quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Pequenas coisas legais

Filósofos de todos os tempos e de todos os tipos já fizeram as suas considerações a respeito da vida, da importância do viver, do aprender etc e tal. Inevitalmente, muitos iniciam com a frase "a vida é..." e seguem o seu raciocínio. Para uns, a vida é bela. Para outros, nem tanto. Verdade seja dita: maior perda de tempo é você ler um texto de alguém falando sobre o que é a vida. Quer saber como é? Vá viver a sua, ora. O que importa um sujeito que viveu 300 anos antes de ti dizer que a vida é assim ou assada? Portanto, tire os olhos desse texto aqui e vá caminhar descalço na grama: esse é um texto sobre a vida, mesmo que não inicie com a "a vida é" e muito menos seja escrito por um filósofo. A vida é uma questão de ponto de vista, o meu, o teu, o do cachorro do vizinho. E cada um tem a sua verdade, a sua história, as suas necessidades, sonhos, desejos, opção sexual, pensamentos, raciocínios. E todos devem ser respeitados por isso. Viva e deixe viver. Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum. Abaixo as discriminações, perseguições e censuras.

Cada um tem o seu ângulo e sua maneira de ser e de encarar o mundo que está aí fora, longe desse mouse e dessa tela de computador. Ok, eles também fazem parte do pacote. Viver, para mim, se resume em fazer o que eu gosto. E fazer o que eu gosto se resume em vivenciar pequenas coisas legais. Tipo: acordar de manhã cedo, sem ser apressado, abraçando o travesseiro, revirando de um lado e de outro, ensaiando levantar e ficando por ali. Até que, resolvo levantar. Tomo uma xícara de café, penso em assistir um filme, dou uma revirada nos meus DVDs. Resolvo ler alguma revista ou livro.

Ligo o computador, escrevo algum texto bobo (como esse agora, que tu está lendo). Até prefiro escrever textos bobos, do que pretensiosos. Já escrevi muitos assim, me achando (palhaço, metido, arrogante, besta quadrada, nulidade), mostrando que sei escrever, me aparecendo. Parei com isso, até porque blog não é para isso. Prefiro falar sobre a minha vidinha à toa e suas idiossincrasias (gosto dessa palavra).

A vida ainda me permite ouvir músicas no MP3 (que eu gosto de Shakira, todos sabem. Mas ultimamente tenho gostado também do Trans Siberian Orchestra). Resolvo deitar no sofá e minha gata branca sobe por cima, me enchendo de pêlos. É óbvio que não brigo por ela demonstrar a sua afeição, mesmo assim, lamento estragar a minha camisa preta. Pequenas coisas.

O primeiro site que acesso todos os dias é Omelete. Um site sobre cinema, quadrinhos, séries de TV, videogame e música. Gosto de saber primeiro das notícias inúteis para muitos. Minha preferência é pela mídia de entretenimento. (Depois é que, pela obrigação, fico sabendo do que acontece no mundo. Mas não gosto e não leio notícias sobre crime, violência ou morte. Não tenho curiosidade, não quero saber). Depois é que vejo e-mails, blogs etc. Aos findi, jogar videogame no Sidi é compromisso. Jogar futsal com a gurizada no domingo também. Pequenas coisas.

Pegar um filme na locadora do Miguel às vezes, conversar no MSN é legal. Acessar chat, nunca gostei! Orkut já virou chatice, Big Brother alheio. Comer ovo frito com a borda levemente tostada e a gema bem molinha, só com uma clarazinha por cima. Pizza. Revistas em quadrinhos. Amigos. Música. Baixar filmes que não se acha em nenhuma locadora. Net. Fazer fotografia. Passeio. Idiossincrasias. Alienado? Um pouco! É que, querer mudar o mundo deixou de ser uma pretensão e não ter o poder de fazer alguma coisa me deprime, assim como me deprime a ignorância, o fanatismo e o egoísmo. Assim, procuro distrair minha mente com pequenas futilidades, abraçando a minha própria insignificância. Minha alegria é feita só de pequenas coisas. Mas que são legais.

Um comentário:

melia kindler disse...

E o que seria da vida sem as coisas pequenas? :)

Bjoo