sábado, 24 de novembro de 2007

Aluga-se um coração

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Entre os classificados do jornal de domingo lá estava um insólito anúncio, que não oferecia carro, apartamento ou computador. "Aluga-se um coração", era a singular mensagem acompanhada do número do telefone para tratar do negócio. De quem seria esse coração? A pessoa que anunciou estaria com problemas cardíacos e, ao invés de esperar na interminável fila dos transplantes buscou um meio insólito de conquistar o almejado órgão? Não. Talvez não fosse alguém buscando, mas sim, oferecendo o seu coração. Poderia ser por falta de uso ou, quem sabe, tivesse trocado o seu convencional por um modelo sintético e mais avançado, o qual não incluía os inconvenientes defeitos de se apaixonar e deixar a insensatez gerada pela flecha do cupido dominar a razão e a emoção, fazendo com que seu portador se lançasse em aventuras tresloucadas do tipo que se vê em filmes açucarados."Aluga-se um coração". Lá estava o anúncio. Preto no branco. Frio. Insólito e inédito. Instigante e desafiador. Seria um coração alado, avoado, desesperado, descompassado, abobado, desapaixonado, sonhador, aventureiro, atrasado, sincero, inocente, sacana, quebrado, magoado pronto para ser atravessado pela lança do desamor? Ou apenas pura carne, músculo, veias e sangue? Esse coração estaria em bom estado, sem vestígios de antigas paixões, marcas indeléveis de desilusões e desencontros, ou simplesmente fosse um coração que não soubesse amar. Não! Não existe coração que não saiba amar, mas sim, aquele que não queira amar. Já aí, se entenderia a razão do classificado. Um coração que não ama não tem razão de continuar batendo. Alugue-se.

Idiossincrasias...

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Texto escrito em setembro de 2005

Hoje, eu quis chorar. Botei para rodar aquele CD com músicas selecionadas, de nossa trilha sonora, só com canções que falam de amor. Engraçado, nunca tinha percebido que aquelas canções tão românticas, que embalaram nossos beijos, contavam histórias de amores desfeitos, desencontros, desilusões e saudade. Todas letras tristes, mas bonitas de ouvir, pois mexem com os sentimentos. Num momento feliz, cantar uma música dor-de-cotovelo parece ser tão encantador, como se você sentisse que aquilo lhe faz feliz, como se não importassem as palavras mas, sim, a sonoridade de um violino, como em "To Love You More", de Celine Dion; do piano de Richard Claiderman, da guitarra de Bon Jovi, em "Always" ou, mesmo a fantástica voz de Withney Houston em "On Moment In Time". Canções que faziam sorrir, mas que também tem o poder de fazer chorar, com maior intensidade. Notei que as letras de nossas canções, contavam histórias tristes, mal resolvidas, abertas, finais infelizes. Ironicamente, eram essas as nossas canções. Eu rio e, em seguida, choro. Eu choro por tudo aquilo que perdi e perdemos. Não choro por nada material que ficou para trás e do qual eu tinha direito: computador, empresa, dinheiro ou qualquer objeto material. Nada disso importa, para mim e, não choro por isso. Sabe o que me faz chorar? Vou te dizer:Choro pela maneira manhosa que você tinha em me pedir algo, me seduzindo com trejeitos infantis e meigos, apelando para meu lado paternal de atender os seus apelos; choro pela maneira que você inclinava a cabeça em direção a xícara de café para beber; choro pelas dezenas de copos d'água que você bebia diariamente; choro por seus fios de cabelo no sofá; choro por suas mãos aconchegadas nos bolsos de minha jaqueta, nos dias frios; choro por seus vários pares de sapato no meu quarto; choro pelos brincos que deixava em cima da mesinha da sala; choro por aquela insistência que tinha em querer aparar minhas unhas, ao invés de me deixar roelas; choro pelas vezes que foi vencida pelo sono, não conseguindo assistir filmes de madrugada; choro pelas tonelades de pipoca; choro por você encolhida nos bancos do ônibus quando viajávamos, aninhando-se em meu colo; choro por aquela folha de couve que te dei a primeira vez, ao invés de dar uma flor (queria mostrar que eu era diferente de outros, desde o início); choro pelo colchão na sala; choro pelas peças de teatro; choro pela declaração de amor que fiz para ti naquele primeiro dia de aula; choro pela vez que discutiu com uma colega que estava me cantando; choro pela habilidade que você tinha em ler de ponta-cabeça (nunca consegui fazer isso); choro por você assistindo aos jogos no estádio de futebol, com aqueles fones de ouvido; choro por cada mudança que fez em seus cabelos (não foram poucas); choro pelos recortes de jornal reunidos em um álbum; choro por aquela família de gatos brancos; choro por nossos dedos se encontrando pela primeira vez, embaixo da cadeira; choro por nós dois, matando aula no corredor da escola; choro por teu nome rabiscado nos meus cadernos; choro pelas provas que fez em meu nome, cobrindo minhas faltas; choro pela coragem que sempre quis que tivesse; choro pelas vezes em que depositei responsabilidades demais em teus ombros, por querer que fosse forte; choro pelas vezes, em que te provoquei para que não fosse menos que eu, pelo contrário, fosse superior; choro por lembrar de você dando aulas no Projeto; choro pelos planos que eu te ajudava a fazer; choro por você, galgando cada passo em tua escalada profissional, sempre me pedindo auxílio, com medo de errar; choro por aquela caneca do patolino que me deu; pela camiseta do Super-Homem que me trouxe de São Paulo; choro por suas histórias; pelo chuveiro queimado; pelo chapeu de bruxa preso na árvore; choro pelos meses de estágio, quando mal lhe sobrava tempo; choro pelo Pequeno Príncipe, emprestado do professor Ivo; choro pelos apelidos bobos que dávamos um ao outro; choro pelas cartas de amor; choro por aquela pázinha de sorvete que você mordeu, da primeira vez em que fomos a uma sorveteria; choro por nossos nomes escritos com canivete naquela árvore em frente ao colégio; choro por nós dois correndo na beira do mar; choro pela vez em que você brincou com três filhotes de leão; choro por suas tentativas frustradas em querer cozinhar; choro por seus espirros em sequência; pelas vezes em que esquecia sua bombinha contra a asma, me obrigando a voltar correndo para buscar; choro pela paixão que tinha pelos animais; choro pela maneira que me olhava quando eu me atrasava, quando marcava algo com você (e eu sempre me atrasava); choro por aquele concurso de fotos que você conquistou o 1° lugar; choro por aquela gincana em que fomos jurados; choro pelo gosto que tinha por brincos e pulseiras feitas por hippies; choro pelas noites frias, em que te cedia o meu casaco; choro pelas vezes que insistiu em querer, você mesma, cortar o meu cabelo; choro por suas unhas pintadas de preto; pelo tersol que, vez por outra, insistia em surgir, te deixando envergonhada e me obrigando a tirar e aquecer nossa aliança e passar em seus cílios (simpatia, diziam alguns); choro também pelas brigas; pelas vezes que te ofendi, de alguma forma; choro pelas vezes que deixei de te compreender e pelas vezes em que não soube entender meu pensamento; choro porque muitas vezes, não percebeu que eu era diferente de todos os outros e precisava ver um sentido, antes de tomar qualquer atitude; choro por por você insistindo em assistir "Gilmore Gilrs"; choro por você, pulando Carnaval; choro por teu guarda-chuva transparente, que você adorava e que eu deixei ser quebrado pelo vento; choro por teus sonhos que embalei; e pelos meus devaneios, que você jogou água fria; choro pelas vezes que me apoiou; choro pelas vezes em que cheguei a me encantar por outras pessoas; choro pelo bem que sempre quis para ti e pelo mal que não hesitou em me causar; choro também por todas as coisas boas que me proporcionou; choro também porque sou grato a tudo o que aprendi contigo; choro por teu ciúme, que eu não soube compreender; choro pelo ciúme que eu também não soube demonstrar; choro pelas vezes em que não briguei por ti, como pedia, mas acreditava que o fazia, estando contigo para qualquer coisa que acontecesse. E eu estaria do teu lado, sempre. Eternamente. Honrando minha palavra. Honrando os meus sentimentos e os teus. Por tudo isso, e por muito mais. Hoje eu chorei, ouvindo canções melancólicas que falavam de amor, abandono, solidão, desencontro, paixões mal resolvidas, saudades, desilusões. Hoje eu quis chorar, sim. Por todas as lembranças e por todas as idiossincrasias. Hoje eu quis chorar para que eu lembrasse que esta seria a última vez.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Trabalho escravo no RS: Ração para cavalo e água contaminada

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"Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Trabalho, Delegacia Regional do Trabalho, Brigada Militar e Polícia Federal flagrou ontem 36 pessoas em situação de trabalho escravo, em uma lavoura de eucalipto, na região central do Estado, perto do município de Cacequi. Vinte e nove homens, quatro mulheres e três crianças estavam produzindo dormentes para a sustentação de trilhos. Segundo informou o delegado do Ministério do Trabalho, Heron de Oliveira, o grupo tomava banho e bebia água de uma sanga contaminada, utilizada por agricultores para lavar equipamentos agrícolas. Além disso, foram obrigados a comer ração para cavalos, quando acabou seu estoque de arroz e feijão. Todas as pessoas que estavam em situação de trabalho escravo foram libertadas e hospedadas em um hotel, em Cacequi, pago pelo Ministério do Trabalho.O chefe da Delegacia Regional do Trabalho em Santa Maria, José Locatelli, disse ao jornal Zero Hora que o nome da empresa e dos empregadores estão sendo preservados “para fins de negociação dos pagamentos que os trabalhadores têm direito”. “Os empregadores admitiram as irregularidades. Não queremos prender ninguém. A empresa poderá continuar funcionando, desde que cumpra a lei”, afirmou ainda Locatelli. Aparentemente, o chefe da DRT de Santa Maria considera que obrigar pessoas a comer ração para cavalos e beber água contaminada configura apenas uma “irregularidade” que não deve engendrar maiores punições. Este é o Rio Grande velho de guerra. Praticamente todas as semanas, pessoas em situação de trabalho escravo são libertadas em várias regiões do país, e o nome dos responsáveis é divulgado. Aqui, na terra dos homens de bem, mantemos os nomes em sigilo para que as “irregularidades” sejam corrigidas sem maiores alardes".

Escrito por Marco Weissheimer

domingo, 18 de novembro de 2007

A noite se iluminou para "Os Melhores do Ano" em Jaguari

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Na noite mais escura do ano, em toda a região, somente os "Melhores do Ano" brilharam. Por volta das 18h do sábado, o gerente da AES Sul de Santiago, o Elielton, deu uma perspectiva nada agradável de que a energia elétrica só retornaria no domingo por volta de 11h. O motivo, segundo ele, teria sido a queda de alguma torres de energia, próximo a São Vicente do Sul. Desta forma Santiago, Jaguari, Nova Esperança do Sul, Capão do Cipó, Unistalda, São Francisco e Manoel Viana estavam totalmente às escuras. Se para um consumidor isso já um grande problema, imagine para um evento que estava previsto para acontecer no Clube União de Jaguari, agendado há vários meses: "Os Melhores do Ano". Liguei para o João e avisei sobre a perspectiva do Elielton e disse que estaríamos indo para a Câmara de Vereadores, caso ele quisesse conversar com o gerente da AES Sul. O presidente da Câmara, Diniz Cogo, iria pegar o gerente em casa e levá-lo até o Legislativo, onde dispunhamos dos telefones dos prefeitos e autoridades da região. O Elielton mora na rua Rogério Francisco da Rosa e estava impossibilidade de sair de casa com seu automóvel, em função do portão eletrônico não estar funcionando. Liguei para a Bruna, minha colega de trabalho e pedi para que nos encontrasse na Câmara, já que é ela quem dispõe dos contatos todos e até para ajudar a agilizar as coisas. Em seguida estávamos todos lá. Em seguida, chegou o João. A primeira coisa que ele perguntou, a pedido da Sandra Siqueira, era da possibilidade de se conseguir um gerador de energia para posssibilitar que o evento em Jaguari acontecesse normalmente.Não só a AES Sul não dispunha desse equipamento como em Santiago não havia um gerador disponível.
Realista, meu amigo João já trabalhava com a possibilidade de ter de adiar o evento. Seria um grande problema, mas a princípio, era o mais sensato a se fazer. Porém, logo que a Sandra chegou, ela não aceitava esse quadro e só tinha certeza de uma coisa: algo deveria ser feito, devia ter alguma forma de conseguir energizar o clube. Em seguida, foi lembrado de um gerador que a Prefeitura de Jaguari possuia. Logo, o João entrou em contato com o prefeito Ivo Patias para ver se seria possível utilizá-lo no Clube União Jaguariense. O prefeito ficou de ver com um eletrecista se a ligação daria certo. Sandra estava preocupada com as centenas de pessoas que se deslocariam de sua cidade, de suas casas e que estavam impossibilitadas de serem avisadas caso o gerador não desse certo. Não havia rádio, não havia como avisar a todos. Em alguns minutos, o prefeito Ivo acenou positivamente. O evento poderia acontecer tranquilamente, pois o Clube União de Jaguari estava energizado pelo gerador. Em questão de pouco tempo, todos estávamos nos deslocando para Jaguari, onde a festa "Melhores do Ano", aconteceu normalmente e com o mesmo brilho de sempre. Na verdade, com um brilho maior.
O jornal Expresso Ilustrado mais uma vez vencia as adversidades e saía vitorioso. Na noite mais escura do ano, em Jaguari, só "Os Melhores do Ano" brilharam. Deu tudo certo e durante a abertura do evento, uma emocionada Sandra Siqueira fez questão de agradecer ao prefeito Ivo por seu empenho e, em função disso, ele foi a pessoa mais aplaudida da noite. Foi uma noite, como sempre, agradável, com um cardápio sempre especial do Tarso e da Suzana, a receptividade do Clube União. Pude rever alguns amigos como o Hélio Fontana, a Jocelaine e a Helionora, além de figuras como o Arno Varlei, o professor Donaldel, o Luciano Gastaldo, o professor Eugênio, a Kátia e o Juca, entre outros. E, claro, contar com a companhia da Patrícia e do Gustavo e do incansável amigo Mira, um dos melhores eletrecistas da região, que ficou de plantão lá na festa para o que precisasse.

Deixa eu ver o que mais: ah, eu ainda não tinha visto o clip em que o João, a Sandra e a Suzana falam do jornal. Foi a primeira vez em que vi e apesar de conhecer toda a história do jornal, confesso que me arrepiei com o clip. Não tem como não se envolver no que está sendo dito, a respeito do Expresso: "Imagine um jornal que traz para você tudo o que acontece no mundo, como queda de aviões, furacões, quebra da bolsa, política internacional etc"..."agora esqueça tudo isso e imagine um jornal que mostra a sua cidade, o seu bairro, o seu vizinho, o seu vereador, o seu prefeito. Um jornal que fale da sua história. Esse é o jornal que você quer. Esse é o Expresso Ilustrado". Fantástico o clip. E, sem dúvida, o mesmo sentimento que tive de maior respeito e admiração após assistí-lo, todos os presentes também o tiveram, visto que a exibição foi efusivamente aplaudida.

sábado, 17 de novembro de 2007

Clips para o findi: Shakira em "tu"

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E, para finalizar, a minha amada Shakira, com sua música "Tu", de seu disco "Donde estan los ladrones". Bom findi!

Clips para o findi: Nightwish em "Nemo"

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Esse clip é muito show, baita produção do Nightwish e, principalmente, a poderosa voz da cantora Tarja Turunen. Fantástico.

Clips para o findi: Utada Hikaru em "First Love"

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Gosto muito dessa cantora. É a Utada Hikaru, considerada uma das melhores cantoras do Japão, na atualidade. A música é "First Love", que ela interpreta com muita intensidade.

Clips para o findi: Abba em "The Winner takes All"

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A melhor música do grupo Abba, sem dúvida: "The Winner Takes All", numa magnífica interpretação da inesquecível e imortal Agnetha.

Clips para o findi: The Corrs em "What Can I Do"

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Coisa querida as meninas do The Corrs, interpretando essa canção do grupo, que considero uma das melhores.

Clips para o findi: Elis Regina em "Como os nossos pais"

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Emocionante mesmo é ver Elis Regina interpretando "Como os nossos pais", de Belchior. Não tem como não se arrepiar...

Clips para o findi: Cazuza em "O nosso amor a gente inventa"...

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A música do Cazuza, embalada num videoclipe com imagens diversas. Muito 10!

Clips para o findi: Renato Russo em "Hoje a noite não tem luar"

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Legal esse clip, tirado do DVD do Legião, de um show acústico da MTV. Renato Russo interpreta "Hoje à noite não tem luar", do grupo extinto grupo Dominó. Veja só o quanto, Renato consegue passar a emoção e dá vida a essa música. Mostra que, pelo menos para alguma coisa, o Dominó serviu...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Clips para o findi: Frejat em "Túnel do Tempo"

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Duvido quem assista esse clip da música "Túnel do Tempo", do Frejat, não se encante com a animação e, ao final, não se emocione. Eu, por diversas vezes que assisti, confesso que cheguei até a chorar com o final. Como diz um amigo: "me identifiquei com o cachorro"...

Dica de filme: Menina Má.Com

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Uma boa dica de filme é esse aí, "Menina Má.Com", com Patrick Wilson e Ellen Page. Conta a história de uma menina de 14 anos, aparentemente ingênua, que dialoga via internet com um cara mais velho. Ambos marcam um encontro e depois vão para a casa dele. Os diálogos entre os dois, a sedução, tudo leva a crer que o cara vai se dar bem com a menininha e que está acostumado a ter esse tipo de relacionamento. Não dessa vez. Numa virada muito bem bolada da história, a menina abandona o seu lado "meigo" e parte para o ataque. Aplica um "boa noite cinderela", no cara e o amarra, passando a promover algumas sessões de tortura. Ela suspeita que ele seja um pedófilo que tenha molestado e matado uma amiga sua. Portanto, quer vingança.


Primeiro assisti o Menina, em 2006, num fim de tarde que foi um sofrimento. O filme é de uma crueldade ímpar, já tinha lido um monte a respeito, mas assitir tudo aquilo me deixou mais chocado ainda. E é tão bem filmado, a história toda é tão bem contada, que mesmo sabendo o que está acontecendo, mesmo não vendo o que está acontecendo, eu fiquei me mexendo na poltrona o tempo todo, sofrendo com o cara. O filme conta a história de uma menina de 14 anos de idade que conhece um cara pela internet (um cara mais velho, de uns 30 anos) e vai se encontrar com ele pra um sorvete que termina em uma ida à casa dele. A menina má do título revelador, já nos faz esperar alguma coisa dela, de sua carinha de anjo; e nem precisamos esperar muito porque ela já coloca um “boa noite cinderela” na água do cara e quando ele acorda, ele tá amarrado, bem preso, e a menina começa a dizer porque está lá, que ela quer vingar sua amiga, também de 14 anos, por ter sido molestada por esse cara, um suposto pedófilo. Só que a menina não tem provas e as procura, o cara passa o tempo todo neando o que aconteceu, até que a menina com um método infalível de confissão, muda toda a história. A partir de então, o filme vira uma tortura pra quem assiste, no melhor dos sentidos, se é que exista um bom sentido nisso. A mão leve do diretor faz com que não apenas o espectador sofra muito, mas sofra sem ver um único detalhe do que está acontecendo.

Nas mãos de um Tarantino ou de um Scorcese, o filme não seria a mesma coisa, pelo prazer pelo gráfico, pelo explícito. Na verdade o filme seria outro, bem diferente. Mas o bacana é a sutileza da direção mesmo, apesar do tema e do enfoque. A atriz do filme é bacana, não tem tanto a cara de uma menina de 14 anos, parece mais madura do que deveria, isso me incommodou um pouco. Imagino a dificuldade de conseguir uma atriz mais nova , menos experiente pra um papel desses, mas acho que assim o filme seria perfeito, uma menina má com cara de menininha mesmo. Mas isso não atrapalha tanto quando as coisas relamnete acontecem.

E quem rouba a cena é mesmo Patrick Wilson, o suposto molestador, acuado por uma garota que o faz sofrer e que mesmo assim tenta manipulá-la de alguma forma. A gama de interpretação de Wilson é impressionante. Ele não só é convincente como nos faz ter pena de um cara que em princípio estuprou e matou uma menininha. Isso pra mim é ser fodão, mérito do ator e claro do diretor e roteiro e tal. Mas com um ator mais canastra, mais querendo aparecer, isso iria por água abaixo. Wilson se segura e dá show, não quer aparecer e acaba se destacando.O filme é curto, como devem ser os filmes, ou a maioria deles, pelo menos. E na minha opoinião isso se deve ao bom senso de uns poucos e bons diretores, que sabem a hora de parar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

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Em tempo: no post em que falei sobre a feira da arte santiaguense, abaixo, ainda não havia confirmado algumas participações como a dos cantores Paulo Reis, Vinícius Finamor, André Canterle, da cantora Layla Deleon e do escritor Froilan Oliveira, que estará fazendo um recital de poesias. Assim que estivermos confirmadas todas as participações, devo publicar o nome de todos os envolvidos. Por ora, estou só no "entre outros.."
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Dormi até umas 10h30 hoje, aproveitando que era feriado. Muito bom poder dormir até um pouco mais tarde, afinal, todos os dias a gente tem essa rotina de levantar cedo e ir trabalhar. Então, domingos e feriados são dias propícios para fazer isso. Mesmo quando não trabalho no sábado, não curto muito ficar na cama até tarde. Gosto de aproveitar o sábado, caminhar, ver amigos, ir na locadora pegar um filme, dar um pulinho ali na banca do Gecênio e jogar papo fora com ele, que me conhece desde que eu era um guri, que comprava colecionava revistas em quadrinhos. Aliás, muitas vezes essas mesmas revistas que eu comprova, acabava emprestando ou trocando com o Cassal, o Sidi, o Chico, o Dionei, o PC ou outros amigos. Hoje em dia, são poucos os que ainda mantém o hábito de comprar quadrinhos. Eu mesmo não tenho comprado porque pouca coisa boa tem saído. O PC como viaja muito para Santa Maria acaba encontrando muita coisa boa lá na banca do Jesus. (que, aliás, é um explorador...). Por que enveredei por esse assunto dos quadrinhos, mesmo? Ah, sim, tinha comentado sobre o Gecênio...

Voltando ao assunto do Gecênio lembrei de uma coisa. Ele não aperta a mão de ninguém, pois diz que a mão é suja e transmite muitas doenças. Sempre teve essa cisma e depois que leu na coluna do Paulo Sant'ana que ele também considera o mesmo, agora é que ele não estende a mão para ninguém. Dito isso, agora devo confessar que uma das minhas diversões ao chegar lá no Gecênio é estender a mão para ele, aguardando o aperto só para ver a cara de desprezo do meu amigo. É o que acontece quase sempre. Mas às vezes, desapercebido, ele aperta a minha mão e, óbvio, eu não largo e fico comemorando a conquista. Até chamo a esposa dele, a dona Maria Helena para presenciar o ocorrido. Ela dá muita risada e tira um sarro do marido, pois sabe que ele é meio maniático mesmo. Outro dia cheguei lá e o Gecênio estava distraído com o professor Noé Machado e apertou a minha mão. O Noé, que é cliente de muitos anos dele também sabia dessa sua frescura. "Eu não acredito que tu conseguiu apertar a mão desse vivente". Ehehehe. O Gecênio fica puto comigo e, não raras vezes, se desloca para ir lavar a mão.

Incrível como eu consigo fugir dos assuntos que inicio. Comecei esse post contando que tinha acordado às 10h30. Fui para o banho e em seguida saí com o Chico, que tinha batido à porta. Demos uma volta para conseguir um equipamento que ele precisava e marcamos de ir na cachoeira à tarde. Ou seja, 15 quilômetros à pé, para ir e voltar. Por volta de duas da tarde, encontramos o seu Antônio, pai do Cristiano e iniciamos a nossa peregrinação, tendo também a companhia da Marcela. Andamos pelo mato, pelos trilhos, castigamos bastante os nossos pés, nos queimamos bastante no sol, suamos, nos machucamos, nos arranhamos e todo mundo está dolorido. Pelo caminho, o seu Antônio foi me mostrando as suas plantações. Toda a semana ele desce para o cachoeirão e, pelo caminho, vai plantando mudas de árvore frutífera, como laranjeira, bergamoteira, cerejeira, abacate etc. E fica imaginando quando chegará a época de começar a colher os frutos desse seu investimento. Exemplo de homem paciente.

Outro dia, chamei o Pedro para conversar comigo e com o Rodrigo Vontobel. Ele nos relatava a respeito da campanha política do ano passado, onde ele e sua turma de amigos fizeram campanha para a deputada federal Manuela D'ávila. O Rodrigo ficou impressionado com algumas histórias que o Pedro relatava, principalmente ligadas a organização e a lealdade dos seus amigos, durante a campanha. "Isso é amizade de vila, Rodrigo, é assim mesmo", observei para ele. Eu sei como é. Sou nascido e criado na Vila Itu, onde tenho um nicho de amizades muito forte. Um grande amigo e que não canso de dizer é o Chico, grande e leal companheiro, de uma índole fantástica, de uma perspicácia incomum. E que, não raras vezes, infuencia as minhas opiniões.


Lembrando da nossa ida à cachoeira: teve um momento em que eu estava na beira d'água e a Marcela instigou para eu pular na água fria. Só fiquei olhando, pensando se ia ou não ia. Então, ela cutucou o Chico. "Te atira aí, Chico", disse. O Chico me olhou e disse uma frase que muitas vezes dissemos um para o outro. "Se tu pular eu pulo junto". Eu olhei e dei risada. Era praticamente um lema da nossa turma. Se um vai, todos vão junto. Se um entra numa briga, todos entram também. Éramos (e ainda somos) um por todos e todos por um. Em seguida, o Chico diz "lembra aquela vez...". Claro que eu lembrei.


Certa vez, brincámos eu, o Chico, o Valber, o Rodrigo Pelincho, o Uno e o Juliano, num prédio em construção, próximo a Total. Adorávamos brincar em construções, pular na areia, se esconder, essas bobagens de piá. Do terceiro andar, o Rodrigo Pelincho olhava para o monte de areia lá embaixo. O Rodrigo sempre foi meio louco e todos sabíamos o que ele estava pensando. Ele só olhou para nós, fez uma boca torta e gritou "Qui-qui-bi-a-uh-uhhhhh". E pulou. Os outros, corremos todos para a sacada e olhamos o seu trajeto. Caiu tranquilo no monte de areia lá embaixo. Olhou para a gente e acenou com o braço, nos chamando para pular. "Venham, não dá nada". Um a um, fomos pulando. O Juliano, depois o Valber, que foi o primeiro a reclamar. "Bah, dói os pés". E, assim, ficamos por último o Chico e eu. O Chico era o mais mirradinho da turma, magrinho e dois anos mais novo. Eu estava pesando os prós e os contras. Confesso, por mais que os guris tenham se dado bem, eu analisava que a altura era considerável. E não seria difícil que eu errasse o trajeto e desse de cara num muro que tinha próximo. Imagina, pular do terceiro piso e dar de cara com um muro, não seria nada agradável. Além disso, havia a possibilidade de cair de mau jeito e se machucar para valer. Eu pensavava seriamente em não pular, mas se não o fizesse, teria recuado diante de um desafio. E o pior, um desafio que meus amigos tinham vencido. Fiquei uns instantes nessa indecisão e tinha praticamente me desligado do Chico, que me cutucou. "E aí, vamos pular?", disse. Vi que ele também estava um tanto com medo. "Chico, faz o seguinte. Eu acho que vou pular, mas não quero que tu faça isso. Se te acontecer qualquer coisa, a tua mãe vai ficar louca com a gente", expliquei para ele. "Então, vamos descer pela escada", o Chico ponderou. "Vai tu pela escada. Eu vou pular", ratifiquei. "Mas se tu pular, eu pulo", replicou. "Que saco, Chico. Tu não vai pular coisa nenhuma. Tu pode se machucar, piá. Te some lá para baixo", falei com autoridade. O Chico baixou a cabeça e saiu pela porta. Fiquei só eu naquela sacada. Nem pensei muito e saltei. Uns dois ou três segundos depois, sentia o impacto dos meus pés na areia. O Valber tinha razão, doia os pés. Em seguida, ouço um "bluft", atrás de mim. Era o Chico. "Eu disse que se tu pulasse eu ia pular junto"...

Contei esse episódio de nossa infância apenas para mostrar que nossos laços de amizade vem de muito tempo e, como diz o Chico, "um escora o outro". Minha infância foi, sem dúvida, abençoada por amizades verdadeiras. Por isso mesmo, não raras vezes o Chico me serve de guia, hoje na vida adulta, e diz "te cuida com isso ou com aquilo". E eu o ouço muito. Dia desses, conversávamos, o Chico e eu e ele disse para eu tomar cuidado com a política, com falsas amizades, com gente querendo me prejudicar e tal. Eu o ouvia atentamente. "Chico, se tu me disser para eu sair fora, eu saio, sem problemas. Não faço as coisas por vaidade e não tenho medo de recuar", falei. "Não é isso. Eu acredito em ti e sinto algo positivo em tuas decisões. Só esteja com os olhos abertos. Tem gente que trabalha pelas tuas costas", observou o Chicória. "Eu sei disso, Chico. Eu sei de tudo, faço de conta que não sei, mas eu sei e eu vejo. Esse é o jogo", disse, desdenhando o seu alerta. "Estou te falando o que eu sinto. Sempre quando eu precisei de ti, tu me ajudou e tu pode sempre contar comigo. Só o que eu te digo é para ti não confiar em quem tu não pode confiar e nem querer ajudar, quem só vai te usar. Comigo, tu sempre pode contar", disse o meu amigo. Realmente acredito que a política é uma ciência pelo bem coletivo, mas não teria o menor pudor de abandoná-la e fazer qualquer outra coisa, trabalho comunitário, o que seja. Podem até desdenhar e dar risada, não importa. O que importa é fazer o que nos deixe em paz com nosso coração, com nosso espírito.

Bom, é isso. O final de semana está chegando e tenho muita coisa para fazer antes disso. Vou colocar o meu coração em sintonia com o meu espírito, vou relaxar a mente, vou tratar de pensar nas pessoas que eu gosto e que gostam de mim. Vou buscar seguir o que eu acredito e não me importar com o resto. O Chico tem razão. Vou tratar de me recolher e só estar em consonância com o que seja positivo. As pessoas não nos conhecem, mas nos julgam. Não sabem de nossa índole, de nosso caráter. E, quando sabem, tratam de tirar proveito de alguma forma. O diacho é que eu sigo acreditando ser capaz de mudar o mundo, ser capaz de vencer esse tipo de coisa. O problema é que sou muito de querer combater fogo com fogo. Mas vou esquecer tudo isso, por enquanto. Não quero saber de nada disso. Nos próximos dias, só estarei junto dos amigos de verdade.

E, por ora, tratar de organizar junto com a Sandra Siqueira, a Mayara, o César, a Heloísa e outros amigos a I Feira da Arte Santiaguense, que ocorrerá no Ilha Bella Shopping Center nos dias 23 e 24.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Shopping Ilha Bella sediará a 1ª Feira da Arte de Santiaguense

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Nos dias 23 e 24 de novembro, Santiago irá respirar cultura através da 1ª Feira da Arte Santiaguense, que terá por local o Ilha Bella Shopping Center.. O evento reunirá todos os segmentos artísticos do município, com apresentações de teatro, dança, música, capoeira e exposições artísticas de artes plásticas, pintura, artesanato, fotografia, literatura e muito mais. Diversos nomes como Analise Severo, Lúcio Cadó, Diogo Bonato, banda B Jack, Lígia Rosso, Marcus Vinícius, Davi Dalenogare, Adriana Madrid, Cia Corpus e diversos outros já estão confirmados. A proposta do projeto é de valorizar os talentos de Santiago, criando uma vitrine principalmente para os artistas recentes e também ousar. Para a realização desse evento não será gasto nenhum real. “Tudo está sendo conquistado na base da parceria e da contribuição artística”, observa Mayara Oliveira, uma das organizadoras, integrante do movimento “Juventude com Atitude”. O evento também conta com o apoio do Departamento de Cultura da SMEC, do projeto “Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são?”, do curso de Letras da URI, RDA Comunicações, blog do jornalista Júlio Prates e Ilha Bella Shopping Center.

sábado, 10 de novembro de 2007

Amante à moda antiga...

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Numa bela manhã de domingo, estava conversando com um grande amigo. Grande, porque ele é alto, mas também porque é uma pessoa por quem tenho muito respeito e que há vários anos me dá muita força. Sempre de bem com a vida, às vezes cantando um tango do Gardel, noutras, lembrando das proezas dos tempos de guri. "Naquele tempo, para conquistar uma moça, era preciso fazer galanteios. Tu tinha que chegar e dizer alguma coisa bonita, do tipo: eis a rosa mais bela de um imenso jardim. Hoje, dão risada da tua cara se tu diz algo assim, mas naquela época, era desse jeito que se conseguia namorar", me disse esse amigo, lembrando do tempo em que namorava a sua esposa. "A gente já estava junto há cerca de uns dois meses. Num belo dia, resolvemos caminhar de mãos dadas, abraçados. Ao dobrar uma esquina, demos de cara com o pai dela. Minha nossa senhora, ele nos deu uma bronca tremenda por andarmos daquele jeito, que era falta de vergonha, que onde já se viu?", ria muito esse meu amigo ao lembrar desse episódio. "Mas era uma época bonita, de muito respeito. Depois disso, nós noivamos. Eu assumi o compromisso com ela e que mantenho até hoje", confirmou e abriu mais um parêntese. "Hoje em dia...", ele não precisou dizer mais nada. Esse meu amigo é daqueles amantes à moda antiga, do tempo que ainda se mandava flores. E é um dos melhores fotógrafos não de Santiago, não do Rio Grande, mas sim, do Brasil. Seu trabalho fotográfico de aves e plantas é digno de figurar nas melhores galerias e publicações do gênero. Falo de Ovídio Fiorenza, esposo da dona Jane e pai de um outro grande amigo meu, o Marcos Fiorenza. Como fotógrafo e como pessoa, o seu Ovídio é um grande exemplo para mim...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

500 por hora

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Sabe o que é escrever a 500 por hora? É ir traçando linhas a respeito do que vem a cabeça. E, quando faço isso, sequer reviso o que escrevo. Aliás, raramente reviso. E escrevo rápido. Estou no shopping, na Lan House da Eloí. Outro dia estive aqui, quando a Victória estava cuidando dos computadores. Gosto de conversar com ela. É uma guria muito legal, inteligente, culta, gosta de ler e odeia que a gente pronuncie errado "Harry Potter". Não que eu pronuncie errado, mas um dia pronunciei, para falar a respeito do livro para outra pessoa e não quis forçar a língua para dizer "Réuri Pôtder" e acabei falando "Réri Póter". A Victória me olhou com desprezo. Ela tem todos os livros do Harry Potter (leia-se Réuri Pôtder). Hmmm. É a quarta vez que toca a música "Glória" aqui na Lan. Vou trazer uns CDs para o pessoal. "Glória" é extremamente anos 80. Bem discoteca. Lembrei do Sidi. Ele que me conta que muito dançou essa música nas danceterias. Eu não danço. Eu não sei dançar. Às vezes até que gostaria de aprender, mas falta incentivo. Se bem que gostaria de saber dançar algumas coisas mais românticas, sei lá.
Deixa eu ver, a Luana me contou que esteve lá na URI levando o trabalho literário dela para a Rosane Vontobel. Muito bom. Ela também me contou que o Oracy a presenteou com alguns livros. Legal. A guria é boa mesmo, tem futuro na literatura. E pensar que há pouco, ela escrevia e apenas guardava para ela, quando não rasgava os seus textos. Outra pessoa que escreve muito bem e que eu gosto muito é a minha querida amiga Juliana. Putz, fiquei de passar lá na loja e visitar ela. Sempre que me ensaio para fazer isso, acaba acontecendo alguma coisa. Tenho que escrever com caneta vermelha nos meus dedos. "Visitar a Juliana". Gosto muito dela. Ela me faz sentir bem, tem um olhar forte, é uma boa amiga, ser humano de muita força e valor. Hoje conversei com o Batista. Fazia horas que a gente não sentava para conversar. Depois chegou a Aritana lá e ficamos jogando conversa fora um tempo. Foi ótimo. Isso me lembrou outro dia que o Valber esteve aí, visitando Santiago. O Valber é um grande amigo. Amigo de infância, faz aniversário no dia 25 de dezembro. Coitado. Sempre ganha um só presente por ano, de aniversário e Natal juntos. Bem, outro dia ele esteve aí e tratei de ligar para o Chico, que veio se quebrando de bicicleta para ver o Valber. E ali estávamos nós, os três, conversando juntos, depois de muito tempo. A última vez foi há uns quatro anos, numa lancheria. Claro que nos encontramos outras vezes para jogar futebol, mas não conta. Interessante nossos papos. Nós, jovens, lembrando do tempo de antigamente, quando éramos crianças e brincámos pelos pátios de nossas casaas. Invariávelmente, sendo corridos de uma casa para outra (nossos pais e avós tinham o hábito de sestear e nós de aprontar). Roubávamos fruta dos pátios, milho das lavouras, éramos os terrores da vizinhança. Aos finais de semana vendíamos picolé. Nada a ver ficar lembrando disso. E tudo o ver. Nossa amizade não se importa com distâncias. Somos amigos para o que der e vier, em qualquer lugar. Aliás, tenho muitas amizades assim.
Outro dia, conversando com o Rodrigo Vontobel, ela lamentava que muitos amigos acabavam traindo da confiança dele. E eu o disse que tinha dificuldades para entender isso, pois vinha de uma turma de amigos que dão a vida um pelo outro. Que davam voadeiras em quem se metesse com qualquer um de nós. E se brigávamos, era de um arrebentar a cara do outro e, em seguida, se ajudar para qualquer coisa. Nossa amizade é assim. O Chico é um amigo extremamente fiel que tenho. Como se eu já não soubesse disso. Se bem que, às vezes, é preciso ouvir, para saber o quanto ele é importante para mim. Outro dia quebrei meu telefone, mas troquei o aparelho. O número é o mesmo, mas perdi os contatos de quase 200 pessoas que tinha no meu aparelho. Saco. Vou ter de começar tudo de novo, veja só..
Bom, cansei de escrever. Não tenho nada para dizer, nada para pensar....

sábado, 3 de novembro de 2007

Dezoito pedaços de pizza...

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Foi o que aguentamos comer, o Cristiano e eu, numa acirradíssima disputa que não teve campeão. E, sim, um empate. O local dessa batalha épica foi a pizzaria Convexo. Estávamos lá e decidimos a disputar para ver quem comia mais (coisa de quem não tem o que fazer num feriado...). O XXXX iniciou antes do gongo soar, pois chegou primeiro que nós e alegou que tinha comido já vários pedaços. Como não havia provas de quantos pedaços havia comido (pois tinha consumido com as evidências), resolvemos que ele não participaria de nosso embate. Seria, sim, o árbitro. Começamos a comer lá pelas 10h da noite. Já tinha passado da meia-noite e ainda estávamos comendo. Cada qual, tentando fazer com que o outro desistisse, contando algumas bravatas. Eu comecei. "Uma vez, na Pizzaiolo, lá em Santo Ângelo, comi vinte pedaços de pizza. A cada dois minutos tinha pizza no meu prato. Baita atendimento", comentei. "Lá em Porto Alegre, numa pizzaria entre a Mauá e a Júlio de Castilhos, comi 32 pedaços", disse o Cristiano. Já o Chiquinho não precisou comentar nada. O Cris e eu sabíamos que ele era um grande esfomeado e era bem capaz de nos ganhar naquela noite (eu costumo o comparar com aqueles bichinhos que existem embaixo da pia da família Dinossauros, prontos a devorar toda a sobra de comida que a Fran ou o Dino lhes joguem. Rahr, rahr, rahr...). Pois bem, a disputa foi longa e o garçon já nem aguentava mais levar pizza para a nossa mesa: portuguesa, quatro queijos, universitária, califórnia etc. Lá pelas tantas, o Chico começou a se render, recusando alguns pedaços de pizza de chocolate, pois não tinha gostado do sabor. Ali, comecei a ver que havia esperança de ganhar. "O Chico recusando comida?". Depois de algumas rodadas, outra recusa. O Cristiano e eu estávamos empatados e o Chico garganteava dizendo que era por causa da cerveja que tomava. "Quando vocês pararem de comer, ainda vou comer mais três pedaços além, nem que eu vá daqui direto para o banheiro", disse o Chico. Nós sabíamos que ele era bem capaz disso. Mas o destino interviu. O garçon nos serviu uma pizza de atum e anunciou que, em seguida, traria a última rodada. "É de chocolate. Querem?". O Chico não quis. E assim, o Cristiano e eu empatamos. Fomos os esfomeados da noite. Olha só na foto a nossa animação em comer tanta pizza...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

:)

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L,

Feliz Aniversário!


-M