quinta-feira, 1 de maio de 2008

Evolução da imprensa


Neste 03 de maio, sábado, se comemora o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O homem sempre teve a necessidade de se comunicar e marcar sua história, o que se verifica desde o tempo das cavernas, onde eles fofocavam através de rabiscos nas paredes. Suspeito até que houvesse um “Diário da Pedra”, onde os pormenores da época fossem relatados. “Sobe o preço da carne de antílope”. “Roupa de couro de mamute em liquidação”. “Aluga-se cavernas”, coisas assim. O tempo foi passando e o homem viu a necessidade de seguir se comunicando, de ter um pouco mais de conforto e de criar outros meios de saber da vida dos outros. Foi aí, que surgiu o meio impresso. Logo, os jornais dominaram a cena, durante muito tempo.

Até surgir o rádio. E foi aí que se propagou, pela primeira vez, que os jornais teriam encontrado o seu fim. Mas apesar do rádio demonstrar versatilidade na informação e se transformar em um importante difusor cultural, o meio jornal seguiu a sua trajetória. E veio a televisão. E novamente se apregoou o fim do jornal e, desta vez, também do rádio, pois a televisão fazia uso da voz, como o rádio, e da imagem como o jornal. Só que, com um extra: as imagens se mexiam. Mas os três meios de comunicação seguiram adiante, um se valendo do outro para saciar a sede da informação (e aquele hábito adquirido lá no tempo das cavernas de documentar a própria história e saber da vida alheia). E o tempo passou mais um pouco até surgir a Internet, o meio de comunicação mais versátil de todos que une o rádio, a TV, o jornal e ainda permite a comunicação instantânea de qualquer parte do mundo. Até, de dentro de uma caverna.

Um comentário:

Cristiano Freitas disse...

É fantástico o nível de desenvolvimento tecnológico dos veículos de comunicação. Estamos em um estágio tão avançado que seres que nunca teriam contato conosco podem saber como pensamos, vivemos, somos e agimos, mesmo que estejam do outro lado do mundo.
O problema é que o mesmo passo em que a internet abre essa possibilidade, os demais meios de comunicação, alinham-se cada vez mais ao pensamento dominante, e em se tratando de grandes conglomerados transnacionais de "informação", unificam seus discursos em torno da única realidade possível: a que ditam.
Estávamos a pouco tempo discutindo padrões da nova tecnologia de televisão (tv digital), sendo que ainda não conseguimos democratizar o acesso ao "arcaico" jornal impresso. Temos uma única opinião na mídia global e a tv digital não vai mudar isso.
A simples evolução tecnológica se torna totalmente estéril sem o devido debate sobre o acesso e o conteúdo de nossas mídias.