quinta-feira, 17 de julho de 2008

A Máscara


"O senhor, porém, lhe disse: ' Portanto, quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança.' E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse."

Bíblia, Gênesis 4:15


Primeiramente, respondendo sua pergunta: Sim, para a sua felicidade ou infelicidade, vampiros existem. Realmente existe muita literatura certa sobre o fato! Desde que a Igreja católica descobriu a existência de seres sobrenaturais, (salientando que o significado de sobrenaturais é nada mais que algo fora do natural), rotulou-os como sendo criaturas do Diabo, oriundas do inferno, ou que quer que seja, assim como existem humanos que matam e estupram até crianças por mero prazer, traem a própria mãe por dinheiro, e nesse caso, são até mais perigosos do que nós.


Sim! Nós bebemos do sangue dos que ainda respiram e o sangue humano é a substância mais sublime que nós podemos saborear, ela satisfaz a nossa fome como a fome dos humanos, mas além disso, nos fornece uma incrível sensação de coito, como num ato sexual, só que muito mais prazerosa do que isso. Não me lembro de ter tido qualquer ato sexual mais extasiante que minha pior refeição. Também não creio que qualquer outro que não de nossa espécie o tenha feito. Precisamos do sangue freqüentemente para o nosso sustento. Pode parecer cruel para vocês mortais, e pareceria cruel para mim mesmo se ainda fosse um mortal, só que não podem nos culpar por isso. Somos uma espécie que luta para viver. Caçamos nossas presas assim como vocês matam bovinos, suínos e outros animais menos inteligentes para os mesmos fins. E vocês são ainda piores, sem queres ofender, porque matam também por esporte. Caçam animais em extinção para obter partes de seus corpos apenas por dinheiro. Somos seus predadores assim como um tigre é predador de uma lebre. Então não podem achar justo querer nos matar porque praticamos o único ato que nos mantém vivos. Mas ainda assim, os que tomam conhecimento de nossa existência, o fazem.


As Bestas?
Não somos bestas assassinas como as que você provavelmente viu num daqueles filmes nojentos de terror. Não perambulamos maltrapilhos pelas ruas, rosnando e gemendo, à procura do sangue. Depois da transformação, é sabido que nos afastamos completamente de nossos antigos hábitos porque seria deveras evidente para um familiar ou conhecido nos identificar como um novo ser. A transformação muda muito nossa aparência e nossa necessidade. Nós temos uma facilidade de conseguir empregos noturnos e bem remunerados, porque existe uma infra-estrutura vampira, alheia aos mortais, que garante o nosso bem estar. Podemos estar entre vocês e mesmo assim nunca saberão que o seu patrão, o diretor da sua escola, aquele vigia noturno ou mesmo o bispo de sua igreja na verdade é um vampiro imortal, que como qualquer outro, dedica parte de sua noite à caça ao sangue. Em geral somos vaidosos, porque procuramos ocultar ao máximo nossa aparência. A maquiagem é necessária se quisermos ter uma pele mais rosada. As roupas longas também escondem partes de nosso corpo, até mesmo quando num país tropical. E existe um antigo lema entre os vampiros que diz: “Devemos ser fortes, bonitos, e sem arrependimento.”


O interior
Talvez esta seja a característica mais marcante, infelizmente, na vida de um vampiro: Todos nós temos nossos instintos, mortais e imortais. Homens humanos constantemente sofrem de uma ereção do pênis simplesmente ao ver uma fêmea da mesma espécie, ao mesmo tempo que uma mulher perde toda a sua racionalidade ao ser tocada em seus pontos heterogêneos. Tudo isso para assegurar a propagação da espécie. Da mesma forma, existe um instinto, mil vezes mais forte, que nos induz a desejar o sangue. É como uma consciência interior, que nos avisa de que o alimento é o sangue, e dele devemos beber. É extremamente difícil ser controlado, visto que como qualquer instinto, toma conta de nossos pensamentos e anestesia o que chamamos de racionalidade, até que a fome esteja saciada. A parte mais cruel é que, se estivermos muito famintos, podemos atacar um ente querido, um amigo, alguém que esteja do nosso lado. Podemos até cometer canibalismo contra outros vampiros. Entenda que por mais conscientes que somos, os mortais não passam de ossos de cálcio envoltos por uma carne macia regada ao líquido que nos seduz. Verdadeiros petiscos. Todos vocês são lindos. Da mais carismática criança ate o mendigo mais sugismundo, vocês são criaturas lindas para nós. Desta forma, com este instinto que ao mesmo tempo assegura nossa sobrevivência nos pondo num estado inconscientemente predatório, também nos põe num estado posterior de remorso e depressão. Imagine você mortal o que seria se acordasse de um transe sonâmbulo e descobrisse que durante o sono matou toda a sua família? Tente imaginar a situação. Como se sentiria? Ao mesmo tempo que o vampirismo é uma glória que nos torna seres híbridos, também é uma maldição que nos condena ao sofrimento eterno.


Imortalidade
Nem todos possuem a energia para a imortalidade. Nem todo o vampiro consegue viver para sempre como um assassino. Se já leu ou viu Interview With The Vampire (Entrevista com o Vampiro), vai entender isso pelos olhos do Vampiro Louis. Muitos de nós somos como ele. E mais ainda. Assim como não podemos viver sem sangue, não podemos viver muito tempo sem um companheiro vampiro. O instinto interior que nos acompanha desde a Transformação nos faz nos apaixonar com muita facilidade. E logo encontremos alguém com quem desejamos estar para sempre, alguém que não queremos ver ser tragado pelo tempo, pela velhice, e pela morte, tornando-o um como nós.

Não podemos viver entre os mortais. Não podemos nos aproximar muito daqueles que têm o privilégio de envelhecer. De morrer. De nascer de novo para uma nova vida. Imagine você se fosse um de nós. Um mortal. Alguém para quem o tempo nada significa além de algo que passa, leva o que era velho e traz o novo para mais perto. E você fica. Intacto. Você provavelmente, em alguma ocasião, irá se apaixonar por alguém. Entenda que nossa paixão não significa a união de dois seres como num casamento. Não representa sexo. Pode ser alguém que se tornou seu melhor amigo. Uma senhora que lembra sua mãe em vida. Um velho sábio. Alguém que nasceu com um dom que te encanta, ou mesmo uma musa, uma mulher, que consideras como sendo sua alma gêmea. Você deixaria essa pessoa viva? Deixaria que o tempo a levasse, que esculpisse rugas em seu corpo e enfraquecesse sua vitalidade até que numa iminente ocasião, não seja mais nada além de pó? Deixaria que a imortalidade o privasse de ficar com essa pessoa para sempre? Eu duvido muito. Não conheço muitas exceções. Certamente presentearia o seu amor com o Dom Negro. Com O Presente Das Trevas. Com A Maldição. E assim, consuma-se a transformação. Agora você, como a maioria de nós, tem alguém a quem amar. A quem dividir sua eternidade. Isso as vezes alivia a dor de nunca morrer.


Destruição
Somos praticamente imortais. O tempo não nos afeta. A velhice não nos alcança. Um tiro pode nos perfurar ao meio, e isso dói tanto quanto em vocês, mas a bala é expelida e a regeneração não demora mais do que alguns segundos. Um .38, por exemplo, cicatriza em menos de 10 segundos, enquanto um .457 leva um pouco mais de tempo. Mas isto é relativamente irrelevante. Podemos cair de uma aeronave, e ter nossos corpos esmagados e os membros separados pelo impacto, e isso seria horrivelmente doloroso, mas nosso corpo levara poucos minutos para se reformar novamente, igual a como estava antes da fatalidade.

Não?!?!?!?!!!! Não somos Deuses e podemos ter a morte final, existem algumas coisas que podem destruir um vampiro. Uma fogueira extrema, como a de uma fornalha ou de um crematório, podemos ser mortos se todo o nosso sangue for sugado por um de nossa espécie em específico, pressão de águas profundas, certas doenças vampíricas, a decapitação de nossas cabeças e a mais terrível de todas, o sol. Ninguém ainda descobriu que energia existe em seu vento solar, inofensiva aos vivos, que tanto nos afeta. Alguns poucos segundos expostos à sua luz celestial e cada célula de nosso cadavérico corpo entra em combustão espontânea, e morremos em menos de um minuto, como se fôssemos atirados a mais quente fornalha. Quando um vampiro é destruído, sobra apenas o que seria de seu corpo se não fosse conservado pela vampirização. Um vampiro criado a 24 horas se tornaria um cadáver normal. Um de 24 anos seria apenas um esqueleto enquanto aquele de 24 séculos, imagino eu, não seria nada além de pó. Como vimos não somos Deuses, apenas gastamos p sangue que adquirimos para nos regenerar.


O refúgio dos imortais
É evidente que nós nos escondemos muito bem de vocês. Ou você poderia acreditar no que eu estou dizendo, e nossas pós-vidas se tornariam um inferno ainda maior do que já é. Sim. Nós somos mais fortes fisicamente e sobrenaturalmente. Também somos mais inteligentes, visto que a inteligência só tende a aumentar com o passar das eras. E também a maturidade. Assim como muitos, posso matar um mortal apenas com um olhar, e faço uso disso quando desejo me alimentar, ou mesmo me livrar de uma testemunha. Mas vocês são muito perigosos para nós, em vista de sua maioria numérica. Existe cerca de dez mil mortais humanos para cada membro de nossa classe. Se o conhecimento de predadores humanos chegasse aos ouvidos das autoridades, ou mesmo de fanáticos religiosos, como aconteceu a alguns séculos atrás na Santa Inquisição, nossa espécie estaria em extinção. Por esse motivo, nós temos muitas precauções quanto a vocês.


Nossa Aparência
Por um acaso já viu um cadáver? Depois de algumas horas, ele se torna pálido, devido a parada da corrente sangüínea. Seu corpo, apesar de duro, fica muito elástico, por causa da inércia dos músculos, as veias e artérias se tornam evidentemente azuladas, devido ao desaparecimento do sangue. Todas essas características também se adequam a nós. Se nos visse nus, sem absolutamente nada ocultando nossa mórbida aparência, indubitavelmente que perceberia como somos diferentes. É por isso que nos preocupamos muito em tomar certas providências. Existe no mercado de cosméticos, coloração de pele praticamente perfeitas, muito mais eficientes do que ‘pó de arroz muito usado na Idade Média. Uma infinidade de produtos que fixam-se facilmente à pele e escondem nossas veias. Procuramos não abusar muito, porque por mais perfeita que seja a maquiagem, um exagero poderia levantar suspeitas. Uma tintura branca, usada para pessoas que sofrem de descoloração da epiderme (vitiligo), já é bastante suficiente. É. A nossa pele ainda assim permanece pálida. Mas isso também é comum entre os mortais. Procuramos usar roupas compridas. Mesmo com nossos corpos praticamente mortos, as unhas e os cabelos não param de crescer, e por isso, aqueles que proveram de humanos machos, ainda permanecem com pêlos nos membros e tórax. Nessas regiões, é difícil usar maquiagem sem que a mesma se fixe também no pêlo. Por isso, temos que cobrir a maior parte do corpo. Dos que proveram de humanos fêmeas, costuma-se depilar todo corpo e mão existe tal necessidade. Como não transpiramos, isto não significa problema algum para nós. A noite também é uma grande aliada. Sabemos que os mortais têm uma certa deficiência visual quando em ambientes de baixa iluminação. Apenas procuramos caminhar pelo lado mais escuro da rua. A cabeça baixa também ajuda.


Sarcófagos
Quando o sol se encontra acima de nossas cabeças, ninguém nunca pode explicar porquê, atingimos um estado de incontrolável sonolência. É extremamente difícil nos movermos durante o dia ou a tarde, e por isso, temos que ter bastante cuidado ao escolhermos um lugar para dormir. É preferível um porão. Um lugar embaixo da terra, onde não exista risco de que num acidente qualquer os raios de sol venham a penetrar no aposento. Alguns apenas cobrem suas janelas com algo que impeça a passagem da luz. Os mais antigos ainda dormem em caixões, ataúdes ou sarcófagos. Os mais jovens não se separam do confortável espaço de uma cama. De uma forma ou de outra, o importante é que, de maneira alguma, o vento solar toque nessa pele, que provavelmente entraria em combustão espontânea. Com o passar do tempo, um vampiro aprende que NUNCA, JAMAIS, SE DEVE CONFIAR EM NINGUÉM. Nem mesmo em seu melhor amigo. Ninguém pode saber onde um vampiro passa seus dias. Os que sabem, como visinhos e pessoas que o vêem entrar em sua casa, não devem o conhecer. Nunca nos aproximamos de nossos visinhos porque costumam ser bastante curiosos. Deve haver apenas uma única cópia da chave do refúgio, e ela deve ficar com o seu dono, porque é a única garantia de que tudo estará lá quando necessário. E sua segurança deve ser extrema. Trancas poderosas provam-se úteis nos momentos mais inesperados. E muito comum também é o uso de trancas inteligentes, como as antigas alavancas de estante ou as modernas trancas de senha, que apenas o proprietário sabe como abrir.


Nossa Sociedade
Como os mortais, precisamos interagir com o mundo. Temos que sair todos os dias para trabalhar, nos alimentar, nos divertir. Enfim. Durante grande parte de nossa pós-vida, entramos em contato com mortais. É o seu empregado, advogado, contador, professor, colegas de bar, além daqueles que você nem mesmo conhece, mas é obrigado a dialogar como caixas, vendedores, oficiais, etc... E para isso, a parte mais difícil de nossa máscara, há uma grande sociedade que provê uma infra-estrutura que garante o nosso lugar na sociedade de vocês. Grande parte de nós, os mais velhos principalmente, conseguimos juntar uma considerável soma em dinheiro desde os tempos mais antigos. Esse dinheiro está hoje sendo investido em todas as bolsas de valores do mundo, e assim garante o sustento de um grupo seleto de imortais no qual eu também me incluo. Algumas vezes, precisamos entrar em torpor. Dormir durante décadas ou até séculos. Por esse motivo, costumamos usar as imortais contas da Suíça, criadas especialmente para nós, que não podemos nos identificar, pois mudamos de identidade de tempos em tempos. Outros preferem roubar daqueles que se alimentam. Eu faço isso geralmente para confundir as autoridades e fazer com que pensem que a vítima foi assaltada. E isso somente quando mato, porque não se deve matar toda vez em que se alimenta. Mas certamente, o dinheiro que eu recolho dos corpos de minhas refeições não pagam nem a minha conta de telefone. Mas também existem aqueles que trabalham, e outros, como eu, que freqüentam a faculdade, um curso, ou uma escola. Para nós, é fácil conseguir empregos noturnos. Se desejamos cursar algo e não existem cursos disponíveis em horários noturnos, fazemos com que sejam. Temos as proteções dos poderes Político, Legislativo e Judiciário porque de certa forma, dominamos o mundo e controlamos toda a política mundial. Alguns países que não desejo mencionar, têm vampiros sentados na cadeira da presidência.

A Jyhad (A Guerra)
Assim como no nosso mundo, não existe apenas uma visão do certo e o que deve ser feito, por causa disso quando foi criada a Camarilla outro grupo também iniciou sua própria organização, o Sabbat. Eles tem outra visão do mundo, enquanto a Camarilla se baseia em moldes sociais próximos ao nosso, o Sabbat assume sua natureza e percebe que são diferentes e muitos crêem serem tão superiores aos mortais que os ignoram e os tratam como gados, usando-os ao bel prazer como apenas alguém que nos alimenta. Se eles estão certos ou errados não podemos dizer, é apenas outra forma de visão do mundo. Com tudo isso eles disputam lugar no mundo com a Camarilla ferozmente, gerando graves conflitos que geralmente leva a violência e a destruição de muitos.


O "Abraço"
O abraço é o processo através do qual um novo vampiro é criado. Ele raramente é dado à toa; afinal, mais um predador significa mais competição por recursos. Alguns vampiros Abraçam em busca de companheirismo, outro para ter conspiradores ou bodes expiatórios para suas maquinações, outros para "devolver" algo à sociedade dos Membros. Crias em potencial podem ser observadas por semanas, meses, ou anos, sem nunca saber que estão sendo cogitados para imortalidade. Para Abraçar um novo vampiro, o senhor drena o sangue de sua vítima escolhida, como quando se alimenta. No entanto, quando a vítima tiver sido drenada até o ponto da morte, o senhor coloca uma pequena porção de seu sangue vampírico na boca da vítima. Mesmo uma ou duas gotas de sangue podem concluir o processo. O Abraço pode até ser oferecido a um mortal que já tenha falecido, desde que o corpo ainda esteja quente. Durante o Abraço, o corpo se modifica, descartando as imperfeições presentes em todo mortal e tornado-se mais belo, ainda que com a graça de um predador. A nova cria desperta novamente, mas seu coração não bate e nem seu sangue circula. Ele agora é um dos mortos-vivos. Ele acorda sofrendo com uma fome terrível, seu primeiro contato com o monstro (ou a Besta) que também foi despertado dentro dele. Durante as próximas semanas, o jovem vampiro, geralmente sob a tutela de seu senhor, sofre uma série de sutis (e outras não tão sutis) transformações. Ele aprende a usar os poderes concedidos pelo sangue, como grande velocidade e compreensão de animais, descobre a Fome endurecedora dentro dele e como refreá-la. Ele aprende a caçar, o que é muitas vezes um problema, já que a necessidade o força a ser um predador de sua própria espécie. Ele também aprende que o Abraço realmente transforma os vampiros em mortos-vivos. Emoções sutis e nobres são típicas dos mortais, e ele pode descobrir que não é mais capaz de sentir prazer de verdade, alegria ou amor, a não ser em suas memórias. É este o último fator que muitos jovens Membros não conseguem suportar durante suas primeiras semanas. Alguns optam por receber o sol da manhã, em vez de antecipar anos de conforto frio. Para aqueles vampiros que sobreviverem às primeiras noites, um mundo muito maior os aguarda.


Gerações
Como criaturas que são (para todos os efeitos) imortais, a idade carrega um grande peso entre os Membros. Mais importante, a geração de um Membro pode marca-lo como um jovem ou um ancião. Em algumas seitas, idades e gerações podem ser as maiores barreiras contra avanços de qualquer espécie. Esse é um caso que se pode realmente dizer que menos vale mais. De acordo com a história dos Membros mais aceita, os vampiros descendem de Caim, aquele de fama bíblica que matou seu irmão Abel e foi subseqüentemente banido para as terras de Nod por Deus. Dizem que o vampirismo de Caim foi uma maldição de Deus como punição por seu crime. Caim gerou três crias, que geraram suas próprias crias, e assim por diante, até as noites modernas.


† Segunda Geração - Diretamente gerados por Caim, pouco se sabe sobre esses três. Acredita-se que eles morreram pelas mãos de suas crias ou durante o Grande Dilúvio.

† Terceira Geração - Estes vampiros são conhecidos como os Antediluvianos, assim chamados por serem anteriores ao Dilúvio, e dizem que deles que os clãs descendem. Todo clã teve um fundador Antediluviano em algum momento, e muitos acreditam que eles repousam através das eras em topor. Eles são os verdadeiros jogadores da Jyhad, aqueles que movem os peões em ponto e contraponto, como tem feito nos últimos séculos. Os Antediluvianos são considerados praticamente divinos no escopo de suas habilidades, e todos os vampiros temem seu toque sobre as não-vidas dos demais, pois ninguém escapa ileso.

† Quarta e Quinta Gerações - Chamados de Matusaléns, esse vampiros existem há milênios e são quase tão poderosos quanto os Antediluvianos. Eles se envolvem na jyhad por trás de Membros menores, fora do alcance da visão, já que seu potente sangue os torna um dos alvos preferidos dos diableristas. Dizem que os mais influentes membros da Camarilla e o regente e os príncipes do sabá são Matusaléns.

† Sexta, Sétima e Oitava Gerações - membros dessas gerações tipicamente considerados anciões. Eles são os jogadores mais visíveis da jyhad, muitos príncipes, primogênitos e justiçares tendem a vir de suas fileiras. A maioria dos anciões considera inconcebível o fato de poderem estar sendo manipulados na Jyhad, ainda que eles muitas vezes o estejam sem saber.

† Nona e Décima Gerações - Os ancillae andam por um caminho perigoso: apesar de velhos e experientes demais para serem neófitos, eles são muitas vezes considerados inexperientes e fracos demais para se manterem entre os anciões. Muitos preferem conhecer a noite em seus próprios termos, e os de gerações mais antigas estão geralmente entretidos com outras preocupações para fazer muito em relação a isso. Como adolescentes mortais, os ancillae estão privando um pouco do poder e da influência que poderão em breve possuir.

† Décima Primeira, Décima Segunda e Décima Terceira Gerações - Neófitos e jovens ancillae vêm dessas gerações. A maior parte é relativamente nova no vampirismo e, apesar de mais poderosos que os mortais de onde vêm, eles são como insetos entre as gerações mais antigas. Inexperientes e muitas vezes embriagados com seu novo poder, alguns cometem excessos.

† Décima Quarta e Décima Quinta Gerações - Estes Membros são tão afastados de Caim que seu sangue tornou-se fraco e a maldição não se manifesta com tanta força neles. Dizem que alguns são capazes de suportar a luz do sol ou ingerir comida, apesar de raramente poderem gerar crias. Membros mais antigos temem essa juventude moderna, pois o Livro de Nod afirma que aqueles com sangue fraco anunciarão a chegada da Gehenna.




A Inquisição
É fato que a Igreja Católica Romana descobriu a existência da Família durante os anos da Inquisição. Instituída em 1229, a Inquisição dedicava-se à supressão de diversas heresias que se espalhavam pela Europa. Parcialmente em resposta à ascensão da seita dos Cátaros no sul da França e no nordeste da Itália, o Papa Inocêncio IV aprovou em 1252 o uso da tortura. Contam-se histórias de que as crenças dos Cátaros eram apoiadas por muitos Membros no sul da França, e que alguns deles caíram nas mãos da Inquisição quando seus confrades foram forçados a confessar suas heresias. Caso tenha acontecido assim, isso explicaria a escalada rápida das práticas tirânicas de certos líderes da Inquisição. Talvez eles tenham visto, com seus próprios olhos, provas do mal encarnado no mundo. Qualquer que seja a verdade por trás desses eventos durante o século XIII, todos os indícios levam a crer que certas facções dentro da Igreja permanecem cientes da existência dos vampiros. Cientes e preocupadas. Na verdade, a Inquisição continua existindo, ainda que numa forma diferente e com outro nome. Hoje a Inquisição é uma organização de eruditos e pesquisadores do oculto, assim como a patrocinadora dos maiores caçadores de vampiros. Embora originalmente fosse apenas um comitê para investigar heresias, tornou-se uma organização implacável devotada à eliminação e à tortura de indesejáveis, tradição a que não renunciou inteiramente. Embora a Inquisição não seja mais sustentada ou apoiada pela Igreja, a maior parte de seus membros pertence à Igreja Católica. Apesar de terem adotado um novo nome, Sociedade de Leopoldold, e dizerem estar interessados apenas em pesquisa, são proeminentes entre os caçadores de bruxas. Conhecem as melhores formas para imobilizar e matar vampiros, e mantém a maior parte dos antigos arquivos. Porém, eles ainda não conhecem muito sobre a Família atual. Concentram seus estudos nos velhos arquivos e em especulações intermináveis, e ocasionalmente embarcam em caçadas e realizam julgamentos. Raramente matam os suspeitos, pelo menos não imediatamente, têm o hábito de promover julgamentos minuciosos. Seu objetivo final é livrar o mundo do sobrenatural. O Círculo Interno da Camarilla decretou que os Membros não devem se intrometer nas atividades da Sociedade de Leopoldo. Ela deve ser ignorada e evitada a qualquer custo melhor não lhes dar nada para estudar do que oferecer ao mundo inteiro alguma coisa com a qual se preocupar. É bem mais fácil lidar com um grupo de fanáticos que com um bando de mártires. A Inquisição conservou grande parte de sua antiga reputação, sendo respeitada e temida em toda parte. Apenas os mais ingênuos acreditam que os propósitos e práticas da Inquisição mudaram; os mais velhos, especialmente aqueles que viveram durante o primeiro período da perseguição, sabem com o que estão lidando. Muitos anarquistas aproveitam toda e qualquer oportunidade para atormentar, iludir e embaraçar integrantes da Inquisição, a despeito dos decretos baixados pelo Círculo Interno. Contudo, os membros da Sociedade de Leopoldo possuem várias proteções contra vampiros. Eles estão aprendendo a usar objetos sagrados para se protegerem dos poderes vampíricos. Além disso, contam com a colaboração de diversos grupos quando iniciam uma imcaça às bruxas. Entre os membros mais influentes da Sociedade estão os Dominicanos, que supervisionaram parcialmente a primeira Inquisição. Muitos Membros temem a participação dessa Ordem, esquecendo as circunstâncias e o clima que conduziram à Inquisição. Também esquecem o fato de que São Tomás de Aquino, o renomado filósofo e teólogo foi um Dominicano durante aquele período. Os interesses exatos dos Dominicanos permanecem obscuros até hoje. Também existem relatos de um grupo dissidente radical dentro da Sociedade de Jesus, os Jesuítas, que estão no meio de uma controvérsia com o Santo Ofício. Persistem rumores de que isto possa ter alguma relação com a destruição de alguns Membros há cinco anos na Argélia. Acredita-se que o responsável tenha sido um ex-irmão jesuíta de nome Sullivan Dane. Dane pode ter conseguido usar o incidente na Argélia como uma prova para alguns de seus ex-confrades jesuítas de que a ameaça da Família é real, não um produto de sua imaginação. Ele e alguns de seus confrades têm divergências com seus superiores e com o Santo Ofício a respeito desse assunto.




Diablerie
A esta altura, se meus esforços tiverem igualado o meu intento, estará claro para ti que a sociedade da Família é tão variada quanto a dos vivos. Temos nossos príncipes e nossos mendigos, nossos sonhadores e nossos homens de ação, nossos heróis e nossos criminosos, nossos idealistas e nossos pervertidos. O assunto que vou expor agora é pouco mais que especulação, mas cada vez mais estou inclinado a acreditar nos rumores. Disse-te que o sangue do senhor confere poder ao sangue da Caça, de modo que o corpo é sustentado em sua não-vida. Segundo os boatos, o sangue do senhor perderia seu poder com o passar dos séculos e milênios, o que obrigaria a um vampiro excepcionalmente velho beber sangue de membros da Família para sobreviver. Ainda que, cadáveres, sejamos poupados da decomposição, o tempo exige seu preço. O Sangue não é absolutamente imortal. Um vampiro jovem das primeiras gerações é capaz de subsistir do sangue de animais, mas à medida que os séculos passam - ou que o sangue afina com a transmissão - o sangue de animais, e em seguida o dos humanos mortais, perde sua capacidade de sustentação. Dizem que os Antediluvianos caçam os Membros da mesma forma como caçamos os mortais, e não existe fim para as histórias de sua devassidão. Cada vez mais, porém, espalham-se rumores de Membros jovens fazendo o mesmo. A razão para isto não é clara. Talvez as gerações mais jovens portem tão pouco do Sangue, que ele lhes sirva apenas durante alguns séculos, ou talvez os jovens busquem os poderes dos Antediluvianos imitando seus hábitos. Já refleti demoradamente se isso seria a causa da guerra entre os de minha espécie - a Jyhad que dura há tanto tempo. Os Antediluvianos escondem-se porque temem ser mortos por aqueles que buscam seu sangue e consequentemente seu poder. Os Anciões condenam os anarquistas porque temem ser devorados por eles. Os anarquistas temem a todos que sejam mais velhos que eles porque sabem que constituem a caça de um predador terrível. O conflito entre os de minha espécie é uma guerra horripilante e canibal. Mencionei anteriormente que a Jura é realizada ao se beber do sangue de outro vampiro (normalmente o de um senhor ou príncipe). É sabido que beber o sangue de sua própria Vítima não gera esse vínculo, e parece também que os antediluvianos - e aqueles outros que habitualmente caçam os de sua própria espécie - estão aptos a fazer isso sem criar qualquer tipo de vínculo ou obrigação. Este fato, mais que qualquer outro, torna a Diablerie (como veio a ser conhecida) uma coisa chocante e pervertida para a Família, e o vampiro que seja identificado como Devasso pode ser eliminado por qualquer vampiro que o descubra. Ele deve caçar com cautela, uma vez que pratica o jogo mais perigoso do mundo. Com toda sinceridade, duvido que alguém considere a nossa existência muito divertida. Os anciões, desnecessário dizer, negam completamente esses rumores. Admitir tais coisas incitaria uma revolução tão terrível quanto o levante da Quarta Geração. Ainda assim existem evidências que podem ser encontradas pelos mais persistentes, embora os antediluvianos cubram seus rastros com extrema cautela.



Inconnu
"Inconnu" é o termo usado para descrever os vampiros que se afastaram dos outros de sua espécie. Trata-se mais de uma classificação que de uma seita. Os Inconnu são frios, poderosos e, como tal, nutrem pouco desejo pela companhia de seus iguais. Preferem viver nas florestas entre os animais notívagos e dormir sob o solo durante o dia. ( Não se sabe como conseguem manter-se em paz com os metamorfos que governam as áreas selvagens.) Certos Inconnu ainda vivem dentro das cidades, e talvez até mesmo se interessem pela Jyhad, mas segundo as leis de sua seita não podem se envolver nela. Alguns freqüentam as reuniões do Conclave da Camarilla, causando estupefação entre os outros Membros. Os Inconnu, como todos os Membros da Família, são sempre convidados aos Conclaves. A maioria dos Inconnu alcançou uma idade tão avançada que dorme durante meses ou anos antes de acordar. Assemelham-se aos Antediluvianos no aspecto de já não pertencerem completamente ao este mundo, tendo evoluído à margem dele. A maioria possui milhares de anos de idade e são os vampiros mais poderosos que um Membro poderia vir a encontrar. Muitos Inconnu são Membros das quarta e quinta gerações que estiveram em algum momento envolvidos na Jyhad. Conquistaram suas posições na hierarquia pelo poder conferido pela idade ou devorando seus próprios anciões. Passaram a se esconder por medo das ameaças à sua existência e por desgosto pelo mundo moderno. Acreditam que apenas segregando-se do mundo podem escapar do Jyhad. Apesar dos esforços da seita, alguns de seus Membros ainda envolvem-se com a Jyhad. Em geral o Inconnu pune os Membros de sua ordem que continuam a tomar parte na Jyhad ou a se envolver nos assuntos dos Membros inferiores. Esta é a sua única lei. Uma minoria apreciável dos Inconnu conseguiu atingir a Golconda. Isto pode explicar o descaso pela Jyhad e suas abordagens racionais a muitos problemas da Família. O Inconnu não permitirá a nenhum Membro que fira qualquer um de seus integrantes, a despeito do que esses integrantes tiverem feito. Todos os direitos de punição são reservados apenas aos próprios Inconnu, mas é muito difícil entrar em contato com eles para fazer uma petição para tal. Nesse aspecto, o Inconnu é uma seita enigmática e misteriosa. Sua organização e prioridades, se realmente pode-se dizer que as possuam, são absolutamente desconhecidas.



As Tradições
A Camarilla criou para seus seguidores seis normas ou leis conhecidas como As Seis Tradições, são elas resumidas:

Tradição da Máscara
A Primeira e mais importante das tradições: Qualquer membro que revelar a existência da família a um mortal, ou elimina o mortal ou a Camarilla elimina o mortal e o membro que se revelou a este mortal.

Tradição do Domínio
Cada território, tem seu Príncipe, a quem todos os membros da Camarilla devem respeito, pois ele é o governante da sociedade vampírica exercendo a lei da Camarilla, e fiscalizando a Máscara, qualquer membro de outro território deve pedir permissão ao Príncipe para permanecer e caçar em seu território. Caso essa permissão não seja pedida as penas variam de exílio a Morte.

Tradição da Progênie
Para obter mais controle sobre seus membros a Camrilla proíbe a procriação da espécie sem o conhecimento do Príncipe, caso essa permissão não seja pedida as penas variam de exílio a Morte.

Tradição da Responsabilidade
Ao criar um novo membro, seu mestre é responsável por ele até que se torne um Neófito. Enquanto for de responsabilidade do mestre, qualquer ato cometido pela criança da noite recairá sobre o mestre.

Tradição da Hospitalidade
Qualquer membro de outro território deve pedir permissão ao Príncipe do território para permanecer e caçar em seu território. Caso essa permissão não seja pedida as penas variam de exílio a Morte.

Tradição da Destruição
"Tu és proibido de destruir outro ser de sua espécie. O direito de destruição pertence apenas a teu ancião. Apenas os mais antigos entre vós tem autoridade para convocar a Caçada de Sangue."


...

Agora mortal, já sabes demais. Porém não me importa. O conhecimento que te dei nestas linhas mal escritas, é apenas um aviso, de que existe muito mais por trás do obscuro véu da noite do que bêbados e marginais. Você não se encontra mais no topo do sistema alimentar; e pode ser sugado a qualquer momento. Ou pior, pode se transformado num de nós, e obrigado a sugar todas as noites. Não penses que isto é tudo. Ainda há muito mais. Coisas que não interessa a você saber, coisas que poderiam revolucionar a sua forma de pensar. Coisas que nem eu mesmo sei. Eu espero que não saia matando o primeiro ser suspeito de pertencer à nossa espécie quando estiver na rua. Não irá conseguir e provavelmente estará cavando sua própria sepultura. Também não fique com medo de que um dia você venha a ser uma vítima de nossas presas. A morte pelo nosso Beijo geralmente é prazerosa para a vítima assim como para o vampiro, além de que muitas vezes o vampiro suga tão pouco que a vítima nem fica sabendo do ocorrido. Mas preste atenção para a verdade. A realidade é muito mais do que você imagina ser. A ciência ainda não explicou 1% do que realmente existe. Continue navegando. Aproveite a chance que lhe foi dada. Você acredita em sorte? Eu não. Prefiro acreditar em destino.

Vida longa a ti e à tua família

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