quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O preço da dose

O assunto da hora é a lei seca. Não é de hoje o ato de beber e dirigir é discutido e refutado pelos órgãos de segurança. Não é de hoje que tantas famílias choram as vítimas de acidentes de trânsito causados pelo álcool. E não é de hoje que se fazem campanhas de conscien-tização para que as pessoas não bebam a sua cervejinha, cachacinha ou o que seja e saia dirigindo. Afinal, fazer campanha de conscientização é praticamente tempo perdido. É necessário que o Estado faça valer a sua força como o fez com a implantação da ei. Somos uma sociedade hipócrita, que cobra por mudanças, que cobra por justiça e que cobra por segurança. No entanto, veja aí, tantos casos de pessoas contra a lei seca. "Ah, mas foi só uma cervejinha. Tem que aliviar".

Sim, já há mecanismos políticos tentando dar uma aliviada para esses. Não se duvida da boa vontade que muitos têm. O problema são os péssimos hábitos que muitos mantém. A linha que separa um cidadão de bem de alguém que possa cometer um acidente é muito tênue e depende de outros fatores. É incrível como muitos não pensam assim. É o velho raciocínio de que "não vai acontecer comigo". Até que um dia acontece. O que me preocupa não é tanto a vida de quem age dessa forma até suicida, de beber e dirigir, pois tem uma mínima noção de consequências, apesar de negá-las. Me preocupa, sim, quem não tem nada a ver com a história. As vítimas. As pessoas que perdem a vida por causa de uma barbeiragem, de um errinho tolo. Pessoas que perdem a liberdade de seus corpos. Famílias que são destruí-das. Vidas que são dilarecadas. Muitas vezes, pelo preço que se cobra por uma dose.

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