quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ilustríssimo marginal

Na oportunidade em que dirijo-me, mui respeitosamente, a vossa senhoria (ou senhorias) quero manifestar o meu profundo desgosto com as ações que o senhor (ou senhores) marginal (ais) tem promovido em nossa comunidade regional. Devo dizer que me senti profundamente triste com algumas ações irracionais, ora promovidas por vossas honrosas figuras, como a bomba caseira que destruiu a loja Fama e as vidraças quebradas de tantas empresas, entre outros atos de violência. Com todo o respeito, Ilmo. marginal, mas tais atos são animalescos, e demonstram profundo desrespeito ao patrimônio alheio. Imagine o senhor próprio, como sendo proprietário de um estabelecimento, digno trabalhador que sofre com as dificuldades cotidianas de se administrar uma empresa, gerar empregos e pôr alimento na mesa, se deparar com a sua empresa depedrada por um marginal? Como o senhor, aliás.
Ao render-lhe senhoria, o faço por respeito ao ser humano que és, mesmo sabendo que ao senhor, pouco tem importado que suas ações estejam causando mal a seus semelhantes, o que é lamentável. Tenho certeza que, no dia em que o senhor precisar de um dos serviços públicos de saúde, pagos pelos cidadãos de bem, as portas de tais instituições estarão abertas tanto para vossa senhoria, quanto para algum familiar (tens mãe?). Afinal, é um direito de todos. Talvez, diante de tantos malfeitos, o senhor não esteja exatamente enquadrado como cidadão de bem, mesmo assim, é um ser humano e merece tratamento digno. Mas, peço-lhe, ilustríssimo marginal, que respeite mais os seus semelhantes. Como o senhor sabe, embora muitas vezes possa duvidar, a volta vem. Nesta ou em outra vida.
Atenciosamente.

Um comentário:

Jaquleine Minuzzi disse...

Ola querido amigo!
Mais uma vez vc inova com este texto, aliás parabéns de novo, se ainda nao o publicou no Expresso, será ótimo que o faça, em letras grandes e garrafais!
um abraçao da amiga de sempre!
Jaqueline Minuzzi