sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Certamenta a reportagem mais contundente da edição desta sexta-feira, 15 de fevereiro, publicada no jornal Expresso Ilustrado, foi aquela que mostra a idosa Ilza Carvalho do Prado. Seu triste e desiludida face mostra uma realidade existente em nossa cidade e que dói na alma. Ela não tem luz elétrica em casa, possui poucas mobílias e vive da minguada aposentadoria. Às vezes, ganha algum donativo. Ela prepara suas refeições num velho fogão a lenha, mas seu sonho é ganhar um a gás, no dia de seu aniversário, no dia 16 de junho. Essa idosa mora na rua Adão Francisco, esquina com Maria Joana, no bairro Jardim dos Eucaliptus. Será que a existência dela passou batida pela Secretaria de Assistência Social do Município? Será que até a presente publicação do Expresso a dona Sônia e sua equipe desconheciam a existência da dona Ilza? Bem, se for esse o caso, creio que não existe mais desculpa. Essa senhora requer atenção urgente dessa Secretaria, a qual é a estrura responsável e especializada para cuidar desses casos.
Creio que um dos retratos mais indignos de nossa realidade é observar uma pessoa, no alto de seus 90 anos, vivendo nessa situação de miserabilidade. Digam o que quiserem: são os Governos os responsáveis por nossos cidadãos. Dignidade Já!!!
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Noutra reportagem, o jornal alerta a respeito da possibilidade do fechamento da Delegacia Regional de Polícia. Para falar a verdade, não vejo qual é a utilidade da mesma, a não ser ser pelo birot que o Nenito certamente usa para compor as suas letras musicais. Na época do governo do PT, a Delegacia já havia sido desativada. Voltou na época do Rigotto e, agora, adeus para ela novamente. Se das 29 que existiam apenas 12 vão prosseguir. Tenho certeza de que se ela tivesse razão de ser, não estaria sendo fechada. Como contribuinte, prefiro saber que a governadora está tomando atitudes para impedir que os gaúchos paguem por uma instuição burocrática e pouco efetiva.
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Sou amigo do Noé Machado e sei de seu esforço para resgatar a dignidade do Carnaval dos tempos de outrora. Acho o seu esforço louvável e reconheço a sua competência. Não gosto de Carnaval, mas creio que ele fez o melhor que pôde e merece reconhecimento por isso.
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Sobre essa história dos estabelecimentos às margens de rodovias estarem proibidos de comercializar bebidas alcóolicas, é aquela velha história: apenas dificulta um pouco o acesso à bebida, pois quem quer molhar o bico e dirigir é só entrar na cidade e adquirir o produto. A únioca coisa que muda é mesmo lá para os lados da Pinta. Vai entrar em extinção aquela frase "benhê, me paga uma dose...."

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