quarta-feira, 30 de julho de 2008

Dedinho podre

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Tu é o culpado. Não desvie o olhar, não olhe para os pés, nem a xingue minha mãe mentalmente, porque ela é culpada também. Tu é o culpado e eu sei que também sou. A primeira coisa que temos que fazer é admitir. “Eu sou culpado”. Pronto? Ok. Agora, vamos ver aonde foi que erramos. A cada ano eleitoral é a mesma coisa. Ô dedinho podre esse nosso, de eleitores, não é? De tanto que a gente escolhe errado os nossos representantes. Tá bem, muitas vezes a gente acerta. E quando acerta, que bom. Afinal, escolher um prefeito, um vereador, um deputado ou um presidente é algo digno e representa um direito pelo qual as gerações atuais e as anteriores lutaram para conquistar. E foi uma luta sofrida, abaixo de surra de milicos, quando muitas vozes eram sufocadas e outras, caladas para sempre. Há décadas atrás, as mulheres sequer tinham o direito de votar. Em tempos modernos, não só temos o direito de votar, como o de sermos votados não importando nossa condição social ou intelectual. Mesmo assim, basta acessar qualquer meio de comunicação para vermos notícias desrespeitosas envolvendo políticos. Aqueles mesmos que apertaram as nossas mãos e nos convenceram em votar neles, nos envergonham envolvidos em negociatas ou comprando votos ou vendendo a sua (in)dignidade. E não adianta só falar mal deles, ou chamá-los de “sem-vergonha”. A conduta de um político reflete a vontade de um segmento que o elegeu, sob algum pretexto ou com alguma esperança. Por isso, o voto não pode ser jogado fora. É preciso escolher bem. Eu não votaria num candidato que busca na política para ter um emprego, nem para quem pretenda enriquecer. Ou ansei o poder, status etc. O voto é secreto, como em secreto está o nosso coração. O voto representa um conquista sofrida. Se o político que você eleger merecer a sua confiança, maravilha, há muita gente boa por aí. Mas se o seu representante lhe decepcionar lembre-se: tu é o culpado.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A Cíntia é show!!!

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Tenho muitas saudades da Cíntia, uma amiga muito especial e que certamente para muitas pessoas em Santiago. É por isso mesmo que o seu blog (veja no Guia dos Blogs, clicando no selo ao lado) é um recanto muito legal. Ela conta sobre o seu dia-a-dia em Porto Alegre e faz comentários muito envolventes sobre a cultura e a vida capital de todos os gaúchos. Adorei o post em que ela comentou a respeito do novo filme do Batman. Pô, eu li vários textos, de vários críticos (revista Set, Veja, Cinema Em Cena, Omelete, Zero Hora) falando sobre o filme. E quer saber?? O texto da Cíntia não deixa nada a dever para a Isabela Boscov, que escreve para a Veja. É muito superior, na verdade. Além de narrar um pouquinho da emoção em assistir a produção, ainda descreve com maestria a experiência de aguardar durante hoooooras na fila para ver um filme como esse. Coisa que só fãs entendem. (Acreditem, eu por exemplo, fquei duas horas na fila para ver o primeiro Homem-Aranha. Ehehehhe).



(Na foto acima, ela faz umas poses estilo Kill Bill)

Piada política

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O filho fala para o pai:
- Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola,
posso te :fazer uma pergunta?
- Claro meu filho. Qual é a pergunta?
- O que é Política, pai?
- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo. Sou eu quem
traz dinheiro para casa, então sou o "Capitalismo".
Sua mãe administra (gasta!) o dinheiro, então ela é
o "Governo". Como nós cuidamos das suas
necessidades, então você é o "Povo". A empregada é
a "Classe trabalhadora", e seu irmão nenê é "O
Futuro". Entendeu, meu filho"?
- Mais ou menos, pai. Vou pensar...
- Naquela noite, acordado pelo choro do irmão nenê, o
menino foi ver o que tinha de errado. Descobriu que
o nenê tinha sujado a fralda e estava todo
emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e a sua mãe
estava num sono muito pesado. Então, foi ao quarto da
empregada e viu, através da fechadura, o pai na cama
com a empregada. Como os dois nem percebiam as
batidas que o menino dava na porta, ele voltou pro
quarto e dormiu.
Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou pro pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é Política!
- Ótimo, filho! Então me explica nas suas palavras...
- Bom, pai, enquanto o Capitalismo fode a Classe
Trabalhadora, o Governo dorme profundamente. O povo
é totalmente ignorado e o Futuro está todo ferrado...

sábado, 26 de julho de 2008

A colher não existe

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Ando enjoado de escrever o blog. Depois que criei essa porqueira fica esse compromisso de ter que atualizar o blog para não ficar as mesmas postagens a cada vez que o internauta acessa a página. Eis aqui um contra-senso de minha parte, achar que blog é futilidade, mesmo assim me sentir na obrigação de atualizá-lo. Funciona mais ou menos como Big Brother ou novela das oito: não presta, mesmo assim, todo mundo vê. Nem sempre o que escrevo nessa minha página pode ser realidade. Afinal, como o título diz são Contos, Crônicas, Críticas e Notícias. Às vezes, posso estar criticando a mim mesmo, às vezes posso escrever uma crônica, às veze posso revelar algo que aconteceu tim-tim por (rin) tin-tin como posso romancear um pouquinho. A realidade é ilusória e, assim, a ilusão pode ser mais real. Afinal, a colher não existe. Ah, vai dizer que você não assistiu Matrix?
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Eu ando meio irritado, meio chato, meio rançoso, meio xarope, meio amolado, meio broxa, meio guarapa, meio moleque, meio abobado, meio com sono, meio desligado, meio frio, meio dividido...
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Passei o sábado inteiro no PC. Almocei por lá e assistimos ao novo desenho do Batman, junto com o Chico e o Murilo. Foi legal. Tchau!
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Domingo, festa do colono e do motorista pela manhã, futebol à noite.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sobre amores e cores...

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Num dia de chuva e vento, ele voltava para casa. Seu guarda-chuva não era dos melhores e, na verdade, já tinha algumas barbatanas tortas que ele insistia que voltassem ao lugar e esquecessem de obedecer as ordens do vento. Cruzou por centenas de outros guarda-chuvas de cores mil, até que se chocou com uma sombrinha cor-de-rosa (como é a cor do céu dos apaixonados...). Ela derrubou as pastas de escritório que carregava. Ele entortou o guarda-chuva e arrebentou as barbatanas em definitivo. Ajudou a recolher os papéis dela no chão e recuperou outros que tentavam ganhar o céu, num balé aéreo. Ele se molhava, mas sentia o perfume que ela usava. Eternity.
- Eu te dou uma carona debaixo do meu guarda-chuva...
Ela ofereceu. Ele, queria pedi-la em casamento...
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O garoto chorava e não queria largar da mão de sua mãe, que o levava ao primeiro dia de aula da sua vida. "Vá conhecer seus coleguinhas". Mas ele não queria. Aquele era um mundo estranho, cheio de estranhos. A mãe enxugava as suas lágrimas e quase se deixava convencer pelos seus apelos de levá-lo de volta para casa. Foi quando uma amiga chegou, trazendo sua filhinha, um pequeno anjo vestido de um azul cor-de-céu. Se recompondo diante do olhar da menina, o garoto secou as lágrimas e retribuiu o sorriso doce, corajoso e inspirador diante dele. A menina lhe estendeu a pequena e delicada mão.
- Vamos entrar juntos.
Ele tocou nos seus dedos, sem desviar de seus olhos brilhantes e do sorriso cheio de vida. E, confiantes um no outro, caminharam de mãos dadas até a sala de aula, ante o olhar orgulhoso de suas mães. Foi nesse dia em que ele conheceu o seu primeiro amor, mesmo sem saber o porquê de seu coração bater mais forte perto dela...
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Tudo tinha que ter lógica para ela. Era matemática e acreditava em resultados exatos e precisos. Tudo preto no branco. Se gostasse de poesia, teria estudado Letras. Mas não acreditava nisso. Desprezava poesia e odiaria receber flores (ela dizia). Para ela, o coração era simplesmente um órgão muscular cuja função era bombear o sangue vermelho para o organismo. Algo lógico e nada a ver com a descrição alienada de adolescentes apaixonadas e tolas, contagiadas pela síndrome de Cinderela (sempre à espera de um príncipe a lhe tomar nos braços). O amor, para ela, era uma farsa inventada para disfarçar nossos instintos primários de seleção natural e acasalamento (lógico que o ser humano é um animal, ainda que racional). Algo exato. O amor, ela dizia, era como um perfume caro que se comprava para disfarçar o odor do corpo humano ou a menta da pasta de dente. Podia até impregnar sua pele ou refrescar sua boca, mas isso não fazia parte de sua natureza. Era uma ilusão breve. Ela podia viver sem perfume, assim como podia viver sem amor. (E se o príncipe se desencantasse sentindo o bafo e o chulé da Cinderela ao calçar-lhe os sapatinhos de cristal?) Era fácil descontruir mitos. Deus? Uma lenda criativa, tão inventiva quanto o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa. Para ela, a explicação divina para todas as coisas foi o tempo perdido para achar a verdade sobre todas essas coisas.
- Tudo nasce, cresce e morre. Acontece com uma planta, acontece com um sapo, acontece com uma bactéria e não há nada de romântico ou misterioso nisso. É pura lógica, matemática e cronologia.
Tudo tinha que ter lógica. Mas o que ela não conseguia entender era por que, entre seis bilhões de pessoas no planeta, foi se apaixonar justamente por aquela pessoa? O que tinha ela de tão especial, a ponto de destruir toda a visão de mundo que ela possuia e revirar seus conceitos pelo avesso? "Meu Deus, me permita viver esse amor", ela pediu, após mais uma noite insone e sem lógica...
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Ele tinha aceitado o conselho dos amigos e resolveu participar do tal grupo de terceira idade. Vivia sozinho, mas ao contrário do que os velhos amigos pensavam, ser sozinho não era de todo o mal. Ele fazia os seus horários, dormia até a hora que queria, comia de vianda, fazia suas caminhadas, deixava a roupa espalhada e pedaços do jornal que lia por toda a casa. E ninguém reclamava de outros hábitos peculiares. Depois de ter sido casado por 40 anos, ele reaprendia a viver uma vida de solteiro. E não era tão mal assim. Só ainda não havia se acostumado com aquele espaço vazio no sofá, ao seu lado na hora do chimarrão ou da novela (as horas cor-de-cinza e de saudade). Ela não estava mais aqui e ele, bem, ele era um velho. Naquele dia, no grupo de terceira idade, ele dançou. Até que a cãibra lhe fez perder o compasso.
- Já passei por isso também.
Ela disse, sentando ao seu lado.
- Pela cãibra?
Ele perguntou, bem humorado.
- Não. Por achar que minha vida tinha terminado com morte de meu marido.
Respondeu aquela senhora, que não pintava o cabelo, nem maquiava as marcas da passagem do tempo.
- E como superou?
Ele indagou.
- Percebendo que o mundo foi criado em nome do amor. E também que o tempo que temos é muito curto e que os medos que alimentamos são ilusórios. Como o de dizer que me apaixonei por ti.
Ele sorriu, como uma criança no primeiro dia de aula...
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Dois estranhos cruzam seus caminhos numa rua qualquer, numa pequena cidade qualquer, em frente a uma praça verde e arborizada qualquer. "Pode ser ela", ele se indaga. Ela, ele não sabe o que pensa, incapaz de ler pensamentos ou, simplesmente, de decifrar ou perceber as sutilezas femininas. Seus passos são apressados e carregados de compromissos profissionais. Ficam paralelos por uma fração de segundos, mas - sabe aquelas cenas de filme em que tudo fica em câmera lenta? Foi o que aconteceu aqui- ela passou ao lado dele, que invadiu-se de mil pensamentos, de mil frases para dizer, de uma vontade indescritível de desvendar aquele ser encantador que cruzava ao seu lado (e que inexplicavelmente não era notado pelos outros ao redor, como que acostumados a conviver com uma força da natureza absurdamente bela e enigmática, como a Lua). Em segundos, estavam distantes um do outro para, sei lá quando, cruzarem seus caminhos novamente. Restou a ele gravar as cenas em sua memória, retroceder seus passos e apertar o slow-motion para decorar aqueles poucos segundos em que a mulher mais apaixonante do mundo cruzou seu caminho numa rua qualquer, numa pequena cidade qualquer, em frente a uma praça verdejante qualquer...
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Ela passou a noite escrevendo poesia. Estava triste, profundamente. Tudo por causa de um amor. Num de seus versos descreveu que "o amor é a maior força do universo. Mas os que se vêem tomados por essa força se tornam intensamente fracos". Ela sabia o que descrevia e transformava a tristeza em poesia. Ela lembrava dele, do seu amor (que a deixou intensamente fraca). Já havia partido (em pedaços?) e estava longe. A distância não era apenas física, mas cronológica. Os dias, meses e anos passavam impiedosos e ela acreditava no seu retorno. "Talvez não como fomos, duas pessoas que se conheciam em corpo e alma. Mas como se fosse a primeira vez, quando você sorriu para mim e acreditamos que seria para sempre", ela escrevia em seus versos. Em seguida, boba, rasgava as páginas. Especialmente ao ouvir Por Enquanto, em que Renato Russo diz na canção que "o prá sempre, sempre acaba". Renato sempre soube das coisas. Ela abriu as janelas e deixou o vento entrar, fechou os olhos e sentiu a brisa brincar com seus cabelos. Ela era bela, intensamente bela, pelos sentimentos que nutria. E resolveu que não iria mais se fechar para o mundo. "Por que um romance do passado parece tão mais confortável de abraçar, com seus erros e acertos, do que estar aberta ao futuro, estranho e distante diante de nossos olhos?", se perguntou. Ela decidiu que não seria mais fraca e que o amor lhe daria forças. Amando a si própria, sem esperar pelo amanhã ou fazer planos de romances embalados por trilhas sonoras da novela das oito.
- O verdadeiro amor surgirá sem cobranças, sem exigir mudanças, compreendendo minhas falhas humanas, e será intensamente lindo, aos meus olhos. O verdadeiro amor será sublime, será fiel. E será simples, como meus versos e complexo como o meu coração. Como é a beleza de uma rosa e a textura de suas pétalas...
Escreveu a poetisa (sem escrever...) com a ponta dos dedos no azul do céu, onde as nuvens se uniam tomando a forma de um coração, à espera de um pôr-do-sol encantador... :)

terça-feira, 22 de julho de 2008

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No meu MP3 toca "Linger", do Cranberries. A manhã está fria. Tomei café com leite. Encontrei a Rosane e a Rosana. Falamos rapidamente. A mãe do Rodrigo é uma pessoa sensacional, que não conheço outra igual. "Good Bye", do Air Suply nos meus ouvidos. Falei com seu Antônio. Me contou sobre o tucano que avistou para os lados da BritaNorte e que é impressionante de tão bonito. Lamentou que tenha pessoas que caçam o bicho só para retirar-lhe o bico e apresentar como algum enfeite horrível e insensato. Talvez como cinzeiro, talvez como troféu na parede. A irracionalidade do ser humano não tem limites. Matar para comer já soa irracional, nos remete ao tempo das cavernas, à lei do mais forte. Matar por prazer nos identifica com bestas infernais. Onde foi que eu vim parar? "Nobodys Home", da Avril, no MP3. Seu Antônio me convidou para tomar um mate. Reclamou dos governos FHC e Lula, que arrebentaram com os aposentados. Politicagem é uma droga. Política é a Ciência do bem coletivo. Poucos entendem isso. Politiqueiros arderão no mármore do inferno. Alah está vendo tudo. "Giz", Legião Urbana. Me lembra de algumas coisas. Lembranças boas são como uma leve brisa, que nos sopra no rosto e desalinha os cabelos. Lembranças são como um vento suave, um beijo no ar. (Um beijo do ar?). "Queria até que pudesse escrever. És parte ainda do que me faz forte e para ser honesto só um pouquinho infeliz. Lá vem, lá vem, lá vem de novo. Acho que estou gostando de alguém...e é de ti, que não me esquecerei". Tudo bem. A semana iniciou, tudo está como antes e nada está como antes. A Cíntia me enviou um e-mail, ainda não pude responder. Amo a Cíntia. Ela é uma grande e necessária amiga. Não pude assistir Wall-E do Sidi, o DVD estava riscado. A Fátima vai me presentear com dois livros. Fiquei contente com a oferta. Adoro gatos. A Fátima me lembra de gatos. Eu lembro do Frodo, um gato que tive. "O gato mais amado do mundo", alguém disse. Ele morreu. Eu morri. A humanidade vai morrer. Para tudo há um princípio, meio e fim. Ascensão, apogeu e queda. Não importa quanto tempo se tenha, mas como se usa o tempo que se tem. "Ou se morre como herói, ou se vive tempo suficiente para se ver transformado num vilão". Frase de Harvey Dent. Como é que eu sei? Aí, que está. Eu não sei. "Eu só sei que nada sei", diria Sócrates. "E quem sabe, não fala e não diz. Vida: alguma coisa acontece. Morte: alguma coisa pode acontecer", acrescentou Seixas, o Raul. "Eu rabisco o sol, que a chuva apagou", lindo isso. Tem um profundo significado. O Renato rabiscava o sol nas calçadas. O Santiago também fazia charges nas calçadas. "Mas tudo bem". Nada a ver. Estou em catarse, escrevendo o que me veêm à mente. Minha mente é demente, sou apenas um moleque. Alanis canta para mim, só para mim. "Everything". Às vezes, tenho vontade de chorar. Às vezes, tenho vontade de sorrir. O mundo é belo. A humanidade é horrível. Tudo bem, nem tanto. Nós, seres humanos somos capazes dos gestos mais grandiosos de fraternidade, amor, respeito, carinho e compreensão. Somos capazes de criar arte, de pintar, de cantar, de dançar, de interpretar, de escrever, de cozinhar. Somos capazes de tanta coisa fantástica e construtiva. Mas também somos capazes de destruir o próprio meio em que vivemos. Eu choro. A Amy Lee canta "Good Enough". O vento lá fora. Eu, debaixo das cobertas, escrevendo. Terminei de ler "O Longo Dia das Bruxas", pela quinta vez. Repetições. A vida é uma repetição. Todos os dias são iguais aos outros. O amanhã será um reflexo do hoje, como hoje repete o que aconteceu ontem. Os dias passam, a vida passa. A história passa. Vivemos repetindo padrões. Somos ratinhos de laboratório, correndo sem sair do lugar, acreditando que vamos chegar. E nunca chega. Dá vontade de rir. Interpretamos a nossa vida. Acreditamos em romances de Sabrina e no horóscopo da Contigo. "Same Mistake", de James Blunt no fone. O príncipe encantado virá, acreditam as Cinderelas, as Barbies. O carro novo virá e o meu time será campeão, acreditam os Sapos e os Ken's da vida. O amor existe, mas não como pensam os românticos. O amor é a maior força do universo. Homem e mulher são dois polos, dois entes transformadores e criadores, extremamente complexos. Mas nós nos distraímos com os brinquedinhos pelo caminho, petecas, espelhos, vaidade, luxo, vaidade, orgulho, luxúria, ira, preguiça e todos os sete. Imitamos a novela das oito, vivemos o Big Brother da vida. Falamos de pessoas, não debatemos idéias. Uns querem ser reis, outros ditadores. Outros, são bobos. Todos poderiam ser honrados. Não consertamos o que está fora do eixo. Falta amor à humanidade. Rosas não nascem em solo pedregoso. Amor não nasce em corações infecundos. Sou um vil gusano. O ser humano é complexo. É preciso destruir para reconstruir. "Conhece a ti e conhecerás o universo". O universo inteiro dentro de nós, atômicamente escondido em nossas células, todo o mistério da criação, os chacras, as nove dimensões, a centelha divina, o absoluto, o infinito, o inominável, o abominável. O ying e yang. Incrível. Perdemos tempo com tanta coisa, nos distraímos com as pontes da vida. "A vida é uma ponte. Deveis passar por ela, mas não vos instaleis nela". E ninguém entendeu. Ninguém nunca entende. E o drama se repete. De nada adianta. Shakira canta "Octavo dia"...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

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Meu findi (para usar uma palavra da hora) foi tranquilo, nada demais. Na sexta-feira, estive dando umas aulas de Photoshop para o meu amigo Chico. O que foi algo bastante difícil. Apesar de conhecer relativamente bem o programa de edição de imagens, não sei passar as informações. Ou seja, sou péssimo professor. Para compensar, o Chico é péssimo aluno (é muito teimoso). Acabo perdendo a paciência comigo e com ele. Mas vamos seguir com as aulas, pois devagar se vai ao longe e se trata do meu melhor amigo.
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No sábado, estive visitando a casa nova do meu amigo João Lemes. Agora, ele é morador oficial do bairro Zamperetti e está morando em sua casa própria, tendo realizado um sonho. É o resultado de muitos anos de trabalho e ele realmente fez por merecer o conforto que hoje desfruta. Tivemos uma conversa muito boa, regada à chimarrão e bolo frito. Pela manhã, o João me ligou contando de um sonho que ele teve, de que eu teria juntado meus cacarecos e ido embora de Santiago, e embora do país. Como falei com ele, um sonho improvável, pois jamais iria embora de Santiago, que é a minha cidade do coração. Mas enfim, enquanto conversávamos o João me deu alguns conselhos, que absorvi com o coração.Lá pelas tantas, eu me surpreendi com uma frase dele, dizendo que a gente deve tomar cuidado em fazer críticas, procurando ser mais justo possível. Que muitas vezes, a gente pode fazer uma crítica mais contundente até em função de ter algum rancor ou nos falte alguma coisa. Que, com o passar do tempo e a medida em que a gente vai conquistando algumas coisas, até a forma de criticar se torna mais elegante e, afinal, mais eficiente. Que não é preciso fazer uma crítica pesada para se fazer compreender. Que é preciso diplomacia, assim, se consegue elaborar uma crítica mais assimilável. Foi uma boa análise por parte do meu amigo e, sinceramente, me senti orgulhoso em compartilhar desse ensinamento. Realmente, o tomei para mim e fiz a mea-culpa até em função de críticas que eu próprio andei destilando aqui, nesse blog. Afinal, não quero fazer deste espaço virtual um Diário de Guerra e, sim, um blog pessoal, nada mais que isso. Portanto, cada vez que escrever qualquer coisa, trarei à mente as palavras de meu amigo, de meu editor.
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Gostei muito, muito da coluna escrita pelo desembargador Ruy Gessinger na última edição do Expresso, onde ele abordou sobre a necessidade que as pessoas tem de fazerem uso do álcool em seu cotidiano. Ele lembrou que o Brasil deu exemplo de civilidade para o resto do mundo ao implantar o voto eletrônico. Retorno a esse assunto mais tarde.
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Recebi dois e-mails. Um da Cíntia e outro da professora Ana Leal. Uma vai assistir ao filme "Batman, o Cavaleiro das Trevas". A outra já assistiu e me disse que é bárbaro. Só sei que o filme lucrou horrores em seu primeiro final de semana e as críticas o aplaudem como o melhor filme do ano, com destaque especial para Heath Leadger. Ainda não estreou em Santa Maria e temo que isso não aconteça. Eu e toda a minha turma estamos loucos para ver.
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Volto mais tarde.
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Frases...

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"A gente sempre destrói aquilo que mais ama. Em campo aberto ou em uma emboscada. Alguns com a leveza do carinho, outros com a dureza da palavra. Os covardes destroem com um beijo, os valentes com uma espada."
Oscar Wilde

"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer"
Bob Marley

"Eu aprendi que para se crescer como pessoa e preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu."
William Shakespeare

"O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo."
Nietzsche

"A distância permite Saudade,Mas nunca o esquecimento,por mais longe que você esteja,sempre estará no meu pensamento."
Tailison

"Tempo é aquilo que o homem está sempre tentando matar, mas que no fim acaba matando-o."
Herbert Spencer

"O homem não é nada mais do que aquilo que faz a si próprio. "
Jean-Paul Sartre

"A nossa vaidade gostaria que o que fazemos melhor fosse considerado como aquilo que mais nos custa. Para explicar a origem de certas morais."
Friedrich Nietzsche

"O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe . São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença... "
Érico Veríssimo

"Por mais imbecil que você seja, sempre haverá um imbecil maior para achar que você não o é."
Millôr Fernandes

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A Máscara

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"O senhor, porém, lhe disse: ' Portanto, quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança.' E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse."

Bíblia, Gênesis 4:15


Primeiramente, respondendo sua pergunta: Sim, para a sua felicidade ou infelicidade, vampiros existem. Realmente existe muita literatura certa sobre o fato! Desde que a Igreja católica descobriu a existência de seres sobrenaturais, (salientando que o significado de sobrenaturais é nada mais que algo fora do natural), rotulou-os como sendo criaturas do Diabo, oriundas do inferno, ou que quer que seja, assim como existem humanos que matam e estupram até crianças por mero prazer, traem a própria mãe por dinheiro, e nesse caso, são até mais perigosos do que nós.


Sim! Nós bebemos do sangue dos que ainda respiram e o sangue humano é a substância mais sublime que nós podemos saborear, ela satisfaz a nossa fome como a fome dos humanos, mas além disso, nos fornece uma incrível sensação de coito, como num ato sexual, só que muito mais prazerosa do que isso. Não me lembro de ter tido qualquer ato sexual mais extasiante que minha pior refeição. Também não creio que qualquer outro que não de nossa espécie o tenha feito. Precisamos do sangue freqüentemente para o nosso sustento. Pode parecer cruel para vocês mortais, e pareceria cruel para mim mesmo se ainda fosse um mortal, só que não podem nos culpar por isso. Somos uma espécie que luta para viver. Caçamos nossas presas assim como vocês matam bovinos, suínos e outros animais menos inteligentes para os mesmos fins. E vocês são ainda piores, sem queres ofender, porque matam também por esporte. Caçam animais em extinção para obter partes de seus corpos apenas por dinheiro. Somos seus predadores assim como um tigre é predador de uma lebre. Então não podem achar justo querer nos matar porque praticamos o único ato que nos mantém vivos. Mas ainda assim, os que tomam conhecimento de nossa existência, o fazem.


As Bestas?
Não somos bestas assassinas como as que você provavelmente viu num daqueles filmes nojentos de terror. Não perambulamos maltrapilhos pelas ruas, rosnando e gemendo, à procura do sangue. Depois da transformação, é sabido que nos afastamos completamente de nossos antigos hábitos porque seria deveras evidente para um familiar ou conhecido nos identificar como um novo ser. A transformação muda muito nossa aparência e nossa necessidade. Nós temos uma facilidade de conseguir empregos noturnos e bem remunerados, porque existe uma infra-estrutura vampira, alheia aos mortais, que garante o nosso bem estar. Podemos estar entre vocês e mesmo assim nunca saberão que o seu patrão, o diretor da sua escola, aquele vigia noturno ou mesmo o bispo de sua igreja na verdade é um vampiro imortal, que como qualquer outro, dedica parte de sua noite à caça ao sangue. Em geral somos vaidosos, porque procuramos ocultar ao máximo nossa aparência. A maquiagem é necessária se quisermos ter uma pele mais rosada. As roupas longas também escondem partes de nosso corpo, até mesmo quando num país tropical. E existe um antigo lema entre os vampiros que diz: “Devemos ser fortes, bonitos, e sem arrependimento.”


O interior
Talvez esta seja a característica mais marcante, infelizmente, na vida de um vampiro: Todos nós temos nossos instintos, mortais e imortais. Homens humanos constantemente sofrem de uma ereção do pênis simplesmente ao ver uma fêmea da mesma espécie, ao mesmo tempo que uma mulher perde toda a sua racionalidade ao ser tocada em seus pontos heterogêneos. Tudo isso para assegurar a propagação da espécie. Da mesma forma, existe um instinto, mil vezes mais forte, que nos induz a desejar o sangue. É como uma consciência interior, que nos avisa de que o alimento é o sangue, e dele devemos beber. É extremamente difícil ser controlado, visto que como qualquer instinto, toma conta de nossos pensamentos e anestesia o que chamamos de racionalidade, até que a fome esteja saciada. A parte mais cruel é que, se estivermos muito famintos, podemos atacar um ente querido, um amigo, alguém que esteja do nosso lado. Podemos até cometer canibalismo contra outros vampiros. Entenda que por mais conscientes que somos, os mortais não passam de ossos de cálcio envoltos por uma carne macia regada ao líquido que nos seduz. Verdadeiros petiscos. Todos vocês são lindos. Da mais carismática criança ate o mendigo mais sugismundo, vocês são criaturas lindas para nós. Desta forma, com este instinto que ao mesmo tempo assegura nossa sobrevivência nos pondo num estado inconscientemente predatório, também nos põe num estado posterior de remorso e depressão. Imagine você mortal o que seria se acordasse de um transe sonâmbulo e descobrisse que durante o sono matou toda a sua família? Tente imaginar a situação. Como se sentiria? Ao mesmo tempo que o vampirismo é uma glória que nos torna seres híbridos, também é uma maldição que nos condena ao sofrimento eterno.


Imortalidade
Nem todos possuem a energia para a imortalidade. Nem todo o vampiro consegue viver para sempre como um assassino. Se já leu ou viu Interview With The Vampire (Entrevista com o Vampiro), vai entender isso pelos olhos do Vampiro Louis. Muitos de nós somos como ele. E mais ainda. Assim como não podemos viver sem sangue, não podemos viver muito tempo sem um companheiro vampiro. O instinto interior que nos acompanha desde a Transformação nos faz nos apaixonar com muita facilidade. E logo encontremos alguém com quem desejamos estar para sempre, alguém que não queremos ver ser tragado pelo tempo, pela velhice, e pela morte, tornando-o um como nós.

Não podemos viver entre os mortais. Não podemos nos aproximar muito daqueles que têm o privilégio de envelhecer. De morrer. De nascer de novo para uma nova vida. Imagine você se fosse um de nós. Um mortal. Alguém para quem o tempo nada significa além de algo que passa, leva o que era velho e traz o novo para mais perto. E você fica. Intacto. Você provavelmente, em alguma ocasião, irá se apaixonar por alguém. Entenda que nossa paixão não significa a união de dois seres como num casamento. Não representa sexo. Pode ser alguém que se tornou seu melhor amigo. Uma senhora que lembra sua mãe em vida. Um velho sábio. Alguém que nasceu com um dom que te encanta, ou mesmo uma musa, uma mulher, que consideras como sendo sua alma gêmea. Você deixaria essa pessoa viva? Deixaria que o tempo a levasse, que esculpisse rugas em seu corpo e enfraquecesse sua vitalidade até que numa iminente ocasião, não seja mais nada além de pó? Deixaria que a imortalidade o privasse de ficar com essa pessoa para sempre? Eu duvido muito. Não conheço muitas exceções. Certamente presentearia o seu amor com o Dom Negro. Com O Presente Das Trevas. Com A Maldição. E assim, consuma-se a transformação. Agora você, como a maioria de nós, tem alguém a quem amar. A quem dividir sua eternidade. Isso as vezes alivia a dor de nunca morrer.


Destruição
Somos praticamente imortais. O tempo não nos afeta. A velhice não nos alcança. Um tiro pode nos perfurar ao meio, e isso dói tanto quanto em vocês, mas a bala é expelida e a regeneração não demora mais do que alguns segundos. Um .38, por exemplo, cicatriza em menos de 10 segundos, enquanto um .457 leva um pouco mais de tempo. Mas isto é relativamente irrelevante. Podemos cair de uma aeronave, e ter nossos corpos esmagados e os membros separados pelo impacto, e isso seria horrivelmente doloroso, mas nosso corpo levara poucos minutos para se reformar novamente, igual a como estava antes da fatalidade.

Não?!?!?!?!!!! Não somos Deuses e podemos ter a morte final, existem algumas coisas que podem destruir um vampiro. Uma fogueira extrema, como a de uma fornalha ou de um crematório, podemos ser mortos se todo o nosso sangue for sugado por um de nossa espécie em específico, pressão de águas profundas, certas doenças vampíricas, a decapitação de nossas cabeças e a mais terrível de todas, o sol. Ninguém ainda descobriu que energia existe em seu vento solar, inofensiva aos vivos, que tanto nos afeta. Alguns poucos segundos expostos à sua luz celestial e cada célula de nosso cadavérico corpo entra em combustão espontânea, e morremos em menos de um minuto, como se fôssemos atirados a mais quente fornalha. Quando um vampiro é destruído, sobra apenas o que seria de seu corpo se não fosse conservado pela vampirização. Um vampiro criado a 24 horas se tornaria um cadáver normal. Um de 24 anos seria apenas um esqueleto enquanto aquele de 24 séculos, imagino eu, não seria nada além de pó. Como vimos não somos Deuses, apenas gastamos p sangue que adquirimos para nos regenerar.


O refúgio dos imortais
É evidente que nós nos escondemos muito bem de vocês. Ou você poderia acreditar no que eu estou dizendo, e nossas pós-vidas se tornariam um inferno ainda maior do que já é. Sim. Nós somos mais fortes fisicamente e sobrenaturalmente. Também somos mais inteligentes, visto que a inteligência só tende a aumentar com o passar das eras. E também a maturidade. Assim como muitos, posso matar um mortal apenas com um olhar, e faço uso disso quando desejo me alimentar, ou mesmo me livrar de uma testemunha. Mas vocês são muito perigosos para nós, em vista de sua maioria numérica. Existe cerca de dez mil mortais humanos para cada membro de nossa classe. Se o conhecimento de predadores humanos chegasse aos ouvidos das autoridades, ou mesmo de fanáticos religiosos, como aconteceu a alguns séculos atrás na Santa Inquisição, nossa espécie estaria em extinção. Por esse motivo, nós temos muitas precauções quanto a vocês.


Nossa Aparência
Por um acaso já viu um cadáver? Depois de algumas horas, ele se torna pálido, devido a parada da corrente sangüínea. Seu corpo, apesar de duro, fica muito elástico, por causa da inércia dos músculos, as veias e artérias se tornam evidentemente azuladas, devido ao desaparecimento do sangue. Todas essas características também se adequam a nós. Se nos visse nus, sem absolutamente nada ocultando nossa mórbida aparência, indubitavelmente que perceberia como somos diferentes. É por isso que nos preocupamos muito em tomar certas providências. Existe no mercado de cosméticos, coloração de pele praticamente perfeitas, muito mais eficientes do que ‘pó de arroz muito usado na Idade Média. Uma infinidade de produtos que fixam-se facilmente à pele e escondem nossas veias. Procuramos não abusar muito, porque por mais perfeita que seja a maquiagem, um exagero poderia levantar suspeitas. Uma tintura branca, usada para pessoas que sofrem de descoloração da epiderme (vitiligo), já é bastante suficiente. É. A nossa pele ainda assim permanece pálida. Mas isso também é comum entre os mortais. Procuramos usar roupas compridas. Mesmo com nossos corpos praticamente mortos, as unhas e os cabelos não param de crescer, e por isso, aqueles que proveram de humanos machos, ainda permanecem com pêlos nos membros e tórax. Nessas regiões, é difícil usar maquiagem sem que a mesma se fixe também no pêlo. Por isso, temos que cobrir a maior parte do corpo. Dos que proveram de humanos fêmeas, costuma-se depilar todo corpo e mão existe tal necessidade. Como não transpiramos, isto não significa problema algum para nós. A noite também é uma grande aliada. Sabemos que os mortais têm uma certa deficiência visual quando em ambientes de baixa iluminação. Apenas procuramos caminhar pelo lado mais escuro da rua. A cabeça baixa também ajuda.


Sarcófagos
Quando o sol se encontra acima de nossas cabeças, ninguém nunca pode explicar porquê, atingimos um estado de incontrolável sonolência. É extremamente difícil nos movermos durante o dia ou a tarde, e por isso, temos que ter bastante cuidado ao escolhermos um lugar para dormir. É preferível um porão. Um lugar embaixo da terra, onde não exista risco de que num acidente qualquer os raios de sol venham a penetrar no aposento. Alguns apenas cobrem suas janelas com algo que impeça a passagem da luz. Os mais antigos ainda dormem em caixões, ataúdes ou sarcófagos. Os mais jovens não se separam do confortável espaço de uma cama. De uma forma ou de outra, o importante é que, de maneira alguma, o vento solar toque nessa pele, que provavelmente entraria em combustão espontânea. Com o passar do tempo, um vampiro aprende que NUNCA, JAMAIS, SE DEVE CONFIAR EM NINGUÉM. Nem mesmo em seu melhor amigo. Ninguém pode saber onde um vampiro passa seus dias. Os que sabem, como visinhos e pessoas que o vêem entrar em sua casa, não devem o conhecer. Nunca nos aproximamos de nossos visinhos porque costumam ser bastante curiosos. Deve haver apenas uma única cópia da chave do refúgio, e ela deve ficar com o seu dono, porque é a única garantia de que tudo estará lá quando necessário. E sua segurança deve ser extrema. Trancas poderosas provam-se úteis nos momentos mais inesperados. E muito comum também é o uso de trancas inteligentes, como as antigas alavancas de estante ou as modernas trancas de senha, que apenas o proprietário sabe como abrir.


Nossa Sociedade
Como os mortais, precisamos interagir com o mundo. Temos que sair todos os dias para trabalhar, nos alimentar, nos divertir. Enfim. Durante grande parte de nossa pós-vida, entramos em contato com mortais. É o seu empregado, advogado, contador, professor, colegas de bar, além daqueles que você nem mesmo conhece, mas é obrigado a dialogar como caixas, vendedores, oficiais, etc... E para isso, a parte mais difícil de nossa máscara, há uma grande sociedade que provê uma infra-estrutura que garante o nosso lugar na sociedade de vocês. Grande parte de nós, os mais velhos principalmente, conseguimos juntar uma considerável soma em dinheiro desde os tempos mais antigos. Esse dinheiro está hoje sendo investido em todas as bolsas de valores do mundo, e assim garante o sustento de um grupo seleto de imortais no qual eu também me incluo. Algumas vezes, precisamos entrar em torpor. Dormir durante décadas ou até séculos. Por esse motivo, costumamos usar as imortais contas da Suíça, criadas especialmente para nós, que não podemos nos identificar, pois mudamos de identidade de tempos em tempos. Outros preferem roubar daqueles que se alimentam. Eu faço isso geralmente para confundir as autoridades e fazer com que pensem que a vítima foi assaltada. E isso somente quando mato, porque não se deve matar toda vez em que se alimenta. Mas certamente, o dinheiro que eu recolho dos corpos de minhas refeições não pagam nem a minha conta de telefone. Mas também existem aqueles que trabalham, e outros, como eu, que freqüentam a faculdade, um curso, ou uma escola. Para nós, é fácil conseguir empregos noturnos. Se desejamos cursar algo e não existem cursos disponíveis em horários noturnos, fazemos com que sejam. Temos as proteções dos poderes Político, Legislativo e Judiciário porque de certa forma, dominamos o mundo e controlamos toda a política mundial. Alguns países que não desejo mencionar, têm vampiros sentados na cadeira da presidência.

A Jyhad (A Guerra)
Assim como no nosso mundo, não existe apenas uma visão do certo e o que deve ser feito, por causa disso quando foi criada a Camarilla outro grupo também iniciou sua própria organização, o Sabbat. Eles tem outra visão do mundo, enquanto a Camarilla se baseia em moldes sociais próximos ao nosso, o Sabbat assume sua natureza e percebe que são diferentes e muitos crêem serem tão superiores aos mortais que os ignoram e os tratam como gados, usando-os ao bel prazer como apenas alguém que nos alimenta. Se eles estão certos ou errados não podemos dizer, é apenas outra forma de visão do mundo. Com tudo isso eles disputam lugar no mundo com a Camarilla ferozmente, gerando graves conflitos que geralmente leva a violência e a destruição de muitos.


O "Abraço"
O abraço é o processo através do qual um novo vampiro é criado. Ele raramente é dado à toa; afinal, mais um predador significa mais competição por recursos. Alguns vampiros Abraçam em busca de companheirismo, outro para ter conspiradores ou bodes expiatórios para suas maquinações, outros para "devolver" algo à sociedade dos Membros. Crias em potencial podem ser observadas por semanas, meses, ou anos, sem nunca saber que estão sendo cogitados para imortalidade. Para Abraçar um novo vampiro, o senhor drena o sangue de sua vítima escolhida, como quando se alimenta. No entanto, quando a vítima tiver sido drenada até o ponto da morte, o senhor coloca uma pequena porção de seu sangue vampírico na boca da vítima. Mesmo uma ou duas gotas de sangue podem concluir o processo. O Abraço pode até ser oferecido a um mortal que já tenha falecido, desde que o corpo ainda esteja quente. Durante o Abraço, o corpo se modifica, descartando as imperfeições presentes em todo mortal e tornado-se mais belo, ainda que com a graça de um predador. A nova cria desperta novamente, mas seu coração não bate e nem seu sangue circula. Ele agora é um dos mortos-vivos. Ele acorda sofrendo com uma fome terrível, seu primeiro contato com o monstro (ou a Besta) que também foi despertado dentro dele. Durante as próximas semanas, o jovem vampiro, geralmente sob a tutela de seu senhor, sofre uma série de sutis (e outras não tão sutis) transformações. Ele aprende a usar os poderes concedidos pelo sangue, como grande velocidade e compreensão de animais, descobre a Fome endurecedora dentro dele e como refreá-la. Ele aprende a caçar, o que é muitas vezes um problema, já que a necessidade o força a ser um predador de sua própria espécie. Ele também aprende que o Abraço realmente transforma os vampiros em mortos-vivos. Emoções sutis e nobres são típicas dos mortais, e ele pode descobrir que não é mais capaz de sentir prazer de verdade, alegria ou amor, a não ser em suas memórias. É este o último fator que muitos jovens Membros não conseguem suportar durante suas primeiras semanas. Alguns optam por receber o sol da manhã, em vez de antecipar anos de conforto frio. Para aqueles vampiros que sobreviverem às primeiras noites, um mundo muito maior os aguarda.


Gerações
Como criaturas que são (para todos os efeitos) imortais, a idade carrega um grande peso entre os Membros. Mais importante, a geração de um Membro pode marca-lo como um jovem ou um ancião. Em algumas seitas, idades e gerações podem ser as maiores barreiras contra avanços de qualquer espécie. Esse é um caso que se pode realmente dizer que menos vale mais. De acordo com a história dos Membros mais aceita, os vampiros descendem de Caim, aquele de fama bíblica que matou seu irmão Abel e foi subseqüentemente banido para as terras de Nod por Deus. Dizem que o vampirismo de Caim foi uma maldição de Deus como punição por seu crime. Caim gerou três crias, que geraram suas próprias crias, e assim por diante, até as noites modernas.


† Segunda Geração - Diretamente gerados por Caim, pouco se sabe sobre esses três. Acredita-se que eles morreram pelas mãos de suas crias ou durante o Grande Dilúvio.

† Terceira Geração - Estes vampiros são conhecidos como os Antediluvianos, assim chamados por serem anteriores ao Dilúvio, e dizem que deles que os clãs descendem. Todo clã teve um fundador Antediluviano em algum momento, e muitos acreditam que eles repousam através das eras em topor. Eles são os verdadeiros jogadores da Jyhad, aqueles que movem os peões em ponto e contraponto, como tem feito nos últimos séculos. Os Antediluvianos são considerados praticamente divinos no escopo de suas habilidades, e todos os vampiros temem seu toque sobre as não-vidas dos demais, pois ninguém escapa ileso.

† Quarta e Quinta Gerações - Chamados de Matusaléns, esse vampiros existem há milênios e são quase tão poderosos quanto os Antediluvianos. Eles se envolvem na jyhad por trás de Membros menores, fora do alcance da visão, já que seu potente sangue os torna um dos alvos preferidos dos diableristas. Dizem que os mais influentes membros da Camarilla e o regente e os príncipes do sabá são Matusaléns.

† Sexta, Sétima e Oitava Gerações - membros dessas gerações tipicamente considerados anciões. Eles são os jogadores mais visíveis da jyhad, muitos príncipes, primogênitos e justiçares tendem a vir de suas fileiras. A maioria dos anciões considera inconcebível o fato de poderem estar sendo manipulados na Jyhad, ainda que eles muitas vezes o estejam sem saber.

† Nona e Décima Gerações - Os ancillae andam por um caminho perigoso: apesar de velhos e experientes demais para serem neófitos, eles são muitas vezes considerados inexperientes e fracos demais para se manterem entre os anciões. Muitos preferem conhecer a noite em seus próprios termos, e os de gerações mais antigas estão geralmente entretidos com outras preocupações para fazer muito em relação a isso. Como adolescentes mortais, os ancillae estão privando um pouco do poder e da influência que poderão em breve possuir.

† Décima Primeira, Décima Segunda e Décima Terceira Gerações - Neófitos e jovens ancillae vêm dessas gerações. A maior parte é relativamente nova no vampirismo e, apesar de mais poderosos que os mortais de onde vêm, eles são como insetos entre as gerações mais antigas. Inexperientes e muitas vezes embriagados com seu novo poder, alguns cometem excessos.

† Décima Quarta e Décima Quinta Gerações - Estes Membros são tão afastados de Caim que seu sangue tornou-se fraco e a maldição não se manifesta com tanta força neles. Dizem que alguns são capazes de suportar a luz do sol ou ingerir comida, apesar de raramente poderem gerar crias. Membros mais antigos temem essa juventude moderna, pois o Livro de Nod afirma que aqueles com sangue fraco anunciarão a chegada da Gehenna.




A Inquisição
É fato que a Igreja Católica Romana descobriu a existência da Família durante os anos da Inquisição. Instituída em 1229, a Inquisição dedicava-se à supressão de diversas heresias que se espalhavam pela Europa. Parcialmente em resposta à ascensão da seita dos Cátaros no sul da França e no nordeste da Itália, o Papa Inocêncio IV aprovou em 1252 o uso da tortura. Contam-se histórias de que as crenças dos Cátaros eram apoiadas por muitos Membros no sul da França, e que alguns deles caíram nas mãos da Inquisição quando seus confrades foram forçados a confessar suas heresias. Caso tenha acontecido assim, isso explicaria a escalada rápida das práticas tirânicas de certos líderes da Inquisição. Talvez eles tenham visto, com seus próprios olhos, provas do mal encarnado no mundo. Qualquer que seja a verdade por trás desses eventos durante o século XIII, todos os indícios levam a crer que certas facções dentro da Igreja permanecem cientes da existência dos vampiros. Cientes e preocupadas. Na verdade, a Inquisição continua existindo, ainda que numa forma diferente e com outro nome. Hoje a Inquisição é uma organização de eruditos e pesquisadores do oculto, assim como a patrocinadora dos maiores caçadores de vampiros. Embora originalmente fosse apenas um comitê para investigar heresias, tornou-se uma organização implacável devotada à eliminação e à tortura de indesejáveis, tradição a que não renunciou inteiramente. Embora a Inquisição não seja mais sustentada ou apoiada pela Igreja, a maior parte de seus membros pertence à Igreja Católica. Apesar de terem adotado um novo nome, Sociedade de Leopoldold, e dizerem estar interessados apenas em pesquisa, são proeminentes entre os caçadores de bruxas. Conhecem as melhores formas para imobilizar e matar vampiros, e mantém a maior parte dos antigos arquivos. Porém, eles ainda não conhecem muito sobre a Família atual. Concentram seus estudos nos velhos arquivos e em especulações intermináveis, e ocasionalmente embarcam em caçadas e realizam julgamentos. Raramente matam os suspeitos, pelo menos não imediatamente, têm o hábito de promover julgamentos minuciosos. Seu objetivo final é livrar o mundo do sobrenatural. O Círculo Interno da Camarilla decretou que os Membros não devem se intrometer nas atividades da Sociedade de Leopoldo. Ela deve ser ignorada e evitada a qualquer custo melhor não lhes dar nada para estudar do que oferecer ao mundo inteiro alguma coisa com a qual se preocupar. É bem mais fácil lidar com um grupo de fanáticos que com um bando de mártires. A Inquisição conservou grande parte de sua antiga reputação, sendo respeitada e temida em toda parte. Apenas os mais ingênuos acreditam que os propósitos e práticas da Inquisição mudaram; os mais velhos, especialmente aqueles que viveram durante o primeiro período da perseguição, sabem com o que estão lidando. Muitos anarquistas aproveitam toda e qualquer oportunidade para atormentar, iludir e embaraçar integrantes da Inquisição, a despeito dos decretos baixados pelo Círculo Interno. Contudo, os membros da Sociedade de Leopoldo possuem várias proteções contra vampiros. Eles estão aprendendo a usar objetos sagrados para se protegerem dos poderes vampíricos. Além disso, contam com a colaboração de diversos grupos quando iniciam uma imcaça às bruxas. Entre os membros mais influentes da Sociedade estão os Dominicanos, que supervisionaram parcialmente a primeira Inquisição. Muitos Membros temem a participação dessa Ordem, esquecendo as circunstâncias e o clima que conduziram à Inquisição. Também esquecem o fato de que São Tomás de Aquino, o renomado filósofo e teólogo foi um Dominicano durante aquele período. Os interesses exatos dos Dominicanos permanecem obscuros até hoje. Também existem relatos de um grupo dissidente radical dentro da Sociedade de Jesus, os Jesuítas, que estão no meio de uma controvérsia com o Santo Ofício. Persistem rumores de que isto possa ter alguma relação com a destruição de alguns Membros há cinco anos na Argélia. Acredita-se que o responsável tenha sido um ex-irmão jesuíta de nome Sullivan Dane. Dane pode ter conseguido usar o incidente na Argélia como uma prova para alguns de seus ex-confrades jesuítas de que a ameaça da Família é real, não um produto de sua imaginação. Ele e alguns de seus confrades têm divergências com seus superiores e com o Santo Ofício a respeito desse assunto.




Diablerie
A esta altura, se meus esforços tiverem igualado o meu intento, estará claro para ti que a sociedade da Família é tão variada quanto a dos vivos. Temos nossos príncipes e nossos mendigos, nossos sonhadores e nossos homens de ação, nossos heróis e nossos criminosos, nossos idealistas e nossos pervertidos. O assunto que vou expor agora é pouco mais que especulação, mas cada vez mais estou inclinado a acreditar nos rumores. Disse-te que o sangue do senhor confere poder ao sangue da Caça, de modo que o corpo é sustentado em sua não-vida. Segundo os boatos, o sangue do senhor perderia seu poder com o passar dos séculos e milênios, o que obrigaria a um vampiro excepcionalmente velho beber sangue de membros da Família para sobreviver. Ainda que, cadáveres, sejamos poupados da decomposição, o tempo exige seu preço. O Sangue não é absolutamente imortal. Um vampiro jovem das primeiras gerações é capaz de subsistir do sangue de animais, mas à medida que os séculos passam - ou que o sangue afina com a transmissão - o sangue de animais, e em seguida o dos humanos mortais, perde sua capacidade de sustentação. Dizem que os Antediluvianos caçam os Membros da mesma forma como caçamos os mortais, e não existe fim para as histórias de sua devassidão. Cada vez mais, porém, espalham-se rumores de Membros jovens fazendo o mesmo. A razão para isto não é clara. Talvez as gerações mais jovens portem tão pouco do Sangue, que ele lhes sirva apenas durante alguns séculos, ou talvez os jovens busquem os poderes dos Antediluvianos imitando seus hábitos. Já refleti demoradamente se isso seria a causa da guerra entre os de minha espécie - a Jyhad que dura há tanto tempo. Os Antediluvianos escondem-se porque temem ser mortos por aqueles que buscam seu sangue e consequentemente seu poder. Os Anciões condenam os anarquistas porque temem ser devorados por eles. Os anarquistas temem a todos que sejam mais velhos que eles porque sabem que constituem a caça de um predador terrível. O conflito entre os de minha espécie é uma guerra horripilante e canibal. Mencionei anteriormente que a Jura é realizada ao se beber do sangue de outro vampiro (normalmente o de um senhor ou príncipe). É sabido que beber o sangue de sua própria Vítima não gera esse vínculo, e parece também que os antediluvianos - e aqueles outros que habitualmente caçam os de sua própria espécie - estão aptos a fazer isso sem criar qualquer tipo de vínculo ou obrigação. Este fato, mais que qualquer outro, torna a Diablerie (como veio a ser conhecida) uma coisa chocante e pervertida para a Família, e o vampiro que seja identificado como Devasso pode ser eliminado por qualquer vampiro que o descubra. Ele deve caçar com cautela, uma vez que pratica o jogo mais perigoso do mundo. Com toda sinceridade, duvido que alguém considere a nossa existência muito divertida. Os anciões, desnecessário dizer, negam completamente esses rumores. Admitir tais coisas incitaria uma revolução tão terrível quanto o levante da Quarta Geração. Ainda assim existem evidências que podem ser encontradas pelos mais persistentes, embora os antediluvianos cubram seus rastros com extrema cautela.



Inconnu
"Inconnu" é o termo usado para descrever os vampiros que se afastaram dos outros de sua espécie. Trata-se mais de uma classificação que de uma seita. Os Inconnu são frios, poderosos e, como tal, nutrem pouco desejo pela companhia de seus iguais. Preferem viver nas florestas entre os animais notívagos e dormir sob o solo durante o dia. ( Não se sabe como conseguem manter-se em paz com os metamorfos que governam as áreas selvagens.) Certos Inconnu ainda vivem dentro das cidades, e talvez até mesmo se interessem pela Jyhad, mas segundo as leis de sua seita não podem se envolver nela. Alguns freqüentam as reuniões do Conclave da Camarilla, causando estupefação entre os outros Membros. Os Inconnu, como todos os Membros da Família, são sempre convidados aos Conclaves. A maioria dos Inconnu alcançou uma idade tão avançada que dorme durante meses ou anos antes de acordar. Assemelham-se aos Antediluvianos no aspecto de já não pertencerem completamente ao este mundo, tendo evoluído à margem dele. A maioria possui milhares de anos de idade e são os vampiros mais poderosos que um Membro poderia vir a encontrar. Muitos Inconnu são Membros das quarta e quinta gerações que estiveram em algum momento envolvidos na Jyhad. Conquistaram suas posições na hierarquia pelo poder conferido pela idade ou devorando seus próprios anciões. Passaram a se esconder por medo das ameaças à sua existência e por desgosto pelo mundo moderno. Acreditam que apenas segregando-se do mundo podem escapar do Jyhad. Apesar dos esforços da seita, alguns de seus Membros ainda envolvem-se com a Jyhad. Em geral o Inconnu pune os Membros de sua ordem que continuam a tomar parte na Jyhad ou a se envolver nos assuntos dos Membros inferiores. Esta é a sua única lei. Uma minoria apreciável dos Inconnu conseguiu atingir a Golconda. Isto pode explicar o descaso pela Jyhad e suas abordagens racionais a muitos problemas da Família. O Inconnu não permitirá a nenhum Membro que fira qualquer um de seus integrantes, a despeito do que esses integrantes tiverem feito. Todos os direitos de punição são reservados apenas aos próprios Inconnu, mas é muito difícil entrar em contato com eles para fazer uma petição para tal. Nesse aspecto, o Inconnu é uma seita enigmática e misteriosa. Sua organização e prioridades, se realmente pode-se dizer que as possuam, são absolutamente desconhecidas.



As Tradições
A Camarilla criou para seus seguidores seis normas ou leis conhecidas como As Seis Tradições, são elas resumidas:

Tradição da Máscara
A Primeira e mais importante das tradições: Qualquer membro que revelar a existência da família a um mortal, ou elimina o mortal ou a Camarilla elimina o mortal e o membro que se revelou a este mortal.

Tradição do Domínio
Cada território, tem seu Príncipe, a quem todos os membros da Camarilla devem respeito, pois ele é o governante da sociedade vampírica exercendo a lei da Camarilla, e fiscalizando a Máscara, qualquer membro de outro território deve pedir permissão ao Príncipe para permanecer e caçar em seu território. Caso essa permissão não seja pedida as penas variam de exílio a Morte.

Tradição da Progênie
Para obter mais controle sobre seus membros a Camrilla proíbe a procriação da espécie sem o conhecimento do Príncipe, caso essa permissão não seja pedida as penas variam de exílio a Morte.

Tradição da Responsabilidade
Ao criar um novo membro, seu mestre é responsável por ele até que se torne um Neófito. Enquanto for de responsabilidade do mestre, qualquer ato cometido pela criança da noite recairá sobre o mestre.

Tradição da Hospitalidade
Qualquer membro de outro território deve pedir permissão ao Príncipe do território para permanecer e caçar em seu território. Caso essa permissão não seja pedida as penas variam de exílio a Morte.

Tradição da Destruição
"Tu és proibido de destruir outro ser de sua espécie. O direito de destruição pertence apenas a teu ancião. Apenas os mais antigos entre vós tem autoridade para convocar a Caçada de Sangue."


...

Agora mortal, já sabes demais. Porém não me importa. O conhecimento que te dei nestas linhas mal escritas, é apenas um aviso, de que existe muito mais por trás do obscuro véu da noite do que bêbados e marginais. Você não se encontra mais no topo do sistema alimentar; e pode ser sugado a qualquer momento. Ou pior, pode se transformado num de nós, e obrigado a sugar todas as noites. Não penses que isto é tudo. Ainda há muito mais. Coisas que não interessa a você saber, coisas que poderiam revolucionar a sua forma de pensar. Coisas que nem eu mesmo sei. Eu espero que não saia matando o primeiro ser suspeito de pertencer à nossa espécie quando estiver na rua. Não irá conseguir e provavelmente estará cavando sua própria sepultura. Também não fique com medo de que um dia você venha a ser uma vítima de nossas presas. A morte pelo nosso Beijo geralmente é prazerosa para a vítima assim como para o vampiro, além de que muitas vezes o vampiro suga tão pouco que a vítima nem fica sabendo do ocorrido. Mas preste atenção para a verdade. A realidade é muito mais do que você imagina ser. A ciência ainda não explicou 1% do que realmente existe. Continue navegando. Aproveite a chance que lhe foi dada. Você acredita em sorte? Eu não. Prefiro acreditar em destino.

Vida longa a ti e à tua família

quarta-feira, 16 de julho de 2008

The Phanton Of the opera

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Cristine:
No sono, ele cantou a mim
Nos sonhos, ele veio
Aquela voz que me chama
E fala meu nome

E eu sonho novamente?
Agora eu acho que o fantasma da ópera está aqui
Dentro da minha mente

Fantasma:
Cante mais uma vez comigo
Nosso estranho dueto
Meu poder sobre você
Cresce ainda mais forte
E apesar de você se virar para mim
Para ver por trás
O fantasma da opera está aí
Dentro da sua cabeça

Cristine:
Aqueles que viram seu rosto
Recuaram com medo
Eu sou a máscara que você usa

Fantasma:
Sou eu que eles ouvem

Ambos:
Seu/meu espírito
e sua/minha voz
Em um só combinados
O fantasma da opera está aí
Dentro de minha/sua cabeça

Vozes:
Ele está aí
O fantasma da ópera
Tenha cuidado com
O fantasma da ópera

Fantasma:
Em todas as suas fantasias
Você sempre soube que aquele homem e mistério

Cristine:
Estavam ambos em você

Ambos:
E neste labirinto,
onde a noite é cega,
O fantasma da ópera está aí
Dentro de sua/minha cabeça

Fantasma:
Cante, meu anjo da música

Cristine:
Ele está lá
O fantasma da ópera
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Algo morreu em mim. Não sou mais quem eu era há cinco anos atrás. Não sou mais quem eu era há um ano atrás. Não sou mais quem eu era há um mês atrás. Nem mesmo quem eu era há uma semana atrás.
E, nesse momento, estou deixando de ser quem eu era há 10 minutos atrás. Mergulho na escuridão, na mais profunda escuridão, na mais perdida e complexa e inescapável escuridão. Não na escuridão da noite, mas nos abismos mais profundos de minha alma perdida e devorada por hárpias tenebrosas. Meu sangue se esvai pela ponta dos dedos e meu coração explodiu em pedaços mil.
Não sou mais quem eu era. Deixei de ser um anjo. Agora, sou o mais terrível dos demônios, capaz de vociferar as mais indizíveis blasfêmias e dilarecerar quaisquer esperanças de voltar à luz e, sequer, ingressar no inferno, impedido pelo cérbero à espreita.
Escrevo meus lamentos e uso meu sangue para escrever as minhas palavras abissais. Risco minhas unhas na calçada deixando a trilha de sangue e dor. A dor da morte, a dor da perda. A perda da inocência. O mergulho profundo na escuridão: algo morreu em mim.

Sensorium

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Não existe chance
Mas o caminho da vida não é
totalmente predestinado assim
E o tempo e a cronologia nos mostram
Como tudo deve ser
Nos meios de existência
Para encontrar o porque de estarmos aqui

Ser consciente é um tormento
O mais que aprendemos é o menos que temos
Toda resposta contém uma nova busca
Uma busca para a não existência,
uma jornada sem fim

Ninguém enxerga o todo
Focando-se em coisas tão pequenas
Mas o objetivo da vida é fazer com que tenha sentido
Apenas procurando por isto
Este que não existe
Apesar de nossa habilidade de relativar
permanecer obscura

Não tenho medo de morrer
Tenho medo de viver sem estar ciente disso

Tenho tanto medo que, não consigo agüentar para
Gastar toda minha energia em coisas
Que não importam mais

Nosso futuro já foi escrito por nós próprios
Mas nós não captamos o sentido
De nosso programado curso de vida
Nosso futuro já foi gasto por nós próprios
E nós apenas deixamos acontecer
E não nos preocupamos afinal

Nós apenas tememos o que vem
E cheira a morte todo dia
Procurando pelas respostas que estão no além

(Epica)

domingo, 13 de julho de 2008

No início da campanha política estive comprometido com a MUDANÇA...

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Nesta segunda-feira, reiniciando os trabalhos, não estarei em Santiago. Vou com o PC, meu colega, para São Francisco de Assis e depois Manoel Viana. Vamos lá para fazer nosso trabalho de reportagem nas cidades. Gosto muito de ir a São Chico, onde possuo vários amigos e tenho um bom entrosamento com os assisenses.
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Meu final de semana foi legal. A começar pelo sábado, quando os diversos partidos políticos e candidatos rumaram pelas ruas da cidade propagando suas campanhas. Eu, alheio a isso, estive comprometido com a MUDANÇA. No caso, a mudança do Chico.

Logo cedo tive que saltar da cama a ir ajudá-la a mudar da casa que dividia com sua irmã para morar na casa de seus pais. Não foi uma mudança difícil, afinal, o Chico não tinha muitos móveis para levar. A mudança fará bem para ele e, principalmente, para a Luana. Outro amigo que esteve de mudança no final de semana era o João Lemes, que finalmente conseguiu se mudar para a sua sonhada casa, no bairro Zamperetti. Só imagino a emoção da Suzana em dedicar todo o final de semana a curtir a nova casa.

No sábado, depois da mudança do Chico fui para a casa de meus pais. Quer dizer, pais adotivos, pois são na verdade meus avós. Eu cheguei lá e meu velho pai estava se preparando para pintar a parede da sala e o quarto de minha mãe. Disse para ele deixar aquilo de lado, tirei os tênis, pus uma bermuda e uma camiseta e passei a tarde inteira pintando, após ouvir os conselhos dele de como deveria fazer isso. Foram as primeiras paredes que já pintei na vida e, ouso dizer que ficaram muito bem pintadas. Inclusive o piso (o que me deu um trabalho danado para remover depois, pois joguei tinta por tudo, menos em cima do papelão que estava no chão para aparar a tinta...)

Com excessão da tinta que ficou grudada nas minhas mãos, dedos, braços e pernas. Por mais que eu lave, ainda encontro tinta no meu corpo. Eheheheh. Faz parte. Fiquei contente em ter feito esse pequeno serviço. Algo diferente para mim, que sou praticamente um nerd.

Engraçado, durante muitos anos fui bem "teatino", andei por todos os lados, viajei para tudo que foi lugar, procurando não ficar na casa de meus pais por causa das lembranças que ela me trazia.

(vou ser claro: por causa da Lidiane e das impressões dela que ficaram por lá. Minha mãe até hoje tem uma foto dela e minha no seu quarto, pois gostava dela como uma filha e a mimava muito. Apesar de ser um capítulo encerrado, eu nunca pedi para ela remover a foto, pois não acho que as coisas se resolvam dessa forma e cada um lida a seu modo com a dor, o amor ou a saudade que sente...).

No entanto, nos últimos tempos, não há lugar em que eu me sinta melhor do que na casa deles, dos meus velhos pais. Às vezes, fico vendo minhas antigas coleções de revistas em quadrinhos, todas lá intactas. (Lembro como ela odiava minhas revistas na época em que eu tirava nota baixa no colégio. Ameaçava queimar porque eu só lia e não estudava e aquilo não seria bom para o meu futuro...). Às vezes, converso com meu pai, só para estudar um pouco mais o seu pensamento e gravar em mim as suas palavras. É meio clichê dizer isso, mas ele é uma grande figura paterna para mim (o mais próximo que eu conheci de um herói...). Uma pessoa pobre, mas extremamente honrada. Alguém que traz tanta verdade nas coisas que diz e faz. O meu pai é realmente um exemplo digno. Sua simplicidade chega a ser complexa...

Às vezes, deito na cama de minha mãe e fico pensando o quanto é bom estar ali.. Às vezes, olho para ela, velhinha, toda preocupada comigo, que não é para eu andar na rua até tarde. Que é perigoso e que ela ouviu não sei o que no Jornal Falado e ela reza por mim. E eu ouço isso há anos. (E é tão bom poder continuar ouvindo...).

Outro dia, fiquei reparando na penteadeira que ela mantém no seu quarto e perguntei algo que nunca me ocorreu, de quantos anos teria aquele móvel, tão bem conservado. E ela me respondeu, fazendo os seus cálculos, que teria em torno de uns 150 anos. E que tinha sido de minha bisavó.

Às vezes, simplesmente fico conversando com ela para saber das minúcias do dia-a-dia, das coisas que eu nunca fico sabendo, de tão corriqueiras (mas tão cheias de encanto). Ela me conta pequenas coisas como que a Fofucha (uma gata branca linda, filha do meu falecido gato Frodo) está meio rechonchuda.
- Acho que essa sem-vergonha vai dar cria de novo.

Ela reclama. Mas adora gatinhos novos pela casa. Me conta que o pai salgou demais a comida não sei em que dia. Que se recolheu cedo na noite anterior por causa do frio. Que fazem dias que ela não vê o meu tio Máurio. Que a novela das oito está ficando boa. Que ela quer costurar uma cortina para o quarto. Que ela pretende trocar a pia da cozinha. Que...

Ela me fala tantas coisas que há alguns anos atrás, eu sequer daria ouvido. Entraria em casa para trocar o tênis e antes que ela pudesse perceber, dois minutos depois, eu já não estaria mais na casa. Fico até imaginando quantas vezes ela não deve ter falado qualquer coisa comigo, achando que eu ainda estava por ali e, na verdade, eu já estava quilômetros longe. No entanto, aquelas conversas, as idiossincrasias que eu tanto desdenhava, agora se tornaram o máximo para mim.

Não me importa ler o "Caçador de Pipas" só porque está na moda. Não me interessa conversar com algum figurão da política e ouví-lo falar tanta insignificância, dizendo que tem projetos para mudar a vida das pessoas. Poupe-me. Não venha me falar matematicamente de uma realidade que eu conheço de forma geográfica e histórica. É por isso que não acredito em porqueira de partido político, do qual pretendo me desfiliar essa semana ainda; de pouco me importam as campanhas elitistas. Não quero mais estar ao lado desses senhores e seus bigodes espessos, ar de seriedade, mas que só querem satisfazer suas vaidades pessoais e pouco se importam com a vida de quem seja menos favorecido, sequer ouviram a reinvindicação de algum, sequer sabem de seus sonhos e de suas expectativas.
Querem, sim, serem considerados importantes. Querem, sim, serem reverenciados e temidos. Mas eu não os temo. Mas, afinal, é como dizem, os incomodados que se retirem. E se eu estou incomodado, é por isso que irei me retirar. Já vou tarde!

Agora, ouvir a minha velha mãe falar sobre a necessidade de comprar uma agulha nova, porque ela perdeu a outra ou que o leiteiro esqueceu de lhe deixar leite naquele dia, é das conversas que mais me interessam nos próximos dias. Afinal, não há melhor lugar do que o nosso próprio lar. E nada melhor do que conviver com pessoas que falam a linguagem pura e simples da verdade.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Como prometi...a bomba!!!

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Depois de ter comentado que iria postar uma bomba no blog, pensei, repensei e pensei de novo. Será que eu estaria tomando a atitude certa em fazer esse comentário, essa revelação? A essa altura do campeonato??

Pois bem, não sou de recuar diante de algo assim. Portanto, cumpre o dever outrora anunciado de que iria tornar público a bomba que eu tinha em mãos e, confesso, mostrei para diversas pessoas que também se surpreenderam.

Porém, mais surpreso eu fiquei depois de receber tantas telefonemas e e-mails de pessoas querendo saber o que eu tinha para mostrar.

Cada ligação, me surpreendia ainda mais. Será que mais alguém já estaria sabendo do que eu tinha???

Recebi telefonemas de seis candidatos a vereador (um não era daqui). Um candidato a vice-prefeito. Um assessor. Três empresários. Uma dona-de-casa. Um assessor que trabalha na Assembléia Legislativa. Seis universitários. Nove estudantes. Dois jornalistas. Um presidente de partido. Um promotor. Teve alguém que disse que me daria um tiro. Teve outro que me ofereceu dinheiro.

Putzgrila. Foram tantas as ligações que fizeram repensar sobre o sentido de tudo isso??? Meu Deus, onde vamos parar?????

De qualquer forma, foram dezenas e dezenas de acessos, como pode ser verificado no contador. Portanto, vou terminar com essa espera.
Quem quiser e saber sobre a bomba que eu prometi que iria postar clique no link http://jornalistaindependente.blogspot.com/2008/07/eis-bomba.html

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O futuro da terra dos poetas e o filho do Chico

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Na sexta-feira passada, atendendo a gentil convite da amiga Lígia Rosso, estive participando de sua aula no Colégio Medianeira, conversando com alunos da 4 série, a respeito de literatura. Durante uma hora, conversamos bastante sobre Caio Fernando Abreu, Oracy Dornelles, Therezinha Tusi, super-heróis e até de Harry Potter. Os alunos da profe Lígia são realmente muito antenados e bastante interessados com a sua evolução cultural, além de saberem na ponta da língua os motivos de Santiago ser considerada a Terra dos Poetas. Compartilhar desses momentos junto com eles foi algo muito legal mesmo. Tanto que alguns até estão me adicionando no Orkut para trocar idéias, o que é muito show. A Lígia, como sempre, se mostrou muito emocionada com esses momentos e fez questão de registrar o encontro. (Até dei autógrafos para os alunos. Vê se pode isso?). Sei que, em breve, estará acontecendo uma exposição dos trabalhos dos alunos, que são incentivados pela Lígia a soltarem a sua criatividade e escreverem poesias, contos e crônicas. Eis aí, o futuro da terra dos poetas.



Outro assunto que eu quero registrar para a posteridade foi um diálogo que eu presenciei entre o Chico e a minha amiga Augusta. Pára tudo e presta atenção. O Chico, como já falei, está "grávido". Quero dizer, não ele, mas a Luana. E, como 99% dos homens, ele quer que a criança seja um menino. Aí, lá estava ele contando, orgulhoso, que seria pai.

- Que legal, Chico. Parabéns. Já sabe se é menino ou menina?
- É um menino!
- Ah, já foi feito ultrassom para saberem?
- Não, é que... eu sei que é menino.
- Por que a certeza?
- É porque ele foi concebido no verão. E geralmente as crianças que são concebidas ou que nascem no verão são meninos. Foi o meu caso, o caso do Márcio...
(Olhei para o Chico. Ele realmente estava falando sério. A Augusta ficou uns segundos refletindo a respeito da "concepção" do meu amigo)
- Mas tem muitas meninas que nascem no verão ou que são concebidas no verão...
(O Chico manteve o mesmo tom. Levantou o dedo e explicou "científicamente")
- Aí que tá: tem excessões!

(KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ami: o Amigo das Estrelas...

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Não que eu seja totalmente favorável à pirataria. E nem que eu seja favorável ao capitalismo. Tanto um, quanto o outro tem os seus prós e contras. Se a indústria não fosse tão mercenária a ponto de cobrar R$ 50 reais por um livro ou por um CD e trabalhasse com uma margem de lucro menor, tenho certeza de que a pirataria diminuiria. Por sua vez, creio que a pirataria seja até uma forma de democratizar a cultura.

De que outra maneira um assalariado poderia adquirir os CDs de seus músicos preferidos ou comprar um DVD dos filmes que quer assistir? Ou seja, a pirataria existe para o bem e para o mal. Tudo tem o seu lado Ying e Yang. Mas, fiz esse intróito só para oferecer aos amados leitores o livro "Ami, o Amigo das Estrelas", que é uma das obras mais sensacionais que eu já li em minha vida. É um livro infantil, que carrega uma grande pureza e uma capacidade de quebrar até o mais duro dos corações. Conta a história de um menino chamado Pedrinho que faz amizade com um amigo de outro mundo e, ao saber da existência de outros universos, ele começa a compreender e admirar o seu próprio. Verdadeira lição de vida, que eu faço questão de repartir com os leitores. Pode fazer o dowload sem medo e ler. É só clicar na imagem acima, que você vai ser redirecionado para outra página e clique no link "Ami.Zip" e baixar para o seu computador. Lembre-se, o arquivo está zipado e deve ser aberto depois.


PS- proibido para adultos ou para pessoas de qualquer idade que pensem como adultos. Está liberado para as crianças ou para quem seja uma eterna criança. Adultos chatos estão proibidos de baixar e devem ir para o site da Academia Brasileira de Letras.

Segundos...

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Acordei tarde hoje e dei uma passada no Chico, para ver como ele e a Luana estavam. Os encontrei quebrando nozes. Ambos, com um martelinho quebrando as cascas, recolhendo as amêndoas e colocando-as numa bacia. Julgo que tivesse já uns dois quilos de nozes limpas na bacia. O Chico me disse que ira vendê-las ainda hoje numa padaria da cidade. Sei que o meu amigo não tem medo de tempo feio e encara qualquer serviço, qualquer coisa, mas me dói o coração que ele esteja se sacrificando só com cobranças para videolocadoras, enfrentando chuva e vento. Até mesmo porque eu sei das suas capacidades, do seu carisma e do seu talento. A Luana adora mostrar a barriga e ninar o filho, que deve nascer no final de setembro. O Chico é todo orgulhoso do filho, imaginando como será o seu futuro. A gente brinca dizendo que vai ensinar a criança (se for menino) a correr pelos trilhos, pular vagão, jogar taco, brincar na areia, roubar milho e bergamota e se aventurar pelos matos. Ou seja, proporcionar a ele a infância que tivemos. Será o meu afilhado. E começo a compartilhar desses sentimentos todos com o Chico, que é o irmão que a vida me deu. Estou atento e tenho certeza de que a vida deles vai melhorar e o que eu puder fazer por eles, farei. São meus amigos, são pessoas que eu amo. E estou do lado deles do jeito que for. O Chico sempre sonhou que um dia derrubássemos o muro que separa as nossas casas e vivêssemos num pátio só. É um grande amigo, é um grande irmão, que encontrou no amor pela Luana o seu bem mais precioso. Já eu, há muito tempo não penso na palavra amor, a não ser coletivamente, no amor pela humanidade, pela coletividade. Já o amor individual? Tive alguns lampejos, mas não o sinto em sua plenitude. Há algumas dúvidas, há alguns receios. Talvez eu seja egoísta demais para querer amar alguém. Talvez eu prefira ficar sozinho. Talvez eu afaste quem eu ame. Talvez eu afaste quem me ame. Talvez seja como disse Oscar Wilde, "a gente sempre destrói aquilo que mais ama". Talvez eu não queira mais amar alguém. Talvez eu não queira perder alguém. Talvez, não existe o que perder porque ninguém pertence a ninguém, pois todos somos livres, porém unidos por amarras invisíveis que julgamos inquebrantáveis e imprescindíveis, mas que são extremamente tênues e fugazes. Talvez, uma série de talvez. Não entendo o porquê, na verdade, que as pessoas tem de se apegaram umas às outras. Isso é curioso em nossa natureza. É a "Quadrilha", de Carlos Drummond de Andrade.

Falando em amor e desamor (e talvez por isso eu esteja falando em amor...) hoje eu a vi. O ex-amor da minha vida. Cruzamos na esquina da Obino Top. Brevemente conversamos. Ambos, sem tirar os óculos escuros. Ela, toda agasalhada. Eu, de camiseta. Engraçado, durante as vezes que conversamos, houve sempre uma certa distância, uma certa frieza (muito mais de minha parte, eu sei). Hoje, foi como antes (nada é como antes). Sorrimos e rimos. E perguntamos como estávamos. Perguntas tolas. E rimos. Eu ousei chamá-la de um antigo apelido (que eu a tinha colocado). Ela surpreendeu-se e sorriu. E nos despedimos. Eu não olhei para trás, pois via seu reflexo pela vitrine à minha frente, mas vi que ela olhou. E tudo isso durou mais ou menos uns eternos segundos. E cada um foi para o seu lado. Talvez, como duas pessoas que se viam pela primeira vez ou como duas pessoas que se amaram profundamente. E que não estavam mais juntas, mas eram capazes de sorrir e de se admirar mutuamente. Talvez seja um princípio de maturidade. Talvez, seja o ar invernal...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

18 anos sem Cazuza...

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"Amor da minha vida, daqui até a eternidade nossos destinos foram traçados na maternidade..."

"E até o tempo passa arrastado, só pra eu ficar do teu lado você me chora dores de outro amor. Se abre e acaba comigo..."

“O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer”....

“O nosso amor a gente inventa prá se distrair. E quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu”...

“Te ver, não é mais tão bacana quanto a semana passada”...

“Vida louca, vida. Vida breve. Já que eu não posso te levar, quero que você me leve”....

“Meus heróis morreram de overdose. Meus inimigos estão no poder”...

“A emoção acabou. Que coincidência é o amor: a nossa música nunca mais tocou”...

“Eu só peço a Deus, um pouco de malandragem pois sou criança e não conheço a verdade...”


Se ele estivesse vivo, teria alcançado os 50 anos de vida. No entanto, Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, morreu aos 32 anos, no dia 07 de julho de 1990. Nesta segunda-feira, portanto, fazem 18 anos que ele morreu, em consequência da AIDS. Quem leu o livro "Só as Mães São Felizes", ou assistiu o filme "Cazuza" ou pôde acompanhar a sua trajetória de vida na época em que fez sucesso, sabe que Cazuza era um compositor sensível, que mostrava habilidade para compor suas letras ora românticas, ora contestatórias. Mas sempre, sempre profundamente ricas em estética e conteúdo. Ele foi integrante da banda Barão Vermelho, ao lado de Roberto Frejat, onde lançou sucessos como "Bete Balanço". Em sua curta carreira ele lançou cinco discos solo, mas compôs mais de 200 letras. Entre as inesquecíveis estão "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Nosso amor a gente inventa", "Ideologia", "Blues da Piedade". Eu era uma criança na época em que o Cazuza fazia sucesso e quando morreu, portanto, só comecei a gostar e compreender as suas canções mais tarde. No entanto, tudo aquilo que ele escreveu em canções ficou como um testamento, como um legado às futuras gerações e, ainda por cima, deu uma outra dimensão a uma letra de um outro grande músico, Renato Russo, quando escreveu aquele trecho da música "Love In the Afternoon". "É tão estranho, os bons morrem jovens. Assim parece ser, quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais..."

Juno e Luana

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Estive meio açucarado nos últimos dias, e procurei assistir a alguns bons filmes (e esquecer do amargor do cotidiano. Eheheh). Em especial, Juno, que conta a história de uma garota de 16 anos que engravida e tem de lidar com a questão. O filme é leve, divertido e tem uma boa atuação do elenco, em especial, da Ellen Page, que faz a personagem-título. Já tinha assistido dois filmes com ela antes (X-Men: o Confronto Final e Menina Má.Com) e neste, ela se supera, demonstrando que foi bem merecida a sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz que ela teve neste ano. Adorei a trilha sonora do filme (tanto que fiz o download. Yes, viva a liberação cultural via internet), que inclui belas canções de The Moldy Peaches, Mott The Hoople e- uau- Kimya Dawson. Outro filme que assisti foi PS: Eu te amo, com a Hilary Swank, que a cada filme confirma o seu talento, merecedor de dois Oscars de Melhor Atriz. O filme tem um quê de clichê na história de uma mulher que, após a morte de seu marido, misteriosamente recebe cartas dele, motivando-a a viver e ser feliz. Mas o filme é tão simpático e a presença de Hilary, aliada ao carisma de Gerard Butler (que interpreta o seu marido) contagia e deixa o espectador com uma ótima impressão. Tenho certeza de que na lista de muitas pessoas, o filme entrará como um dos favoritos, talvez - e felizmente, desbacando aquele clichezão sem sal chamado "Um amor para recordar", que assisti esses tempos e puá, detestei.

No domingo, aproveitei para passar várias horas ao lado de meu amigo Chico, que é sempre um porto-seguro para as minhas aflições. Grande amigo, que está faceiro (para usar uma palavra que minha avó diz) com o filho que terá com a Luana. A criança deve nascer em setembro e o Chico está todo bobo. Ontem, ele a Luana me mostraram os enxovais que tem comprado e ganhado, além de um pequeno estoque de fraldas, que já divide espaço no armário do Chico, ao lado de sua coleção da revista Set. Veja só: os dois amores da vida do Chico dividindo espaço: o cinema e o futuro filho (a). Mas tenho a impressão de que, em breve, as fraldas vão acabar ocupando um espaço maior, ainda mais, se depender da Paola e da Tainã que estarão promovendo um chá de fraldas para a Luana para os próximos dias. Interessante de ver isso, as pessoas se preparando para receber alguém que está por vir. O olhar da Luana, a namorada/noiva/esposa do Chico era algo fantástico de se ver. A Luana e o Chico também assistiram ao filme "Juno". Mas a Luana não gostou, porque a personagem principal trata o filho em seu ventre como "coisa" e tem algumas atitudes que ela desaprovou. Mas como eu não tô grávido e nem o Chico, nós adoramos o filme.

Eu, afinal, precisava me amansar um pouco, afinal, estive um tanto "contestatório" nos últimos dias e, afinal, isso não me apraz. Acho que sou meio pesado quando faço críticas, não sou muito meio termo, e considero um equívoco em ser tão contudente. Se bem que o contrário também é verdadeiro, pois quando elogio alguém, o faço em demasia. Quantos e tantos amigos me derreti em elogios e, mais tarde, verifiquei que não era para tanto. Enfim, deixe para lá. Estive estudando um pouco mais sobre o Partido Verde que, afinal, é um sigla que defende ideais humanitários e é extremamente engajada pela preservação do Meio Ambiente e também pelo respeito humano. Nos tempos em que vivemos, não existe luta mais justa e mais digna do que essa.

No domingo, o Chico me acompanhou ainda no meu trajeto. Fomos visitar duas pessoas maravilhosas. Primeiro, a Augusta, com que tivemos a satisfação de bater um bom papo e tomar um chimarrão amigo. Ela estava toda empolgada me contando sobre uma reportagem que leu na Superinteressante a respeito de Mensagens Subliminares e aí se aprofundou um pouco no assunto. Em seguida, a Bruna me contou que em filmes da Disney como o "Rei Leão" e a "Pequena Sereia" há várias mensagens sexuais, inclusive. Nunca tinha lido nada sobre isso, mas diante da pesquisa feita na Wipedia e em vários web sites que elas tinham impresso, pude ler alguma coisa e fiquei surpreso. Mas é bem possível que seja real. A Bruna ainda apontou para algumas características de alguns filmes antigos da Walt Disney, onde os personagens não tem mães. E é verdade. A Branca de Neve não tem. A Cinderella é orfã e desprezada pela madrasta. A mãe do Bambi morre. De fato, existe aí um padrão. Fiquei a pensar nisso. Antes de ir embora, a Augusta me recomendou a leitura de um livro sobre a vida de Benjamin Franklin, que ela leu e gostou muito. Fiquei interessado e nesta segunda pela manhã, até dei uma passada na Biblioteca, mas não encontrei o referido livro. Achei referências a ele na internet, mas não encontrei nada para baixar ainda. Vou seguir procurando.

Mais à noite, fomos na casa da professora Rosane Vontobel. Desta vez, com a companhia da Luana, que queria entregar alguns textos para ela. A Rosane estava super empolgada com as publicações a respeito do projeto "Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são", que saíram na Zero Hora e no Diário de Santa Maria. Tanto um, quanto o outro jornal deu um baita de um destaque para o projeto, numa matéria de uma página inteira e perfeitamente detalhada. (olha só o paradoxo: o maior jornal do Estado deu uma página inteira para o projeto, enquanto que um jornal produzido pela própria URI aqui de Santiago, cedeu duas linhas para o mesmo. Eu, se fosse diretor da URI, estaria envergonhado com essa falta de sensibilidade e, ao mesmo tempo, orgulhoso de ver o nome da Universidade tão bem destacado no Rio Grande do Sul). Mas a Rosane merece, afinal, o projeto "Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são" é o melhor projeto cultural já criado na nossa cidade. Aproveitei para me colocar totalmente à disposição dela, para colar cartazes, vender livros o que for. Quero ajudar da forma que puder ao projeto. A emoção que eu tive de ter um livro com meus contos publicados, quero que outros amigos a sintam. Quero muito ver um livro da Lígia Rosso, do Alessandro Reiffer, Froilan Oliveiram da Luana Motta, da Nívia Andres e de vários outros amigos escritores. Por fim, pude dar uma conversada com meu amigo Rodrigo Vontobel Rodrigues, que outro dia me telefonou para falar que precisava contratar alguém para ajudá-lo nas execuções fiscais da prefeitura de Capão do Cipó e me presenteou com uma boa notícia. Fora isso, também fizemos algumas considerações políticas a respeito dos atuais candidatos. Tanto eu, quanto ele, vamos nos manter meio que de fora dessa disputa eleitoral, auxiliando com idéias, alguns candidatos que julgarmos serem merecedores de nossa confiança e, afinal, valorizem o nosso pensamento (r) evolucionário. Foi ótimo também conversar com o seu Ery, que é uma pessoa fantástica e que tem um conhecimento de vida que sempre me contagia. Ele estava intrigado com a libertação da Ingrid Betancourt, a franco-colombiana que era prisioneira das Farc e que foi libertada numa mega-operação midiática. O seu Ery fez eco às idéias do colunista Paulo Sant’ana, da Zero Hora. "Essa libertação dela foi negociada pelo governo com as Farc e foi encenada". E faz todo o sentido, nessa nossa sociedade onde nada mais faz sentido. Or not.

domingo, 6 de julho de 2008

Parada gay será no dia 12

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Não será exatamente uma parada gay o evento que estará ocorrendo no dia 12 e, sim, uma reunião de pessoas na praça Moysés Viana. Foi o que me disse o Vinícius Beck, que será um dos organizadores do evento, que esteve para acontecer no dia 28 de junho (Dia Internacional do Orgulho Gay), mas que em função do mau tempo, ficou para outra data. Portanto, dia 12 de julho. Em Santiago, existem muitas pessoas que estão tendo a coragem de mostrar a sua verdadeira natureza, sem se preocupar com comentários alheios ou maledicências. Creio que o tempo de se apontar e criticar alguém por ser diferente, está aos poucos ficando para trás.

Na década de 60, o escritor Caio Fernando Abreu certamente enfrentou uma Santiago bem diferente para ser quem ele era. Hoje, os tempos são outros. É claro que o preconceito ainda existe, mas pelo menos, não há aquela discriminação misturada com perseguição como existia. Tenho vários amigos homossexuais (homens e mulheres) e são amigos adoráveis, que me dão o privilégio de contar com a sua amizade. Portanto, pretendo apoiar abertamente a realização deste evento gay que estará ocorrendo na praça e que eu aproveito para divulgar aqui, neste blog.

É salutar abordar essa questão, uma vez que há poucos dias, estivemos vendo na mídia toda o caso dos militares que assumiram a sua condição sexual e que sofreram perseguição de todas as formas, sendo julgados e condenados pelo conservadorismo. Ora, o que importa a preferência sexual de uma pessoa? Por que a sociedade julga e condena alguém por sua vida íntima, pelo que ela faz ou deixa de fazer entre quatro paredes, longe dos olhos da sociedade? E, afinal, mesmo que a pessoa tenha a coragem de mostrar a sua afeição pelo outro em via pública, através de um beijo ou de um toque, o que é que os outros tem a ver com isso? Puxa, eu não posso com esses preconceitos. Acho que deveríamos ter preconceitos com aquilo que é feio em nossa sociedade (a miséria, a violência, os baixos salários, a falta de um lar digno para tanta gente...)

Lembro do caso de um amigo (homossexual assumido), que me relatou o seguinte: ele estava conversando com outro amigo, que o condenava por sua opção. Como justificativa ele dizia que "os homossexuais são vulgares". Tá bem, respeita-se a opinião dele. Aí, eis que ambos caminhavam e cruzaram por uma mulher bonita, ao que machão, chupou os dentes e emitiu um pequeno urro. "Uiuiui, mas que coisa mais gostosa". O homossexual lhe questionou sobre sua atitude. "Tu não disses que não gostava dos homossexuais por serem vulgares? E o que tu acha dessa tua atitude?" O outro teve de se calar e se deu conta de não existem dois pesos e duas medidas. A não ser para quem semeia o preconceito. E, geralmente, quem semeia esse tipo de preconceito, age exatamente como na história relatada. Comete as suas vulgaridades, mas não as percebe e condena o outro, que ousa ser diferente.

Portanto, espero que o dia 12 de julho seja marcado por um belíssimo sol, para que seja possível a realização deste evento gay em Santiago. Quero parabenizar os organizadores, em especial o Vinícius Beck, pela coragem em mostrar a cara e levantar essa bandeira. E tenho certeza de que, na parada Gay, também deve participar a minha querida amiga Juliana Mayer, outra grande figura que batalha pela valorização de sua busca pela felicidade.

Sandra Siqueira lança o seu blog

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Ainda está na fase inicial, mas desde já, a Sandra Siqueira é a nova blogueira de Santiago. Ela acaba de criar o seu blog, onde expressará as suas opiniões e críticas. Com o blog, ela expandirá suas temáticas, já tão conhecidas através das páginas do jornal Expresso Ilustrado. Confira, deixe uma mensagem e incentive para que ela escreva muito. A Sandra é minha irmã do coração. Acesse o blog da Sandra clicando na figura acima.

Sometimes I Feel Like a Motherless Child

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Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
A long ways from home
A long ways from home
True believer
A long ways from home
A long ways from home

Sometimes I feel like I’m almos’ gone
Sometimes I feel like I’m almos’ gone
Sometimes I feel like I’m almos’ gone
Way up in de heab’nly land
Way up in de heab’nly land
True believer
Way up in de heab’nly land
Way up in de heab’nly land

A long ways from home
A long ways from home

sábado, 5 de julho de 2008

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Projeto Santiago do Boqueirão Seus Poetas Quem São é destaque no Diário de Santa Maria

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Leia a reportagem publicada no jornal Diário de Santa Maria, nesta quinta-feira, 03 de junho, sobre o projeto literário "Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem São", defendido pelo curso de Letras da URI.


"Município Os poetas da terra da poesia Projeto da URI divulga escritores da cidade"


Se a cidade é dos poetas, a poesia é do povo. Foi pensando em democratizar os versos produzidos pelos escritores de Santiago que o curso de Letras da Universidade Regional Integrada (URI) da cidade bolou o projeto "Santiago do Boqueirão, Seus Poetas Quem São?". A iniciativa já conseguiu divulgar o trabalho de 30 novos escritores e popularizar o acesso a obras de cinco poetas conhecidos.
Em uma volta pelo comércio da cidade - desde o bolicho da campanha até uma passada no posto de gasolina do Centro, ou em uma festa em uma boate - , é possível dar de cara com um trecho de poema. As estrofes dos poetas do Boqueirão estão espalhados por mais de 50 lojas que se dispuseram a ajudar na divulgação da idéia.
- Queremos que a comunidade olhe para os poetas de Santiago. Já que a cidade é a Terra dos Poetas, não podemos ignorar a literatura daqui e nem viver de saudade dos poetas que já morreram - explica a coordenadora do projeto, Rosane Vontobel Rodrigues.
Para que as pessoas saibam identificar quais são os locais onde os livros são vendidos, a coordenação do projeto adotou uma estratégia de impacto:
- Distribuímos poesias nas lojas parceiras e deixamos penduradas, bem na altura dos olhos, que é para as pessoas baterem a cabeça mesmo e lerem - acrescenta Rosane.
O projeto começou a ser desenvolvido em agosto do ano passado. De lá para cá, três exposições, com quatro meses de duração cada, já foram realizadas.
A cada nova edição, um livro de um autor conhecido é lançado. Na última, que ainda está em exibição, foram três livros de três autores diferentes (veja quadro acima). As obras têm 36 páginas e custam R$ 3 cada. A tiragem é de mil livros impressos, distribuídos entre as lojas que apóiam o projeto.
A exposição é composta por uma caricatura em tamanho natural para cada um dos autores dos livros e um painel, onde são apresentadas fotos e trechos de poemas dos poetas desconhecidos. A mostra fica 15 dias em cada lugar e viaja pela região. O projeto não tem data para acabar. A idéia é que mais de 50 poetas sejam publicados e divulgados.

As estrelas

Na primeira exposição - Publicação de um livro de Oracy Dornelles - Divulgação de poesias de Alzira Fiorin, Lígia Rosso, Deividi Santana, Ayda Brum, Nenito Sarturi, Juliano Saldanha, Lise Fank, Alessandro Reiffeir, Froilan Oliveira, Ilma Bernardi, Antônio Palmeiro e Radharani

Na segunda exposição

Publicação de um livro de Lise Fank - Divulgação de poesias de Marlene Cantoni, Fátima Alves, Antônio Duarte, Auri Sudati, José Santiago Naud, Julio Garcia, Sadi Machado, José Savaris, Ataliba Lopes, Fátima Friedriczewski, Erilaine Silveira e Francisco Espenosse


Atual exposição

Lançamento de três livros, um de Ataliba de Lima Lopes, um de Márcio Brasil e um de Antonio Palmeiro - Divulgação das poesias de Simone Silveira, Ana Paula Sangói, Rafael Rocha, Roselaine Martins, Jaime Medeiros Pinto e Manuel Vargas Loureiro


Itinerante

Em outubro, a exposição dos poetas de Santiago vai estar em Santa Maria. A data ainda não está definida, mas a idéia é que a exposição fique 15 dias no hall da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (Cesma)