quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Futuro de Santiago

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Quando somos jovens e lançamos nosso olhar para o futuro, nos enchemos de expectativa. E receios. Ao mesmo tempo em que temos gana em querer mudar as coisas (mantendo a capacidade de indignação e inconformismo), de acreditar nos ideais que carregamos, também estamos suscetíveis ao medo do fracasso. A obrigação de vencer nos é incutida por nossos pais, amigos e até pela TV, com seus personagens de novela bem sucedidos ou anúncios evocando essa condição. Mas só se vence o medo quando se enfrenta ele. A coragem existiria sem o medo? Deixando de lado esse raciocínio, que apenas cumpre propósito introdutório, todos sabemos o quanto é complicado buscar espaço. Em quaisquer áreas e setores encontramos barreiras e preconceitos. Mas com ousadia vemos exemplos vários de jovens que tem construído o seu espaço. E é dedicada aos jovens essa humilde coluna. Temos em Santiago, hoje, uma geração que mostra o seu valor nos mais diversos setores. E, creio, nominá-los neste espaço é como tentar colocar cinco elefantes dentro de um fusca.

Mas vou ousar fazer isso. Com alegria vejo amigos galgando seu espaço com competência. No rádio, Rafael Nemitz, Cristian Souto (URI FM) e Diego Soares (Iguaçu) mostram a que vieram. Na literatura, despontam talentos como Lígia Rosso e Alessandro Reiffer. Na fotografia, Márcio Gonçalves, Anderson Taborda e Monique Legramante confirmam competência. Grandes talentos musicais: Anderson Mireski, André Canterle, Lucio Cadó, Marcus Vinícius, Diogo Bonato, Layla Deleon e talentos "tipo-exportação" como a pianista Mirka Campello. Na área da advocacia, Rodrigo Vontobel e Fabrício Sfredo merecem respeito. Em desenhos e tatuagens, meu amigo PC é um mestre. Na política, Mayara Oliveira, César Braga e Eliziane Mello são líderes. Na área gráfica, meu amigo Rodrigo Kickow e seus "comparsas" Alexandre Ferrari e Darlan Alves (vulgos Bactéria, Splinter e Jimmy) são experts. Na cultura, Dilnei Chagas e Marciele Moura (Maninha) já são referência e, no ramo de filmes, prevejo que meu amigo Francisco Diello se torne um dos melhores críticos de cinema do Brasil. É certo que as pessoas citadas também fazem o dia-a-dia de Santiago, tornando-a uma cidade melhor. E é certo que há muito mais jovens talentosos mostrando seu valor em vários outros setores. O futuro é deles. Eles vão dominar Santiago.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Previsões para o Oscar 2008

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E hoje a noite acontece a cerimônia de entrega do Oscar. Há oito anos e eu meu amigo Chico fazemos uma aposta para ver quem acerta o maior número de premiados. Ambos somos cinéfilos de carteirinha. O Chico já assistiu mais de 8 mil filmes e tem uma memória cinematográfica fantástica, além de trabalhar na locadora Videoclube. Eu sempre gostei de cinema e sou admirador da sétima arte. Se pudesse, gostaria de trabalhar no cinema, como roteirista ou diretor. Por causa disso, sou um comprador assíduo da revista Set de cinema e da Sci-Fi. Nosso placar no bolão do Oscar está 5 a 3, para mim. Logo mais à noite, vamos descobrir se eu amplio a vantagem sobre o meu amigo ou ele obtém êxito. Para quem interessar possa, eis as minhas apostas para o Oscar 2008.


Melhor Filme - Onde os Fracos Não Tem Vez.

Melhor Diretor- Joel e Ethan Coel (de Onde Os Fracos Não Tem Vez)

Melhor Ator- Daniel Day-Lewis (de Sangue Negro)

Melhor Atriz- Julie Christie (De Longe Dela)

Melhor Ator Coadjuvante- Javier Barden (de Onde Os Fracos Não Tem Vez)

Melhor Atriz Coadjuvante- Tilda Swinton (de Conduta de Risco)

Melhor Filme Estangeiro- The Conterfeiters

Melhor Animação- Ratatuille

Melhor Roteiro Adaptado- Onde Os Fracos Não Tem Vez

Melhor Roteiro Original- Juno

Melhor Fotografia- Sangue Negro

Direção de Arte- Swenney Todd

Melhor Figurino- Desejo e Reparação

Melhor Montagem- Ultimato Bourne

Melhor Maquiagem- Piaf, Hino ao Amor

Melhor Documentário- No End In Sight

Melhor Trilha Sonora- Desejo e Reparação

Canção- Falling Slowly, de Once

Melhor Efeitos Especiais- Transformers

Melhor Edição de Som- Transformers

Melhor Mixagem de Som- Transformers
Acompanhe a transmissão logo mais à noite pela TV Globo ou TNT.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Um "pé-de-chinelo"

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Vários leitores gostaram da coluna anterior, que relatou história verídica do amigo Ery Rodrigues. Ele ofereceu carona a um simples vendedor de laranjas e o destino brindou seu gesto sincero com a venda de um trator. Para a comerciária Sergiane Sagrilo, da Obino, a história foi inspiradora. Ery gosta de contar fatos de sua vida, os quais merecem ser revelados por seu exemplo (a ser seguido) de respeito ao próximo. Certa feita, Ery trabalhava numa loja de veículos. Seu cargo era administrativo e pouco se envolvia com vendas. Mas, numa tarde quente viu um senhor chegar de bicicleta e ir até uma torneira em frente a loja para tirar o suor do pés e a poeira dos chinelos. Em seguida, entrou na loja. Alguns funcionários conversavam, desinteressados dele. Afinal, o que um velho de bicicleta compraria?
No máximo, talvez quisesse indagar sobre o que não poderia comprar. Ery deixou seus afazeres e foi receber o homem, dando-lhe atenção. Seus colegas seguiam batendo papo, apenas curiosos com o tratamento ao senhor da bicicleta. Talvez fosse um amigo de Ery, que se dava com todo mundo, mesmo. "Meu filho está de aniversário e prometi lhe dar uma camioneta", contou, demonstrando gosto pelo modelo mais caro da loja. "Pois não. Como quer negociar?", pergunta Ery. "À vista", respondeu. E o negócio foi feito. Mas o velho não sabia dirigir. "Se tu me levar até a minha fazenda, está convidado a almoçar conosco. Depois meu filho te traz", pediu. Ery aceitou. Antes de partirem, ante o olhar dos vendedores, o velho ajeitou a bicicleta na carroceria da camioneta novinha. Naquele dia, ele voltaria para casa sem sujar os chinelos...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Tropa de Elite é o Melhor Filme do Festival de Cinema de Berlim

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Uma boa notícia para o cinema nacional. O filme "Tropa de Elite", de José Padilha, um dos maiores fenômenos dos últimos tempos, consagrou-se como o Melhor Filme da 58ª edição do Festival de Cinema de Berlim, na Alemanha, conquistando o cobiçado Urso de Ouro, desbancando o filme "Sangue Negro", entre outros, favorito para levar o Oscar no próximo dia 24. O jornal Zero Hora, entre outros, chegou a publicar que o filme de Padilha era o azarão, ou seja, não levaria o prêmio de jeito nenhum, manifestando a opinião de boa parte da mídia, que malhou o filme. Aliás, a mídia se dividiu: uns adoram e outros odiaram o filme brasileiros.

Mas a premiação está aí, num dos maiores e mais importantes eventos do cinema do mundo, e consagra o nosso cinema nacional. De minha parte, devo dizer que tenho assistido atentamente algumas produções brasileiras e que "Tropa de Elite", me surpreendeu por seu tom documental, a atuação de Wagner Moura e especialmente o roteiro forte, que não faz concessões à classe média e a corrupção na polícia. Outros filmes nacionais que me surpreenderam nos últimos anos: "Abril Despedaçado", "Dois Filhos de Francisco", "Cidade de Deus" e "O Cheiro do Ralo".

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

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Certamenta a reportagem mais contundente da edição desta sexta-feira, 15 de fevereiro, publicada no jornal Expresso Ilustrado, foi aquela que mostra a idosa Ilza Carvalho do Prado. Seu triste e desiludida face mostra uma realidade existente em nossa cidade e que dói na alma. Ela não tem luz elétrica em casa, possui poucas mobílias e vive da minguada aposentadoria. Às vezes, ganha algum donativo. Ela prepara suas refeições num velho fogão a lenha, mas seu sonho é ganhar um a gás, no dia de seu aniversário, no dia 16 de junho. Essa idosa mora na rua Adão Francisco, esquina com Maria Joana, no bairro Jardim dos Eucaliptus. Será que a existência dela passou batida pela Secretaria de Assistência Social do Município? Será que até a presente publicação do Expresso a dona Sônia e sua equipe desconheciam a existência da dona Ilza? Bem, se for esse o caso, creio que não existe mais desculpa. Essa senhora requer atenção urgente dessa Secretaria, a qual é a estrura responsável e especializada para cuidar desses casos.
Creio que um dos retratos mais indignos de nossa realidade é observar uma pessoa, no alto de seus 90 anos, vivendo nessa situação de miserabilidade. Digam o que quiserem: são os Governos os responsáveis por nossos cidadãos. Dignidade Já!!!
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Noutra reportagem, o jornal alerta a respeito da possibilidade do fechamento da Delegacia Regional de Polícia. Para falar a verdade, não vejo qual é a utilidade da mesma, a não ser ser pelo birot que o Nenito certamente usa para compor as suas letras musicais. Na época do governo do PT, a Delegacia já havia sido desativada. Voltou na época do Rigotto e, agora, adeus para ela novamente. Se das 29 que existiam apenas 12 vão prosseguir. Tenho certeza de que se ela tivesse razão de ser, não estaria sendo fechada. Como contribuinte, prefiro saber que a governadora está tomando atitudes para impedir que os gaúchos paguem por uma instuição burocrática e pouco efetiva.
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Sou amigo do Noé Machado e sei de seu esforço para resgatar a dignidade do Carnaval dos tempos de outrora. Acho o seu esforço louvável e reconheço a sua competência. Não gosto de Carnaval, mas creio que ele fez o melhor que pôde e merece reconhecimento por isso.
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Sobre essa história dos estabelecimentos às margens de rodovias estarem proibidos de comercializar bebidas alcóolicas, é aquela velha história: apenas dificulta um pouco o acesso à bebida, pois quem quer molhar o bico e dirigir é só entrar na cidade e adquirir o produto. A únioca coisa que muda é mesmo lá para os lados da Pinta. Vai entrar em extinção aquela frase "benhê, me paga uma dose...."

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Túnel do tempo...

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Há muitos anos atrás (não vou revelar quantos anos), o meu querido amigo e irmão Marcus Vinícius comemorava o seu aniversário. E eu lá estava, feliz da vida, participando desse retrato ao lado dele. Naquele passado, éramos simplesmente duas crianças (claro, eu mais velho que ele), dois amigos. Hoje, sou um jornalista. E o Marcus Vinícius é um dos mais talentosos músicos de nossa região. É por isso que faço questão de assistir todos os shows dele sempre que posso. Já lhe vi cantar no Convexo, na Gaúcha, na Fecoarti (quando era Fecoarti), em festivais de música, enfim. E, para mim, é sempre uma emoção especial poder aplaudir o "Mano", como eu o chamo. Marcus Vinícius Manzoni da Silva. Essa foto é, para mim, um pequeno tesouro tirado do fundo do baú, do túnel do tempo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

... recebi algo maravilhoso que me mudou para sempre...

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"Eu passei por uma experiência. Não posso prová-la e nem explicá-la. Mas tudo o que sei como ser humano, tudo o que sou me diz que aquilo foi real. Eu recebi algo maravilhoso que me mudou para sempre. Uma visão do universo, que nos mostra sem dúvida quão pequenos, insignificantes, mas raros e preciosos todos somos. Uma visão que mostra que fazemos parte de algo maior e que nenhum de nós está sozinho. Eu gostaria de poder compartilhar isso. Gostaria que todos, mesmo que só por um momento pudessem sentir aquele espanto, humildade e esperança. Mas......isso continua a ser só um desejo..."


Ellie Arroway- Do filme Contato, baseado no livro Cosmos, de Carl Sagan.
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Muito bonito o Parque Zamperetti, criado pela prefeito Chicão e sua equipe. De fato, um belo recanto de natureza que dispõe de um lago artificial, ponte pênsil e muita mata nativa. Avistei vários animais no local, como patos, gansos, avestruzes, galinhas d'angola e coelhos. O local tem encantado adultos e crianças e frequentemente visitado por dezenas de pessoas todos os dias. Uma idéia simples que provou ser muito eficiente e que merece todo o reconhecimento. Confesso que antes de ir até o local, tinha ouvido alguns comentários negativos a respeito da estrutura do parque e que, como jornalista, percorri o ambiente à cata de tais falhas. No entanto, não vi nada demais. Acho que "a vontade do vôo já é o vôo" e, assim, quaisquer possíveis falhas são insignificantes diante do resultado final, que é a belezura deste espaço ambiental, tão necessário. Já disse uma vez e digo de novo: o prefeito Chicão e sua equipe estão de parabéns pela estruturação desse parque. Talvez, um dos mais importantes projetos de sua administração, pois permite o lazer e o turismo. E o resultado social é muito elevado.
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Seria capaz de enumerar diversas outras ações positivas promovidas pela administração do prefeito Chicão. Assim, como qualquer pessoa, também seria capaz de enumerar eventais falhas. No entanto, quem consegue ser perfeito em tudo? Ninguém, não é? Acredito que boa vontade e dedicação é tudo. E, nisso, Chicão tem de sobra, por ser um administrador visionário e humano. Isso é inegável. E digo isso também porque já tive a oportunidade de trabalhar próximo do prefeito e sei de seu carisma e de seu senso humanitário. Algo que respeito e admiro. E digo isso com satisfação, a despeito dele pertencer a uma corrente partidária e, eu, a outra.
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A foto acima foi feita pelo jornal Expresso Ilustrado, antes da inauguração do parque.
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Não queria entrar nesse assunto que vou falar a partir desse momento, mas é inevitável. Resulta que muitos partidários de oposição adoram criticar por simplesmente criticar. Só que quando têem a oportunidade de algo fazer, mostram apenas o quanto são imbecis. Posso pegar o quadro da Mona Lisa e dizer "bah, o Da Vinci errou aqui e ali", mas será que eu seria capaz de fazer melhor? Quando se quer falar mal de algo ou alguém, sempre se acha o que dizer. Se não se acha, se inventa. Isso é fato.
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Por isso, digo que gostaria de ver Chicão na prefeitura em mais um mandato, a ver qualquer um que tenha um pensamento retrógrado de criticar por apenas criticar. Gosto muito da palavra "Evolução". Ela significa muito para mim. E evolução só se alcança quando se alia bondade, companheirismo, sinceridade, trabalho, competência e várias outras qualidades. À essa equação não existe espaço para partidarismo cego, demagogia, revanchismo, egocentrismo e falsidade.
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A propósito: tenho todos os comprovantes das contas telefônicas e dos devidos descontos na folha de pagamento. Afinal, é só a mim que compete saber tal coisa e a ninguém mais. Agora, vejo que há pessoas que adoram praticar voyerismo, inclusive, instalando programas para verificar conteúdo de computadores alheios. Que coisa feia.........
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No último sábado, tive a satisfação de participar do jantar de aniversário de meu amigo César Braga. Lá estavam o Maurício, grande parceiro que trabalha na Fox Videolocadora, e o Chico, da Videoclube. Além dele, o Thiago, a dona Ana e a querida amiga Cíntia Toledo. Sentimos a falta da Lígia, que não pode se fazer presente já que a mãe dela estava doente.
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A Lígia me deixou dois presentes. Além de um belíssimo depoimento que ela deixou no meu perfil no Orkut, também gravou um CD de músicas de relaxamento. Um presente sensível e de bom gosto.
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Adorei outro presente que ganhei da Cíntia: um maravilhoso licor de creme de menta. Prometi que só vou abrir a garrafa para brindar o sucesso de minha querida amiga.
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Outro dia, tivemos a satisfação de passar uma tarde na casa da professora Rosane Vontobel: a Cíntia, o César e eu. Conversamos muito com a Rosane e com o seu Ery. Após, tomamos banho de piscina.
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E o meu amigão Rodrigo Vontobel está de volta. Depois de ter passado uma temporada no litoral catarinense, ele regressa e reassume as suas funções em seu escritório de advocacia. Me contou que está pretendendo fazer uma pós-graduação em Direito na cidade de Porto Alegre.
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Outro que voltou do litoral é o meu irmão João Lemes, que passou uma semana e pouco com a família em Capão Novo. Volta renovado e pronto para reassumir seu talento crítico nas páginas do jornal Expresso Ilustrado, que volta a circular, depois das férias coletivas, na próxima sexta-feira.
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Sexta-feira passada, eu conversava com o seu Ery, que me perguntava se o Expresso tinha ou não circulado e eu disse que não, em função das férias. "Pois é. Quando não tem jornal a gente estranha, nem parece sexta-feira", disse Ery.
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Volto a atualizar mais tarde....

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O vendedor de laranjas

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O ano é 1978. Seu Ery Rodrigues trafega próximo ao trevo de São Luiz Gonzaga em seu retorno para Santiago. Ele trabalha como representante da Valmet Máquinas Agrícolas e, por isso, faz da estrada o seu balcão de negócios, visitando todas as cidades da região em busca de produtores rurais dispostos a modernizar a sua propriedade. Ao contrário de muitos colegas, ele visita desde o grande produtor ao pequeno, sem excessão. Ele sempre acreditou que não se pode ter preconceitos com ninguém seja, nos negócios, seja na vida social. E que as amizades representam muito na vida de um homem. Ao contornar o trevo, ele avista um rapaz, um vendedor de laranjas que, à exemplo de seu ofício, veste-se de maneira humilde, calçando chinelo de dedos. Ele faz sinal pedindo carona. Ery pára o veículo e pergunta para o rapaz sobre o seu destino. "Bossoroca", ele responde. "Entra aí", oferece Ery.

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Logo o humilde vendedor de laranjas conta que se desloca até São Luiz todos os dias para vender laranjas e ajudar no orçamento familiar. Fala bastante o menino, agradecendo pela carona e relatando que já estava há horas debaixo do sol quente esperando voltar para casa. Em seguida, o garoto indaga sobre a profissão de Ery. "Ah, eu vendo tratores", ele simplifica. O garoto se entusiasma. "Sabe, eu vendo laranjas num banco de São Luiz. Outro dia, após vender para o gerente, eu ouvi um senhor contando para ele que precisa comprar um trator. Eu o conheço. Posso levar o senhor lá", oferece o menino."É mesmo?", Ery se interessa. "Sim, a fazenda dele é um pouco adiante de Bossoroca. Eu levo o senhor lá". E assim, os dois rumam para a tal fazenda. Chegando lá, o menino bate palmas em frente à sede, chamando a atenção do proprietário. "Vamos passando", diz ele. Em seguida, Ery se apresenta e revela como tomou conhecimento de que aquele senhor estaria interessado num trator. "Sim, preciso comprar mesmo", ele confirma. E, assim, durante algum tempo negociam. Depois disso, os dois se despedem e Ery trata de deixar o jovem vendedor de laranjas em casa. Dias depois, o menino avista o carro de Ery estacionar em frente à sua humide residência. Ele vinha lhe trazer uma gratificação pela indicação do negócio. "Graças a ti eu consegui fechar esse negócio. Vim te agradecer". Naquele mesmo dia, Ery havia entregue o trator e outros equipamentos para o fazendeiro, num negócio que, na moeda de hoje, seria superior a R$ 100 mil. E que se não fosse ele ter oferecido carona para um simples vendedor de laranjas, de chinelo de dedos, não teria acontecido.

Relato de uma história real. Ery Rodrigues é casado com Rosane Vontobel e é pai de meu amigo Rodrigo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Santiago, a cidade dos sonhos

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Disponibilizei algumas fotos de Santiago no "Minha Cidade", espaço do site Bol dedicado a fotografias de cidades brasileiras, e fiquei bastante feliz com os comentários positivos que os internautas fizeram sobre nossa Santiago. O leitor Manoel Félix diz que Santiago é "Uma linda cidade. Trata-se de um Brasil que brasileiros desconhecem". A leitora Eugênia Sales disse que nossa cidade é "muito linda. Fiquei com muita vontade de ir lá na cidade dos sonhos". Confira outras opiniões, clicando aqui ou na foto acima e depois nas fotos da cidade na barra ao lado. O que me chamou a atenção é justamente a forma carinhosa com que as pessoas vêem a nossa cidade, valorizando- e muito- algumas característias que nós, muitas vezes, não nos damos conta. Seja pela paisagem, seja pela tranquilidade, seja por sua própria gente. Quer saber de uma coisa? Eu amo ser santiaguense. E acho que a Eugênia está certa: aqui é mesmo a cidade dos sonhos!
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A santiaguense Ana Paula Milani, pós-graduanda em Letras na URI, criou o seu blog "Aprendendo a Escrever", onde ela dá dicas sobre a Língua Portuguesa. No blog, textos agradáveis e didáticos, inclusive dando dicas para adquirir o hábito da leitura e aprender a interpretar textos. O blog de Ana Paula diferencia dos demais existentes em nossa cidade por possuir um perfil educativo e extremamente necessário. Para visitá-lo, basta clicar no link http://aprendendoaescrever.zip.net/.
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O polêmico colunista Araponga, do jornal Expresso Ilustrado, fez uma postagem incendiária em seu blog, fazendo previsões das possibilidades de cada um dos vereadores atuais conseguirem a sua reeleição. Confira em http://www.blogdoaraponga.blogspot.com/
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Meu amigo João Lemes está de volta da praia. Em breve deve postar em seu blog mais imagens de seu merecido descanso, nesta semana em que o Expresso Ilustrado deu uma pausa. Fique atento ao blog http://www.jlemes.blogspot.com/
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O jornalista Júlio Prates, como sempre, é o dono da maior audiência blogueira de nossa cidade e região. Quem gosta de estar sempre informado a respeito dos desdobramentos da política regional pode conferir em http://www.jornalistaprates.blogspot.com/. O único blog atualizado religiosamente em dia. O resto de nós somos todos preguiçosos....
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Mas não deixe de acessar também o blog de minha grande amiga Lígia Rosso que, finalmente, desembarcou no novo milênio. Além do blog ela também criou o seu perfil no Orkut e também já tem o seu MSN. Talvez ela fosse uma das poucas que ainda não tivesse experimentado essas formas de comunicação. Brincadeiras à parte, o blog da Lígia é leve e sempre conta com postagens alegres e cheias de otimismo. Confira em http://www.ligiarosso.blogspot.com/
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Agora deixa eu fazer uma propaganda minha. Para você que gosta de ler contos e crônicas, pode acessar -se quiser, claro, não é obrigado nem nada, apenas uma sugestão, enfim- o meu espaço no site Recanto das Letras, que reúne escritores de todo o Brasil. Clique em http://recantodasletras.uol.com.br/escrivaninha/publicacoes/index.php. E poderá ler alguns de meus textos já publicados em minha coluna no jornal Expresso Ilustrado e outros inéditos (que o pessoal mandou eu enfiar....na gaveta).
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Brincadeira!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sobre a importância do beija-flor

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Nem todas as manhãs acordo sorrindo. Aliás, não raras vezes até acordo meio mal humorado. Geralmente é com o relógio. Ou porque acordei cedo demais e não posso voltar a dormir ou porque acordei tarde demais e significa que estou atrasado. E se estou atrasado é porque devo me aprontar mais que rapidamente para estar em algum lugar e cumprir algum compromisso. Quando a gente está com pressa, não é raro acontecer de não conseguir achar a outra meia que completa o par, a camisa preferida com que se pretendia sair estar suja ou a Corsan F.D.P. resolve efetuar algum conserto e falta água naquele dia e naquele horário. Geralmente aproveito desses pequenos contratempos para fazer piada comigo mesmo, enxergando a ironia da situação. O cômico naquilo que a gente considera trágico. "Era só o que faltava", é o máximo que reclamo, afinal, não adianta se desesperar por causa desse tipo de coisa.

O fato é que a gente se leva à sério demais. O nosso trabalho não anda se não estivermos lá. O que a gente faz é importante demais ou qualquer compromisso que tenhamos é absolutamente inadiável. (claro, a não ser que se esteja falando de uma operação no cérebro ou no coração e que, devido ao caos da nossa saúde, tenha sido marcada uns seis meses antes, após uma burocracia intensa. Aí, é algo inadiável mesmo). Em geral, os nossos compromissos é que nos guiam. Somos escravos do relógio e da agenda. Mesmo que sequer usemos um dos dois. Mesmo que solenemente tenhamos o mais profundo ódio de qualquer um dos dois. O problema é que o resto da humanidade usa e aí a coisa é que nem quando a esposa nos chama para almoçar na casa da sogra: nos obrigamos a ir juntos. Somos obrigados a dançar conforme a dança.

Dizem que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Talvez por isso, por sermos herdeiros da divindade é que nos consideramos tanto. Damos importância extrema ao que é notíciado na Televisão e nos estarrecemos com a queda do dólar. Trabalhamos para ganhar dinheiro e iss se torna o centro de tudo. Precisamos de dinheiro para viver, para gastar, para ter status. Compramos videogames para nossos filhos, mas pouco dedicamos um tempo para brincar junto com eles. O dinheiro é o centro de nosso universo. Por causa de um punhado de papel, nos sacrificamos. Por causa de um punhado de papel sujo abdicamos de tanta coisa. Uma babaquice cometida por algum político ou uma futilidade de algum artista logo se torna assunto nos botequins, praças ou cabarés.

A gente se julga sério demais, profissional demais, inteligente demais, insubstituível demais. E o fato é que estamos aqui de passagem. Meramente de passagem. A vida é, nada menos, que um piscar de olhos. Quando olhamos para a frente, parece que temos muuuuito ainda a viver. Mas quando olhamos para o passado - flash- saímos do pré-escolar e estamos aqui, na fila do INSS. Ou se casando. Ou jogando strip pôquer.

Não existe outro sentido para a vida que não seja viver. E viver significa saborear a vida com todos os sentidos. Tato, olfato, paladar, visão, audição e, principalmente, coração. E isso significa aquelas coisas mesmo que você tanto acha bonito ler sobre: passear na chuva, brincar com as crianças, se encantar com a natureza, observar as flores e etc e etc. E, não se engane, você que está lendo esse texto. Não é nada de auto-ajuda. Não quero que você leia esse texto e saia pensando, "pô, é isso mesmo". Nada disso. Estou escrevendo esse texto para mim mesmo ler e sentir. Para mim mesmo lembrar de algo que não posso esquecer.

Para mim mesmo lembrar que nada é mais importante do que amar a vida. E amando-a, buscar saboreá-la com a máxima satisfação, desprendendo-se de quaisquer amarras invisíveis ou visíveis e percebendo que o objetivo maior que tenho é compreender o mundo em que vivo e os sentimentos que carrego. Reconhecer a beleza que há em tudo e o tempo que perco, me considerando sério demais, profissional demais, inteligente demais, insubstituível demais. Nada disso sou. Sou tão importante para o universo quanto um beija-flor é. E o beija-flor ainda sai na vantagem por ser infinitamente mais belo.

Não tenho nesse post respostas para nada que não possa ser encontrado no Wikipédia. Não posso lhe dizer nenhuma verdade absoluta sobre absolutamente nada. Até porque a única Verdade (com Vê maíúsculo) só existe dentro de um único lugar e só pode ser compreendida por uma única pessoa:

Seu coração. Você!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

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E parece que o ano deverá começar, a partir desta quarta-feira. E, claro, só deverá começar depois do meio-dia, pois pela manhã muita gente ainda estará curtindo a ressaca do Carnaval. Várias empresas e instituições só abrirão suas portas pela tarde ou seja, a quarta-feira funcionará só à meia-boca. Sendo assim, o ano inicia a partir da quinta-feira, 7 de fevereiro. É a partir desse dia que as coisas irão começar acontecer.
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Assisti a um filme chamado "As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu". Foi uma dica da minha amiga Rosane Vontobel. É um filme bacana, de fato, que conta a história de um homem que morre aos 83 anos e, no outro lado da vida, cruza com algumas pessoas que tiveram alguma influência em sua vida. Desses encontros, ele deve absorver algum ensinamento para compreender a sua própria existência e a sua razão de ser no universo, mostrando que nada está desconectado do resto e, sim, interligado por fios invisíveis.
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A coluna que escrevi para o Expresso Ilustrado da última sexta-feira, teve enorme recupercussão. Muitas pessoas vieram me falar que ficaram indignadas com a postura do gerente do novo gerente do Banrisul, que não permitiu que a dona Tânia Freitas, vendedora ambulante de doces, comercializasse seus produtos em frente ao banco. É incrível de ver o quanto as pessoas são solidárias com a dona Tânia. Isso é bacana.
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No último domingo, como sempre, joguei futebol no ginásio da Belizário. É uma atividade que venho mantendo há vários meses junto de vários amigos. No entanto, após esse último jogo estou sentindo umas dores
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Enquanto estive digitando esse post, a minha amiga Carine ficou impressionado com a rapidez com a qual digito. "Mas credo. Tu nem olha para o teclado, como é que consegue?". Aí, contei que há vários anos atrás tive aula de datilografia, aos 12 anos, na escola que o professor Gilial Machado mantinha ali na General Canabarro. Lembro que havia uma folha de ofício sobre os teclados das máquinas de escrever e sua mão tinha de ficar embaixo da folha, impedindo que você enxergasse as letras. Foi assim que aprendi. Ehehe. Mas conheço uma pessoa que digita mais rápido que eu. É a Cristiane Salbego, minha querida amiga e colega de Expresso Ilustrado. Ah, escrevi esse post com a Carine olhando, para provar que eu escreveria sem olhar para o teclado e sem errar nada. Consegui. Ehehehe!
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Aí, você que está lendo esse post vai dizer: "e eu com isso?"
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É mesmo. E você com isso...
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Outro filme que assisti foi "Reine Sobre Mim", com Adan Sandler e Don Cheadle. Dica do meu camarada Bactéria. Um filme emocionante que conta a história de Charlie Fineman, um homem que perdeu a esposa e as três filhas no 11 de setembro e fica traumatizado. Assim, passa a não reconhecer amigos e parentes que conhecera, abdicando de sua profissão e criando uma nova identidade para fugir da realidade traumática. Intensas interpretações.
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Falando em filme. Há oito anos, eu e meu amigo Francisco Diello mantemos uma aposta com relação ao Oscar. Nós elaboramos listas, cada qual elegendo os filmes que podem vencer nas diversas categorias. Quem acertar mais é o "Pai do Ano" quem acertar menos, lógicamente é o "Filhinho". Quem ganha, tem direito a humilhar o outro quando o assunto for cinema. Fazem oito anos que disputamos essa bobagem e o placar está em 5 a 3 para mim. Apesar do Chico ter assitido mais de 8 mil filmes e trabalhar numa locadora. Eu, trabalhei na mesma locadora que ele e devo ter assistido uns 2 mil filmes só.
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O Chico é meu melhor amigo. Aliás, é um irmão.
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Aliás, nós dois estamos pensando seriamente em deixar o cabelo crescer. Vamos virar gadelhudos e vamos comprar uma moto, cada um de nós. E vamos sair por aí, com as "clinas" ao vento, ao estilo do filme "Sem Destino".

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Cigarras e formigas

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Como não gosto de Carnaval e nem nunca gostei, esse de 2008 está sendo uma maravilha em Santiago. Nada de algazarra, nada de bebedeira, nada de acidentes, som alto, gritaria, nada, nada. A cidade está uma calmaria, sem blocos agitando dia e noite, gente dormindo nas calçadas, lixeiras servindo de churrasqueira, garrafas de cerveja por toda a parte. É, para mim, esse está sendo um bom Carnaval. Sei que esse é um sentimento até egoísta da minha parte. Afinal, eu não gosto, mas muita gente gosta dessas farras. O que me revolta, em relação ao Carnaval, é a facilidade com que as pessoas se organizam para esse tipo de evento. Festa é rapidinho de organizar. Bebida é super-fácil de comprar. Bagunça é super-fácil de fazer.No entanto, se buscarmos organizar uma frente para empreender alguma campanha comunitária, algo que seja para a solidariedade, para ajudar o próximo, ah, daí falta gente. Aí, faltam recursos. Aí, falta apoio, falta tudo. Para festa, isso tem. Para ajudar quem precisa, aí deixa-se para as autoridades ou para qualquer outra pessoa. Então, mesmo sabendo que sou um egoísta por achar a cidade fica muito melhor sem Carnaval, também sei que a minha crítica é válida. Poxa, não gosto de ver semelhantes meus vomitando pelas ruas, bêbados, fazendo fiasco. Quem gosta? Porque é tão mais fácil juntar dinheiro para beber todas as noites do que usar dessa disposição para a farra e ajudar quem precisa? Nesse aspecto, penso também no Natal e na Páscoa. Datas de profundo significado humano e místico, mas que superlota os mercados e as lojas porque as pessoas querem comer bem, querem comprar presentes etc. No entanto, a reflexão e a compreensão que poderia ser assimilada nesses períodos fica em décimo terceiro plano. Ou nem se pensa em nada. Que povinho somos nós, os brasileiros. Reclamamos do Governo, reclamos dos baixos salários, reclamamos da falta de saúde, reclamamos de tanta coisa. Mas é só o que sabemos fazer mesmo, reclamar. Ao invés de usarmos nossa energia para melhorarmos, damos o péssimo exemplo de sermos baderneiros, festeiros, bebedores de cerveja, campeões em acidentes de trânsito e morte nas estradas. É nisso o que somos melhores.Somos pentacampeões? Puá, grande porcaria. Temos as melhores novelas do mundo? Putz, grande droga. O nosso país poderia ser grandioso. O nosso povo poderia ser fantástico. No entanto, perdemos tempo com coisas inúteis. Valorizamos a futilidade, a imagem. Assistimos ao Big Brother e nos emocionamos com aquele festival de imbecilidades, porém, é claro que a imbecilidade maior é do telespectador que perde tempo com essas baboseiras. Ao povo brasileiro falta equilíbrio para discernir o bem do mal, o certo do errado. Falta equilíbrio para saber provar do mel e provar do fel. A vida não é nem doce e nem amarga é um ponto de equilíbrio entre os dois para que não seja arrepunenta e nem intragável.
Mais imbecil sou eu, escrevendo essas coisas todas. Se uma maioria prefere que as coisas sejam assim, é óbvio que nada vai mudar. Afinal, é a velha história da democracia, onde a maioria decide o que é melhor para todos. Sendo, assim, volto a recolher-me na insignificância de uma (cada vez mais) minoria que continua longe dos excessos do Carnaval, longe da imbecilidade da Televisão, longe da letargia dos que nada fazem para melhorar a sociedade em que vive. Aliás, não duvido que o escritor Jean de La Fontaine tenha escrito a fábula da "Cigarra e da Formiga", pensando justamente no povo brasileiro. Somos o melhor exemplo disso. Uma parte de nós é cigarra e outra parte é formiga. Muitos trabalham e muitos ficam festejando. Somos divididos em brasileiros e brasilianos. Essa é a nossa pátria "sem sapatos e sem meias, pátria minha tão pobrinha".

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"Li seu blog, boas reportagens. No caso da quitandeira, a vendedora de doces, veja como existem pessoas capazes de criar caso só para aparecer. O gerente que deveria ater-se a seus afazeres, cuidando dos clientes, não viu esta senhora como uma cliente potencial para sua agência, pois, ela como um trabalhadora tem rendimentos. Aqui em Minas, moro em Sabará, chamamos estas pessoas de "burro de viseira", ou seja, pessoas que só exergam para frete e não tem visão para os lados".

Grande abraço,
Luiz Antonio.

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"Sou solidária com a professora Cintia. Ainda mais que colocam uma professora que tem títulos mas nao tem capacidade. já sou formada em letras e tive que ajudar alunas do curso de férias a fazerem planos de aula de espanhol pois a professora nao sabia, e tinha dificuldades em explicar, será que a pena a tal redução de gastos em troca da má qualidade. Um abraço. Cintia vc é capaz e fará muito sucesso".

Leitora