quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

É necessário doçura...

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Quanto ganha um gerente do Banrisul? Foi a pergunta que fiz para um amigo. “Ah, deve ser perto de uns R$ 5 mil”, ele supôs. Acredito que seu raciocínio pode estar certo. Certamente, tal valor (ou mais) é merecido em face das atribuições de comandar uma agência. Não sei quanto ganha o gerente do Banrisul, mas sei quanto a dona Tânia Freitas (ou Tia Tânia, como eu costumo chamá-la) ganha a cada doce que vende trabalhando em frente a agência. Negrinhos, branquinhos ou cajuzinhos. R$ 0,50 centavos cada um. Mas seu lucro é de 20%, já que ela revende o produto. Nos dias quentes, Tia Tânia (foto acima) se abriga debaixo de um guarda-sol e afugenta o calor com uma garrafinha de água gelada. Nos dias de chuva volta para casa com os pés cansados e molhados.

Não há uma sala climatizada para ela, ao contrário do gerente do Banrisul. Para ela, não há como disfarçar o calor ou o frio, a não ser ficando na sombra ou se agasalhando. Ela é uma digna trabalhadora, ajuda no sustento da família e ganha a vida com muito suor. No entanto, soube que o novo gerente do Banrisul, o senhor Carlos Fernando Matje, não quer mais que dona Tânia venda doces em frente ao banco. Para ele, é um caso de ameaça à segurança do banco e, quem sabe, à própria segurança Nacional. “Se antes era tolerado, não sei. Não podemos permitir tal situação. Além disso, tememos pela segurança, já que todo tipo de pessoa é atraída”, explicou. Gerente novo, quer mostrar serviço. Mas bem que poderia começar consertando os três ou quatro caixas eletrônicos que durante vários dias provocaram amargas filas, do que se invocando com uma humilde trabalhadora como dona Tânia. O gerente Fernando, diferente do anterior, Sérgio Sulzbach, nunca comprou um dos doces dela. Se provasse, perceberia que a vida pode ser mais doce se tivermos mais humanidade em relação ao próximo.

Estatuto Do Homem

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Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III

Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
a qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

THIAGO DE MELLO

THIAGO DE MELLO é o nome literário de Amadeu Thiago de Mello, nascido a 30 de março de 1926, na pequenina cidade de Barreirinha, fincada à margem direita do Paraná do Ramos, braço mais comprido do Rio Amazonas, no meio do pedaço mais verde do planeta: a Amazônia।

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Instinto de mãe

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Parecia que toda a vizinhança tinha vindo assistir aquele trágico espetáculo. O fogo consumia a residência de madeira enquanto os bombeiros tentavam extinguir as chamas. Na calçada, vários objetos foram salvos. Mas essa não é a história de uma família que teve a casa incendiada e, sim, de um pedido de ajudas que não foi ouvido, nem pelas pessoas que socorriam objetos, nem pelos curiosos hipnotizados pelas chamas. Luka tinha cansado de correr e latir para os humanos e arriscou-se pelos corredores em chamas na busca por suas crias. Eles estavam abrigados embaixo da pia, assustados. Lambeu-os, balançou o rabo e empurrou-os para fora com o focinho, na intenção de que eles a seguissem. Mas os pequenos se recusavam e se aninhavam junto do corpo da mãe. Luka uivou mais uma vez, na esperança de ser ouvida. Mas, quem iria se importar com eles?

Detrás de um armário surge uma figura negra que a cachorra conhecia bem, era a gata Safira (que muitas vezes perseguiu pelo pátio). Safira ousa se aproximar de Luka e seus filhotes, mas sem tirar os olhos da rival. E, assim, abriu a boca e agarrou pelo pescoço um dos filhotes, arrastando-o para fora da casa. Em seguida, voltou a vencer as chamas e a fumaça para buscar o outro filhote. A essa altura Luka respirava com dificuldade, asfixiada, incapaz de se levantar. O olhar das duas cruzou uma vez mais. "Cuide deles por mim", Luka parecia dizer, se entregando ao cansaço. Uma viga despenca e por pouco não atinge a gata, separando-a de Luka. Safira corre para fora, com o cachorrinho na boca. Um dos bombeiros vê a cena e se compadece do esforço da gatinha. Logo, imagina que podem haver mais filhotes a serem resgatados. Ele enfrenta o fogo e encontra Luka, resignada com seu destino. Ele a toma nos braços e a leva para fora. O homem do fogo coloca a cachorra ao lado dos filhotes, que se aninham junto da mãe. E o bombeiro logo sai para tratar dos humanos.

Safira vai se achegando de Luka, que respira o ar puro e mantém os olhar (de gratidão?) fixo na gata. E Safira lambe as suas feridas...

Cinco patinhos foram passear...

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sábado, 19 de janeiro de 2008

Canção de Ninar II

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O bebê detestava a maioria dos adultos. Se tivesse uma boa mira e pleno domínio de sua coordenação motora (ele estava trabalhando nisso) acertaria a mamadeira ou uma fralda cheia na testa daqueles bobos que vinham lhe atormentar em volta do berço.

- Ai, nenê. Bilú, bilú, bilúúúúúúúú. Blu, blu, blu!

(Que linguagem é essa? Coisa de retardado )

- Ui, que guzu, guzu, guzuzu. Que coisa mais guzuzinha!

(Ei, meu. Tinha que filmar essas caras epiléticas e pôr no YouTube)

- Cadê o nenê?? Cadê o nenê??? Cadê o nenêêêêÊ???

(Valia a pena responder?)

Putz, que gente idiota. O pior é que o bebê sabia que seu destino era se tornar um deles. Olha só onde ele foi se enfiar. Já tinha certeza que nenhum daqueles tontos seria capaz de sanar as suas dúvidas. Qual era o sentido da vida? O que aconteceu à Atlântida? Quem construiu as pirâmides? Existe vida lá fora?

Bem, a essa altura já sabia que teria de descobrir sozinho. A não ser que perguntasse coisas mais simples, como a razão do Tata (assim ele se apresentava) ter aqueles pêlos bobos debaixo do nariz. Ou porque o colinho da Mã era tão gostoso. Sem falar naquele líquido saboroso que ela lhe oferecia tão aconchegadamente. Mas, tava aí outra dúvida. Por que é que o Tata não tinha tetos? Vai saber...

O problema é que toda a vez que o bebê tirava um tempo para refletir, nos intervalos entre uma soneca e outra, vinha algum daqueles retardados lhe importunar.

- Ai, o nenê, o nenêêê. O nenezinhoooo. Que cooOOOoooisa mais tchutchuquinhazinhazinhaaaa.

(Dai-me paciência)

Não tinha jeito. O negócio era usar daquela arma que ele tanto sabia manejar com eficiência: o choro. Ele já sabia que bastava abrir o berreiro para espantar os chatos. Claro, alguns ainda tentavam remediar a situação.

- Pronto, pronto, pronto!

Mas ele só se acalmava na presença do Tata ou da Mã. Isso era inegociável. Fora, claro, alguma daquelas titias bonitas e de sorriso acalentador. Um dia o Tata cantou uma história que deixou o bebê intrigado.

- Boi, boi, boi. Boi da cara preta. Pega essa criança que tem medo de careta.

Taí uma coisa que ele nunca tinha ouvido falar. Que boi era esse? Aliás, o que era um boi? E quem disse que o bebê tinha medo de careta? Ele simplesmente as desprezava.
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Certo dia, o bebê foi com o Tata e a Mã para a fazenda dos vovôs, que eram como outros Tatas e Mãs. Só que de cabelos brancos e carinhas engraçadas. Não tinham dentes, igual a ele.

Só sei que eles jogavam cartas, despreocupados do pequeno, que dormia em seu bercinho, colocado à sombra de uma árvore. O bebê acordou sentindo alguma presença em volta do berço. Só podia ser um daqueles chatos. Mas,quando abriu os olhos enxergou ele. O boi da cara preta. Ele lhe encarava com seus grandes olhos e enormes chifres. Ele lhe encarava, mas não emitia nenhuma daquelas frases de retardado. Só fazia alguns barulhos ameçadores com o nariz, enquanto raspava a pata no chão. O bebê teve vontade de abrir o berreiro, mas ficou receoso.

Foi a essa altura que os adultos se deram conta. A porteira da mangueira estava escancarada e o boi de cara preta estava ao lado do pequeno.

O bebê só lembra que ouviu o grito apavorado da Mã...

... E o berro do boi.

Canção de Ninar I

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Era uma grande casa de madeira, de dois andares, com enormes janelas. Através delas via-se a silhueta das árvores lá fora à luz da lua cheia. Quando o vento soprava os galhos balançavam, dando um aspecto ainda mais fantasmagórico para as árvores, que pareciam sombras tenebrosas a rondar aquele casarão. Vez por outra, uma coruja assentava-se sob os grossos troncos e emitia aqueles seus cantos pavorosos.
Ur-uhhhhhhhh. Ur-uhhhhhhhhhhhhhhh!
Era quase meia-noite. Por essa hora, a lua já estava alta fazendo com que a claridade dela alcançasse o berço daquela menina, de cinco anos. Ela estava sozinha em casa. Até essa hora da noite, nem sinal de seus pais. E ela não conseguia dormir de jeito nenhum. Mesmo porque, ela havia dormido quase que a tarde inteira, enquanto seus pais ainda estavam em casa. No entanto, por volta das 20h, ela acordou. E ninguém mais estava em casa. A não ser a criança. Sozinha.

E o que é pior: no escuro. Durante horas ela ensaiou levantar para acender o interruptor e, pelo menos, sentir-se um pouco mais segura. Mas ela tinha medo. E se, ao levantar, surgisse uma mão debaixo da cama que lhe pegasse pelo pé e a arrastasse para algum lugar pavoroso? Ou ainda, que a pouco centímetros de tocar no interruptor algo puxasse a sua mão e, dando gritos horrendos, lhe engolisse numa só bocada ou um pedaço por vez? Ou ainda, que nada disso acontecesse, mas que ao clicar no interruptor de luz descobrisse que nenhuma lâmpada se acenderia. Que a luz tivesse faltado. Ou pior: tivesse sido desligada. Nesse caso, por quem? Com que intuito?

Ela não sabia. Era uma criança de cinco anos, sozinha em casa. Numa casa que, aliás, tinha um daqueles relógios gongo. A meia-noite ouviu soar as badaladas.
- Blein. Blein. Blein. Blein. Blein. Blein. Bleeeeeeeeeeeeinnnnnnnnnnnnn -
A partir daí, tudo piorou. As silhuetas das árvores tornavam-se mais assustadoras. Os galhos batiam nas janelas e arranhavam o vidro. A pouca claridade que refletia da lua, tornava-se ofuscada pela sombra de algumas nuvens. A coruja cantava pavorosamente (e dava a impressão de que era cada vez mais perto). E ainda parecia ouvir ruídos por toda a casa de madeira. E ela se estalava toda. Se já fosse crescida, a menina pensaria que tais estalos eram normais, já que a madeira recebia a luz solar durante o dia e, à noite voltaria a se contrair. Daí, os estalos. Mas como uma criança de cinco anos iria pensar nisso?

É óbvio que, para ela, aqueles barulhos se tratavam de pisadas pelo assoalho e cada vez mais perto do quarto. Será que a porta estava trancada? O negócio era continuar rezando para o anjo da guarda, enquanto se enfiava para debaixo das cobertas, prendendo cada uma das pontas do cobertor com o corpo. Ali, ela estava protegida.

Poucos segundos depois, agora ela tinha certeza, ouvia passos. Era claríssimo. Eram passos pelo corredor. De repente, a porta do seu quarto se abriu, fazendo um barulho de gelar a espinha.
- NNNNnheeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeec -
E escancarou-se. E vieram os passos. Era passos que se arrastavam. Eram passos que se arrastavam e ao mesmo tempo arranhavam. A criança parou de respirar para ouvir melhor. Mas o que ouviu em seguida foi uma canção:

- NaaaAAAnnNa, nenééÉÉém. QueeEEe a CuuUUuuUuca vem PegAr. PapAi fOi prá rOOOoooÇa. MaaAAAmãeeEEEe já vai chegaAAAaaaRRrrrRRRrr......

A criança, enfim, respirou aliviada. Era verdade. Agora lembrava. Realmente, o papai tinha saído cedo para ir para a roça. Só voltaria no dia seguinte. E a mamãe, bem, ela já estava para chegar. Coisa boa. Mas..., péra lá. Se o papai foi pra roça e a mamãe não estava....

... então, quem é que tinha cantado aquela música?

- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Justiça cega e corrupta (Ou porquê ainda pretendo cursar Letras na URI...)

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Há uns poucos dias, confesso, estive bastante tentado a querer cursar Letras na URI. Na verdade, até uns poucos anos, a minha idéia era de fazer Direito. Mas essa idéia se esvaneceu com o tempo, afinal, de que adianta ter no mundo mais um advogado repetidor de leis???? Cheguei a dizer que não pretendia ser um repetidor, mas um revolucionador de leis. Ok, eu sei. Foi uma frase de efeito, mas com a intenção de passar a idéia que muito pouco tenho acreditado nas leis dos homens, plenamente moldável aos seus bel interesses. Creio muito mais na Lei Divina. A deusa Têmis, que simboliza a justiça, nunca foi tão bem representada quanto na capa do disco "An Justice for All", do Metallica, onde ela aparece com sua displicente face vendada (cega) e com as balanças cheias de dinheiro (corrupta). Nota-se na arte também algumas amarras em volta do pescoço e braços e cintura. Trata-se de cordas puxando a deusa, no intuito de derrubá-la. Observa-se também algumas rachaduras no corpo da deusa, prestes a ruir com aquele ato de rebeldia popular contra o símbolo de um sistema corroído. Então, de que adianta querer ser um advogado e se submeter às leis dos homens, quase sempre injustas?


Mas, bem, as razões de que querer ir para outro rumo e me interessar por Letras são fáceis de nominar. Uma razão é Rosane Vontobel, essa guerreira da educação, professora de vocação, inspiradora e matriarca de nossa literatura regional. Mãe de meu grande amigo Rodrigo e esposa do seu Eri, um homem bastante honrado. Rosane é uma amiga que ganhei nesses anos e pela qual tenho o máximo respeito e admiração. Sempre me incentivou a buscar o curso de Letras.


Agora, a outra razão atende pelo nome de Cíntia Toledo. Sem dúvida, uma grande revelação da educação regional e uma das mais promissoras aquisições da URI em muitos anos. Uma professora jovem, idealista e intensamente sintonizada com seus alunos. Durante várias conversas que tivemos, Cíntia me relatou sobre a paixão de educar e sobre os descobrimentos em sala de aula, os quais foram transformadores na vida de muitos alunos. A paixão com que falava de seu trabalho e o extremo carinho com o qual se referia à URI me tocaram.


Além de quê, não foram poucas as vezes em que cruzei pela professora Cíntia pelas ruas da cidade, defendendo o projeto "Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são", desenvolvido pelo curso de Letras da URI no intuito de destacar a Terra dos Poetas. Um projeto pelo qual se entregou de corpo e alma, assim como cada um dos envolvidos: Rosane Vontobel, Cristieli Lanes, Rodrigo Kickow e outros.


Foi aí que decidi. Em 2009, minha meta seria iniciar-me no curso de Letras da URI, especialmente motivado pela professora Cíntia. E além disso, comecei a conversar sobre essa idéia com um grande amigo, o Chico, que também se interessou pela idéia.


Lamentávelmente, soube nessa semana que a professora Cíntia Toledo, que tanto defendia apaixonamente a sua URI teria sido afastada da universidade, sem maiores explicações. Num instante, ministrava aula para os seus alunos. No outro, era chamada a assinar papéis de sua rescisão. E isso sem qualquer conversa anterior com o administrador da universidade, Clóvis Brum. Boatos sobre os motivos que levaram Clóvis a essa atitude extrema são inúmeros. E todos os que ouvi envolvem fofocagens de pessoas Mara-vilhosas, intrigas, vaidades, enfim.


Antes de prosseguir com esse texto, quero dizer o seguinte. Admiro imensamente a URI. Acredito que a história de nossa cidade e região podem se dividir em Antes e Depois da URI. É inegável a contribuição da universidade para o desenvolvimento regional. A URI tem sido responsável pela elevação de nosso nível educacional, pela formação de profissionais, pela movimentação do comércio etc e dezenas de etcs. E, se é bom para Santiago, é bom para mim. A despeito de não haver ainda estudado na URI, tenho centenas de amigos que estudam ou estudaram e sendo assim, posso dizer que amo a URI. Não é a toa que na campanha publicitária da URI em 2005, produzi as fotos para a agência que coordenou a campanha. As fotos que produzi foram utilizadas em propagandas de jornais pelo Estado, outdoors etc. Por esse trabalho, nada cobrei. Afinal, era para a nossa URI. E, para mim, era uma honra em contribuir com a universidade.


Fiz esse parêntese apenas para salientar o quanto admiro a URI. E, por admirar a URI enquanto instituição, ouso dizer que separo o que significa a instituição do que significa a sua Direção, nesse caso, representada por seu diretor Clóvis Fernando Ben Brum. Dizem que quem está de fora ou avalia melhor ou tem uma impressão incompleta das coisas. Bem, no decorrer da gestão de Clóvis Brum se ouve falar que a URI diminuiu pela metade o número de alunos; se ouve falar que os preços cobrados pela instituição são altíssimos; se ouve falar que há um elevado número de parentes de Clóvis, Ayda e cia LTDA trabalhando na universidade, cuja denominação é de ser comunitária. Além disso, se ouve falar que seguidamente bolsas de estudo são concedidas a quem pode - e bem- pagar (em detrimento de quem não pode. Ou seja, a clássica inversão de valores) ou que apadrinhados políticos tem todo o espaço que desejam. Também se ouve falar que houve casos de alunos que teriam feito abaixo-assinado para que a direção retirasse um determinado professor das salas de aula, por compreenderem que este pouco tinha a contribuir com o ambiente universitário. E que tal ato digno e de direito teria sido em vão.

Se tais boatos são ou não verdade, talvez eu jamais venha a saber. Talvez sejam apenas isso, boatos. Ou o príncipio do fio de um enrolado novelo. Não sei de nada disso.


Só o que sei é o quanto admiro a professora Cíntia Toledo. E o quanto a URI vai perder com a sua saída. E quando digo URI, não digo a direção, digo os alunos. Afinal, sem eles de que adiantaria existirem salas de aula, corredores ou o próprio salário dos diretores. Sem os acadêmicos, a instituição perde a razão de ser. E, creio, no momento em que um grupo de alunos reivindica pela permanência da professora Cíntia Toledo e Clóvis Brum faz que não vê, é algo que realmente preocupa.


O que precisaria para que Cíntia permanecesse na universidade? Abaixo-assinado de toda a comunidade acadêmica?? Tenho certeza de que isso não seria difícil de conseguir e até não duvido que alguns acadêmicos já não estejam providenciando isso. Mas seria suficiente? Será que o fato dela ter sido afastada não estaria na falta de algum padrinho ou mesmo um sobrenome desses tradicionais que temos por aí e que pessoas que chegam a um Poder adoram puxar o saco?? O que seria necessário para que se fizesse justiça, que os alunos fossem ouvidos em suas reivindicações legítimas e que Cíntia Toledo recebesse um pedido de desculpas homéricos por esse crime contra a comunidade acadêmica, de privá-los desta grande educadora? Não quero crer que uma pessoa inteligente como Clóvis seja desses que se deixe levar por conversas de comadre. Não quero crer que seja guiado por vaidades. Não quero crer em revanchismos, em disputas, enfim. Não quero crer em nada disso.


Por isso é que o Direito e a própria Justiça dos homens se torna tão porca para mim. Ela serve muito mais a quem está no topo do poder, ou no topo da cadeia alimentar, do que aqueles que ajudam a sustentar os pilares de uma instituição através de seu trabalho, de sua dedicação, de seu conhecimento.
Mas, enfim. A despeito de tudo isso, quero dizer que desisti de ser um acadêmico de Direito. Tenho o máximo respeito por quem cursa e espero que não se desiludam jamais, como eu me desiludi, perdendo o interesse de seguir nesse caminho, desacreditando da justiça dos homens. Quero, sim, cursar Letras. Quero, sim, me encantar com aquele universo da gramática e da literatura, tão defendido pela professora Rosane e pela Cíntia.

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"An Justice for All" significa "Uma Justiça para Todos". Chegará um tempo em que a justiça não mais use vendas, a fim de não ser chamada de cega? Afinal, a desculpa de que a venda serve para não reconhecer nem diferençar feições, já não soa convincente. Pois bem, por melhor vendada que esteja, ela ainda é capaz de sentir o cheiro do vil metal ou saborear os mais requintados pratos nos ricos jantares sociais. A balança, me parece, está mais desequilibrada do que nunca.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

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É madrugada. Há pouco o João Lemes me deu uma carona. Saímos há pouco da redação do Expresso, eu, o Lemes e meu amigo Éverton Gerhard. No percurso até nossas casas, conversamos sobre as manchetes que o Expresso trará na próxima sexta-feira. Vai ser uma edição muito boa.
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Ainda estou no meu ritmo de férias, depois de ter encerrado meus trabalhos na Câmara de Vereadores. Semana passada estive acampando com amigos. E nessa semana sigo um ritmo de dormir a manhã toda. Se bem que na segunda-feira, eu emendei e só acordei lááááá pelas 19h. Preciso realmente descansar.
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Venho de um ritmo alucinante de vários anos sem descansar, emendando um trabalho atrás do outro. Não que eu reclamo, pois gosto de estar envolvido com várias coisas.
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Ontem recebi uma ligação de meu amigo Noé Machado, que é diretor do Departamento de Cultura da SMEC. Me convidou para participar da encenação da Paixão de Cristo. Me ofereceu o papel de Pilatos. Justamente o único papel que eu disse ao meu amigo Jones Dinizque faria, se me convidassem. O interessante é que eles não se falaram sobre isso. Legal. Lavo as minhas mãos. Vou voltar a fazer teatro esse ano.
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Falando em teatro, nunca contabilizei quantos textos eu escrevi para teatro. Deixa eu ver: A Visita da Sogra, que ganhou o primeiro Santiago Encena; Talia Drink, que era uma peça super-violenta. Depois eu escrevi aquela peça açucarada chamada "A Menina de Olhos Verdes". Depois, A Paixão de Cristo e o Alto de Natal. Uma outra peça que nunca foi encenada chamada "(Re) Criação e "O Clube dos Monstros que o Jones vai encenar esse ano no Santiago Encena.
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Na tarde desta quarta-feira, o Anderson Taborda e eu nos dirigimos ao bairro Ana Bonato. Um menino de 13 anos havia visto um corpo boiando no riacho que corta o bairro. Chegamos lá e havia dezenas de pessoas observando o trabalhos dos bombeiros. Putz, não é fácil ser bombeiro. O coitado retirando os restos mortais do cara. Só fiz fotos da multidão, do movimento. Deixei para o Anderson a tarefa de fotografar o corpo de perto. Não gosto disso.
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Nesta quarta-feira pela manhã troquei algumas palavras via MSN com algumas pessoas que me são especiais: Patrícia Ronsani, Mari campanher e Jaqueline Minuzzi.
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Nesta sexta-feira, o jornal Expressso Ilustrado vai publicar uma matéria sobre um santiaguense que está atuando com destaque no cinema brasileiro. Trata-se de Houssen Minussi. Ele integra o elenco do filme "Meu Nome Não é Jonnhy", que está fazendo um grande sucesso nos cinemais e já é o de maior bilheteria esse ano, no país. NO elenco, Selton Mello e Cléo Pires. Houssen já dividiu a tela com Selton Mello no filme "O Cheiro do RalO". Aliás, eu tenho esse filme e é excelente.
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Houssen é filho da dona Helena Minussi, da loja Helena Noivas. É irmão do Sani, que é namorado da Jaqueline, que por sua vez, é minha amigona. Taí a ligação.
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Aliás, o Sani é o maior fã do irmão. Acompanha todos os passos da carreira do brother.
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Falando em brother, agora lembrei quem o Sani me lembra. Aquele ator de Lost que faz o papel do Desmond. Não muito, mas lembra.
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E falando em Lost, eu parei na terceira temporada e não assisti mais. Só os dois primeiros episódios. Depois que assisti Heroes, ficou difícil retomar Lost. Ainda mais a terceira temporada que é devagar quase parando.
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Acho que vou fazer mais uma tatuagem, estive conversando com o PC a respeito disso. O PC é um grande amigo de muitos anos. Grande amigo e grande talento. Já fez mais de 40 tatuagens. E a que eu tenho no ombro foi a primeira de sua carreira. Orgulho para mim.
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Hoje, quando peguei uma câmera fotográfica nas mãos e olhei através da lente, me dei conta do quanto gosto de fotografia. Putz. Sei que deixei para trás uma profissão onde eu sei que teria dado muito certo. Há algum tempo, tinha sonhos de abrir um estúdio de fotografia. Isso acabou ficando pelo caminho. Um sonho roubado...
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Mas, como dizem, não se chora sobre leite derramado. E, falando em leite, vou tomar um li'dileite para ver se consigo dormir.
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Dormir, dormir...talvez, sonhar!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Juventude com Atitude

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Confira/conheça o blog do "Movimento Juventude com Atitude" e saiba mais sobre esse grupo, responsável pela criação da Feira dos Artistas Santiaguenses e suas demais atividades e integrantes.

Declaração de Amizade

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Meu grande amigo e irmão, Rodrigo Vontobel, em seu blog faz uma emocionante "Declaração de Amizade" para o meu outro grande amigo João Lemes, jornalista e diretor do jornal Expressso Ilustrado. Em sua escrita, fica ressaltada a importância de termos (e preservarmos) os grandes amigos que a vida nos oferece.

Confira o blog do Rodrigo Vontobel para ler

A propósito

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Só para não entrar ou criar polêmicas, ao ler o blog do amigo Júlio Prates, verifiquei que ele citou uma declaração minha dizendo que o repasse de verbas ao HCS, prometido pela Câmara, deveria ser feita pelo prefeito Chicão. Na forma como está, me parece meio solta a declaração, portanto vou situá-la num plano. No trecho do e-mail, onde comentei esse assunto, coloquei assim:
"O orçamento da Câmara até dezembro de 2007 era todo devolvido ao município, já que a Câmara não trabalhava com dinheiro (duodécimo). Ou seja, qualquer dinheiro a ser devolvido, fica a critério do prefeito aplicar onde ele quiser.
Basta lembrar que quando o Gildo foi presidente, ele alardeou que a sobra de mais de R$ 230 mil seriam destinados para a construção de creches. Onde é que estão as tais de creches mesmo? O prefeito recebeu apenas verba e não dinheiro. Aplica onde quiser, porque a verba é do município. Agora, a partir deste 2008, as coisas mudam. Uma vez que a câmara possui os setores de contabilidade e tesouraria, deverá ter o repasse do duodécimo, que é o orçamento da Câmara dividido por 12 em repasses mensais. Ao final do ano, o que sobrar, é dinheiro na conta. Aí, sim, poderá ser destinado para onde for. Mas jamais um repasse direto, porque o orçamento é municipal. Ou seja, se o Nelson quiser passar dinheiro ao hospital, terá de repassar o cheque para o prefeito. Aí, os dois juntos terão de posar para a foto segurando o cheque junto com o Sagrillo. Ou, melhor, o Ruderson.

Um grande abraço.

Márcio"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Deuses de lama

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Somos deuses. Capazes de criar sociedades, organizar estruturar, inventar, governar, imperar, prosperar, curar, produzir, criar arte, comunicar, escrever poemas, cantar.Mas também somos demônios. Destruímos, estupramos, maltratamos, exterminamos. A despeito de sermos deuses ou demônios, diante do universo somos menos que insetos, mera poeira cósmica, diante da infinita criação, incapazes de compreender nossa própria finitude. E seguimos, acreditando em nossas ilusões. E seguimos, criando altares para a nossa burra inteligência. E seguimos, exaltando nossas insignificantes conquistas. E seguimos, acreditando que o fato de subjulgar alguém nos coloca acima de todo o resto, nos julgando especiais diante da humanidade. E assim, a vida segue. E ela segue. Até que um dia ela acaba.

Um rei não é diferente da plebe. O cientista não é diferente do caipira. O religioso não é diferente do ateu. A modelo não é diferente da caiçara. A vida passa, a morte chega. E, apesar de termos na morte a única certeza, nos agarramos à vida com todas as forças. No velório, choramos não aceitando a despedida. "Como pode? Tão jovem". morte não escolhe idade, não escolhe condição social e tampouco poupa quem tem mais inteligência. Não há importantes, não há escolhidos. Só o que fica é a lembrança. O resto se apaga. Pouco importa o choro, pouco importam as homenagens. Tampouco importa a santidade.

Pouco importam as aquisições. Pouco importa a informação. Nada importa. Tudo brilha por um instante, por um mísero segundo. Homens, animais e estrelas, tudo cumpre um propósito no universo. E, humanos que somos, seguimos desconhecendo esse propósito e nos entretendo com imbecilidades.

Criamos mentiras para ignorar a verdade. Vivemos ilusões de grandeza. Nos glorificamos, criando altares para o nosso ego. Colocamos fotos nas paredes, colecionamos diplomas, compramos sapatos, colocamos película escura no carro, precisamos do novo MP5, nosso cabelo só ficará mais sedoso com o novo shampoo, nosso dia só começa depois de ler o horóscopo, nosso dia só será completo com o capítulo da novela, nosso vizinho é um imbecil que ouve a música que nos irrita, o resto da sociedade age errado, a política é uma droga, os partidos políticos reúnem grupos de interesseiros, porque ninguém ouve os nossos conselhos sobre a organização planetária, sobre o que é certo ou errado.

E seguimos cegos de todo o resto, do que realmente importa, que é a busca pelo conhecimento. Que é busca pela humanidade, nosso elo perdido com o divino. E a única verdade do universo segue incompreendida: o amor. Nunca compreendido em sua totalidade, o amor é uma força infinita que deveria envolver todos os seres viventes e ser o único norte para guiar nossos passos. No entanto, só amamos quem nos ama. Ou nem assim. E que se dane todo o resto. Somos deuses, mas preferimos chafurdar na lama.

Simplesmente Amor

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Singela homenagem

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Ao acessar o blog de minha querida amiga Patrícia Ronsani, encontrei essa singela homenagem direcionada a mim, o que me deixou bastante feliz:

"Foi nesse ano que consegui meu primeiro emprego.Trabalho na Câmara de Vereadores e sou muito feliz aqui. Gosto de todos os meus colegas. Alguns se tornaram amigos, outros simplesmente colegas...
O Márcio Brasil é meu amigão, pessoa que admiro muito, faz um excelente trabalho, é super competente, além disso é um amigo incomparável, super atencioso. Adoro os conselhos dele, as coisas que ele escreve.Vou sentir falta dele aqui na Câmara,me chamando de Patinha...hehe. Márcio você é especial e pode contar sempre comigo. Muito sucesso amigo!!!"

Mas a Patinha vai além e escreve um pouco sobre cada um dos colegas da Câmara de Vereadores.
Confira acessando o blog dela, clicando em http://www.patriciaronsani.blogspot.com.
De minha parte, só tenho a agradecer pela lembrança e retribuir dizendo que a Patinha (minha ex-prima) é uma boa amiga, uma garota meiga, prestativa, sincera, verdadeira e honesta. Uma amiga leal, atenciosa. Sentirei a falta do contato diário com ela, mas nem o tempo ou a distância diminuem a força de uma amizade verdadeira. Valeu, Patinha.

Eis os vencedores do Globo de Ouro 2008

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...E estes são os vencedores do Globo de Ouro 2008, prêmio concedido pela imprensa estrangeira em Hollywood às melhores produções do cinema e da televisão dos Estados Unidos, e que este ano - devido à greve dos roteiristas - foram divulgados em uma simples coletiva de imprensa, sem a cerimônia oficial e as festas que marcam sua entrega. Apesar da baixa deste ano, o Globo de Ouro não perde sua reputação de ser uma prévia do Oscar, que será entregue no próximo dia 24 de fevereiro. Algumas surpresas são bastante positivas, como o merecido prêmio ao trabalho do diretor Tim Burton em "Sweeney Todd, que conquistou o cobiçado prêmio na categoria de Melhor Musical ou Comédia.
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CATEGORIA CINEMA

Melhor Filme Drama
Desejo e Reparação

Melhor Filme - Comédia ou Musical
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Melhor atriz - Drama
Julie Christie - Longe Dela

Melhor ator - Drama
Daniel Day-Lewis - Sangue Negro

Melhor atriz - Comédia ou Musical
Marion Cotillard - Piaf - Um Hino ao Amor

Melhor ator - Comédia ou Musical
Johnny Depp - Sweeney Todd

Melhor Ator Coadjuvante
Javier Bardem - Onde os Fracos não têm Vez

Melhor Atriz Coadjuvante
Cate Blanchett - I'm Not There

Melhor Diretor
Julian Schnabel - O Escafandro e a Borboleta

Melhor Roteiro
Onde os Fracos não têm Vez - Joel Coen, Ethan Coen

Melhor Filme em Língua Estrangeira
O Escafandro e a Borboleta (França, EUA)

Melhor Filme de Animação
Ratatouille

Melhor canção
Into the Wild - "Guaranteed")

Melhor Trilha Sonora
Desejo e Reparação - Dario Marianelli

CATEGORIA TELEVISÃO
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Melhor série dramática:
"Mad Men"

Melhor série cômica:
"Extras"

Melhor minissérie ou filme para televisão:
"Longford"

Melhor ator em minissérie ou filme para televisão:
Jim Broadbent por "Longford"

Melhor atriz em minissérie ou filme para televisão:
Queen Latifah por "Life Support"

Melhor ator em série cômica:
David Duchovny por "Californication"

Melhor atriz em série cômica:
Tina Fey por "30 Rock"

Melhor ator em série dramática:
Jon Hamm por "Mad Men"

Melhor atriz em série dramática:
Glenn Close por "Damages"

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Jeremy Piven por "Entourage"

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Samantha Morton por Longford

domingo, 13 de janeiro de 2008

Agora e sempre!

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De quinta-feira a sábado, junto com amigos, estive acampando na área de camping da gruta, em Nova Esperança. Lá estávamos, eu, o Chico, Marcus Vinícius, Gracieli, Alessandro Reiffer e Liziane Serafini, Paola Nicola e Wendel e o Alberto Ritter. Uma turma muito legal, aventureira e muito amiga. Nesses três dias de mato, estivendo tomando banho no rio, percorrendo trilhas, escalando paredões de pedra, se empulhando a torto e direito, tomando banhos gelados, fugindo de jararacas, jogando muito pôquer e, claro, "mau-mau". Quase todos dormimos em barracas individuais, fora o Reiffer e Liziane, que preferiram o conforto do Monza do Alessandro. O Chico foi o grande assador, sempre com uma carne ou linguiça no ponto para a galera. Rolou também muita Coca-Cola, Sprite e, bem, um pouco de vinho e Raiska (O Chico não se aguenta sem). Precisava desses dias de descanso, longe do resto da civilização, enfiado no meio do mato, junto de amigos. Conversávamos o tempo todo, à beira do fogo, no entardecer e no amanhecer. Nada melhor do que ter amigos, do que ter grandes amigos, para compreender o rumo que devemos seguir. Graças a Deus tenho muitos e fiéis amigos.

Logo no sábado à noite, estive junto de outros grandes amigos, numa janta oferecida pelo prefeito Chicão à equipe do jornal Expresso Ilustrado e do jornal A Hora, leia-se Júlio Prates e Eliziane Mello. Lá, pude abraçar sinceros companheiros como João Lemes e Suzana, Sandra e Anderson, Careca, Antônio, Cristiane Salbego (minha amiga de muuuitos anos), Sidnei Garcia, Éldrio Machado, Cláudio Brum e Débora Dalla Rosa, Camila, Éverton Gerhard, Paulo Maia e outros colegas de trabalho.

Falando em amizade, enquanto estava na gruta, não pude deixar de me sentir abençoado por ter grandes amigos assim. E, inevitávelmente, em meio as nossas aventuras e a companhia cinéfila do Chico, não pude deixar de me lembrar de "O Senhor dos Anéis", a mais perfeita obra cinematográfica de todos os tempos. E que tem a sua epopéia toda calçada no poder da amizade, da justiça, da igualdade e do amor. Eis o motivo do vídeo acima estar acompanhando essa postagem. O clip com cenas do filme é embalado pela voz de Annie Lenox, com a música "In To The West" e integra a trilha sonora do terceiro filme, intitulado "O Retorno do Rei".


Uma cena que muito me emociona e que não importa quantas vezes eu veja, sempre me traz lágrimas nos olhos, é um momento em que Frodo, incapaz de dar mais um passo rumo a montanha da perdição, é carregado nas costas por um exausto Sam.

Aliás, Frodo, Sam, Aragorn, Légolas e Gandalf são personagens que muito admiram e que fizeram parte da minha vida durante bons três anos. Quando estreou nos cinemas em dezembro de 2001, "O Senhor dos Anéis", fez com que eu fizesse uma jornada anual de ir até Santa Maria para assistir cada novo capítulo da trilogia, me deixando (e o resto do mundo) um ano inteiro à espera da continuação. Foi assim com "A Sociedade do Anel", com "As Duas Torres" e, finalmente, com "O Retorno do Rei", o mais emocionante de todos. Eu respirava "O Senhor dos Anéis", pela essência do texto, pela honradez dos personagens, pela bravura, pela coragem.

Assim também era com outros personagens, quando criança. Batman, Super-Homem, Homem-Aranha, X-Men. Foram personagens que fizeram parte da minha infância, embalaram meus sonhos e me inspiraram ideais de justiça, igualdade, honra, amizade, enfim. Muito do que sou e penso, devo às histórias em quadrinhos. E, portanto, foi por esse motivo que escrevi o conto "O Filho do Super-Homem", publicado primeiramente nesse blog e em seis partes no jornal Expresso Ilustrado (pela questão do espaço, já que era uma história grande). O conto em si, nada tem a ver com o Super-Homem e, sim, com a fantasia do personagem. Quem quer que não tenha gostado, tem a liberdade de não gostar. Escrevi não para os adultos e, sim, para as crianças. Elas, sim, são capazes de compreender o poder da imaginação, distante do mundo de falsidades, perversidades, maledicências, intrigas, politicagens e outras coisas do gênero. E é pelas crianças que devemos construir um mundo melhor do que o que vivemos.

Bom, fora isso, eu realmente precisava de um descanso, de um tempo para mim. Precisa de reflexão, precisa disso. Agora, creio que vou atualizar mais seguido esse blog. Não pela necessidade e ou vaidade de ter leitores acessando o que escrevo, mas simplesmente pela necessidade de me comunicar. Estou de volta. Agora e sempre. Eternamente.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Horas não dormidas

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Há mais de 90 horas estou acordado, sem dormir. Desta forma, nada melhor do que falar com a internet, falar com o cyber-espaço. À procura de Deus ex-machina. O Deus da Máquina. O Deus do conforto, como disse o Selton Mello no "Cheiro do Ralo". O Deus cuja oração é impronunciável, linguagem java. Não há totens para esse Deus. Não há altares, não há holofotes. Estou há mais de 90 horas sem dormir. O gato esta caminhando pelo teto e latindo como elefante. O miado dele retumba e faz caírem as paredes sobre a minha cabeça. Maldito gato. Quero fazê-lo calar a boca e jogo-lhe um sapato, acertando-lhe em cheio. O problema é que o gato se divide em dois. E agora são dois gatos latindo como elefantes e como todos sabem, um elefante incomoda muita gente e dois elefantes incomodam muito mais. Vou beber uma coca para ficar acordado. Já que estou há mais de 90 horas sem dormir, não custa chegar a 100. Acho que 100 é mais legal que 90.