quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A preferida dos grevistas


E os bancários estão em greve. Querem aumento em seus salários. O Judiciário também faz greve. Querem reajuste em seus salários. Os funcionários do Ministério Público também paralisam. Querem aumento de salário. Daqui uns dias, os servidores da Polícia Civil ou os agentes penitenciários também farão suas greves e pedirão aumento em seus salários. E outros funcionários públicos mais. Todos querendo aumento em seus salários. Pobres dos desempregados e miseráveis do país que não podem fazer greve e protestar por não terem um salário. Mas não dá nada, o Rio Grande é grande. E vamos protestar. E, é claro, em qualquer greve ou paralisação que se preze, não falta chimarrão. Greve para ser greve, conta com o patrocínio da erva-mate Bois na Sombra, a preferida dos funcionários públicos em estado de protesto.


PS: Dedicado ao meu amigo Piolho, que agora é burguês de vez.
Ehehehehe. (Brincadeira, velhinho. Não resisti...)

2 comentários:

melia kindler disse...

Debochado ¬¬'


hauhauahauahauahauahaua

Bjoo

Cristiano Freitas Cezar disse...

Posso não concordar com nada do que tu dizes, mas vou defender até a morte, teu direito de dizê-lo.
Faço uso dessa frase, proferida pelo filósofo francês Voltaire, para responder ao meu amigo Márcio Brasil, que fez a brincadeira acima, com base no movimento que estamos conduzindo em todo o país.
A greve é um instrumento de luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e de vida. É uma alternativa drástica, geralmente levada à cabo quando todos os recursos possíveis para negociar são exauridos. É um processo complexo, exaustivo e muito traumático, podendo chegar à indisposições com colegas, chefia imediata, e com a sociedade como um todo, pois realmente ela traz prejuízos a todos.
Em nosso caso, lutamos por vários fatores, muitos classistas, como um aumento real se salário, superior aos 0,35% oferecidos por instituições que tem lucros médios, na casa dos 60%. Outras mais abrangentes como a redução das tarifas bancárias, das taxas de juros que sufocam a economia nacional e a manutenção do patrimônio público, sempre sujeito ao assédio de empresas privadas que buscam expansão a qualquer custo.
Meu ingênuo amigo, fez uma brincadeira, que confesso engraçada, mas divulgada em um meio público (internet), que com toda a certeza, não contém maldade, mas que pode ser interpretada como um ataque ao direito constitucional de greve e de protesto, pilar básico de um sistema, relativamente, democrático.
Lembro-te, meu caro amigo, de que uma greve, deflagrada no termo dos anos 70, foi o grande catalisador de um processo, que nos levou ao direito de expressar nossas opiniões, pondo fim a um triste período de mais de 20 anos, nos quais a possibilidade de nos expressarmos como fazemos agora era nula.
Se não fosse por uma greve, talvez hoje tu não tivesse teu blog, eu muito menos.
Sei que essa não é realmente tua opinião sobre o movimento de greve. Sei que trata-se de uma brincadeira, por conhecer você, mas outros podem não ter a mesma interpretação.
Um forte abraço de teu amigo sindicalista em greve.
Cristiano Freitas Cezar