terça-feira, 22 de julho de 2008

No meu MP3 toca "Linger", do Cranberries. A manhã está fria. Tomei café com leite. Encontrei a Rosane e a Rosana. Falamos rapidamente. A mãe do Rodrigo é uma pessoa sensacional, que não conheço outra igual. "Good Bye", do Air Suply nos meus ouvidos. Falei com seu Antônio. Me contou sobre o tucano que avistou para os lados da BritaNorte e que é impressionante de tão bonito. Lamentou que tenha pessoas que caçam o bicho só para retirar-lhe o bico e apresentar como algum enfeite horrível e insensato. Talvez como cinzeiro, talvez como troféu na parede. A irracionalidade do ser humano não tem limites. Matar para comer já soa irracional, nos remete ao tempo das cavernas, à lei do mais forte. Matar por prazer nos identifica com bestas infernais. Onde foi que eu vim parar? "Nobodys Home", da Avril, no MP3. Seu Antônio me convidou para tomar um mate. Reclamou dos governos FHC e Lula, que arrebentaram com os aposentados. Politicagem é uma droga. Política é a Ciência do bem coletivo. Poucos entendem isso. Politiqueiros arderão no mármore do inferno. Alah está vendo tudo. "Giz", Legião Urbana. Me lembra de algumas coisas. Lembranças boas são como uma leve brisa, que nos sopra no rosto e desalinha os cabelos. Lembranças são como um vento suave, um beijo no ar. (Um beijo do ar?). "Queria até que pudesse escrever. És parte ainda do que me faz forte e para ser honesto só um pouquinho infeliz. Lá vem, lá vem, lá vem de novo. Acho que estou gostando de alguém...e é de ti, que não me esquecerei". Tudo bem. A semana iniciou, tudo está como antes e nada está como antes. A Cíntia me enviou um e-mail, ainda não pude responder. Amo a Cíntia. Ela é uma grande e necessária amiga. Não pude assistir Wall-E do Sidi, o DVD estava riscado. A Fátima vai me presentear com dois livros. Fiquei contente com a oferta. Adoro gatos. A Fátima me lembra de gatos. Eu lembro do Frodo, um gato que tive. "O gato mais amado do mundo", alguém disse. Ele morreu. Eu morri. A humanidade vai morrer. Para tudo há um princípio, meio e fim. Ascensão, apogeu e queda. Não importa quanto tempo se tenha, mas como se usa o tempo que se tem. "Ou se morre como herói, ou se vive tempo suficiente para se ver transformado num vilão". Frase de Harvey Dent. Como é que eu sei? Aí, que está. Eu não sei. "Eu só sei que nada sei", diria Sócrates. "E quem sabe, não fala e não diz. Vida: alguma coisa acontece. Morte: alguma coisa pode acontecer", acrescentou Seixas, o Raul. "Eu rabisco o sol, que a chuva apagou", lindo isso. Tem um profundo significado. O Renato rabiscava o sol nas calçadas. O Santiago também fazia charges nas calçadas. "Mas tudo bem". Nada a ver. Estou em catarse, escrevendo o que me veêm à mente. Minha mente é demente, sou apenas um moleque. Alanis canta para mim, só para mim. "Everything". Às vezes, tenho vontade de chorar. Às vezes, tenho vontade de sorrir. O mundo é belo. A humanidade é horrível. Tudo bem, nem tanto. Nós, seres humanos somos capazes dos gestos mais grandiosos de fraternidade, amor, respeito, carinho e compreensão. Somos capazes de criar arte, de pintar, de cantar, de dançar, de interpretar, de escrever, de cozinhar. Somos capazes de tanta coisa fantástica e construtiva. Mas também somos capazes de destruir o próprio meio em que vivemos. Eu choro. A Amy Lee canta "Good Enough". O vento lá fora. Eu, debaixo das cobertas, escrevendo. Terminei de ler "O Longo Dia das Bruxas", pela quinta vez. Repetições. A vida é uma repetição. Todos os dias são iguais aos outros. O amanhã será um reflexo do hoje, como hoje repete o que aconteceu ontem. Os dias passam, a vida passa. A história passa. Vivemos repetindo padrões. Somos ratinhos de laboratório, correndo sem sair do lugar, acreditando que vamos chegar. E nunca chega. Dá vontade de rir. Interpretamos a nossa vida. Acreditamos em romances de Sabrina e no horóscopo da Contigo. "Same Mistake", de James Blunt no fone. O príncipe encantado virá, acreditam as Cinderelas, as Barbies. O carro novo virá e o meu time será campeão, acreditam os Sapos e os Ken's da vida. O amor existe, mas não como pensam os românticos. O amor é a maior força do universo. Homem e mulher são dois polos, dois entes transformadores e criadores, extremamente complexos. Mas nós nos distraímos com os brinquedinhos pelo caminho, petecas, espelhos, vaidade, luxo, vaidade, orgulho, luxúria, ira, preguiça e todos os sete. Imitamos a novela das oito, vivemos o Big Brother da vida. Falamos de pessoas, não debatemos idéias. Uns querem ser reis, outros ditadores. Outros, são bobos. Todos poderiam ser honrados. Não consertamos o que está fora do eixo. Falta amor à humanidade. Rosas não nascem em solo pedregoso. Amor não nasce em corações infecundos. Sou um vil gusano. O ser humano é complexo. É preciso destruir para reconstruir. "Conhece a ti e conhecerás o universo". O universo inteiro dentro de nós, atômicamente escondido em nossas células, todo o mistério da criação, os chacras, as nove dimensões, a centelha divina, o absoluto, o infinito, o inominável, o abominável. O ying e yang. Incrível. Perdemos tempo com tanta coisa, nos distraímos com as pontes da vida. "A vida é uma ponte. Deveis passar por ela, mas não vos instaleis nela". E ninguém entendeu. Ninguém nunca entende. E o drama se repete. De nada adianta. Shakira canta "Octavo dia"...

4 comentários:

tainã disse...

Que lindo isso *-*

Beijos.

Cintia Toledo disse...

Nada como a suavidade de um texto bem escrito embalado por músicas! Parabéns!
Beijos!

Rúbida Rosa disse...

É impressionante quantos passeios podemos dar no pensamento. Essa crônica lembra muito o estilo da Martha Medeiros, mas com teu estilo pessoal. Gostei bastante, acho que vou copiar para guardar, tá?

Anônimo disse...

A ponte do Nietzsche: Não acredito nela.