sexta-feira, 30 de maio de 2008

Justiça para todos


Cada vez mais me dou conta que a política é algo fantástico, é uma ciência, e que merece toda a atenção do povo. Quantas pessoas de bem eu ouço dizendo "não gosto de política". E quantos politiqueiros eu vejo incentivando esse tipo de pensamento das pessoas. Claro, quanto mais pessoas boas estiveram longe da política, tanto melhor para os politiqueiros. A política é, senão, uma ciência. A ciência do bem coletivo e que requer extrema responsabilidade. Dizer que não se gosta de Política é o mesmo que dizer que não interessa a educação de nossos filhos, o calçamento em frente à nossa casa, a limpeza das ruas, as leis que regem a nossa cidade, a segurança pública, os salários, a saúde, etc. Afinal, tudo isso é política e é impossível estar distantes dela, afinal, é nesse sistema em que vivemos. É preciso que mais pessoas boas deixem de lado o discurso de "não gosto de política" e compreendam, afinal, que o que não gostam mesmo é de politicagem. Esta sim, todos estamos cansados e queremos ver acabada.

A politicagem é aquela coisa de companheirinhos politiqueiros, do toma-lá-dá-cá, das verbas personalistas, do apadrinhamento, da incompetência premiada, da roubalheira, da má-vontade, do serviço mal-feito, das mentiras, do agir pelas costas, trapaças e promessas, dos maus-hábitos, do falar mal dos outros e de tantos péssimos exemplos que estamos cansados de ver no dia-a-dia. É disso que todos estamos cansados e é a isso que devemos dar um basta definitivo, através do despertar de uma consciência cidadã. É compreender, enfim, que estamos todos interligados e o que a afeta a um afeta a todos. Tais artifícios são aparatos usados pelos politiqueiros para afastar as pessoas boas da política, justamente porque elas não querem se ver envolvidas com esse tipo de coisa. E é aí que fazem a festa.

A sociedade precisa compreender que a política deve ser exercida além dos partidos políticos e que a exercemos diariamente em nossas relações humanas na política de amizades, de boa vizinhança, de companheirismo, no serviço comunitário. E se quisermos tomar as rédeas para mudar a realidade para melhor, almejando um futuro mais humano para as pessoas que amamos é certo que não podemos ficar acomodados mantendo uma postura de "eu não gosto de política, não quero saber disso". Afinal, todos somos obrigados a votar e só por isso já temos uma parcela de culpa quando elegemos mal nossos representantes. Todos que carregamos uma centelha de inquietude e inconformismo com a violência urbana, a delinqüência juvenil e toda a forma de caos social temos a convicção de que isso está errado.

Todos temos a convicção de que algo deve ser feito para mudar. Mas o que pode ser feito? E por quem? E de que jeito? Se não sabemos dar a resposta para isso, é certo que é irresponsável de nossa parte dizer que "não gosto de política", pois a resposta para a mudança da sociedade só encontra um rumo nos mecanismos da política que, afinal, é a responsável por manter o aparato da educação, da segurança, da saúde e de todo o resto. E se esses instrumentos estão indo mal é porque o mecanismo principal - a política- é que está equivoca. E se ela está equivocada é porque fomos nós que a azeitamos. Fomos nós que votamos em nossos vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e presidente da República. Nós é que temos, a partir da individualidade do voto, a obrigação do despertar de uma consciência cidadã e de respeito ao próximo. E se nós não encaramos essa responsabilidade com seriedade, o que esperar de quem elegemos.

E é por isso que tantos corruptos compradores de voto fazem a festa pelo Brasil afora. No entanto, isso é um círculo vicioso. Se há a oferta, é porque existe a demanda. É a relação do corrupto com o corruptor. Portanto, urge a necessidade de uma revolução contra a corrupção e contra toda a forma de exploração. Uma revolução pelo bem. Não vejo a necessidade de existirem políticos fazendo da política o seu ganha-pão, com esses salários astronômicos que são ostentados em esferas estaduais e federais. De nada adianta apenas falar disso e nada fazer. Não resolve ter um olho só em terra de cegos. É preciso revolucionar e bradar alto a nossa indignação. Eis que é chegado o momento de o povo tomar as rédeas de seu destino e compreender que todos são iguais perante todas as leis divinas e terrestres e, portanto, fazer valer esse direito. É chegada a hora de mostrar também que Lei e Justiça são coisas totalmente diferentes.

Muitas vezes, as leis se dobram conforme a vontade dos poderosos, mas a Justiça é uma só para todos e em nome dela que clamo uma batalha contra as forças da legião mal, que se valem de artimanhas da exploração, do maldizer e de atentar contra a vida de tantos irmãos, das mais variadas formas. É preciso despertar, é preciso formar um exército de pessoas que queiram revolucionar e pôr fim a situações de desprezo, desordem e destruição da moral humana. Falamos diferentes línguas, temos a mais variada tonalidade de pele e de pêlo, somos das mais diferentes regiões e classes sociais, mas todos pertencemos a uma única raça, a raça humana. Todos choramos as mesmas dores, nossas lágrimas têm a mesma composição química, nossos sorrisos se assemelham e todos temos mais ou menos o mesmo tempo de vida. Portanto, somos iguais e devemos combater a desigualdade.

Somos todos iguais e devemos nos levantar contra toda forma de exploração e de dor contra nossos semelhantes. E eis que a política tornou-se um instrumento poderosíssimo e que não pode ser desprezado. Não se pode dizer que "não se gosta de política" e dar de ombros, pois ela estende seus fios invisíveis sobre nossas cabeças. É preciso, no mínimo, despertar uma consciência cidadã de compreender que a todo e qualquer ato nefasto cometido por um político, em sua origem existe alguém que votou nele ou que deu de ombros para as suas ações. E somos todos ligados nesse universo e o que afeta a um afeta a todos. Nesse aspecto, é um alento perceber que as boas ações também têm sua origem vinculada a pessoas que compreenderam o seu papel e sua responsabilidade de lutar pelo bem e de fazer escolhas precisas e responsáveis. Por fim, digo que é necessário revolucionar sempre e de novo e mais uma vez. Até que o mundo mude. Até que o mundo seja, enfim, um lugar de paz. E de Justiça para todos.

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3 comentários:

Anônimo disse...

Não li o texto!
*preguiça*
Mas achei linda a imagem *-*

Amanhã irei sim, com certeza. Quanto à Paola, não tenho certeza, mas acho que sim ^^

Bjus

Anônimo disse...

Achei muito interessante, as pessoas acham impossível conquistar algo nesse mundo, pois diante de tantos maus exemplos, desistiram de lutar.
O que mais me chamou atenção, foi essa parte:
"Falamos diferentes línguas, temos a mais variada tonalidade de pele e de pêlo, somos das mais diferentes regiões e classes sociais, mas todos pertencemos a uma única raça, a raça humana. Todos choramos as mesmas dores, nossas lágrimas têm a mesma composição química, nossos sorrisos se assemelham e todos temos mais ou menos o mesmo tempo de vida. Portanto, somos iguais e devemos combater a desigualdade."
*.*
Achei linda!

Weimar Donini disse...

Teu texto está ótimo.

A este respeito (do "analfabeto político), há um escrito do dramaturgo alemão Bertold Brecht, bastante citado e muito divulgado que recomendo a leitura (deve ter disponível na net).

Um abraço.