segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Divagando à toa

Me perguntaram sobre eu estar diagramando um livro, conforme escrevi no blog que o faria. Em princípio, devo dizer que não é nada demais. Será apenas uma compilação de algumas dezenas de contos e crônicas que publiquei no jornal Expresso Ilustrado. Sempre as publiquei com intuito de lançar um livro a hora que tivesse um bom acervo. Os contos estão quase todos interligados, criando uma história fragmentada de vários personagens. Como as colunas foram publicadas de forma aleatória, o leitor não percebe esse recurso que ficará mais visível com a reunião de todas elas.
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Mas enfim, o livro não será nada demais, não pretende mudar a vida de ninguém e nem eu pretendo que alguém se inspire em qualquer coisa. Será apenas uma amálgama de contos que escrevi aí e que alguns gostam, outros detestam. Enfim, não se agrada a todos e democracia é isso aí.
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Aliás, estou comentando sobre o livro agora e talvez volte a falar alguma coisinha sobre ele depois e deu. Acho que a obra, se for boa ou ruim, vai falar por si e não serei eu que vou ficar argumentando. O leitor, sim, é que pode opinar. Sou daquela teoria do Nelson Rodrigues de que "escritor não fala, só escreve". Portanto, a pessoa menos indicada a falar de minha forma de escrever sou eu.
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De qualquer sorte, fui convidado para estar na escola Sílvio Aquino na próxima sexta-feira, para um bate-papo com os alunos sobre cultura e literatura. Tenho certeza de que, em Santiago, há pelo menos uma dúzia de pessoas muito mais aptas a falar sobre esse assunto. Sei que fui escolhido porque estudei lá e tenho grande carinho pela escola. E, enfim, é um tema que me agrada, pois acredito na cultura como instrumento de transformação social. A ligação da professora Ariadne me encheu de alegria.
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Também tive a simpatia dos editores do jornal literário Letras Santiaguenses (em especial, o meu amigo Zé Lir Madalosso) de me tornar-me o próximo homenageado de capa, na edição que será lançada em dezembro. Para mim, uma satisfação e tanto, já que publiquei minhas primeiras crônicas (e até umas poesias bem malfeitas) no Letras Santiaguenses. O lançamento do jornal acontece no evento de aniversário do Centro Cultural.
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Encontrei a professora Enadir Vielmo, de quem sou amigo há uns 12 anos, e ela ficou super-contente e me parabenizando com o lance do Letras. Não vou negar: eu também fiquei feliz. Aliás, confesso que isso é até parte da realização de um sonho. Acho legal esse reconhecimento todo, como ter sido homenageado pelo curso de Letras da URI e a monografia da Cristiéli. Só que, ao mesmo tempo eu penso que há tanta gente boa e há muito mais tempo na estrada do que eu e que merecia mais esse tipo de reconhecimento. Outro que ficou feliz por mim foi o Jones Diniz, meu amigão de muitos anos. Aliás, o Jones é meu maior ídolo na área profissional. Exemplo de ética e respeito ao ser humano.
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Acho tão estranho ouvir dizerem "o escritor", quando se referem a mim. Não me sinto "escritor", "autor", essas coisas. Não tenho aspirações de ser seguido, admirado, elogiado etc. Nada disso. Só o que eu queria era ser um sinalzinho de + (mais), entende? Eu só quero poder somar. Jamais gostaria de ser um sinalzinho de - (menos). Talvez seja pretensão minha essa Matemática, mas era só isso que eu queria: de contribuir com uma sociedade melhor.
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Vou parar de escrever. Já nem sei o que estou dizendo. Quando começo a escrever ao léu, fico divagando à toa...

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