terça-feira, 29 de abril de 2008

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segunda-feira, 28 de abril de 2008

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Sexta-feira passada, a professora Rosane Vontobel me apresentou uma cópia do livro número 01 de contos do projeto “Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são?”, que será generosamente dedicado aos meus escritos. É estranho ver a minha foto e os meus trabalhos compilados num livro. Ao mesmo tempo em que me sinto honrado, também me sinto um tanto envergonhado. Desde criança eu escrevo (claro, muita porqueira) e sempre tive senso crítico em relação ao meu trabalho. Sei definir quando algo é bom e quando realmente não presta. Sempre acreditei que algumas coisas que eu escrevia tinham valor literário e mesmo não encontrando entusiasmo em muitas pessoas que liam o que eu escrevia, eu seguia criando, porque aquilo me agradava. Então, na verdade, eu cresci convivendo muito mais com críticas do que com elogios. De repente, surge a Rosane e o seu projeto, a Cristieli, a Cintia, a Ana Leal e várias outras pessoas. Várias pessoas que lêem e se agradam. De repente, é estranho conviver com elogios. De repente algumas coisas que eu escrevo, me agradam. Mas, acho legal que esteja também agradando a outros. Acho que as pessoas estão sendo generosas comigo, mas isso acaba sendo estimulante e redobra a responsabilidade para não escrever besteiras.
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Putz. A Ana Leal escreveu um artigo, falando sobre mim que me derrubou. A primeira vez em que eu li, morri de vergonha. Minha cara virou um pimentão. Eu estava lá na Rosane e ela me deu o texto para ler. Fiquei realmente sem jeito, pois era estranho ler uma crítica em relação a esses contos que eu publico despretensiomente no jornal Expresso Ilustrado. De repente, vem alguém do cacife da Ana Leal, do dr. Orlando Fonseca e me avalia positivamente...
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Bah. Gostei de uma frase que o Oracy Dornelles escreveu sobre mim: “Márcio, com esforço conquistou Santiago, mas para se completar deverá conquistar o “Brasil”. Eheheh. Muito bacana.
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Fiquei contente que incluiram no livro o conto “O Filho do Super-Homem”, que eu gosto muito. Quando criança, o meu primeiro contato com a leitura foi através das histórias em quadrinhos. Colecionava de tudo: Batman, Super-homem, Homem-Aranha, X-Men. Até hoje, às vezes, compro alguma coisa de quadrinhos. Tenho caixas cheias de revista em meu quarto. Não consigo me desfazer de minhas antigas coleções. Existe aí um amor antigo...
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Expresso em festa- No próximo dia 24 de maio, o jornal Expresso Ilustrado estará festejando em alto estilo os seus 15 anos. O Clube União Santiaguense será palco de grandes eventos: o lançamento do livro “João Lemes: 20 anos de jornalismo”, jantar à cargo do Buffet da Cândida; show com o musical Casablanca Show e muito mais, numa noite inesquecível. Reserve já o seu convite, no valor de R$ 25. Informações pelo fone (55)- 3251-1717 ou pelo e-mail jornal@expressoilustrado.com.br.
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Ando profundamente irritado com o universo da política. Tudo é muito lento, tudo é muito devagar. Não consigo ter esse ritmo. Aprendi a sempre procurar olhar adiante, ter estratégia, fazer auto-crítica e ser ágil. Quando não vejo as coisas acontecerem desse jeito, me dá um desespero, uma ânsia. Não gosto de protocolos, mesuras e nem de andar em círculos. Isso me deixa tonto. Sei lá, ando enjoado de tanta coisa. Ou eu é que sou um enjoado. Estou me cansando de tantas coisas...
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Uma coisa que eu detesto é que as pessoas não te conhecem, não sabem quem tu é, mas ficam te avaliando superficialmente. Te tiram como se tu fosse igual a outros exemplares. Poucas pessoas me conhecem de verdade e sabem realmente quem eu sou, o que penso e o que defendo. Portanto, erram o pulo comigo. Sou nascido e criado na vila Itu, estudei no colégio Silvio Aquino, me criei tomando banho de sanga e jogando taco e comendo pitanga no mato. Portanto, não sou elite e não tenho pensamento elitista de forma nenhuma. Não suporto injustiça, não aturo desrespeito e não tolero desigualdade. Sou da opinião branca e franca, como meu velho pai me ensinou. E outra: não estou à venda. Me criei juntando moeda para poder comprar qualquer coisa e isso nunca me caiu pedaço e nem nunca passei fome. Passei dificuldades, sim.
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Falando nisso e mudando de assunto, outro dia o Chico (meu melhor e mais fiel amigo) e eu conversávamos e lembrávamos de algumas proezas da infância. Quantas e tantas vezes a gente andava com um tênis rasgado do lado ou com a sola se abrindo. Ou com uma camiseta furada embaixo do braço. Ou com uma calça que tínhamos ganhado de algum vizinho. Ou com as meias furadas. E éramos felizes assim. Roupa nova, lá em casa, era uma coisa rara de se ver. Só comecei a ter isso quando comecei a trabalhar. E trabalho desde os meus 14 anos...
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Putz, estava lembrando. Quantas vezes o Chico e eu juntávamos uma tesoura e um rastelo e saíamos pela vizinhança limpando pátios. Passávamos tardes cortando grama e conversando sobre muita coisa. Depois da lida, subíamos para o centro para comer picolé e comprar alguma revista baratinha. O resto do dinheiro, juntávamos para comprar alguma roupa.
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Sem dúvida alguma, o Chico é um grande irmão. Íntegro, honesto, trabalhador e perserverante. Não entende nada de política, não entende nada de muitos assuntos. Mas tem um grande coração e é uma pessoa rara, que não perdeu a sua essência. É o mesmo de sempre. Ele tinha um sonho de ter muitos filhos. "Um time de futebol", como sempre disse. E o primeiro já está encomendado para outubro. Ele e a Luana estão namorando e muito felizes com o primeiro herdeiro. Se for menina, o nome será Amy (de Amy Lee, coisa da Luana); se for menino, será Jones (de Indiana Jones, coisa do Chico...)
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Estive no meu amigo Bactéria esse final de semana. Ele me gravou alguns filmes. Um deles é o tal de “Rec”, que eu não conhecia. Um baita de um terrorzão, estilo “Bruxa de Blair”, que prendeu minha atenção. Fazia horas que não assistia a um bom filme de terror. É um filme espanhol, muito bem produzido. Parece real.
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Putz. Essa chuva está um saco. Como eu só ando a pé, invariavelmente me vejo encharcado de todas as formas. Uma porque não tenho carro. Outra, porque não consigo usar guarda-chuva. E quando eu uso, acabo perdendo ou despedaçando. Vou ter que fazer que nem fazia quando era criança. Para ir ao colégio de minha infância, o Sílvio Aquino, minha avó enfiava um sacos (de matéria, ela dizia) de arroz ou de açúcar nos meus pés para não molhar os calçados. Puro mico, né? Fora aqueles guarda-chuvas quebrados que ela me fazia carregar para passar vergonha. Ahá, descobri o porquê de eu, adulto, não gostar de guarda-chuvas...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Entrevista: Julio Garcia

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O santiaguense Júlio Garcia é um membro histórico do PT de Santiago. Foi um dos fundadores do partido e esteve à frente da sigla em várias oportunidades, sempre acreditando nos princípios que defende, por uma sociedade mais justa. Garcia concorreu a cargos eletivos, sempre contribuindo com o fortalecimento da sigla. Hoje, residindo em Canoas, ele ainda se mantém ligado à Terra dos Poetas. Uma porque é também um escritor, um intelectual. Outra, porque é um santiaguense que carrega o amor por sua cidade. Nesta entrevista, ele fala um pouco sobre o que está percebendo do processo político que se avizinha em Santiago, em relação ao PT, o partido que colocou uma estrela em seu coração. Confira:


Como tu está vendo a organização do PT de Santiago em relação as eleições municipais?


Já estive mais entusiasmado com a re-organização do PT em Santiago. O partido tem uma rica história de luta e de coerência, principalmente durante seus 15 primeiros anos de existência. Mas ultimamente suas direções têm mais errado do que acertado. Ao contrário da defesa do compromisso ideológico e partidário, o pragmatismo tem imperado por aqui. Isso está prejudicando seriamente o PT, não só em sua representação parlamentar, que deixou de existir, como também em relação a sua inserção no movimento social, sindical, comunitário e estudantil, que hoje é apenas uma sombra do que já foi no passado.

Qual a tua posição, como líder histórico do partido, perante as movimentações que ora ocorrem na sigla em nosso município?

Saudei com entusiasmo a regorganização do partido através da eleição no último PED de uma chapa consensual. Da mesma forma, saudei a disposição de sua direção de lançar chapa própria para as próximas eleições municipais. Estranho, portanto, o paasso atrás dado na última reunião do DM de rever essa posição e desistir de lançar candidatura própria, ainda mais que tínhamos já lançado um nome do quilate do companheiro Júlio Prates. Tal recuo representou para mim uma grande decepção. Mas espero que essa decisão equivocada seja revista. Ainda há tempo para isso.


Tua postura é de que haja uma candidatura própria? Que candidatos tu indicaria para essa condição?

Defendo que o PT lidere a nível de Santiago uma chapa integrada por partidos que integram o governo liderado pelo Presidente Lula. Mas partidos que não tenham vergonha de assumir sua posição de governista. E que sejam leais. Gostaria muito de ver o PT liderando uma Frente Popular juntamente com o PDT e setores progressistas do PMDB, por exemplo. Dentre os nomes que poderiam muito bem representar o PT e a FP, cito os dos companheiros Júlio Prates, Antônio Bueno e Ruben Finamor. Não posso também ignorar a amplitude e a solidez de um nome experimentado como o do vereador Acácio Egres de Oliveira, do PMDB, numa possível composição do PT com esse partido, que integra, é bom lembrar, a base de apoio do governo federal. É uma alternativa também possível para a composição de uma Frente Popular, não podemos desconsiderá-la, embora entenda que a cabeça-de-chapa deverá ser petista.

Em caso de coligação, tu indicarias quais partidos?

Gostaria também de deixar bem claro que não tenho nada pessoal contra o nome do ex-prefeito Vulmar Leite, muito pelo contrário. O problema é político, na sua essência: o PSDB e o ex-PFL, hoje chamado DEM, representam a 'oposição raivosa' ao governo Lula e o desgoverno Yeda no RS. Seria uma enorme incoerência coligarmos com partidos tão distintos ideologicamente e tão sectários no ataque ao governo Lula e ao PT, tanto no estado quanto no país. Seria deseducar ainda mais nossa população. E isso não faz parte da tradição do PT. Da mesma forma, não faz parte da tradição do PT ficar em cima do muro, como dá a entender a decisão extremamente equivocada da maioria do DM do PT, tirada na última reunião, de 'liberar' o voto dos filiados e simpatizantes do partido , decisão essa que queremos ver modificada nas próximas reuniões de nossas instâncias maiores.

Como tu analisa a preferência, por parte de alguns membros do diretório municipal, em quererem coligar com o PP?

Acho que tanto a posição de não lançar candidatura própria quanto a de sair a reboque do PP (a propósito, perguntaram para a direção do PP o que eles acham dessa proposta?) representam as piores alternativas possíveis para o partido. Deixar o partido sem cabeça-de-chapa é desarmá-lo completamente, é derrotismo puro; coligar com o PP é descaracterizá-lo ideologicamente , é negar o seu passado e sua tradição de lutas contra a prepotência, contra o latifúndio, a favor da Reforma Agrária, dos trabalhadores e da Justiça Social. Nenhuma dessas alternativas será positiva para que o PT volte a figurar como uma legenda representativa em Santiago. Representará um recuo enorme e desagregador, um risco mesmo para a continuidade orgânica do PT santiaguense.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Tempo de repensar

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A menina Isabela, sem dúvida, era um anjinho. E, sem dúvida, não merecia morrer da forma cruel como morreu, como aliás, ninguém merece morrer daquela forma. Se eu lamento a morte dela? Sim. Muito. Como lamento a morte de qualquer criança, velho, negro, pobre, rico, italiano, japonês o que seja. Lamento qualquer morte violenta e não-natural. E, muitas vezes, até lamento a morte inevitável, de pessoas que estavam doentes e não tinham outra saída, senão dar adeus ao seu corpo físico no momento em que ele já não servia mais. Vejo que muitas emissoras de televisão, no Brasil inteiro, trataram o caso da morte da menina Isabella como se fosse um Big Brother, com câmeras espalhadas por todos os lados, ora cobrindo o apartamento em que o pai dela morava, ora cobrindo a delegacia, a casa dos pais dos avós, da mãe, a escola da menina. Enfim, sobrou alguma pessoa ligada a vida da menina que não fosse filmada, fotografada ou entrevistada? A televisão mostrou todo o seu aparato, capaz de criar uma superprodução em torno da menina, transformando as pessoas à sua volta num grande elenco, de uma novela tragicômica, explorando qualquer detalhe ao máximo, ultrapassando todos os limites da informação e explicitando os pormenores da vida particular de todos os envolvidos no caso. Do pai, da madrasta, da mãe, do avô, do pedreiro, da professora, da irmã. de todos. Há comunidades no Orkut dedicados Isabella, centenas de vídeos no Youtube. E não duvido que já não estejam comercializando camisetas, pôsteres e chaveiros. Todos choramos a morte Isabela. Todos nos compadecemos e lamentamos a morte daquela anjinho. Uma menina linda, o sonho de qualquer mãe ou de qualquer pai. E ela foi assassinada. Estúpidamente assassinada.

As pessoas peregrinavam, ora em frente a casa dela, ora em frente a delegacia, ora na escola. Por todos os lugares. Cada detalhe novo era aguardado com ansiedade, esmiuçado, discutido por todos. Nas filas dos supermercados, na padaria, na escola. E muito antes da Justiça definir qualquer coisa, o pai e a madrasta de Isabela já tinham sido julgados pelo público. Teve até enquetes na Internet. “Você acha que eles são culpados ou inocentes”. Bendita Internet que nos dá a possibilidade de brincar de juízes...

É uma história que seria cômica, se não fosse trágica. Eu sei que estou indo na contramão, abordando um assunto que muitos sequer ousam pensar em criticar. Mas o interesse excessivo no caso, traz a tona tais discussões. Não falar delas, é perder uma oportunidade preciosa de avaliar o nosso próprio comportamento. No filme “Tempo de Matar”, Samuel L. Jackson interpreta um pai que busca justiça pelas próprias mãos e assassina os matadores de sua filha pré-adolescente, que após a terem estuprado e matado, poderiam sair impunes, pois eram brancos. Assim, o pai descrente da justiça dos homens, os assassina para vingar a filha. E, acaba ele sendo preso e indo à julgamento. Entra em cena o advogado interpretado por Mattew McConaughey para defendê-lo. Mas, como defender um homem que é culpado por dois assassinatos? E como julgá-lo, em seu papel de pai, de vingar a honra de sua filha, violentada e assassinada bárbaramente? O advogado desce ao inferno, em seu papel de defensor, enfrentando a ira de uma cidade racista, num Estado racista, num país racista. Ao final, vendo o caso perdido, a sua vida destruída e o seu cliente prestes a ser preso para sempre, ele encara o tribunal do júri e pede que as pessoas fechem os olhos e imaginem tudo o que aconteceu com a menina, como se ela fosse filha de de um deles. Só que, ao final, o advogado sentencia. “Agora, imaginem que ela era branca”. É um soco no estômago do espectador, já que a menina assassinada era negra.

Faço esse adendo para trazer à tona o questionamento que uns poucos se fizeram: e se Isabella fosse negra? E se ele fosse pobre? Aliás, quantas meninas negras e pobres morrem diariamente nesse país, das mais variadas formas? Quantas meninas, meninos, velhos, homens, mulheres morrem das formas mais terríveis diariamente em nosso país? O que é preciso para que fiquemos compadecidos dessas mortes também? O que é preciso para que choremos cada uma das mortes que acontecem à nossa volta, em nossa cidade, região e Estado? Será que a dor é mais glamourosa quando acontece sob a mira de câmeras de televisão? Não digo que a gente não deva se compadecer com a dor da mãe de Isabella, não digo que a gente não deva sentir tristeza por ela ter morrido como morreu. Só acho que a gente deva sentir o mesmo por qualquer ser humano ou por qualquer criança. Pobre, branca, negra ou rica. Mesmo que a morte dela não seja dramatizada pela Rede Globo.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Elenice Gindri

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Essa semana tive a grata satisfação de conversar e conhecer um pouco mais do trabalho da Elenice Gindri, uma jovem e competente arquiteta. Formada pela URI, ela faz parte dessa nova geração de profissionais, que inclui também aí os meus amigos Leandra Dutra e Claudinho Giodda. A Nice, como é conhecida, é bastante criativa e já tem mostrando o seu talento em várias obras pela cidade, na área da arquitetura, paisagismo e interiores. Uma coisa que eu notei nela - e achei muito legal- é que às vezes, conversando, ela começa a mexer na ponta dos cabelos e sorri de um modo tímido, mostrando que tem uma humildade admirável. Característica indispensável em muitas pessoas dispostas a vencer na vida pela força de seu trabalho. Sem dúvida, fiquei encantado com o carisma dessa moça que, tenho certeza, será uma grande profissional. Talvez, a próxima Nelcy Brum, que é outra arquiteta que muito admiro. Aliás, a arquitetura é uma área que me fascina pelas possibilidades de criar e que, se eu pudesse, gostaria de trabalhar.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Declaração de amor

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Percebo que não consigo viver longe de ti. Sempre que nos despedimos, mesmo que por um breve instante, sinto saudades tuas. Talvez eu seja sentimental demais, mas é que foi junto de ti que escrevi a história de minha vida e que idealizei tantas coisas. É impossível, portanto, imaginar-me em outro lugar que não seja aqui, contigo. É tu que embala os meus sonhos e que me dá forças para seguir em frente. É por ti que me sinto motivado a ser uma pessoa melhor e a empregar todos os meus esforços para que a gente seja feliz, juntos. Ok, eu sei que tu vai me dizer que a felicidade só reside no agora, nem no ontem e nem no amanhã. (Te imagino até citando Vinícius, "que seja eterno enquanto dure"...). Às vezes distante, é que percebo ainda mais a beleza que tens, os encantos que possui e o quanto tu é diferente de tantas outras. É especial. E quanta saudade me faz sentir sentir por ti. E é aí que percebo o quanto te amo. É aí que percebo que não existo longe de ti. (Teu abraço é o melhor...)

Tudo em ti me fascina: as tuas múltiplas facetas, os teus talentos, os teus encantos, a tua força, a tua inteligência, a tua luz, a nobreza do teu caráter, o dom que tem em ser gentil com todos que convivem contigo (como consegues isso?). Sei que sou mais um, apenas mais um, em tua história, mas quero dizer que o melhor lugar do mundo é aqui, junto de ti. Fomos predestinados desde a manhã em que nasci. Temos um elo inquebrantável. Não sei quantos pores-do-sol ainda verei junto de ti, no entanto, é inevitável te dizer essas palavras para declarar meu amor, eterno enquanto durar, por ti, minha querida cidade de Santiago.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Em homenagem a um amigo...

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O tempo não pára e, de fato, voa. Nesta semana ao procurar a minha Carteira de Trabalho nas profundezas de alguma gaveta perdida no triângulo das bermudas que é o meu quarto, constatei que o tempo é extremamente fugaz, num piscar de olhos e salta à nossa frente. Se olharmos para o passado, refazendo os nossos passos desde a mais remota lembrança até esse momento em que você está sentado diante deste computador, lendo este blog, parece que as coisas ocorreram num salto. Zap. E estamos aqui. Rápidamente, anos se condensam em flashs ultra-rápidos. Porém, quando lançamos nosso olhar para frente, para o futuro, para a idade que temos, parece que temos muito ainda a viver. Muitos anos de estrada, tudo está muito distante. E só vamos perceber que nada está distante quando estivermos lá na frente e olharmos para o hoje. Tudo é fugaz.
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Mas, enfim, encontrei a minha carteira de trabalho e, veja só, na data de 03 de março de 1999 eu comecei a trabalhar no jornal Expresso Ilustrado. Eu tinha 19 anos e era a primeira empresa em que tive carteira assinada. Aliás, a primeira e a única. claro que eu trabalhei em outros lugares, como a Câmara de Vereadores, durante dois anos e meio (de agosto de 2005 a janeiro de 2008). No entanto, sempre me mantive ligado (e fiel) ao jornal Expresso Ilustrado. Não somente pelos laços de trabalho, mas principalmente, pelos de amizade. Uma firma, pela qual, tenho a máxima admiração e fidelidade por seu tratamento justo, sem nunca ter atrasado um salário. Primeiro dia útil do mês, está lá o dinheiro na mão.
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Em 1999, após um treinamento de meses, à cargo de meu professor Sidnei Garcia, em março de 1999 comecei a trabalhar com diagramação no Expresso, obtendo uma oportunidade sonhada anos antes. Em 1997 estive no Expresso deixando um currículo, após ter visto uma propaganda de emprego, onde eles buscavam redatores, cheguei até a conversar com o João Lemes, mas eles já estavam com o quadro preenchido. Mas, dois anos depois, veio a chance e foi quando comecei a trabalhar no Expresso. Ao olhar minha carteira de trabalho, parece que foi há poucos anos. Com que satisfação recebi o meu primeiro salário. Putz, nem sabia o que fazer com tanto dinheiro. (Como eu vivia de trabalhos de meio-período estava acostumado a ganhar pouco. De repente, ter um salário integral era o máximo dos máximos para um guri pobre da vila Itu e que, ao invés de estudar nos colégios do centro, passou metade da vida até então, no colégio Silvio Aquino).
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Mas olhando para a minha carteira de trabalho e olhando para hoje, dia em que escrevo esse texto, parece que foi tudo tão rapido. Mas noto que, neste ano, o Expresso comemora 15 anos de existência. Ok, beleza. Mas coloco o meu olhar um pouco adiante, no ano que vem e percebo que, em 2009, vou completar 10 anos de firma!!!! Isso não é incrível? Putz, o tempo, de fato, não pára.
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Mas, bem, estou enrolando nesse post. Eu quero falar a respeito da viagem da semana passada. Quem acompanhou o blog do João Lemes (clique no nome dele ou aqui, para acessar), sabe que viajamos até Santa Catarina na busca por um tio que ele não via há mais de 20 anos. O objetivo: trazer à tona lembranças de outrora, matar as saudades, reatar os laços de afinidade e rever alguém que foi para ele um pai.
Logo que entrei no Expresso, em 1999, comecei a conhecer um pouco mais da vida do João. E, desde então, eu dizia para ele que a vida dele dava um livro. E, passados quase dez anos da minha entrada no jornal, eis que o João está terminando de escrever o livro de sua vida. Filhos, ele já teve três. Árvores, ele plantou várias. Livro, esse é o primeiro. Mas a história da vida dele, João vem escrevendo semanalmente.
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E eu tive, então, a oportunidade acompanhá-lo nessa volta ao passado, de um homem em busca de suas raízes. Tive a oportunidade de acompanhar esse amigo, que é o João que, para mim, é um exemplo de vida, esperança, superação e força. Durante nossa jornada testemunhei ele se deparando com a casa onde viveu na infância, em Panambi e descrevendo o turbilhão de imagens que surgia em sua mente. Nas ruas em que ele brincava de carrinho, no rio onde ele tomava banho, no campinho de futebol, no colégio, na igreja onde foi batizado aos 06 anos e, culminando, no reencontro emocionante com o tio dele, aos 69 anos. Fui testemunha de um reencontro de um "quase pai e de um quase filho", conforme João descreveu em seu blog.
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E, desse reencontro, fiz muitas fotos. Não posso publicá-las aqui, nesse blog, visto que João pretende revelar a face de seu tio no livro, que será lançado em maio, mas devo dizer que desde que eu conheço o João Lemes, nunca o vi chorar. E, acho que todos os que estão à sua volta também nunca viram. Mas nessa viagem, pela primeira vez em quase 10 anos, eu vi o meu amigo ser invadido por uma grande emoção e ficar com lágrimas nos olhos. Não no reencontro, mas na despedida. Seria por medo de perder o único vínculo, que agora retoma, com o seu próprio passado? Questiono, mas não posso responder. A resposta, certamente, estará em seu livro "João Lemes: 20 anos de jornalismo", que será lançado em maio na festa de 15 anos do Expresso Ilustrado.

(As fotos que ilustram esse blog foram captados durante a viagem em que paramos nas cidades de Cruz Alta, Panambi, Condor, Frederico Westphalen e Mondaí)

E-mail emocionado!!

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O santiaguense Rodrigo (não informou o sobrenome) me enviou o seguinte e-mail, publicado abaixo em seu formato original, comentando a respeito de um outro blog meu, o Visões de Santiago:

"Olá, estava aki navegando na internet em minha casa, e entrei no Google para pesquisar sobre minha terra natal que é santiago, acabei entrando no blogger: VISOES DE SANTIAGO, acho que deve ser de sua autoria, achei muito legal, pois eu pude matar a saudade de casa um pouco apesar de eu estar um pouco longe, mas é bom ter sempre um lugarzinho, um espaço para matarmos um poukinho de saudades de onde nós nascemos e nos criamos com dignidade, hj estou em São Paulo-SP trabalhando e cada final de ano sempre dou um geitinho para ir ao encontro de minha familia que´é tudo pra mim, nunca e jamais irei esquecer de minha cidade, fico triste em saber que a população esta cada vez mais diminuindo em relação ao anos anteriores, sei que isso é por falta de emprego, muitos jovens saem de santiago por falta de mercado de trabalho, pois santiago apesar de estar em uma área boa de ser instalada indústrias, ela fica muito longe dos grandes centros e as BRs 287 e 377 não concluida, atrapalha no desenvolvimento da cidade.

Santa Maria só é um poukinho mais desemvolvida por razão de ali esta instalado uma UNIVERSIDADE FEDERAL E ESTAR COM UM VERDADEIRO CAMPO MINADO, que é a quantidade enorme de quarteis, senão estaria também sofrendo a redução de jovens, diferente da cidade de CAXIAS DO SUL que a cada ano que passa aumenta a população entre 10 a 20 mil ao ano, sei que hoje esta com quase 600 mil habitantes, Aki em São Paulo nao tem nem como comentar o crescimento esta cidade não para de crescer em todos os sentidos, populacionalmente e criminalmente.

A cidade de Porto Alegre é a terceira maior metropole do Brasil, por sua vez esta cada vez mais perigoso morar lá por haver muitos desempregados, mendigos e criminosos também, Caxias do Sul também está começando a entrar nesse ritmo, pois a fonte de renda do RIO GRANDE DO SUL, 90% das Indústrias de lá tem filiais aqui em São Paulo e em outros lugares do Brasil e do mundo.
É só indo pra lá para analizar o crescimento desordenado daquela cidade, sei disso porque quando sai de Santiago fui direto para Caxias do Sul e de lá fui para Florianópolis e hoje estou aqui em São Paulo.

Bom o que tenho para dizer como mensagem final ao povo gaúcho SANTIAGUENSE é que nunca desistam de realizar seus sonhos, pois se for preciso corram atrás, pois os ultimos sempre serão os primeiros, nunca tenha medo de enfrentar o mundo, pois o mundo é pequeno para aquele que quer disfrutar dele, voe sempre mais alto, pelo menos tente não fique de braços cruzados, sei que todos podem, e com garra e determinação agente vai até o limite.

Um bom final de semana para todos os santiaguenses. Leiam esse comentario e guardam consigo tudo isso que esta escrito, pois com ele vc vai longe, fassa como eu voei e hoje posso dizer `` VENCI``. SANTIAGO - ESTA É A CIDADE DO MEU CORAÇÃO...
RODRIGO".

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Compromisso social

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Há alguns meses, escrevi sobre a importância de nossas empresas e instituições terem compromisso social e cultural. Hoje, volto a falar sobre isso. Nesse aspecto, vejo com satisfação que a Cooperativa Tritícola saiu na frente dando um exemplo maravilhoso. Há uma semana, a cooperativa da terra da gente passou a fornecer 10 litros de leite diariamente para a creche-lar Vó Aurora. A coordenadora da creche, Juracy Flores recebeu com muita alegria o nobre gesto da Tritícola que, através do presidente Leandro Cardoso, foi sensível a situação de quase 40 crianças àvidas por esse alimento. Era do bolso de Juracy e de apoiadores que a creche conseguia o leite. Mesmo assim, insuficiente para a demanda. A Tritícola merece o reconhecimento da comunidade que pode ajudar. Basta comprar na Tritícola. A bela foto acima, feita na creche, foi registrada por meu talentoso colega de Expresso Ilustrado, o Anderson Taborda.


Compromisso cultural
Agora, quero falar sobre o compromisso cultural. Fiquei contente de ver que a Câmara de Vereadores iniciou a discussão a respeito da preservação do prédio no mesmo terreno e que, no ano passado, perigava até ser demolido. Na época, eu fiquei preocupado com essa possibilidade e conversei com os vereadores Bianchini e Nelson Abreu e sugeri que, ao invés de ser demolido, o prédio fosse restaurado para abrigar um auditório multicultural, abrindo espaço para teatro, dança, palestras, exposições etc. Afinal, quem lida com a arte em Santiago sabe da falta de espaços. Sugeri ainda que fosse lembrado o nome de Caio Fernando Abreu, no caso da idéia ser concretizada. Nessa semana, o presidente Abreu trouxe o assunto à baila na sesão da Câmara e noto o empenho de alguns vereadores, como o Bianchini, que demonstra preocupação com a preservação cultural e histórica de nossa Santiago. Aliás, eu lembro quando conversei com ele sobre esse assunto, o quanto Bianchini se mostrou disposto a defender o referido prédio. Ele chegou a comentar, inclusive, que se fosse preciso impedir a demolição do prédio, ele colocaria um colchão dentro do prédio e moraria lá por uns dias. Tudo para impedir que mais um crime contra um prédio histórico de nossa Santiago fosse cometivo. Depois ainda me perguntam o porquê de eu dizer que admiro o Bianchini...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Tritícola vai doar 10 litros de leite diários para creche Vó Aurora!!

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Essa manhã de sexta-feira foi especial para o nosso Movimento Juventude com Atitude. Afinal, não é todo dia que se consegue uma doação de 10 litros de leite diários. A entidade beneficiada é a Creche-lar Vó Aurora que, a partir dessa data, receberá o alimento, beneficiando mais de 40 crianças que convivem na instituição.

Há alguns dias, a nossa amiga e integrante Lígia Rosso esteve fazendo a doação de um computador para a creche, onde conversou com a Juracy Flores, que falou das dificuldades. Preocupada, a Lígia fez que nem o Lion-o, dos Thundercats: deu o nosso grito de guerra "Juventude com Atitude. Howwww" e emitiu o sinal de luz com sua espada justiceira, conclamando os demais integrantes do movimento Juventude com Atitude. "O que podemos fazer para ajudar a creche?", foi a preocupação dela. Em seguida, fomos todos até a creche conversar de perto com a Juracy e nos comprometer em buscar uma solução. Demorou apenas uma semana.

Nesta manhã de sexta-feira, nos encontramos na casa do César, na Bento Gonçalves, e nos dirigimos todos a pé até a Tritícola. No caminho, em frente a Câmara de Vereadores, cruzamos com o Felipe Cogo, criador e presidente da coordenadoria do PMDB Jovem Vale do Jaguari, que estava chegando de carro e que nos cumprimentou, perguntando sobre estarmos tão cedo na rua. Falamos qualquer coisa e em seguida nos despedimos. O Felipe disse que precisava lidar com política e se foi para a câmara. Desejamos boa sorte para ele.

Em seguida, nosso grupo foi cumprir o objetivo maior que tínhamos, que era ter uma reunião com o Leandro Cardoso, presidente da Tritícola, com o propósito de sensibilizá-lo, relatando a respeito da creche e da necessidade do leite.

Nem precisou fazer muito esforço, pois o Leandro demonstrou grande sensibilidade e compromisso social e autorizou a doação dos 10 litros de leite diários para a creche!!!!

Para a Tritícola, é um pequeno gesto. Mas para a creche-lar Vó Aurora, isso significa muito. Significa que 40 crianças estarão bem alimentadas diariamente!!! Depois que saímos da Tritícola, comemoramos muito mais essa outra conquista de nosso pequeno e valente grupo de amigos. Demos uma parada na Padaria Glacial para tomarmos um café e brindarmos a amizade. O César e a Lígia ficaram só numa xicara de café. Eu tomei duas xícaras e comi um pastel e um risólis. Em seguida, a Lígia se foi para o Colégio Medianeira, onde tinha que cumprir seu compromisso de professora e o César e eu rumamos até a creche, dar a boa notícia para a Juracy, que se emocionou muito.

Obrigado, Leandro Cardoso. Obrigado, Cooperativa Tritícola. Que bom se mais empresas de Santiago demonstrarem compromisso social e ajudarem as instituições de nossa cidade. Que bom se os agentes políticos de nossa cidade se unirem em prol da boa (e verdadeira) política. A partir de hoje, a Tritícola, a cooperativa da Terra da Gente passa a fornecer 10 litros de leite diários para a creche-lar Vó Aurora.

Na foto acima: Mayara Oliveira, César Braga, Lígia Rosso e eu. Integrantes do Movimento Juventude com Atitude!! Em tempo: a foto acima NÃO é uma montagem. A não ser pelo efeito da "mão de midas" da nossa querida Mayara.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

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A secretária de Saúde do município de Jaguari, Cátia Siqueira, se licenciou de seu cargo para concorrer a vereadora. Será a segunda vez que ela disputa uma vaga ao Legislativo Municipal. Cátia é formada pela URI-Santiago, em Enfermagem, e assumiu a Secretaria da Saúde em setembro no ano passado. Corajosamente, ela aceitou coordenar uma secretaria que já vinha com inúmeras dificuldades, sabendo colocar a casa em ordem com muita competência. A Cátia é, sem dúvida, uma mulher valente, competente, de muita fibra e que tem condições de ser uma grande política. Quando esteve à frente da Secretaria, ela enfrentou inúmeros desafios, inclusive, internos. Tomou algumas medidas consideradas antipáticas entre os funcionários, cortando o cafézinho, o chimarrão e o hábito de se assistir TV durante o expediente da Secretaria de Saúde o que, convenhamos, é uma péssima imagem do serviço público. Casada com o Juarez Gaviolli, um grande empreendedor do Chapadão, a Cátia possui grande preocupação social e há anos dedicada atenção aos idosos, defendendo a criação de políticas públicas voltadas a esse segmento. Cátia é filiada ao PDT de Jaguari e, tenho certeza, será merecedora de cada voto que conquistar no próximo pleito naquela cidade.
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Marcelo Duarte comentou em seu blog, sobre alguns problemas que o jornal Expresso Ilustrado ora enfrenta em relação a Brigada Militar. Primeiro, com relação ao comandante, que adota uma postura autoritária e, segudo, com relação a algumas considerações bastante pesadas sofridas por meu amigo e editor João Lemes. O caso já foi explicitado no blog do João (leia carta-aberta escrita por ele, clicando aqui) e repercute através do blog de Duarte também.
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Falando nisso, vale a pena dar uma olhada mais atenta no blog do João Lemes. Uma, por seus comentários criticos acerca da nossa política local. E, segundo, para ver a fotomontagem do Vulmar Leite "Derramado" e do vereador Bianchini (com bigodinho de leite. Ehehehe)
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Um evento histórico foi a inauguração da pranchada em Jaguari, onde mais de mil pessoas participaram da solenidade de inauguração. A presença de diversos deputados estaduais e federais confirma o prestígio político do grande Ivo Patias.
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Aliás, Ivo deverá ser o presidente do Corede Vale do Jaguari, já que o vereador Diniz Cogo deverá apresentar a sua licença para disputar as eleições municipais.
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Não é a toa que o PT de Santiago passou a ser sigla mais assediada do momento, afinal, Lula comemora altos índices de aprovação de seu governo, além de feitos históricos. Se antes o discurso do PT era esquerdista e marginalizado, hoje, ganha peso de ouro. Nos últimos dias, todo mundo resolveu oferecer a vice para o PT. Uma situação que era impensável dentro de outras siglas, quando eu já defendia isso há mais de um ano atrás. O Júlio Prates sabe que sempre tive essa posição.
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Aliás, em relação ao PT, concordo com o Julio. O atual presidente, o Luis Rodrigues, é uma grande liderança, ponderado, justo, inteligente e que tem uma boa concepção política. Sem dúvida, é um dos bons exemplos que temos aí em nosso meio.
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O Vulmar resolveu desencantar. Bem, antes tarde do que nunca. Só que agora, tudo soa meio atropelado. Outra que eu avisei há meses atrás. (que coisa chata, agora fico eu dizendo: eu avisei, eu avisei. Cara babaca que eu sou...)
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E o Guilherme Bonotto, que não se licenciou, ao contrário de Ruivo. Acontece que ele fará isso no prazo legal para concorrer ao Executivo. Saindo agora, Ruivo pode optar por buscar uma vaga na Câmara de Santiago, se perder a convenção para prefeito. Já Guilherme, parece seguro. Ambos foram competentes em suas respectivas secretárias: de Agricultura e de Saúde.
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Será que Ruivo vai entrar para a história como o melhor prefeito que Santiago NÃO teve?
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Uma querida ex-colega me enviou o seguinte e-mail "Prezado Marcio, Textos inteligentes,bem elaborados como os seus merecem os Parabéns! Ainda mais quando fala com justiça de pessoas e sobretudo, sobre funcionários do Legislativo. Obrigada p ter dado a resposta ao que tivemos de ouvir d alguém que admirávamos, s/direito à resposta".
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Tenho sido cobrado por alguns amigos de que pouco tenho atualizado o meu blog. É verdade. A falta de tempo me persegue. E, quando consigo estar livre de compromissos, acabo preferindo assistir a filmes, jogar canastra, jogar futebol, enfim, estar com os amigos. Nessa semana, tive a triste notícia de que meu amigo Francisco Diello não mais está trabalhando na Videoclube. Ele acabou deixando abdicando do emprego por dificuldade de relacionamento com os proprietários. O Chico é um apaixonado por cinema e, sei, amava a locadora. Eu sei como é difícil para ele abrir mão de algo que ama.
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Sobre a tão falada desavença verbal entre o vereador Bianchini e o prefeito Vulmar Leite, vou dar a minha opinião. Acho que o Bianchini errou em ter pedido um aparte para o vereador Sérgio outro dia e discordar da indicativa do nome de Vulmar para prefeito, afinal, vivemos em democracia e as idéias devem ser respeitadas. Vulmar foi um administrador competente e merece ser reconhecido por seu trabalho e por sua história. Assim, creio que Bianchini errou em ter feito a crítica, tão severa, no calor da emoção. Podia ter se expressado de outra forma, pois daquele momento, originou-se toda a discussão.
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De outra forma, se é verdade que o Vulmar ofendeu o Bianchini, chamando-o de vassalo, também agiu errado. Não se responde uma crítica com outra crítica. Se pondera e se defende. Mas acho que, no final das contas, ele acabou pondo um a discussão de forma elegante. E se vier a ser candidato a prefeito, é um bom candidato.
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Já o Bianchini, sem dúvida, tem condições de ser um dos vereadores mais votados do próximo pleito. Sempre tive grande admiração por ele e é um dos poucos vereadores que eu daria um título de "Vereador 100%", já que é inteligente, justo e corajoso, além de estar sempre em contato com a população, buscando saber de suas necessidades. É dono de opiniões fortes, sem dúvida, mas acho que um vereador precisa disso. Ele é brigão quanto tem que ser, defende suas convicções e é íntegro. Aliás, integridade é algo absoluto num político. Tenho certeza de que o Bianchini, futuramente, tem condições de ser prefeito de nossa cidade. A outro vereador que eu daria um título de "Vereador 100%", seria o Renato Cadó, que é uma grande liderança do PMDB. E só.
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Até eu diria o seguinte: baseado no exemplo tanto de Bianchini quanto de Cadó. São políticos que se mantém muito mais ligados às pessoas e menos aos partidos. Acho que política se faz próximo das pessoas e longe de siglas, joguetes, articulações etc. Acho que, disso, todos estamos cansados. De minha parte, acredito que a política seja importante, necessária e fundamental, quando ela se propõe a construir um projeto coletivo. Quando ela é usada para propósitos individuais ou grupais, deixa de ser um instrumento científico para ser politiqueiro.
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Veja só: agora sou um escritor com registro na Biblioteca Nacional. Ou seja, não existe muitas diferenças entre eu e o Paulo Coelho. Eheheh. Recebi um telegrama da Academia Brasileira de Letras, mas ainda não abri.
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Falando em escritores, estou escrevendo um livro contando os bastidores da política de Santiago, afinal, acompanhei de perto, trabalhando na Câmara de Vereadores de Santiago. Revelações surpreendentes!
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Tive a grata satisfação de conversar por alguns momentos com o Junico Brum essa semana, filho da professora Sofia Brum (a qual foi uma das principais responsáveis por eu amar Literatura e tomar gosto por escrever). O Junico é um grande profissional, arquiteto e também empresário no ramo de celulares. Inteligente, está sempre antenado nas questões políticas e sociais. Valeu a pena trocar idéias com ele. Tem um grande futuro pela frente, sem dúvida.
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Na quarta-feira, meu amigo João Lemes e eu estivemos na casa da professora Rosane Vontobel Rodrigues e do seu Eri Rodrigues. O João foi entregar mais algumas páginas de seu livro, o qual a professora está lendo em primeira mão para elaborar o prefácio. Enquanto eles trocavam idéias sobre a obra, o seu Eri e eu dialogamos sobre um texto que ele recebeu do professor Zanini, copiado da Veja, onde era discutido sobre a natureza animalesca do homem, questionando o papel da fé e das religiões. O senhor Eri é uma pessoa bastante perspicaz e, ao lado da professora Rosane, educou com maestria o meu grande amigo e irmão Rodrigo.
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Aliás, o Rodrigo assume a partir dessa semana a condição de Procurador Jurídico do município de Capão do Cipó, no lugar de um grande e conceituado advogado, que é o Miguel Garaialdi. Aliás, o Garaialdi foi uma pessoa importante na vida do Rodrigo, tendo sido um de seus mestres no curso de Direito na URI. Fico muito feliz por essa conquista, esse reconhecimento ao trabalho do Rodrigo, por parte da administração de Capão do Cipó.
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NO ano de 2007, tive a honra de trabalhar ao lado do Rodrigo, na Câmara de Vereadores de Santiago, onde ele entrou para a história do parlamento como o primeiro procurador jurídico que a Câmara teve. E, sem dúvida, ele foi capaz de fazer um trabalho brilhante e, creio, insuperável. Em um ano, ele emitiu dezenas de pareceres fantásticamente bem elaborados, que auxiliaram o expediente legislativo em diversas situações. Apesar de jovem, o Rodrigo demonstra a competência de quem tem muitos anos de experiência. Ele é sem dúvida, um grande exemplo de uma frase que digo sempre de que não importa quantos anos se tem e, sim, como se usa os anos que se têm.
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Falando na Câmara de Vereadores, devo dizer que de agosto de 2005 a janeiro de 2008, tive a honra de estar à frente da chefia de gabinete da Câmara de Vereadores. Durante esse período, toda e qualquer decisão administrativa sempre passou por mim e tive a oportunidade de trabalhar e conhecer de perto cada vereador que atua no parlamento e cada funcionário. Sendo assim, me considero apto a emitir opinião sobre qualquer assunto relativo ao Legislativo santiaguense. Afinal, estive lá.
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Assim, devo dizer que, diante de algumas decisões e declarações, sobre a atuação dos funcionários municipais, bem como o recebimento ou não de adicional noturno para trabalharem. Todos os funcionários da Câmara são competentes em suas funções e eles são o coração que move o Poder Legislativo. E são trabalhadores. O salário que recebem, de forma justa e esforçada, é por seus bons serviços, para os quais prestaram concurso público, estando plenamente amparados por qualquer tipo de recebimento extra, fora do horário convencional. Quem pode ser privado de seu direito de exigir o que é justo? Seria eu, capacitado para julgar e sentenciar que isso seja errado e desonesto? De forma alguma. É correto e legal!
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Assim, para trabalhar em horário noturno mereceriam e deveriam estar recebendo convocação de hora extra sobre os seus vencimentos. Isso seria justo e legal se estivesse acontecendo, pois é dessa forma, equilibrada que as coisas deveriam ocorrer. Portanto, observar que alguém que não esteja trabalhando à noite, por não estar recebendo nenhum provento extra, é plenamente aceitável e que merece o respeito de qualquer legislador que se declare defensor dos direitos de quem trabalha.
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Dizer que um funcionário não merece receber hora extra é de uma ignorância sem precedentes. O que me diria de os vereadores terem recebido sobre uma sessão extraordinária. É algo desonesto, é ilegal, é imoral? Não, não é. É algo que está previsto e regulamentado. Aceita-se. Respeita-se. Da mesma forma, os funcionários merecem -e devem- ser respeitados. Outra coisa: ninguém é dono do Poder Legislativo, pois "todo poder emana do povo". E a todo ato desempenhado por um vereador, existe alguém a quem prestar contas, ou seja, ao povo. O poder que se desempenha é representativo e jamais deve estar calçado em disputas pessoas, infladas por ego deste ou daquele.
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A evolução política só se dará quando os nossos agentes públicos tiveram a capacidade de discernir que não se critica alguém ou um governo porque ele atinge os nossos brios ou vai contra os nossos caprichos. Eu, por diversas vezes, manifestei aqui nesse blog o quanto admiro o prefeito Chicão e digo: foi o melhor prefeito que Santiago teve e seu governo comemora tantas conquistas que quaisquer falhas são pormenores. Querer argumentar que um governo deva ser trocado simplesmente porque não se vai com a cara desse ou daquele ou, pior, por vaidades tolas é algo extremamente perigoso. Em princípio, o que deve existir são propostas, idéias, algo para apresentar que seja pleno de ser feito, que seja possível de ser realizado e que represente algo capaz de beneficiar as pessoas.
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Porque uma sociedade é feita de pessoas, de sonhos, de esperanças. E é em benefício da coletividade que todos devemos trabalhar. E trabalhar em benefício de todos é buscar o bem e ser contra, sim, as mazelas que atormentam as pessoas que amamamos, exigir justiça. Devemos lutar, sim, contra o que há de errado na sociedade e, consequentemente, em nossos próprios atos. Aliás, o grande político não é o que discusa bonito e, sim, aquele que faz de sua própria vida um exemplo digno de ser seguido.
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Sou livre para expressar minhas opiniões e críticas. Da mesma forma que um vereador o é, quando ocupa a tribuna da Câmara ou os bastidores do Legislativo, em meio as reuniões. No entanto, ocupar-se de suas funções para atentar contra os próprios servidores do Poder que representa é como atirar no próprio pé.
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PS: sobre o tópico de escrever um livro sobre política e sobre ter recebido telegrama, é Primeiro de Abril. Atrasado.