domingo, 21 de dezembro de 2008

Se doer no bolso, a conscientização é mais eficaz


Tem gente que adora meter o nariz onde não é chamado. E eu sou uma dessas pessoas. E é por isso que jogo a primeira pedra a respeito de um assunto que precisa tomar proporções e virar bate boca de lavadeiras.
Outro dia, ouvia o gerente da Corsan pedindo para que as pessoas evitem de usar a água potável para lavar carros e calçadas. Acho que o gerente da Corsan é muito educado. Se eu estivesse no lugar dele, não pediria. Eu exigiria que as pessoas não desperdiçassem água dessa maneira. A Corsan precisava ter algum mecanismo que obrigasse as pessoas a repensarem esse tipo de atitude. O pior é que há centenas, milhares de residências sem o hidrante e aí, meu amigo, o abuso é ainda maior.
E, aliás, é chegado o momento de se fazer algo a respeito. Acredito que é preciso criar um projeto de lei que proíba mesmo o uso de água potável para lavar carros e calçados em Santiago, estabelecendo multas para quem descumprir a lei. (Pode ser em cestas básicas, o que for). Afinal, é inadimissível que nestes dias calorosos se veja pessoas jogando centenas de litros de água fora com mangueiras lavando calçada. Meu Deus!! Não adianta conscientizar quem é ignorante!!


O negócio é fazer doer no bolso mesmo. Desperdício de água tem que ser tratado como crime ambiental.

E outra: exigir a instalação de cisternas nos postos de lavagem, para usarem também da água da chuva para lavarem os carros.

Como eu sei que nenhum dos nossos vereadores teria peito para encarar uma briga dessas (Bianchini, talvez...), é preciso unir forças através de ambientalistas, acadêmicos e das crianças (que são muito sensíveis nessas questões), pessoas que pensam no futuro e sabem que a água doce é um bem escasso no mundo.


Já conversei com vários amigos e eles topam a parada, até de fazer manifestações a favor, se houver bate-bocas. Sempre vai ter aquela senhora que vai dizer “mas a cidade vai virar uma sujeira se não lavar as calçadas” ou aquele sujeito que irá dizer “tenho o direito de lavar o meu carro. Afinal, eu pago pela água”.


Bem, o calçadão nunca foi lavado com mangueira pelo prefeito e nem por isso tem aspecto sujo. E se alguém for visitar um zoológico não tem o direito de dar tiro nos animais só porque está pagando. Assim, é por isso que eu acho que o desperdício de água é crime ambiental.


A idéia seria de tomar a iniciativa em Santiago e fazer com que repercuta. Afinal, se somos uma terra cultural, devemos dar exemplo nessas outras questões de interesse público também, mostrando que podemos ser racionais no uso da água. Quem entra nesse bate-boca de lavadeiras?

Nenhum comentário: