sexta-feira, 27 de junho de 2008

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I lost my faith in me and in humanity. I'm diving in the darkness...

Pensamento do dia:

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"Ou você morre como um herói, ou vive tempo suficiente para se ver tranformado num vilão"...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Ironia

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Minha sorte de hoje no orkut: "Só prometa o que pode cumprir"

Passo a vez

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Uma eleição é, tal qual uma rodada de pôquer, um jogo em que é preciso unir habilidade, sorte, blefe e, claro, saber como valorizar as cartas que estão em sua mão e analisar com muita cautela as reações de seus adversários. É um jogo onde há muita psicologia. Ao sentar-se na mesa, cada um sabe as fichas que tem para apostar. As cartas são distribuídas e você logo vê como está a sua mão. Paga para o crupiê abrir as cartas na mesa. Volta a olhar para a sua mão (não descuide do Poker Face, jamais demonstre suas reações às cartas em sua mão) e analise a reação dos adversários. Vão pedir para sair? Vão apostar para seguir no jogo? Analise friamente as reações de quem esteja com boa mão e de quem esteja blefando. Geralmente quem está blefando, é também vulnerável ao blefe do outro e, logo, passa a vez. Há também quem não sabe jogar, se emociona quando está com um par de Ases e já acha que ganhou o jogo, mas desse jeito só vai pagando apostas e perdendo suas fichas. Assim, só fica na mesa quem sabe que tem fichas para apostar ou quem tem boas cartas para jogar.

E eu estou ali, com um Full House em mãos. Aposto. O outro aumenta a aposta. Volto a olhar para as minhas fichas, o quanto me custou conquistá-las. Analiso. "Posso levar essa mesa", eu penso. "Sei que a minha mão está boa. E também sei como dominar esse jogo". Volto a olhar para o adversário. Ele sua frio. Será que ele teria uma Four of a Kind ou um Straight Flush? Posso arriscar, manter a serenidade e seguir apostando minhas fichas como se eu tivesse um Royal Flush em mãos. O problema é que, cada vez que eu aumentar a aposta, o adversário pode fazê-lo em dobro, até que se acabem as minhas fichas (e eu não sou louco de ir All Winn) e, aí, posso perder as minhas fichas. É preciso respeitar o adversário, nunca subestimá-lo e nem se superestimar. Por isso, no pôquer e na política, é preciso saber a hora de apostar e de pagar para ver, sem deixar as emoções jogarem por você. Nesta rodada pelo menos, eu passo a vez.

domingo, 22 de junho de 2008

A VEJA e o meu pai

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Gostei do texto. enviado pelo amigo Cristiano Freitas e escrito por Roberto Efrem Filho. Reproduzo aqui, neste blog, para a coletividade.


Por Roberto Efrem Filho


Hoje, dia 10 de junho do ano de 2008, foi o dia em que meu pai cancelou a renovação da Revista VEJA. É bem verdade que há fatos históricos um tanto quanto mais importantes e você deve estar se perguntando “o que cargas d’água eu tenho a ver com isso?”. Não é nenhuma tomada de Constantinopla, queda da Bastilha ou vitória da Baia dos Porcos. É um ato de pequenas dimensões objetivas, realizado no espaço particular de uma família de classe média brasileira, sem relevantes conseqüências materiais para as finanças da Editora Abril, sem repercussões no latifúndio midiático nacional. A função deste texto, portanto, é a de provar que meu pai é um herói.
A Revista VEJA se diz assim: ”indispensável ao país que queremos ser”. Começa e termina com propagandas cujo público alvo é a classe média e, nela, claro, meu pai. Banco Bradesco, Hyundai, H. Stern. Pajero, Banco Real, Mizuno. Peugeot, Aracruz, Nokia. Por certo, a classe média – inclusive meu pai – dificilmente terá acesso à grande parte dos bens expostos na vitrine de papel. Não importa. Mais do que o produto, a VEJA vende o anseio por seu consumo. Melhor: credita em seu público-alvo, a despeito de quaisquer probabilidades, a idéia de que ele, um dia, chegará lá.
Logo no comecinho, na terceira e quarta folhas, estão as páginas amarelas da Revista. Nelas, acham-se as entrevistas com personalidades tidas como renomadas e com muito a dizer ao país. Esta semana a VEJA apresenta as opiniões de Patrick Michaels (?), climatologista norte-americano que afirma a inexistência de motivos para temores com o aquecimento global. Na semana passada, deu-se voz ao “jovem herói” Yon Goicoechea (?), um “líder” estudantil venezuelano oposicionista de Chávez e defensor da tese de que a ideologia deve ser afastada para que a liberdade seja conquistada contra o regime “ditatorial” chavista.
Não. Não é que a VEJA não conheça o aumento dos níveis dos mares, dos números de casos de câncer de pele, do desmatamento da Amazônia, da escassez da água e dos recursos naturais como um todo e de suas conseqüências na produção mundial de alimentos. Sim, ela conhece. Não. Não é que ela não saiba que um estudante não representa sozinho o posicionamento democrático de uma nação e que um governo legitimamente eleito não pode ser chamado de totalitário. Sim, ela sabe. Do mesmo modo que conhece e sabe da existência de diferentes opiniões (ideológicas, como tudo) sobre ambos os assuntos e não as manifesta. Acontece que isso ela também vende: o silêncio sobre o que não é lucrativo pronunciar.
Do meio pro final da Revista estão os casos de corrupção. Esta é a parte do “que vergonha, meu filho, quando isso vai parar?” dito pelo meu pai, com decepção na voz. A VEJA desenvolve um movimento interessante de despolitização nesse debate. Ela veste o figurino do combatente primeiro da corrupção, aquele sujeito que desvendará as artimanhas, denunciará os ladrões e revelará “a” verdade, única, inabalável. Com isso, a VEJA confere centralidade à corrupção no debate político, transformando a política em caso de polícia e escondendo o fato de que o seu próprio exercício policialesco é inerentemente político.
No fim, “todo político é ladrão” – menos os do PSDB, claro, todos “intelectuais” -, “política não presta”, o que presta mesmo é a Revista VEJA. A Revista é ainda permeada por textos de cronistas e colunistas. Estão, entre seus autores, Cláudio de Moura Castro, Lya Luft e Roberto Pompeu de Toledo. Todos dignos do título de “cidadão de bem”, conscientes e responsáveis. Evidentemente, todos de posicionamentos um tanto moralistas e um tanto conservadores. Difere-se deles Diogo Mainardi. Este, conhecido por chamar o Presidente da República de “minha anta” e por sua irreverência desrespeitosa e direitista, escancara a alma da VEJA. Mas não se engane. Não é Mainardi o perigo. São os outros.
Foram eles que meu pai um dia leu com respeito e é aquela auto-imagem que a VEJA quer – como tudo – vender. Sem dúvida a Revista VEJA é ainda mais que isso. Suas estratégias de persuasão vão muito além dos limites deste breve texto. Afinal, é ela a revista mais lida no país, parte significativa de um império da concentração do poder de informar. Seja nas suas “frases da semana”, nas quais há de costume as fotografias de uma mulher bonita dizendo bobagem e de um homem-autoridade falando coisa inteligente e importante, seja no fetiche da citação “eu li na VEJA”, faz-se ela um dos mais eficazes instrumentos de convencimento a favor da classe dominante.
Meu pai, por sua vez, é um trabalhador. Casado com Fátima, minha mãe, e pai também de Rafael, criou seus filhos com princípios que ele preserva como inalienáveis. Já votou no PT. Já votou no PSDB e mesmo no PFL (“porque foi o jeito, meu filho!”). Opõe-se a qualquer tipo de ditadura (conceito no qual incluía até pouco tempo o governo de Chávez: coisas da VEJA). Já se disse socialista, na juventude. É praticante da doutrina espírita desde menino. Discorda de mim em milhares de coisas. Concorda noutras. É um bom e sonhador homem com quem eu quero sempre parecer.
Hoje, ele cancelou a renovação da Revista VEJA, aquilo que para ele já foi seu meio de conhecimento do mundo, depois de chamar de “idiota” a entrevista daquele herói das páginas amarelas sobre o qual falei acima. Antes, havia criticado fortemente um artigo de Reinaldo Azevedo publicado na Revista, em que Azevedo falava atrocidades sobre Paulo Freire: “meu filho, veja que besteira esse homem está dizendo sobre Paulo Freire”.
Hoje, ele operou uma mudança nesta realidade tão acostumada à perpetuação do estabelecido. Hoje, para o mundo, como em todos os dias da minha vida para mim, meu pai é um herói.


Roberto Efrem Filho é mestrando em direito pela UFPE e filho de Roberto Efrem, a quem dedica este artigo.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Minhas filosofias entre aspas

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“Eu achei que o meu coração seria suficientemente grande para ser capaz de mudar o mundo, mas descobri que o mundo é suficientemente pequeno capaz de caber dentro do meu coração, para destruí-lo totalmente”...

“A grandiosidade de um homem está na extensão de seus sonhos...”

“Nós, seres humanos somos imperfeitos, mas devemos tentar ser perfeitos naquilo que somos, humanos”.

“Sim, o mundo não pára para que a gente possa lamber nossas feridas. E nem dá tempo para a gente se recuperar de outras pauladas. É preciso ser inteligente para usar as pausas entre um golpe e outro para respirar, ganhar forças e seguir vivendo...”

“Somos todos iguais. Mas, para uns, isso é muito chato. É por isso que insistem em promover a desigualdade...”

“A beleza é filha do tempo. E se esvai com o vento...”

“O amor é a maior força do universo. Mas quem se vê invadido por essa força descobre-se terrivelmente fraco...”

“Só a verdade é capaz de enfrentar qualquer injustiça, qualquer luta, qualquer batalha, pois a verdade tem a força de mil canhões. As leis são injustas, a justiça é cega, mas a verdade é absoluta...”

“O dinheiro é a maior prova da existência do demônio...”

“O amor é uma religião não-praticada. É o Deus que não está nos céus jogando raios na cabeça dos pecadores, mas sim, esquecido dentro de cada um de nós, como uma fagulha que teima em manter uma chama acesa...”

"Existem os amigos de verdade e os amigos sociais. Os amigos de verdade são os que nos defendem e nós os defendemos. Os sociais são os que falam mal de nós. E nós, deles".

"A melhor da vida são as pequenas coisas. As grandiosas geralmente são insignificantes"

"Li que em 1 bilhão de anos Mercúrio pode se chocar com a Terra. Não dá nada. Bem antes disso, a gente vai conseguir acabar com o Planeta."

"As mágoas que mais nos trazem dor são aquelas causadas por pessoas ou ideais que um dia receberam o nosso amor."

"Diplomacia e civilidade são criações do homem moderno para resolver uma briga. Mas, orre, que dá vontade de usar um pedaço de pau!"

"Não mais se enfrenta os inimigos com espadas e cara feia. Hoje, apertamos as mãos, enquanto nos sorriem. Ruim de engolir mas é a diplomacia."

"O óbvio é mais difícil de se perceber..."

"Há os amigos de verdade e os sociais. Os de verdade, nos defendem e os defendemos. Os sociais são os q falam mal da gente. E a gente, deles."

"Uns me chamam de gênio. Outros me chamam de babaca. Não vejo problema em ser chamado de um ou de outro. O problema seria eu acreditar..."

"O problema é que os guris brincavam de carrinho e as gurias de boneca. Daí, cresceram e o mundo ficou superpovoado de carros e de gente."

"A gente passa a vida se despedindo de pessoas especiais, que partem de nossas vidas ou que partem nossas vidas assim que acenam sua ausência."

"O pior já passou. Depois de Crepúsculo, não tenho como olhar filmes ruins em 2009. Crepúsculo é pior que sopa de alho e estaca no coração!"

"Saudade é uma coisa que dá e dói. Tem altos e baixos. Faz sonhar, faz acordar. Faz pensar, faz querer. Dá e dói. Mas passa..."

"Em nossas lembranças, as pessoas são sempre melhores ou, em verdade, elas já tinham as qualidades que fazemos questão de lembrar?"

"Estou convencido: os seres humanos não evoluem. Apenas melhoram seu conforto e se adaptam às mudanças..."

"Está frio lá fora. Está frio também o meu coração... (que dramático, hein? Esses exageros estúpidos...)"

"E estou mais uma vez fodido financeiramente. Mas não se preocupem. Isso eu sei administrar bem. Ficaria preocupado se tivesse dinheiro.."

"Tudo ficou mais fácil depois que te perdi. Na minha vida, te perder foi a dor mais difícil de suportar. Foi o que tornou tudo mais fácil..."

"Sei lá o que vou escrever na minha coluna. De novo não sei. De novo não quero saber. E tenho raiva de quem sabe."

"A mulher da minha vida é a mulher da minha vida anterior."

"Há muitas pessoas de quem eu sinto saudades. Há outras que eu gostaria de conhecer. Mas não tenho tempo. Ainda não conheci a mim mesmo.."

"Quando você está triste o mundo deixa de ser mundo e se torna mais imundo..."

"Amor. Só deu certo para a Cinderela."

"Conheci uma mulher maravilhosa, de alma linda, generosa, amável, gentil, de abraço meigo. Uma mulher que me ama acima de tudo: minha mãe!"

"Diga-me o que escrever em teu blog (ou twitter) e eu te direi quem és..."

"Pior do que ser contaminado pela gripe suína é ser um disseminador do espírito de porco..."

"O conhecimento que elevamos ao nosso coração, é o que sempre levamos com a gente.."

"Família são aqueles estranhos com quem convivemos e sabem tudo o que fazemos. Mas não sabem nada do que sentimos."

"Hoje é dia do amigo. Um abraço para todos os meus amigos reais ou imaginários."

"Não sei se estou vivendo. Estou passando pela vida.."

“Tem que controlar a dor”, disse um médico fiadaputa me empalando com uma agulha. E sorrindo, o safado."

"Acho que a sabedoria e a tolice parte de um mesmo ponto: quando a gente decide não ouvir ninguém.'

"Quem ainda não aprendeu a me conhecer, eu não faço questão que me conheça..."

"A beleza é filha do tempo. E se esvai com o vento.."

"Se Deus fosse um provedor de Internet, as mulheres teriam acesso Banda Larga. E nós, homens, conectaríamos com linha discada."

"Nós, humanos, temos seis sentidos: visão, olfato, tato, paladar, audição e estupidez."
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"Não me ouse me tentar, Frodo. Não me ofereça o Um Anel. Se eu o usasse, seria para fazer o bem. Mas ele tem vontade própria e, através de mim, ele poderia exercer um poder maligno de grandes proporções"




Gandalf, em "A Sociedade do Anel

O voto é a sua arma

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Nos próximos dias, os partidos de estarão decidindo as suas convenções e definindo quem serão os candidatos a prefeito, vice e vereador. A partir de 06 de julho, inicia a corrida pelo voto. Volto a falar de política, porque me vejo com a obrigação, uma vez que é nesse período que temos a oportunidade de exercer a nossa cidadania através do voto, da cobrança e da escolha. Há muitas pessoas de bem que dizem "não gosto de política" e, assim, evitam qualquer diálogo a respeito desse assunto. No entanto, é impossível fugir disso, uma vez que todo o nosso sistema social é organizado através da política. É ela que define o calçamento em frente a nossa casa, o atendimento nos postos de saúde, a merenda na escola, o reajuste salarial etc. Assim, é possível não gostar de política? Mas, procuro compreender sob outro ângulo: as pessoas não gostam é de politicagem.
E, infelizmente, nessa época ela se torna profícua. A políticagem surgirá através de promessas, compras de voto, jantares "ideológicos", ranchos em distribuição, de grandes máquinas eleitoreiras e marqueteiras. Procure analisar com critério a vida pregressa de seus candidatos, sua índole, seu comportamento, seu envolvimento em qualquer escândalo político, em qualquer falcatrua, em qualquer desvio, em qualquer fofoca. Sempre acreditei que, se você é competente e honesto no que faz, também o será no desempenho de um cargo político. Mas, sendo incompetente em qualquer coisa, o mesmo se refletirá na política. Sobram coronéis, playboys e fazendeiros em nossa política. Faltam pedreiros, donas- de-casa, estudantes. Uma pena, pois a política é o exercício de um poder representativo que não pertence a indivíduo ou grupo e, sim, a todos. "Todo poder emana do povo", é o que está na Constituição. De minha parte, farei de meu voto e minha consciência uma arma pronta para derrubar todo aquele que não trabalhe pela coletividade e, sim, por sua própria vaidade.
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A intenção de cortar uma árvore nativa teve repercussões políticas em Jaguari. A secretaria de Meio Ambiente do município tinha autorizado o corte de uma timbaúva, localizada ao lado do terreno do Sicredi e na última quinta-feira seria cortada, mas a ação foi interrompida pela ex-secretária de saúde, Cátia Siqueira. Ela indignou-se com a ação e foi tirar satisfações com a equipe que trabalhava no local, que não deu informações sobre o asssunto. Assim, ele viu-se obrigada a acionar a Promotoria e a Brigada Militar para impedir a derrubada da timbaúva.

“Quando vale uma vida? Será que essa ávore seria executada porque não paga imposto ou porque gentilmente nos oferece soma, oxigênio e o perfume de suas flores? Respeitar a natureza é respeitar a vida”, escreveu Cátia num manifesto que distribuiu. Para muitos, seu ato foi considerado heróico. Para outros, foi visto como um empecilho político, sendo criticada até por líderes de seu partido, o PDT, que eram favoráveis a derrubada da árvore, alegando que ela poderia cair, o contrário do que disseram alguns ecologistas, pois tal timbaúva é jovem e vive mais de 100 anos. Mas, na Semana em que se comemorava o Meio Ambiente, ficou a certeza de que, dessa vez, a natureza foi vitoriosa.

De minha parte, devo dizer que me rendo ao trabalho da Cátia e ela tomou uma atitude corajosa e consciente e só me faz admirar ainda mais o nobre ser humano que ela é. Justamente por permitirmos tantos desmatamento em nome de um suposto progresso, que o nosso Meio Ambiente está cada vez mais reduzido e vemos tantas espécies entrando em extinção. Palmas para a jovem Cátia, que merece todo o nosso respeito e, para mim, torna-se um símbolo pela preservação da natureza.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Como uma caixa de bombons...

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Tinha mais ou menos uns 13 para 14 anos. Na escola, estava acontecendo um festival de talentos, onde os alunos que quisessem poderiam se inscrever para cantar, dançar, interpretar ou tocar algum instrumento. (Na sala de aula, muitas vezes, eu me pegava cantarolando alguma canção toda vez que olhava através da janela e descansava meu olhar na paisagem ao lado: uma mata verde que se estendia longe. Lindo. Lembro que alguns amigos que estudavam no centro até me gozavam. "Ah, tu estuda naquele colégio que fica lá no meio do mato, né?". Sim. E era muito bom isso, de estudar num colégio que fosse "no meio do mato", integrado com a natureza. Era um verdadeiro paraíso (élfico...). Privilegiado era aquele que pudesse olhar pela janela de sua sala de aula e contemplar a natureza ali ao lado, nos observando também...)Mas naquele festival de talentos, não sei de onde tirei coragem, resolvi cantar. Subi no palco, peguei no microfone e olhei para todos aqueles olhos me olhando.
E comecei a cantar, assim, sem instrumento, acompanhamento musical, nada. Só a minha voz de adolescente. Os prêmios era singelas caixas de bombom. E eu acabei ganhando uma e os aplausos dos meus colegas de escola. Legal. Me senti feliz.Mas durou pouco. Na saída, várias pessoas se achegaram querendo um bombom. "Me dá um bombom, me dá um bombom". Eram tantos os pedidos. E tão pouco chocolate que eu não sabia o que fazer. Gostaria de poder dar um para cada. Mas eram tantas mãos pedindo, me puxando. Ao mesmo tempo em que senti vontade de partilhar o que eu tinha ganhado, também me senti triste, pois várias daquelas pessoas à minha volta não se deram conta de que aquele brinde era meu e eu deveria fazer uso dele e reparti-lo com as pessoas que me eram mais queridas, essas sim, nem se achegaram para pedir algum doce. Ingenuamente, abri a caixa de bombons para iniciar a distribuição e alguma mão se avançou sobre os doces e outra mão e outra.

Em uma fração de segundos me vi segurando aquela caixa vazia, com cara de tolo. Foi quando aproveitei que ela ainda estava em minhas mãos e dei um tapa na caixa, arremessando-a para o alto e fazendo voar bombons para todo o lado. Nesse momento, parecia que eu estava vendo a cena em câmera lenta. No dia anterior havia chovido e havia poças d'água na calçada. Os bombons caindo e aqueles pedinchões não se importando em recolhê-los até dentro d'água. Outros, quase se cascudeando por um doce. E a caixa vazia no chão. Apesar de minha vitória, eu tinha sido o maior perdedor. Ajeitei minha mochila nas costas e fiz de conta que não me importava com aquilo (ainda que, criança, me importasse muito...). Ainda tive que ouvir um egoísta dizer que eu não lhe tinha dado nenhum bombom, tendo optado por jogá-los fora. Mas era tanta gente querendo e tão poucos doces, que me vi incapaz de compartilhar o que eu tinha com tantos. E, assim, tive uma lição de como funcionava o egoísmo. E de como isso me irritava profundamente...


("A vida é como uma caixa de bombons. A gente nunca sabe o que encontrar dentro..." Forrest Gump)

Desordem política e povo passivo com a corrupção

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A imprensa está de olho na crise política , a qual abala a estrutura de partidos tradicionais do Estado, como o PMDB, o PP, PSDB e PDT, onde ainda há integrantes caras-de-pau capazes de dizer-se santos, imaculados, honestíssimos e descaradamente transformando instituições públicas em máquinas financiadoras de campanhas para manter o status quo e o vício pelo poder. Mais surpreendente do que as investigações acerca da corrupção incrustada no Detran, Banrisul, CEEE e Tribunal de Contas, é mesmo a passividade do povo brasileiro, que perde a cada dia o sentimento de patriotismo, simplesmente porque a pátria é posta no lixo justamente pelos representantes que deveriam honrar o nosso país. Todo o dia se vê denúncias de toda a ordem (mostrando que o país está mesmo uma desordem). O grande mal da nossa política, em todos os níveis é, senão, a profissionalização, os quais fazem de seu mandato o seu emprego, valendo de tudo para se manter no poder (e bem disse Platão que o poder absoluto corrompe absolutamente). No momento em que, no RS, observamos tantos escândalos, penso que o povo é responsável por quem elege.
Os políticos são reflexo do povo e se há políticos corruptos, é sinal de que o seu eleitor acaba por ser também corrupto. É o tipo de eleitor que acredita na máxima de levar vantagem, de buscar benefícios. Em uma sociedade decente, o político que comprasse votos seria execrado. E o cidadão que o aceitasse seria motivo de vergonha, pois estaria se deixando seduzir pela corrupção. E é por isso que os politiqueiros não querem melhores salários para os professores, pois bem remunerados, são capazes de preparar melhor os seus alunos e alertá-los contra esse tipo de máfia. Assim, se evitaria a profissionali-zação política e a proliferação da corrupção. Não é a toa que muitos estão incomodados com o retorno da Filosofia e da Sociologia às disciplinas escolares. Um povo que reflita sobre a sua própria natureza (e reconheça o seu próprio poder) pode ser uma ameaça aos inimigos da ética e da dignidade.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Noite de emoções

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A última terça-feira, 03 de junho, foi muito especial para mim, para o seu Antônio Manoel Gomes Palmeiro, o Barbela e para o Ataliba de Lima Lopes. Neste dia, aconteceu o lançamento de mais três volumes da coleção "Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?", que objetiva estudar e catalogar os escritores de nossa cidade. O Barbela é uma figura histórica de nossa cidade, verdadeiro ícone como radialista, comentarista esportivo, cronista, enfim. Já oAtaliba é um tradicionalista, artista, compositor, músico, poeta de sentimentos bairristas e significado universal. E eu, um piá saído da vila Itu, que estudou nos colégios Sílvio Aquino e Cristóvão Pereira, que sempre gostei de ler e escrever e tive a sorte de encontrar pessoas amigas e que me incentivaram a ir adiante com meus sonhos.


O livro do Ataliba é o número 03 da coleção de Poesia (os anteriores são de Oracy Dornelles e Lise Fank). O livro do Barbela é o número 01 na coleção de Crônicas e o meu é o livro é o primeiro da coleção de Contos. Fiquei contente com a excelente participação de público. Me emocionei com as grandes interpretações artísticas, a cargo de pequenos dançarinos do Piquete Irmãos Sagrillo, dos meus amigos do Teatro Artemágika (dirigido pelo Renato Polga), Divaldo Souza, Dilnei Chagas e Mayara Santos; pelas apresentações de tango, a cargo de alunos do Cefet, de São Vicente.




Enfim, foi uma noite agradável e fora que o Barbela tava enciumado porque a minha torcida organizada era maior que a dela (brincadeira), tudo correu muito bem. Como foi bom rever a Cíntia Toledo. Nossa, eu adoro ela. É uma boa amiga, um ser humano de muita luz e excelente profissional. Como foi bom ver o carinho que os seus ex-alunos tinham e a surpresa que era reencontrá-la lá na universidade, ajudando a professora Rosane Vontobel, como ela sempre fez, no projeto. Como me encanta ver a dedicação da Cristieli, da Juliana e da Rosana, verdadeiras guerreiras ao lado da professora Rosane. Tive a satisfação de ver a Juliana Deponti defender a sua monografia sobre a vida e a obra do Ataliba. Ela descrevia o seu trabalho com tanto amor, com tanta emoção, que era encantador de ver. A Cristieli, eu soube, está fazendo a sua monografia com base nas coisas que eu publico no jornal, o que é uma grande honra para mim.


Foi maravilhoso ver a emoção da Lígia Rosso. Puxa, ela é uma verdadeira amiga. Estava lá, toda nervosa e empolgada com o lançamento dos livros e vinha falar comigo com tanta alegria e autenticidade. A Lígia é fantástica. E como foi bom conhecer, finalmente, a Ana Leal. Ela escreveu um artigo analisando o meu trabalho e "me encheu a bola". Ainda bem há muito abandonei de muitas vaidades, senão o texto dela teria me "estragado" de vez. A Ana falou tão bem de mim que nem a minha mãe seria capaz. Eheheh.



Lá estavam pessoas importantes em minha vida: Chico, Luana, Tainã, Rodrigo, Cíntia, César, Diniz, Lígia, João, Sandra, Eloí, Anderson, Paulo, Divaldo, Renato, Marcus Vinícius, Julio Prates, Eliziane Mello, Jones Diniz, Therezinha Tusi, Ciméia Machado e tantos outros.



Autografei vários livros, que minha mão chegou a ficar cansada. O mesmo com o Barbela e com o Ataliba. Foi uma noite de emoções para todos. Mas, como disse na Rádio Santiago, a verdadeira estrela da noite não era nenhum dos escritores.

Era Rosane Vontobel Rodrigues.

Esta, sim, uma grande profissional, grande guerreira, precursora, batalhadora. Mulher de fibra, talento e coragem e que não se entrega diante das dificuldades. Alguém que não se abaixa para os grandes, mas se ajoelha diante dos humildes. Como eu a admiro. Como eu não tenho palavras para descrevê-la. A Rosane faz acontecer, não importa as adversidades. Só o que eu espero é que, depois de mais esse lançamento, a direção da URI compreenda a importância do projeto que ela desenvolve e o comércio de Santiago seja cada vez mais parceiro. E que nossos representantes políticos tenham a sensibilidade de compreender o que significa para Santiago esse projeto. Que o Nequinho, por exemplo, não fique achando que só porque ele criou a lei que denomina Santiago como "Terra dos Poetas", a parte dele está cumprida. Criar um slogan é fácil. O que eu quero ver é engajamento pessoal. É luta, é suor, é garra. É isso que dignifica uma luta. E é por isso que a Rosane é uma pessoa que tanto admiro.
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No outro dia, sei que saiu uma reportagem na RBS TV sobre o lançamento. Infelizmente, eu não pude assistir, mas soube que eles deram um belo destaque para esse trabalho maravilhoso da Rosane e sua equipe e que terá prosseguimento com o lançamento de mais livros, de mais autores de nossa querida cidade de Santiago.


Mensagens de amigos

Professora Tânia Lencini
Marcio, eu nem sabia do lançamento de teu livro. Vê se faz mais anuncios outra vez.Sucesso que te desejo.Minhas colegas Sofia e Ana Brasil também o desejam!!! Abraça essa oportunidade que é tua.


Júlio Prates
Fala MB: O lançamento estava muito tri. Foi um show. Meus parabéns. Um forte abraço e grande sucesso. Torço por ti e me realizo com as tuas conquistas.

Alessandro Reiffer
E aí Márcio! Cara, desculpa não ter ido ontem lá, é que cheguei de viagem quase as 20h, e como eu era o motorista, tava muito cansado, nem tinha dormido, aí não tive condições de ir. Mas parabéns pelo teu livro, tu mereces. Reserva um pra mim. Abração!


Juliano Gieseler
CARA:Parabéns pleo livro!Sucesso!

Ana Leal
Oi Márcio! Recuperado de ontem?? Me contaram q a conversa tava boa!!hehehePena que fui embora cedo, mas adorei te conhecer!! Um grande abraço, e mais uma vez, obrigada por ter sido tão gentil comigo!Abraços!Ana


Giovana Della Flora
Oi Márcio!!!Como está?Passei p te deixar os parabéns pela divulgação do livro,espero q tenha muito sucesso,o quanto vc merece pelo esforço,dedicação e talento. Abraço


Rafael Nemitz
Meu amigo, a Terra dos Poetas está em festa!E a culpa é toda tuaaa vio!
Que este teu livro possa iluminar a vida de muitos santiangues, possa inspirar os dias osciosos, ser lido, relido e guardado na memória!
Parabéns meu amigo...Que este talento que tu tens possa se tornar mais especial a cada novo dia!
Conta sempre comigo!Um caloroso abraço!


Roselei
Oi Márcio, td bm?
Parabéns, pela nova publicação, tens um talento e deves investir nele.
Olha, recebi o convite da universidade para ir até lá prestigiar o evento de hoje à noite, porém não me foi possível.Gostaria de adquirir o Livro de vcs, como faço??
Abraço e sucesso!

Daiia lutz
amei o livro!to lendo ele!algumas ja tinha lidoo no jornal..ta aki guardado no meu s2
bejo