domingo, 13 de janeiro de 2008

Agora e sempre!

De quinta-feira a sábado, junto com amigos, estive acampando na área de camping da gruta, em Nova Esperança. Lá estávamos, eu, o Chico, Marcus Vinícius, Gracieli, Alessandro Reiffer e Liziane Serafini, Paola Nicola e Wendel e o Alberto Ritter. Uma turma muito legal, aventureira e muito amiga. Nesses três dias de mato, estivendo tomando banho no rio, percorrendo trilhas, escalando paredões de pedra, se empulhando a torto e direito, tomando banhos gelados, fugindo de jararacas, jogando muito pôquer e, claro, "mau-mau". Quase todos dormimos em barracas individuais, fora o Reiffer e Liziane, que preferiram o conforto do Monza do Alessandro. O Chico foi o grande assador, sempre com uma carne ou linguiça no ponto para a galera. Rolou também muita Coca-Cola, Sprite e, bem, um pouco de vinho e Raiska (O Chico não se aguenta sem). Precisava desses dias de descanso, longe do resto da civilização, enfiado no meio do mato, junto de amigos. Conversávamos o tempo todo, à beira do fogo, no entardecer e no amanhecer. Nada melhor do que ter amigos, do que ter grandes amigos, para compreender o rumo que devemos seguir. Graças a Deus tenho muitos e fiéis amigos.

Logo no sábado à noite, estive junto de outros grandes amigos, numa janta oferecida pelo prefeito Chicão à equipe do jornal Expresso Ilustrado e do jornal A Hora, leia-se Júlio Prates e Eliziane Mello. Lá, pude abraçar sinceros companheiros como João Lemes e Suzana, Sandra e Anderson, Careca, Antônio, Cristiane Salbego (minha amiga de muuuitos anos), Sidnei Garcia, Éldrio Machado, Cláudio Brum e Débora Dalla Rosa, Camila, Éverton Gerhard, Paulo Maia e outros colegas de trabalho.

Falando em amizade, enquanto estava na gruta, não pude deixar de me sentir abençoado por ter grandes amigos assim. E, inevitávelmente, em meio as nossas aventuras e a companhia cinéfila do Chico, não pude deixar de me lembrar de "O Senhor dos Anéis", a mais perfeita obra cinematográfica de todos os tempos. E que tem a sua epopéia toda calçada no poder da amizade, da justiça, da igualdade e do amor. Eis o motivo do vídeo acima estar acompanhando essa postagem. O clip com cenas do filme é embalado pela voz de Annie Lenox, com a música "In To The West" e integra a trilha sonora do terceiro filme, intitulado "O Retorno do Rei".


Uma cena que muito me emociona e que não importa quantas vezes eu veja, sempre me traz lágrimas nos olhos, é um momento em que Frodo, incapaz de dar mais um passo rumo a montanha da perdição, é carregado nas costas por um exausto Sam.

Aliás, Frodo, Sam, Aragorn, Légolas e Gandalf são personagens que muito admiram e que fizeram parte da minha vida durante bons três anos. Quando estreou nos cinemas em dezembro de 2001, "O Senhor dos Anéis", fez com que eu fizesse uma jornada anual de ir até Santa Maria para assistir cada novo capítulo da trilogia, me deixando (e o resto do mundo) um ano inteiro à espera da continuação. Foi assim com "A Sociedade do Anel", com "As Duas Torres" e, finalmente, com "O Retorno do Rei", o mais emocionante de todos. Eu respirava "O Senhor dos Anéis", pela essência do texto, pela honradez dos personagens, pela bravura, pela coragem.

Assim também era com outros personagens, quando criança. Batman, Super-Homem, Homem-Aranha, X-Men. Foram personagens que fizeram parte da minha infância, embalaram meus sonhos e me inspiraram ideais de justiça, igualdade, honra, amizade, enfim. Muito do que sou e penso, devo às histórias em quadrinhos. E, portanto, foi por esse motivo que escrevi o conto "O Filho do Super-Homem", publicado primeiramente nesse blog e em seis partes no jornal Expresso Ilustrado (pela questão do espaço, já que era uma história grande). O conto em si, nada tem a ver com o Super-Homem e, sim, com a fantasia do personagem. Quem quer que não tenha gostado, tem a liberdade de não gostar. Escrevi não para os adultos e, sim, para as crianças. Elas, sim, são capazes de compreender o poder da imaginação, distante do mundo de falsidades, perversidades, maledicências, intrigas, politicagens e outras coisas do gênero. E é pelas crianças que devemos construir um mundo melhor do que o que vivemos.

Bom, fora isso, eu realmente precisava de um descanso, de um tempo para mim. Precisa de reflexão, precisa disso. Agora, creio que vou atualizar mais seguido esse blog. Não pela necessidade e ou vaidade de ter leitores acessando o que escrevo, mas simplesmente pela necessidade de me comunicar. Estou de volta. Agora e sempre. Eternamente.

Um comentário:

Alessandro Reiffer disse...

Aí Marcio, legal teu comentário sobre o acampamento, gostei do "empulhando a torto e a direito" hahaha. Isso já é uma empulha,hehehe.