terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bloqueio, críticas, protetor solar e olhando para o dia depois de amanhã

Eu sei, tenho estado distante deste blog. Nos últimos dias não tenho conseguido achar tempo para escrever, trocar idéias ou simplesmente lançar alguma abobrinha no cyberespaço. Os últimos dias tem sido de muito trabalho mesmo, dia e noite e tenho andado exausto e esgotado criativamente. Não acho nem tempo para dizer que estou sem assunto para escrever e que está calor ou que eu volto com novidades mesmo sem ter novidade nenhuma. Se bem que, sob pressão até produzo bastante no trabalho, mas quando toca de escrever no blog ou mesmo de responder e-mails aí que me vem um certo bloqueio. É que passo muito tempo na frente do computador e quando me sobra o tempo de descansar, fico longe. Espero chegar esse período de feriados agora para regularizar o sono e voltar com todo o pique. Estou com déficit de sono, estou em déficit com os amigos...
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Enfim, mas quem acessa esse blog não está muito a fim de saber de meu dia-a-dia ou minhas dificuldades. Talvez interesse mais saber a minha opinião sobre A ou B. Afinal, todos gostamos uns de saber a opinião dos outros. E isso realmente é algo salutar e fascinante, por permitir a troca de idéias, o aprofundamento, enseja o debate.
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Então, vou lançar uma: sou bairrista e, portanto, meu olhar de santiaguense não ficou muito empolgado com essa história do Ivori Guasso ser escolhido como o presidente do Centro Empresarial da minha cidade. Com tantos empresários bons e dedicados aí, foram botar um cara lá de Nova Esperança. Sei que o Ivori é um sujeito que tem todos os méritos do mundo, foi prefeito de Nova Esperança, é formado em Administração, enfim. Tem todos os requisitos: para ser presidente da Associação lá da cidade dele. Desculpe, mas sou meio bairrista nesse aspecto. Sei que ele tem uma empresa aqui na cidade e tudo o mais. Mas, poxa, será que faltou interesse do pessoal daqui ou o que foi? O Ivori estava de vice-presidente do Ces e agora assume a bronca. E, na verdade, torço para que faça um bom trabalho e tenho certeza de que vai fazer. Mas, sei lá, ele lmorando em Nova Esperança, com suas lojas por lá, procurando desenvolver uma entidade daqui, não me soa 100%. Talvez eu esteja sendo ignorante em pensar dessa forma, mas enfim, não estou escondendo a minha idéia. Acho que ele é por demais identificado políticamente como líder do PDT, talvez até assuma alguma função na gestão do prefeito Segatto. O filho dele é vereador lá em Nova Esperança. Teremos, em Santiago, um presidente do CES plenamente afinado com a nossa cidade?
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Falando em PDT, ouvi o Nelson Abreu dizer na Câmara que vai devolver R$ 180 mil para a prefeitura do dinheiro que economizou do orçamento do Legislativo. Ou seja, depois de algum tempo, ele retomou aquela prática arcaica dos vereadores que adoram dizer que "economizaram" o dinheiro público aproveitando para propaganderem-se como administradores austeros.
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Quando você vai no mercado, faz uma lista do que vai comprar e calcula que deve levar um valor X em dinheiro. Quando chega em casa com as compras, percebe que não gastou nem da metade daquele valor. O que você pensa? A- Sua previsão foi mal calculada. B- Deixou de comprar um monte de coisas. De qualquer forma, sua ida ao mercado foi desastrosa, porque alguém vai ter que fazer o que você deixou de fazer...
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Também ouvi ele comentando que modernizou a Câmara. Olha, sinceramente, na boa, não percebi grandes modernizações que ele tenha feito. Nem a garagem para o carro que está lá no pátio foi feita. Ele preferiu botar uma lona por cima do veículo, o que aliás, é mais econômico do que construir uma garagem. Eis a economia. Para quê comprar lâmpadas, se uma vela "alumia"? Enfim, estou falando como o peru de fora, mesmo. O que eu tenho que meter o nariz? E mais: se o Abreu destinar a verba economizada para a construção do Auditório Cultural Caio Fernando Abreu eu fico quieto e só vou aplaudir a iniciativa.
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Foi criada em Santiago a Casa do Poeta, sob a presidência do escritor Giovani Pasini. A vice é a minha amiga Lígia Rosso. Segundo ela, a Casa terá como patrono o escritor Caio Fernando Abreu. Gostei dessa parte. Afinal, somos a cidade do Caio e ainda estamos engatinhando no processo de usar de seu nome e propagar a sua obra e a própria cidade. Em Cruz Alta, tudo faz alusão a Érico Veríssimo e qualquer lugar do Estado ou do Brasil sabe que ele é gaúcho e é de lá, de Cruz Alta. O mesmo pode ser feito com o Caio, antes que Porto Alegre se adone de sua herança cultural. E olhe que eles estão de olho...
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Um locutor de uma rádio FM me convidou para ouvir o programa dele. Confesso que, de rádio, só ouço a Rádio Santiago mesmo. Gosto dos programas do Jones e do Paulo Pinheiro. Aliás, em termos de rádio ou de qualquer outra coisa é preciso sempre lançar o olhar para o futuro. As rádios AM sempre vão existir por seu caráter informativo, noticioso. Já as FM's seguem um rumo de declínio em audiência. Sabe porquê? Por causa de um aparelhinho pequenininho chamado MP3 (também em versões 4, 5, Ipod, celular etc). Por que? Ora, simples: no MP3 tu tem as músicas que gosta de ouvir sem aquele longo espaço de propagandas ou de "abraço para o meu amigo, a minha amiga, o meu vizinho, o meu compadre". Se as emissoras FM não buscarem a evolução em sua concepção de comunicar, estarão fadadas ao declínio de audiência. E tudo por causa do MP3. Para que um jovem vai ouvir uma rádio, se ele pode baixar CDs pela net e colocar no MP3?
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Esse sol está de castigar. Já não saio mais de casa sem passar protetor solar, afinal, não quero sofrer envelhecimento precoce e nem propagar um câncer de pele. Muito bem fazem aquelas senhoras que caminham pelas ruas usando sombrinhas ou guarda-chuvas, protegendo-se. Parece uma coisa meio antiga, mas que nos tempos atuais se justifica e muito. Aliás, podia até ser moda isso de sair com sombrinha. Os tempos atuais, com o aumento do buraco na camada de ozônio e maior incidência dos raios ultravioleta castigam a pele.
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Ainda falando sobre evolução: um outro ramo de atividades que já está em decadência são as videolocadoras. Até pouco tempo eu ainda tinha aquele sonho de ter uma locadora, idéia que eu compartilhava com o meu amigo Francisco (aliás, muita gente que gosta de cinema tem essa idéia). No entanto, há poucos dias quando ele tentava me convencer de investir nessa área, eu o alertei do seguinte: em cinco anos vão fechar muitas locadoras e em 10 anos só vão existir as grandes. Por que? Sinal dos tempos: o aumento da pirataria, a facilidade de baixar filmes via internet e a implantação da TV digital. Em pouco tempo, será muito mais cômodo comprar um filme via Pay-per-View do que ir numa locadora. Queira ou não queira, é o que o futuro vai ocasionar. Olhar para o futuro é um exercício que faço sempre. Eu olho para a URI, por exemplo, e penso que dentro de 10 anos ela pode se tornar uma instituição federal. Os motivos? Olhe para o futuro...
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Ainda com os olhos no futuro: dentro de 20 anos deverá cair a produção e a compra de automóveis individuais. Os governos obrigatoriamente terão de investir na implantação de um sistema eficiente de transporte coletivo, diminuindo o fluxo de automóveis nas ruas e a poluição decorrente deles, sem contar a própria questão do combustível etc. Esse sistema consumista tende a apresentar consequências terríveis e a atual crise econômica mundial é só o prenúncio de tudo. Vai ser preciso uma grande retrocesso da revolução industrial (ou uma adaptação) para que o meio ambiente seja recuperado a tempo de evitar desastres climáticos e ecológicos. Mas, claro, o homem é aquela coisa inteligente que só resolve aprender a nadar quando a água já está pelo pescoço.
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O engraçado desse macaco ereto chamado homem (não que eu seja darwinista, estou só debochando) é que ele constrói foguetes, propulsores, estações orbitais ou aceleradores de párticulas gastando trilhões. Enquanto muito menos desse valor poderia ser empregado na recuperação planetária com resultados eficientes. Por que o homem quer explorar o espaço ou chegar em Marte? Ora, é sábido que o ouro é um metal oriundo das Supernovas (explosões de estrelas) e, portanto, está espalhado pelo universo. Existe interesse científico? Sim, existe. Mas também há o interesse econômico e exploratório. Enquanto degrada o próprio ambiente em que vive, o ser humano sai em busca de outros espaços para futuras ocupações.
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Mas como bem disse Carl Sagan, o ser humano não é inteligente. É apenas racional. Se inteligente fosse, não destruiria o meio em que vive.
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É. Hoje eu tô brabo...

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