gente criticando isso e falando mal daquilo, que tem que mudar, que assim não dá etc. Como isso soa pessimista, não? Como é ruim ouvir falar mal da cidade em que moramos! A verdade deve ser dita: a saúde em Santiago é exemplo para o resto do Estado. Não sou eu quem digo: é o próprio secretário Estadual da Saúde que reconhece. Parabéns ao Ruderson Mesquita, a Sônia Nicola, ao seu Sagrilo, aos funcionários todos do HCS. É confortante saber que o Hospital de nossa cidade de Santiago está muito bem. Afinal, a qualquer momento precisaremos dele. Obrigado por cuidarem tão bem de um patrimônio que é de todos nós.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Reflexões inúteis

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Não sou uma pessoa feliz. Não tenho certeza de muita coisa na vida, mas tenho certeza de que não sou feliz. Creio que é um tanto utópico existir felicidade neste mundo de sofrimento e desigualdade. O que existe, sim, são momentos de alegria, descontração, riso etc. Mas felicidade? O que é isso? O que é significa essa palavra tão presente no sonho de tantas pessoas (para não dizer todas as pessoas), como quem vislumbra um horizonte mais bonito?. Será a felicidade um estado de espírito (o que é espírito, palavra ou ectoplasma?)



"E eles foram felizes para sempre", é o que diz no final de historinhas da Branca de Neve, Cinderela ou até do Shrek e da Fiona. Mas é possível ser feliz para sempre? O que é o sempre? Dura quanto tempo? Digamos que serei feliz casando com a pessoa que eu amo. Aí, olha só, eis que realizo esse sonho. Estamos nós lá, casados. E um belo dia, tudo acaba, seja com a dor, seja com a traição, seja com a rotina, seja com a morte, seja com o que seja. E aí? Onde vão parar os sonhos? Tornam-se desilusões, resta cortar aos pulsos? Felicidade é ter um carro, viajar para a Europa, comprar um telefone novo ou uma casa maior? Se essas coisas materiais definem a felicidade, então, ela é algo que caminha ao lado do egoísmo, pois é a felicidade individual e não universal.



Sorrio, abraço, conto piadas, mas carrego uma profunda tristeza e um medo absoluto. É impossível ser feliz! É impossível confiar nos próprios semelhantes: precisamos de muros, precisamos de grades, precisamos de alarmes, precisamos de polícia, precisamos de socorro. Como um único indivíduo pode viver em um planeta doente e dizer-se feliz, enquanto os seus semelhantes padecem de todas as formas (guerra, violência, doença, miséria, fome etc)? E de que vale levantar a voz em prol dos necessitados, correndo o risco de ter a própria voz calada para sempre?? De que vale lutar pelos necessitados, se quando a estes surgem alguma oportunidade se revelam pouco merecedores de quaisquer esforços? Um mendigo se presume humilde, no entanto, se cair milhões em sua mão é bem possível que se torne uma pessoa contaminada pelo egoísmo e pouco disposto a ajudar os seus semelhantes. Dane-se.



Humanidade estúpida, seres humanos malditos, câncer do planeta Terra. Raça que caminha para a extinção atômica.



Rezamos na missa aos domingos ou nos cultos de todo o dia. Não importa para qual Deus e sob qual religião. Vivemos sob o signo do dinheiro. O dinheiro é o nosso líder. Perdemos nossas horas por dinheiro, matamos por dinheiro, não prestamos atendimento médico a quem não tem dinheiro, fazemos operações estéticas para quem tem dinheiro, fazemos campanhas para conseguir dinheiro para a salvar a vida de um filho doente, pois sem dinheiro os hospitais não operam, vendemos roupas para quem tem dinheiro, compramos comida com dinheiro, vendemos cocaína para quem nos traz dinheiro (não importando muitas vezes de quem roubou o dinheiro), criamos cidades, empresas, universidades, prédios etc.Tudo por dinheiro, o grande mal da humanidade. Olhamos para um maço de dinheiro e salivamos como quem saliva diante do prato preferido e imaginamos as coisas que faríamos com aquela grana. Puro papel. Papel sujo. Papel cheio da bactéria da ganância e do egoísmo e que, em verdade, nada vale. Damos ao dinheiro um valor que ele não tem. Não tem! É uma ilusão terrível. Mas somos incapazes de rasgar uma nota de R$ 50, pois ela nos custou dias de muito trabalho.



Aff! Para quê serve a vida? Para quê estamos aqui? Existe algum propósito maior na existência humana ou somos mesmo bactérias que evoluíram com o passar dos milênios? Somos seres inteligentes ou apenas seguimos os nossos instintos básicos e naturais de viver, nos alimentar, acasalar e perpetuar a espécie e imaginar que somos filhos de algum Deus, especiais diante do universo, com um lugarzinho reservado no céu (para sequer cogitar a hipótese de que nada pode existir depois disso tudo aqui, colocando um ponto final aos seres bondosos e justos que somos, capazes de julgar, condenar e estar com a razão)?



De que valem tantos esforços e sacrifícios diários em nome de sei-lá-o-que? O que significa torcer por um time de futebol? O que significa comprar um sapato de marca? O que significa pagar metade de um salário mínimo por um perfume? O que significa o hábito de assistir as novelas da Globo? Porque todo mundo quer ter filhos? Será que o mundo já não está cheio de pessoas? Será que todo mundo realmente precisa ter filhos? Para quê? Estamos preparados para educar os seres que se originam de nossas células com o que temos de melhor, preparando seres realmente honrados a dignificar e herdar esse planeta? Ou criamos mais um para estar na multidão, sem nada a acrescentar? Somos setenta vezes sete culpados pelos erros de nossos filhos, pois erramos na construção de seu caráter, não importa a desculpa que inventemos para nossos próprios corações.



Aliás, porque a gente critica tanto os nossos pais, s e acabamos nos tornando exatamente iguais a eles? Por que a humanidade evolui a passos lentos, ao mesmo tempo que destrói o meio em que vive velozmente? Por que, numa guerra, os presidentes não se engalfinham num ringue com transmissão internacional, ao invés de enviar soldados para matar e morrer, além de destruir inúmeras vidas? O quanto vale uma vida humana? Vale alguma coisa, significa alguma coisa diante do propósito universal ou somos tal qual uma formiga, poeira cósmica, que não se perde, mas cujos átomos se convertem em outra forma em qualquer tempo ou distância?A política vale de alguma coisa? A música vale de alguma coisa? Um abraço vale de alguma coisa? Os esforços humanos valem de alguma coisa? Ou é tudo tão passageiro e tão fugaz que só nos distrai de algum outro propósito que teríamos de concluir neste planeta? Ou simplesmente não há propósito algum, a não ser repetir tudo o que repete há séculos?



Não, não sou feliz. Na verdade, sou um infeliz, das mais variadas formas...

Opinião de Júlio Garcia sobre o debate da Rádio Santiago:

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"Caro Márcio, com todo respeito, discordo em parte de tua avaliação sobre o debate. A maior parte dele foi 'morno', com exceção de algumas intervenções do Júlio Prates em alguns pegas com o Vulmar e com o Sandro. O Prates que, na minha modesta avaliação, teve seu ponto alto justamente quando apontou que as obras realizadas atualmente em Santiago são originárias,na sua grande maioria, do governo federal do presidente Lula, que os governistas municipais fazem questão de omitir. Outro ponto alto foi quando ele mostrou que os demais candidatos são 'farinha do mesmo saco', tanto Vulmar (PSDB), Ruivo (PP) e Palma (PTB) são ligados ao desgoverno Y eda Cruzius. Também foi forte quando ele denunciou 'o coronelismo do PP e do PSDB/PMDB"; isso, inclusive, era uma obrigação política do Prates, e ele o fez muito bem. Deveria ter sido mais enfático ainda, na minha opinião, mostrando o envolvimento depessoas desses partidos com a corrupção no Detran, nepotismos cruzados praticado por certas lideranças tantodo PSDB quanto do PP, PMDB, PDT,DEM, PTB (todos eles integrantes do desgoverno Yeda). E o ponto fraco, se houve, foi aquela pergunta ao Sandro (sobre Deus , filhos...?!!), que eu achei complicada e desnecessária; não sei por que o Júlio não explorou outros assuntos relativos à gestão deste na Câmara, quando o sandro foi presidente,achoque tinha que pegar por aí... Por fim, o Vulmar, o Ruivo e o Palma, isso ficou claro, não apresentaram nada de novo no debate. Pelo simples fato de que eles não representam o novo, mas sim o velho jeito de governar da dona Yeda e coronéis. Enquanto i sso, o Júlio Prates apresentou as melhores e mais criativas propostas, como em relação à internet, à mudança da matriz econômica, priorizando os pequenos, oapoio aos estudantes etc. Ele saiu-se muito bem. Isso prova que o PT local agiu corretamente quando amaioria do DM optou por desviar-se da armadilha do 'frentão' e lançar sua candidatura própria. Gostaria agora de ver um debate dos vices, aposto muito na Vívian Dias. Será que vai sair


Abs, Júlio Garcia"
PS: Vai sair, sim, amigo Júlio. A Rádio Santiago confirmou o debate entre os candidatos a vice para o dia 24 de agosto.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Novo disco da Analise e outros papos...

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Acontece nesta sexta-feira à noite, o lançamento do novo CD da mais-que-maravilhosa Analise Severo. Já ouvi o disco "Caminhos Libertos" algumas vezes e ele é de muita qualidade. São 16 faixas embaladas pela voz de cristal de Analise, que é uma estrela que temos em nossa cidade e que merece o sucesso e o reconhecimento por seu trabalho.
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Papo de vendedor: fui comprar uma pen drive e fiquei dividido entre adquirir uma de 1 GB ou de 2 GB, em função de poucos reais entre uma e outra. O conselho do vendedor. "Eu diria para ti comprar a de dois gigas. Porque é o dobro da pen drive de um GB". Diante desse argumento poderoso, acabei comprando a de dois GB. E sabe que ela tem mesmo o dobro de capacidade da de um GB? Coisa fantástica...
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Domingo tem debate entre os candidatos a prefeito na Rádio Santiago. Vou estar lá para fotografar este momento histórico da eleição.
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Encontrei o seu Ovídio Fiorenza hoje, contente por ter saído na capa do Expresso, com uma foto bonitão, bem retocada no Photoshop. Ele me disse que o pessoal está achando que ele é candidato e perguntam quanto ele pagou para sair na capa. Bem humorado, ele brinca, dizendo que está pagando a folha dos funcionários.
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Aluguei o filme 30 Dias de Noite, mas ainda não pude assistir. Faz 30 dias que eu não consigo dormir. Vou me mudar para o Alaska.
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Amanhã, sábado, acontece o lançamento do novo livro do escritor Oracy Dornelles. O livro se chama "Páginas Impossíveis" e terá diversas histórias pitorescas de nossa cidade com crônicas, poesias e fotografias antigas de nossa cidade. O lançamento acontecerá no Centro Cultural e vou estar lá para adquirir um exemplar desta obra. Creio que será o nono livro a ser lançado pelo Oracy.
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Na terça-feira passada, estive na URI-Campus, onde a acadêmica Cristieli Lanes Garcez defendeu a sua monografia, com base em algumas crônicas que publiquei no jornal Expresso Ilustrado. O trabalho da Cristiéli ficou muito legal.
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Ontem, conversando com o Miguel Sommers, da Stop, já reservei com meses de antecedência de conseguir o que vier de banner, adesivos e pôsteres do novo filme do Batman. Desta vez, o Maneco, filho do Barbela, não vai me passar a perna como já fez uma vez.
Falando nele, recordei que certa vez nós ficamos cerca de duas horas conversando só sobre a mitologia do Homem-Aranha, na praça de alimentação da Fecobat. Presenciaram a nossa conversa o Tacely, a Bibiana, a Rosani Palmeiro e o Hélio Fontana. Eles não entendiam como a gente conseguia ter tanto assunto a respeito de um personagem de quadrinhos. Havia recém saído o segundo filme do Aranha e o Maneco estava empolgadíssimo com o filme. Lá pelas tantas, fui pagar um cachorro-quente e ele viu a minha carteira do Batman. Indignado por eu ser fã de outro herói, além do Homem-Aranha, o Maneco me olhou bem sério e me chamou de "traídor da irmandade"...

Pois bem. Há alguns meses quando estive em Santa Maria, fui ao cinema com amigos para assistir ao filme "Homem de Ferro". No final da sessão, quem eu enxergo saindo do cinema?? O Maneco!!! Cheguei de mansinho ao lado dele e o agarrei pelo braço e devolvi. "Tu é outro traídor da irmandade..."

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O preço da dose

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O assunto da hora é a lei seca. Não é de hoje o ato de beber e dirigir é discutido e refutado pelos órgãos de segurança. Não é de hoje que tantas famílias choram as vítimas de acidentes de trânsito causados pelo álcool. E não é de hoje que se fazem campanhas de conscien-tização para que as pessoas não bebam a sua cervejinha, cachacinha ou o que seja e saia dirigindo. Afinal, fazer campanha de conscientização é praticamente tempo perdido. É necessário que o Estado faça valer a sua força como o fez com a implantação da ei. Somos uma sociedade hipócrita, que cobra por mudanças, que cobra por justiça e que cobra por segurança. No entanto, veja aí, tantos casos de pessoas contra a lei seca. "Ah, mas foi só uma cervejinha. Tem que aliviar".

Sim, já há mecanismos políticos tentando dar uma aliviada para esses. Não se duvida da boa vontade que muitos têm. O problema são os péssimos hábitos que muitos mantém. A linha que separa um cidadão de bem de alguém que possa cometer um acidente é muito tênue e depende de outros fatores. É incrível como muitos não pensam assim. É o velho raciocínio de que "não vai acontecer comigo". Até que um dia acontece. O que me preocupa não é tanto a vida de quem age dessa forma até suicida, de beber e dirigir, pois tem uma mínima noção de consequências, apesar de negá-las. Me preocupa, sim, quem não tem nada a ver com a história. As vítimas. As pessoas que perdem a vida por causa de uma barbeiragem, de um errinho tolo. Pessoas que perdem a liberdade de seus corpos. Famílias que são destruí-das. Vidas que são dilarecadas. Muitas vezes, pelo preço que se cobra por uma dose.

Ratos...

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Quarta-feira. Tá fechando uma semana que não atualizo essa lasqueira de blog. Tinha tanta coisa para escrever, para dizer, para falar e não tenho achado tempo para escrever, para dizer e nem para falar. Aí, fico me repetindo. Assim. E assim. Na verdade, a vida é mesmo uma repetição. Acho interessante de ver aqueles ratinhos de laboratório que ficam rodando e rodando e rodando. E depois saem vomitando e vomitando e vomitando. Dã.
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Falando em rato, hoje peguei o Sidi pela centésima vez naquela história manjada que eu digo para ele toda vez com um tom de voz diferente. Hoje, foi em tom preocupado. "Bah, Sidi. Sonhei contigo essa noite". O Sidi, querendo saber, pergunta como era o sonho. "Sonhei que tu era um queijo e eu um rato...". RáráRÁ!! Dã (2).
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Levei um choque hoje. E bati o cotovelo. Ainda tá dodói. Dã (3).
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Pronto. Atualizei.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

bomba!

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Dentro de instantes, uma bomba nesse blog...


Ok. Piada velha. Esquece...


Perdeu a graça.