quinta-feira, 15 de maio de 2008

Responsabilidade nossa

Tentei que o título dessa coluna fosse "a responsabilidade nossa de cada dia". Muito grande. Não deu no espaço de uma linha. Só a palavra "responsabilidade" toma quase que todo o espaço. É, responsabilidade é algo muito grande mesmo. A gente dobra a língua para pronunciar e, não é difícil, se enrolar falando. Experimente dizer essa palavra várias vezes rapidamente. Não dá. Só para poder falar em responsabilidade é preciso ter calma. Res-pon-sa-bi-li-da-de. No trânsito, por exemplo, calma é mais do que necessário para não cometer alguma irresponsa-bilidade. Aliás, todos saem da auto-escola sabendo que o limite de velocidade dentro do perímetro urbano é de 40 km. E mesmo assim...

Mas o que mais preocupa a sociedade é a segurança que, pelo lema oficial tem o slogan de "Dever do Estado. Direito e Responsabilidade de todos". Todos querem que o Estado faça a sua parte. Mas quando o estado toma medidas, a população chia. Veja o caso do plebiscito para proibir a venda de armas, como alternativa para coibir a violência. A maioria optou por poder continuar comprando armas. Assim, só no RS são mais de 800 mil armas registradas para uma população de 10 milhões. É uma arma para cada 11 pessoas. O Governo proibiu a venda de bebidas à beira das estradas, com o objetivo de cessar o número de mortes. E logo veio a chiadeira, gerada por aquele sentimento-zinho egoísta de "quero ter direito de beber (ou vender) minha cerveja". Nem que logo adiante alguém arrebente a cabeça no para-choque de um caminhão. Existem leis nesse país e muitas. O que ainda falta é Justiça.

Um comentário:

TAINÃ disse...

"Derrubai as leis cegas e corruptas e dai JUSTIÇA para todos".

;*