quarta-feira, 18 de junho de 2008

O voto é a sua arma

Nos próximos dias, os partidos de estarão decidindo as suas convenções e definindo quem serão os candidatos a prefeito, vice e vereador. A partir de 06 de julho, inicia a corrida pelo voto. Volto a falar de política, porque me vejo com a obrigação, uma vez que é nesse período que temos a oportunidade de exercer a nossa cidadania através do voto, da cobrança e da escolha. Há muitas pessoas de bem que dizem "não gosto de política" e, assim, evitam qualquer diálogo a respeito desse assunto. No entanto, é impossível fugir disso, uma vez que todo o nosso sistema social é organizado através da política. É ela que define o calçamento em frente a nossa casa, o atendimento nos postos de saúde, a merenda na escola, o reajuste salarial etc. Assim, é possível não gostar de política? Mas, procuro compreender sob outro ângulo: as pessoas não gostam é de politicagem.
E, infelizmente, nessa época ela se torna profícua. A políticagem surgirá através de promessas, compras de voto, jantares "ideológicos", ranchos em distribuição, de grandes máquinas eleitoreiras e marqueteiras. Procure analisar com critério a vida pregressa de seus candidatos, sua índole, seu comportamento, seu envolvimento em qualquer escândalo político, em qualquer falcatrua, em qualquer desvio, em qualquer fofoca. Sempre acreditei que, se você é competente e honesto no que faz, também o será no desempenho de um cargo político. Mas, sendo incompetente em qualquer coisa, o mesmo se refletirá na política. Sobram coronéis, playboys e fazendeiros em nossa política. Faltam pedreiros, donas- de-casa, estudantes. Uma pena, pois a política é o exercício de um poder representativo que não pertence a indivíduo ou grupo e, sim, a todos. "Todo poder emana do povo", é o que está na Constituição. De minha parte, farei de meu voto e minha consciência uma arma pronta para derrubar todo aquele que não trabalhe pela coletividade e, sim, por sua própria vaidade.

Um comentário:

Machadinho disse...

Concordo com você! As pessoas precisam entender o valor do voto. Que não é valor de moeda, mas sim um valor de conjunto, de reciprocidade, de agregação em torno da vida em comum. Cada um dá seu voto, mas com isso deve receber e perceber o voto de todos. Somente quando a escolha de todos resplandesce num candidato com princípios é que esse valor se torna concreto. Do contrário, o voto passa e se esvai como o vento. Um abço.