quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Controvérsias e luzes

A liberdade de expressão é, sem dúvida, uma conquista da democracia. Todos temos a possibilidade grandiosa de manifestar a nossa opinião acerca dos fatos que consideramos e vivenciamos, sendo participantes na construção de uma sociedade melhor através do confrontamento de idéias.

Foi, senão, em função da liberdade de expressão que gerações anteriores lutaram, foram às ruas, bradaram suas vozes ou tiveram caladas as suas vozes por ditaduras e ditadores. É graças a liberdade de expressão que temos a possibilidade de eleger os nossos representantes políticos.

E é, enfim, em nome da liberdade de expressão que todos temos o direito e o dever de revelar a nossa forma de pensar. Não há -graças a Deus, Alah, o Arquiteto do Universo ou o Coelhinho da Páscoa- uma cartilha que nos diga que temos de pensar todos tais e quais desta ou daquela forma pré-estabelecida. Afinal, se eu quero e você quer tomar banho de chapéu, ou esperar Papai Noel ou discutir Carlos Cardel, então vá! Faz o que tu queres pois é tudo da lei!

Portanto, me aparto de discussões desta ou daquela natureza no sentido de dizer que as coisas devem ser assim ou assado. Defendo a liberdade de escolha, a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento, a liberdade de gostar do que eu escrevo ou de odiar. De dizer que é bom ou de dizer que não presta, que não vale um vintém. Defendo a liberdade para que as pessoas gostem de mim ou me chamem de bundão. Assim, como também espero ter garantido, como cidadão, o direito de manifestar sobre o que eu considere certo ou errado ou sobre aquilo que eu deseje elogiar, criticar etc. E o leitor poderá também colocar-se contra ou a favor ou ficar na sua. Seja o que for. É essa a beleza de nossa sociedade brasileira: o confrontamento de idéias e ideais.

Pois, como diria o grande e democrático artista Nenito Sarturi "é das controvérsias que brotam as luzes", né, Nenito?

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