segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O teatro em cena


Inicia hoje a noite, a partir das 20h, a 12ª edição do Santiago Encena, festival de teatro amor e dança coreografada. Espero que a chuva não atrapalhe na hora do público sair de casa em direção ao GSSGS, que será palco deste grande evento. E é claro que eu vou estar lá. O Santiago Encena tem grande significado para mim, pois tive a sorte de ter sido premiado com meu texto "A Visita da Sogra", na primeira edição do festival, o qual venceu como Melhor Espetáculo. Na época, o Teatro Liberdade papou outros prêmios, como Melhor Direção e também melhor ator coadjuvante, premiando meu amigo e irmão Jones Diniz. Neste ano, o Teatro Liberdade estará encenando o texto "O Clube dos Monstros", que é uma peça infantil que eu escrevi quando tinha uns 16 anos. Jones será, novamente, o diretor. E sei que são vários os talentos que estarão participando desta montagem que promete agradar a criançada. O Santiago Encena vai até sexta-feira. E a premiação deverá acontecer no sábado.

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Com relação ao teatro em Santiago, é uma pena que os grupos estão produzindo apenas para o Santiago Encena, afinal, é praticamente zero o apoio que os grupos recebem do comércio. E, por parte da prefeitura, o apoio ocorre mais agora mesmo, com a estruturação do Santiago Encena. Não que seja ruim, pelo contrário. Ainda bem que existe o Santiago Encena, senão, os grupos praticamente não teriam um palco para mostrar seus trabalhos. Uma sugestão que eu deixo para a Secretaria de Educação e Cultura: que seja criado um grupo de teatro oficial do município, aproveitando os vários talentos que compõe os diversos grupos da cidade e estes tivessem a oportunidade de ampliar a arte do teatro, através de mais apresentações em escolas, creches, locais públicos etc. Os grupos já dão uma contribuição bi-anual participando do Auto de Natal e da Paixão de Cristo, mas sem ocorrer nenhum tipo de remuneração para os participantes. A profissionalização é tudo que os grupos de teatro esperam. Portanto, nesse momento em que o teatro volta a estar sob as luzes da ribalta, nada melhor do que repensar o futuro dos que se dedicam a essa arte em Santiago, com uma possibilidade de valorização plena. É um assunto para ser debatido intensamente e ser aplicado. Desta forma, Santiago poderá se tornar uma cidade cada vez mais cultural. Tenho certeza de que isso realizaria um sonho há muito acalentado por pessoas como Jones Diniz, Renato Polga, Ângela Genro, Cristiano Silva, Divaldo Souza, Dilnei Chagas e outros tantos.

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