segunda-feira, 7 de julho de 2008

18 anos sem Cazuza...

"Amor da minha vida, daqui até a eternidade nossos destinos foram traçados na maternidade..."

"E até o tempo passa arrastado, só pra eu ficar do teu lado você me chora dores de outro amor. Se abre e acaba comigo..."

“O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer”....

“O nosso amor a gente inventa prá se distrair. E quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu”...

“Te ver, não é mais tão bacana quanto a semana passada”...

“Vida louca, vida. Vida breve. Já que eu não posso te levar, quero que você me leve”....

“Meus heróis morreram de overdose. Meus inimigos estão no poder”...

“A emoção acabou. Que coincidência é o amor: a nossa música nunca mais tocou”...

“Eu só peço a Deus, um pouco de malandragem pois sou criança e não conheço a verdade...”


Se ele estivesse vivo, teria alcançado os 50 anos de vida. No entanto, Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, morreu aos 32 anos, no dia 07 de julho de 1990. Nesta segunda-feira, portanto, fazem 18 anos que ele morreu, em consequência da AIDS. Quem leu o livro "Só as Mães São Felizes", ou assistiu o filme "Cazuza" ou pôde acompanhar a sua trajetória de vida na época em que fez sucesso, sabe que Cazuza era um compositor sensível, que mostrava habilidade para compor suas letras ora românticas, ora contestatórias. Mas sempre, sempre profundamente ricas em estética e conteúdo. Ele foi integrante da banda Barão Vermelho, ao lado de Roberto Frejat, onde lançou sucessos como "Bete Balanço". Em sua curta carreira ele lançou cinco discos solo, mas compôs mais de 200 letras. Entre as inesquecíveis estão "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Nosso amor a gente inventa", "Ideologia", "Blues da Piedade". Eu era uma criança na época em que o Cazuza fazia sucesso e quando morreu, portanto, só comecei a gostar e compreender as suas canções mais tarde. No entanto, tudo aquilo que ele escreveu em canções ficou como um testamento, como um legado às futuras gerações e, ainda por cima, deu uma outra dimensão a uma letra de um outro grande músico, Renato Russo, quando escreveu aquele trecho da música "Love In the Afternoon". "É tão estranho, os bons morrem jovens. Assim parece ser, quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais..."

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