quinta-feira, 3 de abril de 2008

Tenho sido cobrado por alguns amigos de que pouco tenho atualizado o meu blog. É verdade. A falta de tempo me persegue. E, quando consigo estar livre de compromissos, acabo preferindo assistir a filmes, jogar canastra, jogar futebol, enfim, estar com os amigos. Nessa semana, tive a triste notícia de que meu amigo Francisco Diello não mais está trabalhando na Videoclube. Ele acabou deixando abdicando do emprego por dificuldade de relacionamento com os proprietários. O Chico é um apaixonado por cinema e, sei, amava a locadora. Eu sei como é difícil para ele abrir mão de algo que ama.
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Sobre a tão falada desavença verbal entre o vereador Bianchini e o prefeito Vulmar Leite, vou dar a minha opinião. Acho que o Bianchini errou em ter pedido um aparte para o vereador Sérgio outro dia e discordar da indicativa do nome de Vulmar para prefeito, afinal, vivemos em democracia e as idéias devem ser respeitadas. Vulmar foi um administrador competente e merece ser reconhecido por seu trabalho e por sua história. Assim, creio que Bianchini errou em ter feito a crítica, tão severa, no calor da emoção. Podia ter se expressado de outra forma, pois daquele momento, originou-se toda a discussão.
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De outra forma, se é verdade que o Vulmar ofendeu o Bianchini, chamando-o de vassalo, também agiu errado. Não se responde uma crítica com outra crítica. Se pondera e se defende. Mas acho que, no final das contas, ele acabou pondo um a discussão de forma elegante. E se vier a ser candidato a prefeito, é um bom candidato.
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Já o Bianchini, sem dúvida, tem condições de ser um dos vereadores mais votados do próximo pleito. Sempre tive grande admiração por ele e é um dos poucos vereadores que eu daria um título de "Vereador 100%", já que é inteligente, justo e corajoso, além de estar sempre em contato com a população, buscando saber de suas necessidades. É dono de opiniões fortes, sem dúvida, mas acho que um vereador precisa disso. Ele é brigão quanto tem que ser, defende suas convicções e é íntegro. Aliás, integridade é algo absoluto num político. Tenho certeza de que o Bianchini, futuramente, tem condições de ser prefeito de nossa cidade. A outro vereador que eu daria um título de "Vereador 100%", seria o Renato Cadó, que é uma grande liderança do PMDB. E só.
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Até eu diria o seguinte: baseado no exemplo tanto de Bianchini quanto de Cadó. São políticos que se mantém muito mais ligados às pessoas e menos aos partidos. Acho que política se faz próximo das pessoas e longe de siglas, joguetes, articulações etc. Acho que, disso, todos estamos cansados. De minha parte, acredito que a política seja importante, necessária e fundamental, quando ela se propõe a construir um projeto coletivo. Quando ela é usada para propósitos individuais ou grupais, deixa de ser um instrumento científico para ser politiqueiro.
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Veja só: agora sou um escritor com registro na Biblioteca Nacional. Ou seja, não existe muitas diferenças entre eu e o Paulo Coelho. Eheheh. Recebi um telegrama da Academia Brasileira de Letras, mas ainda não abri.
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Falando em escritores, estou escrevendo um livro contando os bastidores da política de Santiago, afinal, acompanhei de perto, trabalhando na Câmara de Vereadores de Santiago. Revelações surpreendentes!
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Tive a grata satisfação de conversar por alguns momentos com o Junico Brum essa semana, filho da professora Sofia Brum (a qual foi uma das principais responsáveis por eu amar Literatura e tomar gosto por escrever). O Junico é um grande profissional, arquiteto e também empresário no ramo de celulares. Inteligente, está sempre antenado nas questões políticas e sociais. Valeu a pena trocar idéias com ele. Tem um grande futuro pela frente, sem dúvida.
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Na quarta-feira, meu amigo João Lemes e eu estivemos na casa da professora Rosane Vontobel Rodrigues e do seu Eri Rodrigues. O João foi entregar mais algumas páginas de seu livro, o qual a professora está lendo em primeira mão para elaborar o prefácio. Enquanto eles trocavam idéias sobre a obra, o seu Eri e eu dialogamos sobre um texto que ele recebeu do professor Zanini, copiado da Veja, onde era discutido sobre a natureza animalesca do homem, questionando o papel da fé e das religiões. O senhor Eri é uma pessoa bastante perspicaz e, ao lado da professora Rosane, educou com maestria o meu grande amigo e irmão Rodrigo.
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Aliás, o Rodrigo assume a partir dessa semana a condição de Procurador Jurídico do município de Capão do Cipó, no lugar de um grande e conceituado advogado, que é o Miguel Garaialdi. Aliás, o Garaialdi foi uma pessoa importante na vida do Rodrigo, tendo sido um de seus mestres no curso de Direito na URI. Fico muito feliz por essa conquista, esse reconhecimento ao trabalho do Rodrigo, por parte da administração de Capão do Cipó.
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NO ano de 2007, tive a honra de trabalhar ao lado do Rodrigo, na Câmara de Vereadores de Santiago, onde ele entrou para a história do parlamento como o primeiro procurador jurídico que a Câmara teve. E, sem dúvida, ele foi capaz de fazer um trabalho brilhante e, creio, insuperável. Em um ano, ele emitiu dezenas de pareceres fantásticamente bem elaborados, que auxiliaram o expediente legislativo em diversas situações. Apesar de jovem, o Rodrigo demonstra a competência de quem tem muitos anos de experiência. Ele é sem dúvida, um grande exemplo de uma frase que digo sempre de que não importa quantos anos se tem e, sim, como se usa os anos que se têm.
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Falando na Câmara de Vereadores, devo dizer que de agosto de 2005 a janeiro de 2008, tive a honra de estar à frente da chefia de gabinete da Câmara de Vereadores. Durante esse período, toda e qualquer decisão administrativa sempre passou por mim e tive a oportunidade de trabalhar e conhecer de perto cada vereador que atua no parlamento e cada funcionário. Sendo assim, me considero apto a emitir opinião sobre qualquer assunto relativo ao Legislativo santiaguense. Afinal, estive lá.
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Assim, devo dizer que, diante de algumas decisões e declarações, sobre a atuação dos funcionários municipais, bem como o recebimento ou não de adicional noturno para trabalharem. Todos os funcionários da Câmara são competentes em suas funções e eles são o coração que move o Poder Legislativo. E são trabalhadores. O salário que recebem, de forma justa e esforçada, é por seus bons serviços, para os quais prestaram concurso público, estando plenamente amparados por qualquer tipo de recebimento extra, fora do horário convencional. Quem pode ser privado de seu direito de exigir o que é justo? Seria eu, capacitado para julgar e sentenciar que isso seja errado e desonesto? De forma alguma. É correto e legal!
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Assim, para trabalhar em horário noturno mereceriam e deveriam estar recebendo convocação de hora extra sobre os seus vencimentos. Isso seria justo e legal se estivesse acontecendo, pois é dessa forma, equilibrada que as coisas deveriam ocorrer. Portanto, observar que alguém que não esteja trabalhando à noite, por não estar recebendo nenhum provento extra, é plenamente aceitável e que merece o respeito de qualquer legislador que se declare defensor dos direitos de quem trabalha.
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Dizer que um funcionário não merece receber hora extra é de uma ignorância sem precedentes. O que me diria de os vereadores terem recebido sobre uma sessão extraordinária. É algo desonesto, é ilegal, é imoral? Não, não é. É algo que está previsto e regulamentado. Aceita-se. Respeita-se. Da mesma forma, os funcionários merecem -e devem- ser respeitados. Outra coisa: ninguém é dono do Poder Legislativo, pois "todo poder emana do povo". E a todo ato desempenhado por um vereador, existe alguém a quem prestar contas, ou seja, ao povo. O poder que se desempenha é representativo e jamais deve estar calçado em disputas pessoas, infladas por ego deste ou daquele.
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A evolução política só se dará quando os nossos agentes públicos tiveram a capacidade de discernir que não se critica alguém ou um governo porque ele atinge os nossos brios ou vai contra os nossos caprichos. Eu, por diversas vezes, manifestei aqui nesse blog o quanto admiro o prefeito Chicão e digo: foi o melhor prefeito que Santiago teve e seu governo comemora tantas conquistas que quaisquer falhas são pormenores. Querer argumentar que um governo deva ser trocado simplesmente porque não se vai com a cara desse ou daquele ou, pior, por vaidades tolas é algo extremamente perigoso. Em princípio, o que deve existir são propostas, idéias, algo para apresentar que seja pleno de ser feito, que seja possível de ser realizado e que represente algo capaz de beneficiar as pessoas.
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Porque uma sociedade é feita de pessoas, de sonhos, de esperanças. E é em benefício da coletividade que todos devemos trabalhar. E trabalhar em benefício de todos é buscar o bem e ser contra, sim, as mazelas que atormentam as pessoas que amamamos, exigir justiça. Devemos lutar, sim, contra o que há de errado na sociedade e, consequentemente, em nossos próprios atos. Aliás, o grande político não é o que discusa bonito e, sim, aquele que faz de sua própria vida um exemplo digno de ser seguido.
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Sou livre para expressar minhas opiniões e críticas. Da mesma forma que um vereador o é, quando ocupa a tribuna da Câmara ou os bastidores do Legislativo, em meio as reuniões. No entanto, ocupar-se de suas funções para atentar contra os próprios servidores do Poder que representa é como atirar no próprio pé.
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PS: sobre o tópico de escrever um livro sobre política e sobre ter recebido telegrama, é Primeiro de Abril. Atrasado.

2 comentários:

ale disse...

OI MARCIO, MINHA OPINIÃO É QUE FOI MAIS UMA COISA MAL FEITA, CONCORDO QUE TEM DE RECEBER, MAS 35% FORAM INCORPORADOS, E O RESTO DA REGULAMENTAÇÃO??

Jaqueline disse...

Querido amigo e ex-colega Marcio!
Parabéns pelo trabalho social que estás fazendo com teus amigos, pequenos atos, pequenos grãos sendo plantados que melhoram a vida de muitas pessoas e podem gerar frutos, inspirar pessoas a serem mais fraternas!
Continua assim, se precisar de ajuda, chama!
um abração!