sexta-feira, 11 de abril de 2008

Em homenagem a um amigo...






O tempo não pára e, de fato, voa. Nesta semana ao procurar a minha Carteira de Trabalho nas profundezas de alguma gaveta perdida no triângulo das bermudas que é o meu quarto, constatei que o tempo é extremamente fugaz, num piscar de olhos e salta à nossa frente. Se olharmos para o passado, refazendo os nossos passos desde a mais remota lembrança até esse momento em que você está sentado diante deste computador, lendo este blog, parece que as coisas ocorreram num salto. Zap. E estamos aqui. Rápidamente, anos se condensam em flashs ultra-rápidos. Porém, quando lançamos nosso olhar para frente, para o futuro, para a idade que temos, parece que temos muito ainda a viver. Muitos anos de estrada, tudo está muito distante. E só vamos perceber que nada está distante quando estivermos lá na frente e olharmos para o hoje. Tudo é fugaz.
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Mas, enfim, encontrei a minha carteira de trabalho e, veja só, na data de 03 de março de 1999 eu comecei a trabalhar no jornal Expresso Ilustrado. Eu tinha 19 anos e era a primeira empresa em que tive carteira assinada. Aliás, a primeira e a única. claro que eu trabalhei em outros lugares, como a Câmara de Vereadores, durante dois anos e meio (de agosto de 2005 a janeiro de 2008). No entanto, sempre me mantive ligado (e fiel) ao jornal Expresso Ilustrado. Não somente pelos laços de trabalho, mas principalmente, pelos de amizade. Uma firma, pela qual, tenho a máxima admiração e fidelidade por seu tratamento justo, sem nunca ter atrasado um salário. Primeiro dia útil do mês, está lá o dinheiro na mão.
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Em 1999, após um treinamento de meses, à cargo de meu professor Sidnei Garcia, em março de 1999 comecei a trabalhar com diagramação no Expresso, obtendo uma oportunidade sonhada anos antes. Em 1997 estive no Expresso deixando um currículo, após ter visto uma propaganda de emprego, onde eles buscavam redatores, cheguei até a conversar com o João Lemes, mas eles já estavam com o quadro preenchido. Mas, dois anos depois, veio a chance e foi quando comecei a trabalhar no Expresso. Ao olhar minha carteira de trabalho, parece que foi há poucos anos. Com que satisfação recebi o meu primeiro salário. Putz, nem sabia o que fazer com tanto dinheiro. (Como eu vivia de trabalhos de meio-período estava acostumado a ganhar pouco. De repente, ter um salário integral era o máximo dos máximos para um guri pobre da vila Itu e que, ao invés de estudar nos colégios do centro, passou metade da vida até então, no colégio Silvio Aquino).
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Mas olhando para a minha carteira de trabalho e olhando para hoje, dia em que escrevo esse texto, parece que foi tudo tão rapido. Mas noto que, neste ano, o Expresso comemora 15 anos de existência. Ok, beleza. Mas coloco o meu olhar um pouco adiante, no ano que vem e percebo que, em 2009, vou completar 10 anos de firma!!!! Isso não é incrível? Putz, o tempo, de fato, não pára.
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Mas, bem, estou enrolando nesse post. Eu quero falar a respeito da viagem da semana passada. Quem acompanhou o blog do João Lemes (clique no nome dele ou aqui, para acessar), sabe que viajamos até Santa Catarina na busca por um tio que ele não via há mais de 20 anos. O objetivo: trazer à tona lembranças de outrora, matar as saudades, reatar os laços de afinidade e rever alguém que foi para ele um pai.
Logo que entrei no Expresso, em 1999, comecei a conhecer um pouco mais da vida do João. E, desde então, eu dizia para ele que a vida dele dava um livro. E, passados quase dez anos da minha entrada no jornal, eis que o João está terminando de escrever o livro de sua vida. Filhos, ele já teve três. Árvores, ele plantou várias. Livro, esse é o primeiro. Mas a história da vida dele, João vem escrevendo semanalmente.
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E eu tive, então, a oportunidade acompanhá-lo nessa volta ao passado, de um homem em busca de suas raízes. Tive a oportunidade de acompanhar esse amigo, que é o João que, para mim, é um exemplo de vida, esperança, superação e força. Durante nossa jornada testemunhei ele se deparando com a casa onde viveu na infância, em Panambi e descrevendo o turbilhão de imagens que surgia em sua mente. Nas ruas em que ele brincava de carrinho, no rio onde ele tomava banho, no campinho de futebol, no colégio, na igreja onde foi batizado aos 06 anos e, culminando, no reencontro emocionante com o tio dele, aos 69 anos. Fui testemunha de um reencontro de um "quase pai e de um quase filho", conforme João descreveu em seu blog.
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E, desse reencontro, fiz muitas fotos. Não posso publicá-las aqui, nesse blog, visto que João pretende revelar a face de seu tio no livro, que será lançado em maio, mas devo dizer que desde que eu conheço o João Lemes, nunca o vi chorar. E, acho que todos os que estão à sua volta também nunca viram. Mas nessa viagem, pela primeira vez em quase 10 anos, eu vi o meu amigo ser invadido por uma grande emoção e ficar com lágrimas nos olhos. Não no reencontro, mas na despedida. Seria por medo de perder o único vínculo, que agora retoma, com o seu próprio passado? Questiono, mas não posso responder. A resposta, certamente, estará em seu livro "João Lemes: 20 anos de jornalismo", que será lançado em maio na festa de 15 anos do Expresso Ilustrado.

(As fotos que ilustram esse blog foram captados durante a viagem em que paramos nas cidades de Cruz Alta, Panambi, Condor, Frederico Westphalen e Mondaí)

3 comentários:

Lígia Rosso disse...

oi Márcio...

Tudo bem meu amigo! Não vejo a hora de ver teu livro publicado, vai ser show!!! Marcio, dá uma olhada no meu blog, no texto que inseri sobre a Tritícola, ok. Me manda tua opinião sobre, certo? Grande abraço e muitaaa luz.
Lígia

tainã disse...

Bebendo pepsi??? o_O

uarrrrrrrr TU BEBENDO PESPI???
Já sei! Descobriu finalmente que é melhor que coca!!!


Bjus

Anônimo disse...

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